«Valeu-me a Playstation e alguns abanões»

Andebol 25-02-2020 11:11
Por Célia Lourenço

Voltar a «sentir a bola na mão» em clima de jogo, e logo na Veszprém Arena, a contar para a Liga dos Campeões, «foi especial» para Gilberto Duarte, o lateral-esquerdo do Montpellier que esteve 88 dias arredado dos pavilhões, com o Europeu histórico para Portugal pelo meio, após ter sofrido lesão quando um colega lhe caiu em cima do joelho num jogo da Taça da Liga francesa, a 5 de dezembro passado.

 

«Foi um pouco complicado quando me vi dentro de campo e logo naquele pavilhão, mas marquei dois golos em três remates. Só lamento o resultado do coletivo. Para mim foi especial, estou contente, agora o meu corpo é que vai gritar um pouco. Foi muito tempo parado», sublinhou a A BOLA o internacional português de 29 anos, após o desaire do Montpellier em casa dos húngaros (23-24), com o qual só soube que ia jogar poucas horas antes. «Só sábado de manhã é que me disseram que ia jogar», contou o lateral-esquerdo que, terça-feira, tivera um balde de água fria após a visita ao médico, de quem esperava ter luz verde para um dos jogos da semana, sendo que a equipa jogava quinta-feira com o Chambery para a Starligue gaulesa, encontro que viria a perder (24-27).

 

«Disseram-me que ia viajar com a equipa, mas que não ia jogar. Foi difícil. Soube na véspera do jogo da Champions que ia entrar», relatou o algarvio, já a pensar em ajudar os antigos campeões da Europa a regressar às vitórias. «Agora tenho de respirar bem e continuar a trabalhar para ganhar ritmo e forma, já a pensar em vencer na quarta-feira [amanhã, com o Saint-Raphael] e sábado», refletiu Gilberto, apontado ao derradeiro duelo da fase de grupos da Champions, em casa do Vardar, campeão europeu derrotado sábado pelo FC Porto.

 

A pensar «um jogo de cada vez», o andebolista de Lagoa não quer antecipar o torneio pré-olímpico, no qual Portugal ganhou assento após o 6.º lugar no Europeu que tanto custou a Gil ver pela televisão, excetuando quando visitou os companheiros de Seleção em Malmo e assistiu ao duelo com a Noruega.

 

«Estes quase três meses foram muito difíceis, especialmente por não ter estado no Europeu. Valeram-me os jogos da Playstation, algumas séries televisivas e estar em casa, em Lagoa, o meu porto de abrigo. Recebi apoio, mas também abanões. Precisava deles para me chamar à realidade. Não sou pessoa fácil. Não quero pensar no apuramento olímpico, até posso não ser selecionado», disse sobre o torneio a realizar entre 17 e 19 de abril, em Paris.

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