Deportações, prejuízos financeiros e insucesso desportivo: o balanco da organização do CAN

Egito 18:40
Por Redação

Argélia e Senegal vão decidir esta sexta-feira o vencedor do Campeonato Africano das Nações. Com a prova a chegar ao fim, o Egipto acaba por fazer um balanço negativo da competição, dentro e fora do campo.

 

Depois de em novembro de 2018, a Confederação Africana de Futebol (CAF) ter retirado a organização os Camarões devido a questões de segurança, os egípcios avançaram com uma candidatura de substituição.

 

Na organização do CAN, o país viu uma forma de passar uma nova imagem de estabilidade após os tumultos da Primavera Árabe. Assim, além de criar um canal gratuito – TimeSport – para os egípcios assistirem a todos os jogos da competição (em vez de pagarem à BeIN Sports do Catar), o governo de Abdel Fatah al-Sisi decidiu implementar um novo sistema de bilheteira de forma a evitar tumultos dentro do estádio como os que vitimaram 74 pessoas em 2012, em Port Said.

 

No entanto, a complexa burocracia deste sistema (era preciso um historial exaustivo da pessoa para poder comprar bilhetes) que levou à proibição de mais de 250 pessoas de comprarem bilhetes; bem como os preços elevados – custavam cerca de um quarto do salário mínimo – acabaram por roubar público dos estádios. De acordo com o Guardian, excluindo os jogos do Egipto, nenhuma partida chegou à meia lotação.

 

Situação que se agravou depois de confirmada a deportação de adeptos argelinos (que constituíam a falange mais numerosa) que exibiram cartazes contra o atual governo dentro dos estádios. «O cálculo das potenciais receitas acabou por ser feito com expetativas demasiado otimistas, resultando num grande prejuízo para o país», revelou Ziad Akl, analista financeiro egípcio, ao diário inglês.

 

Um insucesso financeiro que se junta à eliminação precoce do Egipto nos oitavos de final (0-1 com a África do Sul). No fundo, um CAN para esquecer para os anfitriões.

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