Harry pede«esforços redobrados» para deixar as minas nos livros de História «para sempre»

Angola 27-09-2019 15:58
Por Lusa

O príncipe Harry pediu hoje, no Huambo, no mesmo local que a mãe visitou em 1997, "esforços redobrados" no combate às minas antipessoais, para que estas armas fiquem "para sempre" nos livros de História.

 

O duque de Sussex, filho mais novo de Diana de Gales, a princesa que chamou a atenção da comunidade internacional para as vítimas inocentes deste material bélico, chegou hoje ao Huambo para o segundo dia da sua visita a Angola, seguindo os passos da mãe.

 

Harry percorreu alguns metros da rua 28 de maio, um antigo campo de minas que Diana atravessou, falou com algumas mulheres que participam em operações de desminagem, agradecendo-lhe em português e dirigiu-se aos populares que o aguardavam, junto à árvore icónica onde a "Princesa do Povo" se sentou aquando da sua visita ao mesmo local, há 22 anos.

 

«Vamos acabar o que foi começado e redobrar os nossos esforços. Vamos pôr esta arma nos livros de História para sempre», apelou o príncipe.

 

O duque de Sussex afirmou que «60 milhões de pessoas vivem ainda com medo e em risco» de pisar terrenos minados e pediu: «Não podemos virar-lhes as costas e deixar o trabalho a meio.»

 

Harry notou também a "transição" da rua "agora vibrante" que era um terreno minado quando a mãe aqui esteve e foi fotografada, salientando que este "é o melhor exemplo" da parceria entre Angola e Reino Unido e do impacto da desminagem.

 

«Estar aqui, nesta rua, onde a minha mãe andou quando era terreno minado é a melhor maneira de mostrar o tremendo impacto que a descontaminação tem na vida das comunidades e no seu futuro», frisou.

 

«Estou incrivelmente orgulhoso, como sei que a minha mãe também estaria, do papel que o Reino Unido teve nesta transformação», continuou, nomeadamente a nível de financiamento e especialistas, referindo ONG britânicas como a Halo Trust e a MAG.

 

Mas, acrescentou, «nada disto seria possível sem o esforço e a determinação do povo angolano», destacando o compromisso reassumido pelo Governo de Angola, que anunciou um novo investimento de 60 milhões de dólares (54,8 milhões de euros) em desminagem.

 

O príncipe congratulou-se também com a atribuição, esta semana, de um apoio norte-americano à desminagem no valor de três milhões de dólares (2,74 milhões de euros).

 

Harry elogiou os "esforços" de quem executa no terreno o "perigoso" trabalho de desminagem, mas notou que há ainda muito por fazer para atingir o objetivo de ter um mundo livre de minas em 2025.

 

Antes do príncipe, a governadora do Huambo, Joana Lina descreveu o momento como "de grande emoção", pois quando era secretária de Estado para a Promoção da Mulher teve "a honra de receber Diana à saída do avião" e recebeu agora o seu descendente.

 

As fotografias de Diana, em 1997, "correram mundo e permitiram que todos pudessem ver o grande drama que Angola vivia naquela altura com as minas", afirmou a mesma responsável.

 

O príncipe Harry cumpre hoje o segundo dia da visita a Angola, no âmbito de um itinerário de dez dias, que começou na segunda-feira na Cidade do Cabo, África do Sul, onde chegou acompanhado pela mulher, Meghan Markle, e pelo filho, Archie Harrison, e de onde seguiu na quarta-feira para o Botsuana, sozinho.

 

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