UCI suspende Radio Popular-Boavista

CICLISMO 26-04-22 9:37
Por Fernando Emílio

O Tribunal Antidopagem da UCI suspendeu por 20 dias a Radio Popular-Boavista, que esta temporada adotou o nome de Radio Popular-Paredes-Boavista, com base no artigo 7.12.1 ADR, dos Regulamentos Antidopagem, o qual prevê a suspensão entre 15 a 45 dias de equipa que, no espaço de 12 meses, apresente dois casos anormais no passaporte biológico.O castigo, a vigorar entre 29 de abril e 18 de maio e apenas aplicado à presença em provas internacionais, impedirá a formação de disputar a Volta às Astúrias, já no próximo fim de semana.A decisão da UCI foi fundamentada nas suspensões de quatro anos aplicadas a Domingos Gonçalves e a David Rodrigues, respetivamente, o primeiro por alterações no passaporte biológico entre julho de 2018 e dezembro de 2019, o segundo pelo mesmo motivo desde agosto de 2018.«A partir do momento em que fomos notificados da situação pela UCI, para apresentar alegações aos casos do Domingos e do David, de imediato demos andamento ao processo por o prazo concedido ser muito curto. Como a suspensão apenas tem efeitos nas provas internacionais, também era do nosso interesse que o processo se adiantasse para começar na data da Volta às Astúrias, como se veio a confirmar, evitando ainda problemas no Troféu Joaquim Agostinho e na Volta a Portugal, que são as provas internacionais que se seguem», declarou a A BOLA o diretor desportivo da equipa axadrezada, José Santos.«Durante o processo, e em nossa defesa, informámos a UCI de que não fomos notificados pela ADoP e não sabíamos que os dois ciclistas se encontravam naquela situação. A resposta foi que embora pudessem admitir que não existiu negligência, os factos que apresentámos não eram suficientes para que se pudessem ignorar os regulamentos, pelo que foi aplicada a suspensão mais baixa prevista na legislação. Ainda apelámos a que nos fosse dada apenas advertência em vez da suspensão, mas a decisão já estava tomada», confessou, em voz tremula, José Santos, desalentado com a situação.«Ao fim de tantos anos dedicado à modalidade sinto-me triste pelo que está a acontecer. Este caso não tem nada a ver com o que se passa na W52-FC Porto. Por coincidência de datas surgiu na mesma altura e não deixa de ser desagradável para a equipa, ciclistas, patrocinadores e para quem gosta da modalidade. Sinto-me triste e amargurado, mas reconheço que as leis são para cumprir.»Uma vez concluída a suspensão, a Radio Popular-Paredes-Boavista, além de continuar a competir nas provas nacionais, já poderá regressar às competições internacionais, pelo que mantém assegurada a presença na Volta a Portugal. 

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