Surpreso com decisão do presidente, Villas Boas deixa futuro em aberto

MARSELHA 15-01-20 3:53
Por Redação

André Villas, treinador do Marselha, assumiu que recebeu com surpresa a contratação do inglês Paul Aldridge que irá desempenhar funções como consultor do presidente do clube, Jacques-Henri Eyraud.

«Foi uma decisão do presidente que Zubizarreta [n.d.r. diretor desportivo] me comunicou na semana passada. Cabe ao presidente justificar essa escolha», começou por dizer em conferência de imprensa, antes de confessar: «Não acho que isso vá facilitar a venda de jogador para Inglaterra, mas… o presidente que explique. Recebi essa informação com surpresa e não quero falar muito disso. Se for para ajudar o Marselha a sobreviver economicamente, posso entender. Para mim, o que mais importa é manter o meu grupo para poder alcançar os objetivos que tracei.»

Questionado se este assunto pode condicionar a sua permanência no clube na próxima época, o técnico português lembrou: «Vim pela dimensão do clube, mas também por Zubizarreta. Disse que o meu futuro estava ligado ao dele. Desportivamente, demos em seis estabilidade a um dos clubes emocionalmente mais instáveis do mundo na relação com a imprensa e com os adeptos.»Em acto contínuo, Villas Boas explicou que não pode garantir que irá cumprir o contrato assinado até 2021: «Sinceramente, não posso. Deixei o futebol chinês, onde recebia 12 milhões de euros líquidos, para participar no Dakar. Sou um cidadão do mundo. Estive mais perto do futebol mexicano e argentino que do Marselha. Gosto de França, todos me respeitam e estou muito feliz aqui. Quando nos conhecemos em Paris [antes de assinar] disse francamente a Zubizarreta e ao presidente qual é o meu modo de vida. Não tenho limites geográficos, tanto posso treinar no Japão como no Brasil.»