Portugal em 12.º lugar no ranking da liberdade de imprensa

País 18-04-2019 17:44
Por Redação

Portugal subiu dois lugares para o 12.º posto no ranking de liberdade de imprensa e mantém-se em «boa situação»; Cabo Verde está em 25.º, em «situação satisfatória», enquanto Timor-Leste, Guiné-Bissau, Moçambique, Brasil e Angola estão em «situação difícil».

 

O relatório divulgado esta quinta-feira pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) faz uma pequena análise individual da situação em cada país, sendo que, em Portugal, o texto começa por referir que «apesar dos jornalistas serem mal pagos e haja um aumento de insegurança no trabalho, o ambiente investigativo é relativamente calmo», condenando ainda os sistemáticos processos de difamação a jornalistas.

 

«No mundo do futebol, tanto treinadores como adeptos, continuam a ser muito agressivos para com os media, e os jornalistas costumam ser ameaçados com processos quando fazem cobertura de práticas questionáveis nos principais clubes do país», pode ler-se no final do documento.

 

Em Cabo Verde, os RSF exaltam a «ausência de ataques a jornalistas e excecional liberdade de imprensa, garantida pela constituição», num país em que o último processo por difamação aconteceu em 2002 e que subiu este ano quatro lugares no ranking - ainda assim, a «autocensura é amplamente praticada».

 

Várias posições abaixo, em 84.º, aparece Timor-Leste com uma subida de 11 lugares

 

Em 89.º, a Guiné-Bissau foi o país lusófono com um pior comportamento relativamente ao ano passado, descendo seis posições.

 

Moçambique aparece em 103.º lugar, descendo quatro posições.

 

A eleição de Jair Bolsonaro «anuncia uma era sombria para a democracia e liberdade de imprensa no Brasil», num país que desceu três lugares no ranking e ocupa agora o 105.º posto.

 

O pior dos países lusófonos foi também aquele que mais cresceu. Angola subiu 12 lugares, para o 109.º, mas os quatro canais de televisão, as 17 emissoras de rádio e os cerca de 20 jornais e revistas são «ainda largamente controlados ou influenciados pelo Governo e partido no poder».

 

A Noruega, Finlândia e Suécia aparecem, respetivamente, nas primeiras posições num ranking que tem ainda a Venezuela na 148.ª posição, em «situação difícil», e a Eritreia, Coreia do Norte e Turquemenistão nas últimas posições.

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