Sociedade civil exige nomeação de primeiro-ministro e marcação de presidenciais

GUINÉ-BISSAU 24-05-19 5:43
Por Lusa

Organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau exigiram, esta sexta-feira, ao Presidente guineense, José Mário Vaz, a nomeação do primeiro-ministro no «prazo mais curto possível» e a marcação de eleições presidenciais.

Numa declaração pública lida depois de um encontro de reflexão, que decorreu na Casa dos Direitos, em Bissau, as organizações da sociedade civil exigiram ao Presidente da República, José Mário Vaz, «a nomeação, no prazo mais curto possível, do primeiro-ministro saído das eleições do dia 10 de março, de forma a concretizar a vontade popular expressa nas urnas».

No documento, lido pelo presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário Silva, a sociedade civil guineense exige também ao chefe de Estado a «marcação da data das eleições presidenciais, observando o cronograma eleitoral proposta pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).

A CNE propôs a realização de eleições presidenciais a 3 de novembro, segundo o cronograma a que a agência Lusa teve acesso.

As organizações da sociedade manifestaram a sua indignação pela forma como os «partidos políticos têm vindo a demonstrar pouca sensibilidade e respeito pelos compromissos públicos assumidos perante o povo e a Nação, como por exemplo, o Pacto de Estabilidade Política e Social, assinado em 14 de fevereiro de 2019».

A sociedade civil guineense está também preocupada com a deterioração das «condições de vida da população guineense, agravada pela corrupção generalizada e institucionalizada, gerando a incapacidade dos órgãos da Administração Pública em satisfazer as necessidades coletivas nos mais variados setores da vida nacional».

Na declaração pública lida à imprensa, as organizações da sociedade civil encorajam também as forças de defesa e segurança da Guiné-Bissau a «continuarem a observar os princípios republicanos que regem as suas atuações» e apelam à população para se manter atenta e intransigente na «defesa e preservação das conquistas democráticas».

Dois meses depois das eleições legislativas de 10 de março, o novo primeiro-ministro ainda não foi indigitado pelo líder guineense e o novo Governo também não tomou posse devido a um novo impasse político, que teve início com a eleição dos membros da Assembleia Nacional Popular.