‘Cashball’: Defesa do Chaves recusou 25 mil euros para facilitar a vida a Bas Dost

SPORTING 20-05-22 5:45
Por Redação

A decisão instrutória do processo ‘Cashball’, onde João Gonçalves, Gonçalo Rodrigues e Paulo Silva são acusados do crime de corrupção ativa, mostra que o último, a mando de Gonçalo Rodrigues (trabalhava, na altura, no gabinete de apoio ao jogador do Sporting), tentou corromper um defesa do Chaves para facilitar a vida a Bas Dost, em dois jogos entre as duas equipas.

Essas partidas aconteceram a 14 de janeiro de 2017 (17.ª jornada da Liga) e, três dias depois, para os quartos de final da Taça de Portugal. No primeiro, o avançado neerlandês bisou e evitou a derrota dos leões, enquanto no encontro da Taça Bas Dost não marcou. No acórdão, é possível ler que Paulo Silva se dirigiu ao hotel Aqua Flaviae, onde o Chaves se encontrava a estagiar, para que o defesa-central Leandro Freire permitisse que Bas Dost «desenvolvesse livremente as suas jogadas, sem oposição», com a promessa de lhe serem pagos 25 mil euros (12.500 por cada jogo).

O aliciamento foi, esclarece o Tribunal Judicial da Comarca do Porto, recusado pelo então jogador dos flavienses (hoje no Gifu, no Japão).