Enfermeiro e presidente do Sindepor suspende greve de fome

SAÚDE 22-02-19 4:41
Por Redação

Ao terceiro dia de greve de fome, Carlos Ramalho, presidente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros Portugueses (Sindepor), suspendeu, esta sexta-feiraq, a greve de fome, depois de receber uma chamada da ministra da Saúde, Marta Temido, a anunciar que o Governo pretende retomar as reuniões negociais com as estruturas sindicais dos enfermeiros.

Ao início desta manhã, após a segunda noite em greve de fome e a dormir numa tenda perto da Presidência da República e ainda antes de saber que o ministério da Saúde iria retomar as negociações com os enfermeiros, Carlos Ramalho e presidente do Sindepor disse que o seu principal inimigo continuava a ser a

Enquanto Carlos Ramalho prosseguia a sua luta pessoal, em Belém o sindicato continua a guerra jurídica com mais um requerimento para o Supremo Tribunal Administrativo a contestar os argumentos do Governo.

A 14 de fevereiro, o Supremo Tribunal Administrativo aceitou a intimação do Sindepor que contesta a requisição civil decretada pelo Governo, que abrange quatro dos 10 hospitais onde decorre a greve em blocos operatórios, conhecida como greve cirúrgica - ao executivo foram dados cinco dias para responder, o que já foi feito.

Nessa resposta, o Governo alegou que os serviços mínimos não foram cumpridos em cerca de 450 cirurgias durante a greve dos enfermeiros.

Na sequência desta resposta do executivo, o Sindepor contra-atacou com um novo requerimento a contestar a argumentação.

Segundo a TSF, nessa resposta o sindicato acusa o Ministério da Saúde de manipular dados e distorcer informação.