«O Sporting foi o clube que mais me marcou»

Entrevista 01-09-2020 09:35
Por Nuno Raposo

Bruno en conversa franca com A BOLA. Do Sporting ao Manchester United, passando pela Seleção, o médio confessa todo o amor ao emblema de Alvalade, a chegada triunfal a Inglaterra e os sonhos por Portugal.

 

-Como foi o processo de saída de Alvalade? Esteve para sair no verão passado mas só aconteceu em janeiro de 2020. Foram momentos de ansiedade?


- Olhe, vou ser muito sincero: depois de não sair em junho, o que me deixou um pouco triste pelo facto de querer chegar à Premier League e achar que estava pronto para o salto, essa tristeza durou um dia apenas, porque no dia seguinte estávamos já a preparar a Supertaça, que infelizmente não conseguimos ganhar contra o Benfica.

 

- Ultrapassou rápido...
- Sou apaixonado pelo futebol, pelo que faço, e para mim o mais importante é estar no campo, é estar com uma bola, ter a possibilidade de jogar. Sou feliz onde estiver, porque acredito que as coisas acontecem cada uma a seu tempo… E o meu foco foi estar no Sporting. A partir do momento em que em janeiro se começou outra vez a falar, sabia que se ia insistir nisso, mas tinha metido na cabeça: não vou sair!

 

- Ai sim?
- Sim. Pensei: se acontecer acontece, mas não vou sair, faz-me mal estar a pensar nisso. Eu queria estar no Sporting, porque estava bem no Sporting, nunca fiz um forcing para sair do Sporting. Não era eu querer sair, mas antes apenas achar que estava pronto para chegar à Premier League.


- Podia então ter ficado?
- Poderia ter ficado que nada mudaria na minha maneira de estar e de continuar a trabalhar. Obviamente que foi muito importante para mim sair, fiquei muito feliz pelo facto de dar o passo seguinte na minha carreira, mas digo sinceramente: fiquei triste por deixar o Sporting, porque foi um clube que me marcou muito. Por tudo o que aconteceu, por tudo o que vivi no clube, por todos os momentos positivos e negativos, foi o clube que mais me marcou até agora e foi o clube por que criei mais carinho e afinidade de todos os que joguei até ao momento.


- Como disse, de forma sentida, não é sportinguista de berço, mas saiu sportinguista…
- Se essas palavras não fossem sentidas não as teria dito. Quero que saibam que gostei, e gosto, do Sporting, gostei mesmo de estar lá, vivi o clube a mais de 100 por cento, todos os dias a todas as horas, sempre com o máximo de intensidade e de amor e paixão pelo Sporting e pelo amor que tenho pelo futebol, porque em qualquer clube o amor e paixão que vou meter no jogo serão sempre os mesmos. Agora, o sentimento que se cria pelo clube não será o mesmo.

 

«Saí por um justo valor»
- E o peso de ser a maior venda do Sporting?

- Ao sair queria deixar algo de positivo, porque os meus números neste momento de nada serviam ao Sporting, o que o Sporting precisava era de dinheiro, 


- Ficou a faltar ter sido campeão de leão ao peito… Pode voltar um dia para essa conquista?
- Quem sabe? Não fecho essa porta.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa de A BOLA.

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