Renamo acusa Frelimo de reativar ´esquadrões de morte´

Moçambique 12-11-2019 11:46
Por Redação

 A Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, acusou a Frelimo, no poder, de ter «reativado os esquadrões de morte» para mover ações de violência e perseguição aos membros daquela organização e criar um conflito pós-eleitoral.

 

«Violando o espírito e a letra do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, assinado no dia 6 de agosto do presente ano, a Frelimo reativou os esquadrões de morte», declarou o porta-voz da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), José Manteigas.

 

O dirigente, que falava em conferência de imprensa, em Maputo, acusou as forças de defesa e segurança de detenções ilegais de membros da Renamo e tentativas de sequestro de tantos outros.

 

Os casos, de acordo com Manteigas, registaram-se nas províncias de Sofala, Manica, Zambézia e Tete, Centro do país, entre os dias 16 de outubro e 11 de novembro.

 

«O cenário que aqui apresentamos é simplesmente uma pequena amostra do que está a acontecer depois do dia 15 de outubro», afirmou o porta-voz da Renamo, referindo-se às eleições gerais e provinciais que deram a vitória à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo).

 

José Manteigas afirmou que, como Presidente da República e Comandante em Chefe das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, Filipe Nyusi «sabe o que está a acontecer no terreno».

 

Manteigas assinalou que, nos últimos anos, vários membros da Renamo foram assassinados por alegados esquadrões de morte.

 

Por outro lado, o porta-voz da Renamo acusou o Governo da Frelimo de não estar a agir no sentido de travar o «extermínio da população» da província de Cabo Delgado, Norte do país, numa alusão aos ataques armados por grupos desconhecidos.

José Manteigas respondeu apenas a questões relacionadas com a denúncia que fez hoje, recusando tratar de outros assuntos.

 

Apesar das tentativas, a Lusa ainda não conseguiu ouvir a Frelimo e a polícia moçambicana sobre as acusações feitas hoje pela Renamo.

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