Tribunal obriga: clube tem de sair já da Reboleira

E. AMADORA 06-07-22 8:12
Por Redação

O Clube de Futebol Estrela da Amadora tem de abandonar o Estádio José Gomes de imediato, determinou a juíza do Tribunal de Sintra, que não deu provimento ao pedido da SAD dos amadorenses, liderada por Paulo Lopo, para se manter na Reboleira enquanto a Comissão de Credores decidia se aceitava ou não a proposta do emblema.

É no Tribunal de Sintra que corre o processo da insolvência do E. Amadora, e era à instância que competia deliberar sobre o pedido da SAD. Recorde-se que no leilão de 30 de junho o clube avançou com a proposta mais alta, €2,25 M, ainda assim menos de metade do valor base de licitação para a venda, fixado pelos credores em € 5,1 M.

O valor de €2,25 M da proposta reportava a €750 mil pelo Estádio José Gomes e a €1,5 M pelo bingo do clube e o campo de treinos anexo.

A oferta vai agora ser analisada pela Comissão de Credores do antigo E. Amadora, que dispõe de três meses (90 dias, até ao início de outubro) para deliberar e decidir se aceita ou recusa a oferta.

Mesmo tendo pedido o licenciamento do Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria – a 140 quilómetros da Amadora…-, para ir disputar as competições profissionais (Liga 2) em 2022/23 como seu recinto, a SAD amadorense acalentava a secreta esperança de poder continuar nas instalações e que o tribunal atendesse ao seu pedido de impedir o despejo imediato… acrescido de multa de €1000/dia por «ocupação indevida» desde o final do contrato de arrandamento – o E. Amadora pagava aluguer, mas o vínculo caducou a 30 de junho.

A decisão motiva a suspensão dos treinos de toda a formação do E. Amadora, que abarca, nos seus vários escalões, 350 crianças e adolescentes. Para a equipa principal, orientada por Sérgio Vieira, inconveniente logístico de ter de preparar 2022/23 na Malveira, depois de esta quarta-feira ter anunciado o antigo jogador do clube e internacional português Daniel Kenedy como diretor para o futebol profissional.