TAAG volta a ter acompanhamento periódico da IATA após auditoria

Angola 17-05-2019 00:26
Por Lusa

A companhia aérea angolana TAAG vai voltar a ter o acompanhamento periódico e regular das suas estruturas por parte da IATA, que aprovou o Programa de Auditorias de Segurança (IOSA), indicou o Governo de Luanda.

 

Segundo o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, que discursava na sessão de abertura do III Conselho Técnico

Aeronáutico, que decorre até esta sexta-feira em Luanda, a nova garantia implica «mais responsabilidades», sobretudo na necessidade de se trabalhar no reforço do sistema da aviação civil em Angola.

 

Para Ricardo de Abreu, citado pela agência noticiosa angolana Angop, só a conformidade entre o sistema nacional e as normas e práticas recomendadas pela Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA, na sigla inglesa) poderá permitir que Angola se inscreva como centro regional preferencial no mapa das opções de operações de tráfego, destino ou trânsito e segurança aérea internacional.

 

No final de janeiro, a TAAG foi auditada pela IATA, procedimento denominado IOSA, tendo apresentado algumas «não conformidades» que, depois de corrigidas e implementadas, culminaram no resultado que «a confirma e mantém na qualidade de membro da IATA na sua plenitude».

 

A auditoria IOSA é um sistema de avaliação internacionalmente reconhecido e aceite para apurar a conformidade das operações de uma companhia aérea.

 

Para apoiar a diversificação económica em curso, o governante angolano referiu estarem em curso as negociações entre a TAAG e «um prestador de serviços de nível mundial», que autorizará a companhia aérea a voar para os Estados Unidos sem restrições dentro de 18 meses.

 

«Todas estas conquistas devem-se à importância estratégica que o Governo concede ao setor e que culminam com a recente aprovação de uma nova lei que consagra a criação da autoridade nacional da aviação civil independente», salientou.

 

Ricardo de Abreu referiu que o subsetor da aviação civil «pode ter um papel crucial na dinamização e diversificação da economia» angolana, gerando mais oportunidades e empregos, «além da capacidade para induzir o crescimento de outros setores importantes, como o turismo e o comércio».

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