«Adorava o pódio»

TÉNIS DE MESA 18-09-21 12:3
Por Gabriela Melo

É na «bolha» de Tessalónica, Grécia, ainda envolta em apertadas medidas sanitárias devido ao Covid-19, que o português mais bem classificado no ranking mundial, Marcos Freitas (23.º), se propõe voltar ao pódio do Top-16, um evento circunscrito aos melhores europeus. Em femininos, Fu Yu e Shao Jieni são as portuguesas apuradas.

Quinto favorito, Marcos Freitas discute o Top-16 pela oitava vez, com um sorriso provocado pelas recordações da primeira vitória de singulares num evento de topo, em 2014, seguida do segundo lugar passado um ano. Embora «os jogos sejam difíceis e os jogadores já se conheçam muito bem», o objetivo de «um bom resultado» nesta edição está traçado e o sorteio haveria de ditar confronto inicial com o dinamarquês Jonathan Groth (32.º). «Adorava voltar ao pódio», conta Marcos Freitas.

Será a primeira competição do madeirense após os Jogos Olímpicos de Tóquio, intercalada por duas semanas de férias e o trabalho no CAR de Vila Nova de Gaia sob supervisão da equipa técnica nacional. Servirá de preparação para o Europeu de equipas, de 28 deste mês a 3 de outubro, em Cluj, Roménia. Para competir na Grécia, Freitas abdicou do Open do Catar, onde estarão os companheiros de Seleção Nacional.

«Não me lembro de pensar tanto sobre a opção a fazer. Mas o Top-16 é muito importante e dei prioridade. A diferença horária e a quarentena complicariam as viagens. Era impossível estar bem nas três provas», justifica o jogador que, na Grécia, submete-se ao «sistema de bolha», apenas autorizado a sair do hotel para competir no pavilhão, mesmo vacinado e testado. O ténis de mesa retoma a atividade a espaços entre provas adiadas ou canceladas, mas o Top-16 é «mais pequena e fácil de organizar».

Em femininos, Fu Yu (54.ª mundial) defronta a luxemburguesa Lian Xin (44.ª), Shao Jieni (62.ª) a austríaca Sofia Polcanova (16.ª).  

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