J. Marques utilizou endereço de correio eletrónico sugerido por Rui Pinto

FC PORTO 15-04-19 11:22
Por Redação

A CMTV divulgou, esta segunda-feira, parte do interrogatório em tribunal de que foi alvo Francisco J.Marques, diretor de comunicação dos dragões. Em causa, a forma como o dirigente do FC Porto teve acesso aos milhares de e-mails do Benfica, partilhados no Porto Canal durante vários meses. 

«Recebi os e-mails em várias etapas. O primeiro foi em abril de 2017, quando estava num almoço com acesso ao e-mail pelo telefone e caiu um. Só posteriormente criei um endereço de e-mail no servidor Tutanota. Fiz isso porque o remetente era daí, fui pesquisar o que era, não foi ninguém que me mandou e pensei que, daquela forma, seria mais prático», começou por referir Francisco J. Marques.

Na reportagem, a CMTV relembra que esse servidor Tutanota foi o mesmo que Rui Pinto, hacker informático que está detido por ser o principal suspeito do roubo dos e-mails, sugeriu aos jornalistas da revista alemã Der Spiegel para receber e armazenar a informação do Football Leaks.

Além desta informação, J. Marques diz ainda que contratou Diogo Faria, co-autor do livro Polvo Encarnado, «não por causa dos e-mails, mas porque tem muitas qualidades».

Na referida reportagem, foi também transmitida parte do áudio do interrogatório ao referido Diogo Faria: «O Francisco J. Marques viu em mim competências para analisar criticamente os e-mails e distinguir o acessório do importante. Éramos os únicos com acesso ao computador onde estavam os dados.»