Tony Gravata 'desafia' Ananias Couana na liderança da LMF

Moçambique 02-12-2019 17:16
Por Alexandre Zandamela, Maputo

Depois de Manuel Bucuana (Tico-Tico) decidir enfrentar os ‘veteranos’ Alberto Simango Júnior e Faizal Sidat na corrida à presidência da Federação Moçambicana de Futebol (LMF), agora surge Tony Gravata a desafiar Ananias Couana nas eleições que tem lugar esta terça-feira, em Maputo.

 

Trata-se de uma ocasião em que os 16 clubes participantes no Campeonato Moçambicano de Futebol da 1.ª Divisão (Moçambola) são chamados a votar na equipa gestora da competição para o quadriénio 2020-2024, num escrutínio aguardado com muita expectativa, sobretudo porque a questão do figurino da prova continua a ser objeto de várias correntes.

 

Ananias Couana, o candidato da continuidade e cujo primeiro mandato foi caracterizado por alguns solavancos devido às incertezas quanto ao curso normal do Moçambola, particularmente em 2017 e 2018, poderá novamente lançar à mesa o trunfo de uma prova com 16 clubes, depois de, no princípio deste ano, se ter optado pela redução para 14.

 

O atual presidente da LMF tem estado a desdobrar-se em contactos com vários segmentos do empresariado nacional com vista à viabilização de um campeonato nos atuais moldes, que é, aliás, o figurino de consenso, porém, amordaçado pela crise financeira que o país enfrenta, com o futebol a não ser uma ilha.

 

Para ser sufragado, Ananias Couana também exibe, como cartão-de-visita, a sua experiência no dirigismo desportivo e, acima de tudo, de gestão do Moçambola. No seu exercício, mereceu voto de confiança da maioria dos clubes filiados na LMF, o que para ele constitui bom augúrio para em relação ao escrutínio.

 

Tony Gravata, antigo jogador que vestiu as camisolas do Ferroviário de Maputo e Maxaquene, é, atualmente, presidente do Sindicato de Jogadores e comentador da televisão pública.

 

Gravata é um jovem irreverente e com ideias muito claras quanto àquilo que pretende implementar para a gestão da LMF e, concomitantemente, para o campeonato.

 

Segundo ele, «urge encontrar mecanismos que possam garantir um Moçambola sem soluços, o que também passa por uma melhor organização dos próprios clubes».

 

Enquanto Ananias Couana praticamente conta com o mesmo elenco com quem trabalhou desde 2015, Tony Gravata apresenta uma equipa cuja base são antigos futebolistas e, tal como Tico-Tico, tem vincado que chegou o momento de «devolver o futebol aos seus donos», uma narrativa que está a dividir as opiniões dos amantes do futebol em Moçambique.

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