Rui Rio acusa António Costa de «lamentável encenação»

Política 06-05-2019 00:18
Por Redação

O líder do PSD acusou o primeiro-ministro de fazer uma «lamentável encenação» com a ameaça de demissão pelo facto de a campanha para as Europeias lhe estar «a correr bastante mal».

 

Rui Rio decidiu fazer uma declaração este domingo para reagir à ameaça de demissão do primeiro-ministro António Costa, na sexta-feira, na sequência da aprovação pelos partidos na Assembleia da República, exceção feita ao PS, do diploma que viabiliza a recuperação integral do tempo de serviço congelado dos professores.

 

O líder social-democrata começou por dizer que o primeiro-ministro seguiu um «guião teatral em três atos» e enumerou a reunião de emergência do núcleo duro do governo, a reunião com o presidente da República e o anúncio da ameaça de demissão.

 

«O diploma não estava finalizado e muito menos votado, sublinhou Rui Rio, considerando que António Costa fez «uma lamentável encenação».

 

«E porquê? Porque quis perturbar a campanha para as Europeias, porque lhe estava a correr bastante mal», defendeu o líder do PSD.

 

«Desespero, fraco sentido de Estado» e «crise artificial» foram expressões apontadas ao primeiro-ministro, num tom duro ao longo do discurso de cerca de 15 minutos, sem direito a perguntas.

 

Rui Rio insistiu que o PSD apenas reconhece os nove anos de serviços dos professores, «desde que salvaguardados pressupostos muito claros de equilíbrio orçamental, respeito pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento, pela situação económica e financeira do país, pelo controlo da dívida pública e pela sustentabilidade futura do sistema público de educação».

 

Por isso, anunciou que o PSD vai manter as suas posições «sem qualquer alteração» e avocou a sua votação em plenário, deixando um desafio. «Se o Governo e o PS estiverem de boa-fé, terão oportunidade de recuar, votando a favor destas nossas propostas que asseguram o equilíbrio financeiro no quadro do descongelamento das carreiras».

 

Caso o PS não as aprove, «então o PSD não poderá votar favoravelmente o diploma final», disse, admitindo que sem esse travão ele «pode efetivamente originar excessos financeiros que as finanças públicas poderão não conseguir suportar».

 

O líder do PSD compromete-se, no entanto, a manter essa proposta no programa eleitoral do PSD.

 

«A contagem dos nove anos reclamados pelos professores podem ser reconhecidos de diversas formas, através de ajustamentos salariais ajustados no tempo, de reduções de horário de trabalho ou de antecipação da idade da reforma. O senhor ministro das Finanças sabe isso», disse, insistindo que «o impacto depende totalmente da negociação que for feita».

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