ONU: Nomeação de novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau é crucial

Guiné-Bissau 11-05-2019 20:01
Por Redação

Os chefes das missões das Nações Unidas na África Ocidental, reunidos na sexta-feira em Bissau, pediram a marcação das eleições presidenciais até ao final do ano e salientaram que a nomeação de um novo primeiro-ministro «é crucial».

 

Os responsáveis pelas missões da ONU em África reuniram-se em Bissau para um encontro de alto nível a convite do representante especial do secretário-geral da ONU para a África Ocidental e Sael, Mohamed Ibn Chambas.

 

Num comunicado, emitido na sexta-feira ao final do dia, os chefes das missões congratularam-se com a realização das eleições legislativas de 10 de março na Guiné-Bissau, mas manifestaram preocupação com o «facto de os esforços de estabilização pós-eleitorais estarem a enfrentar sérios desafios relacionados com o ressurgimento de divisões partidárias em torno da eleição dos membros da mesa da Assembleia Nacional Popular».

 

«Além disso, sublinharam que a oportuna nomeação de um novo primeiro-ministro pelo Presidente da República é crucial e pediram ainda às autoridades nacionais e à Comissão Nacional de Eleições (CNE) que completem o ciclo eleitoral organizando as eleições presidenciais antes do final de 2019", refere o comunicado.

 

Dois meses depois da realização de legislativas, o Presidente guineense, José Mário Vaz, ainda não indigitou o novo primeiro-ministro devido a um novo impasse no parlamento guineense.

 

No encontro, além da situação da Guiné-Bissau, foram analisados recentes incidentes de segurança na região, incluindo no Mali, Burkina Faso, Níger e bacia do Lago do Chade.

 

Os chefes de missões consideraram que é necessária uma abordagem multidimensional e regional para as «causas profundas da insegurança e apelaram para uma cooperação reforçada entre todos os intervenientes relevantes e os governos envolvidos».

Durante a sua estada em Bissau, os chefes das missões da ONU na África Ocidental reuniram-se com o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, e com o chefe de Estado, José Mário Vaz.

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