Portugueses admitem falhar Volta ao Algarve

Ciclismo 27-09-2019 08:49
Por Fernando Emílio

A exclusão a partir da próxima temporada, por parte do Comité Diretor da UCI, da Volta a Portugal da ProSeries , veio levantar algumas questões às equipas. A decisão da UCI baseia-se no não cumprimento do critério desportivo, que obriga a que nos últimos anos a competição tivesse no mínimo 10 equipas Continentais Profissionais e/ou World Tour, o que não aconteceu. A isto juntaram-se as pressões exercidas pela Associação Internacional de Organizadores de Corridas de Ciclismo (AIOOC), onde Portugal não tem qualquer representante.


Para competir nas provas ProSeries será obrigatório que as equipas Continentais possuam passaporte biológico, um investimento que rondará no mínimo os 3.500 euros e que estava a ser considerado pelas equipas portuguesas para poderem competir na Volta ao Algarve e Volta a Portugal. Com a exclusão da Volta a Portugal a situação passa a ter contornos bem diferentes, admitindo algumas equipas abdicar de ter passaporte biológico, o que as levará a falhar a Volta ao Algarve. «Nesta altura desconhecemos o que vai acontecer. Questionei a federação e até agora ninguém me respondeu. Com estas alterações precisamos de saber as normas que vão vigorar na próxima temporada. Sou a favor do passaporte biológico mas para correr apenas a Volta ao Algarve é uma situação que temos de equacionar e será o patrocinador a decidir», afirmou Pedro Silva responsável da Miranda-Mortágua.

 

«O investimento no passaporte biológico só para correr a Volta ao Algarve não tem justificação. Já tinha dito isso ao presidente Delmino Pereira, não está em causa o passaporte mas os seus custos, pelo que a opção é não ir ao Algarve onde as equipas portuguesas passam despercebidas devido à presença das grandes figuras», adiantou José Santos da Radio Popular-Boavista. «Temos de conhecer a legislação para saber o que vamos fazer. Se o passaporte biológico só for obrigatório na Volta ao Algarve é preferível não ir porque o pelotão com grandes equipas não nos dá retorno», adiantou Jorge Piedade diretor da Aviludo-Louletano. «Nesta altura é prematuro tomar uma decisão porque ninguém sabe o que vai acontecer. É evidente que o passaporte biológico é importante, mas tudo depende da carteira de cada um, depois de clarificadas as águas veremos o que iremos fazer», frisou Vidal Fitas do Tavira. «Sou a favor do passaporte biológico mas teremos de analisar os prós e os contras, porque se for só para correr a Volta ao Algarve coloco algumas reticências. Vamos aguardar mais uns dias porque os regulamentos da federação nada dizem e será o patrocinador a decidir», comentou Ruben Pereira da Efapel.  


Face às inúmeras reclamações devido às alterações verificadas, a UCI decidiu enviar até 1 de outubro para todas as federações, o calendário e a nova legislação para analisarem o conteúdo e apresentarem sugestões. No dia 9 o calendário definitivo e oficial será anunciado.

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