Guerra a recordar a Superliga

HÓQUEI EM PATINS 15-09-21 9:59
Por Gabriela Melo

Os membros da Associação Europeia de Clubes de Hóquei em Patins (ECHA) e o comité técnico de hóquei em patins da World Skate Europe (WSE) têm agora um ano para chegar a um entendimento relativo à Liga Europeia masculina, após a recusa das 12 principais equipas em alinhar nesta época. Mas as reivindicações da ECHA assemelham-se à criação da Superliga de futebol e também estão sob escrutínio.

O presidente do comité técnico da WSE, Agostinho Silva, não descarta o diálogo com a ECHA com vista ao regresso das equipas à Liga Europeia, dentro de um quadro de «tranquilidade e tempo, sem a pressão realizada e condições inaceitáveis». Questões estruturais dividem as partes, desde logo a ideia de Liga Europeia com todos os clubes da ECHA independentemente de estarem numa posição elegível. Sem esquecer as propostas de jogarem a meio da semana e de assegurarem gestão profissionalizada aos níveis desportivo, financeiro, audiovisual e de marketing. Paralela à ideia da Superliga de futebol fechada, também abrangendo 12 dos maiores clubes europeus, com o Barcelona, presente nas duas modalidades. Além de 16 fundadores ou membros permanentes, competiriam outros quatro clubes em função do rendimento da temporada anterior. Na Superliga, os jogos ocorreriam a meio da semana e também há pontos de contacto no formato das competições futebolística e patinada.  

A Superliga mereceu ameaças de exclusão por parte da UEFA e também da FIFA. No caso do hóquei em patins, há a promessa de diálogo mas pouco mais, uma vez que o presidente da mundial World Skate, o italiano Sabatino Aracu, já classificou a ECHA como «uma associação privada sem valor institucional para realizar propostas» do foro do comité europeu. «Nunca houve qualquer acordo com a ECHA. Só propostas», afirmou ao jornal italiano Il Tirreno. «Temos de considerar as outras equipas com direito à Liga Europeia. É claro que, em termos financeiros, temos velocidades diferentes, mas devemos procurar um compromisso conveniente para todos.»