«Equipa feminina? Não somos um centro social…»

CICLISMO 22-09-21 10:59
Por Redação

Numa altura em que a criação de um contrarrelógio de seleções mistas, com três homens e três mulheres, nos Campeonatos do Mundo, continua a dividir o ciclismo, Patrick Lefevere, manager da Deceuninck Quick-Step, foi questionado sobre a possibilidade de criar uma equipa feminina.

«Quando é que isso vai acontecer? Quando houver suficientes corredoras de qualidade na Bélgica. Não precisa de ser uma equipa só com corredoras belgas, mas infelizmente não vejo que tal a venha a acontecer. Jolien D'Hoore e Anna Van der Breggen retiraram-se, apenas Van Vleuten continua a destacar-se mas está na Movistar», disse em declarações ao Het Laatste Nieuws.

Lefevere recordou de seguida uma corrida feminina que assistiu em Itália: «Venceu Longo Borghini e a primeira corredora belga foi 40.ª a cinco minutos da vencedora. Estou numa empresa que patrocina a equipa da mulher do nosso diretor desporto. Se, num grupo de 50 corredoras, não há uma única belga… com o devido respeito, mas não somos o centro de bem-estar social», afirmou, antes de acrescentar:

«Para formar uma equipa feminina, primeiro tens de convencer essas mulheres a dedicarem-se ao ciclismo. Mas não sei se tenho a experiência, o tempo, o dinheiro ou a vontade de investir nisso», rematou.