Guardas prisionais que falharam na vigia a Jeffrey Epstein acusados de falsificação de documentos

ESTADOS UNIDOS 19-11-19 9:3
Por Redação

Dois guardas prisionais em funções na noite em que o  magnata norte-americano Jeffrey Epstein morreu (ter-se-á suicidado) foram acusados de falsificação de documentos governamentais.

Segundo a ABC, Tova Noel e Michael Thomas foram acusados de «criar registos falsos e conspirar para criar documentos falsos e defraudar os EUA ao prejudicar as funções legais do Centro Correcional Metropolitano, instalações prisionais de Manhattan que contêm reclusos», pode ler-se num comunicado da Procuradoria do Distrito do Sul de Nova Iorque.

«Como alegado, os arguidos tinham o dever de assegurar a segurança e proteção de reclusos federais sob o seu cuidado no Centro Correcional Metropolitano. Em vez disso, falharam repetidamente na realização de vistorias aos reclusos, e mentiram em formulários oficiais para esconder as suas infrações», afirmou o procurador Geoffrey Berman.

O magnata tinha 66 anos e foi encontrado morto na cela a 10 de agosto.

Foi preso depois de ter sido acusado de tráfico de droga e de tráfico humano com fins sexuais.

Era suspeito de ter abusado de dezenas de menores em Nova Iorque e no estado da Flórida.

As câmaras de videovigilância revelaram que os guardas prisionais que deviam vigiar Epstein a cada 30 minutos nunca o fizeram nas horas anteriores à sua morte.