Presidente Bolsonaro não recorre da absolvição de quem o esfaqueou

Brasil 00:01
Por Redação

A defesa do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, não recorreu da decisão que absolveu o homem que confessou tê-lo esfaqueado em setembro do ano passado, durante a campanha eleitoral, tendo o caso sido encerrado.

 

De acordo com a 3.ª Vara Federal em Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais, também o Ministério Público Federal (MPF) foi intimado, mas não apresentou recurso.

 

«A sentença que considerou o réu Adélio Bispo de Oliveira inimputável e lhe impôs medida de segurança de internamento por prazo indeterminado, em razão do atentado cometido contra o então candidato Jair Messias Bolsonaro, transitou em julgado. O MPF foi intimado a 17 de junho de 2019 e não apresentou recurso. O Presidente da República foi intimado a 28 de junho e também não recorreu no prazo legal», refere a justiça federal, na sua página oficial.

 

A defesa do acusado renunciou também ao prazo de recurso, tendo a sentença transitado em julgado, não sendo possível a interposição de qualquer recurso.

 

A 14 de junho, o homem que, a 6 setembro de 2018, esfaqueou o então candidato presidencial e atual chefe de estado brasileiro, foi absolvido por ser considerado inimputável, mas foi-lhe determinado a manutenção do internamento.

 

O juiz federal Bruno Savino, da 3.ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais, determinou que Adélio Bispo de Oliveira, autor confesso do ataque, não pode ser punido criminalmente, mantendo o seu internamento provisório na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Estado de Mato Grosso do Sul.

 

Segundo o magistrado, as perícias médicas concluíram que Adélio Bispo «é portador de transtorno delirante persistente».

 

Bolsonaro ficou mais de três semanas internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, e foi internado novamente no dia 27 de janeiro para ser sujeito a uma cirurgia de retirada de bolsa de colostomia, que possuía desde o esfaqueamento.

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