ONU descobre pelo menos 535 civis em 59 valas comuns

RD Congo 30-01-2019 21:13
Por Lusa

Uma investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) ao massacre de dezembro na zona ocidental da República Democrática do Congo (RD Congo) descobriu os corpos de, pelo menos, 535 civis no interior de 59 valas comuns.

 

O anúncio foi feito, esta quarta-feira, pela missão da ONU no país, a MONUSCO, que aponta que «pelo menos 535 civis foram mortos em quatro ataques», durante os conflitos étnicos naquela zona, entre 16 e 18 de dezembro de 2018.

 

A MONUSCO apontou que a equipa de investigação identificou um total de 59 valas comuns em duas das cidades atacadas, mas «não descarta outros locais».

 

As valas comuns foram descobertas por trabalhadores da Cruz Vermelha e por membros de famílias que tinham abandonado os locais.

 

«Além disso, 967 propriedades, incluindo igrejas, escolas e centros de saúde, foram pilhados ou destruídos, e pelo menos 363 barcos foram destruídos», acrescentou a missão.

 

A 16 de janeiro, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) disse que estimava a morte de, pelo menos, 890 pessoas durante os três dias de conflito entre etnias rivais.

 

O ACNUR estimou ainda que 16.000 pessoas tenham abandonado Yumbi e a periferia, incluindo 7000 que terão atravessado a fronteira para a República do Congo.

 

O conflito entre etnias aconteceu semanas antes das eleições presidenciais, que já tinham sido adiadas por dois anos, e impossibilitou a participação do eleitorado em Yumbi, visto que a infraestrutura da comissão eleitoral foi um dos edifícios destruídos.

 

Já em 2009 e 2010, pelo menos 110 mil pessoas, que fugiam de outro conflito interétnico na província do Equador, noroeste da RD Congo, tinham procurado refúgio no Departamento da Likouala, no extremo norte da vizinha República do Congo.

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