SEGUNDA-FEIRA, 23-01-2017, ANO 17, N.º 6204

notícias

Renovado Estádio dos Barreiros recebe jogo de Portugal
Portugal defronta Suécia nos Barreiros a 28 de março
A Seleção Nacional irá realizar um jogo de preparação com a congénere da Suécia, a 28 de março, no Estádio dos Barreiros, no Funchal, anunciou esta quinta-feira a Federação Portuguesa de Futebol. «A nossa Seleção principal não joga na Madeira há quase 16 anos e esta era uma prenda que há muito procurávamos dar aos madeirenses. Sabemos bem do afeto incondicional que nos devotam e também o afeto que, naturalmente, devotam ao nosso capitão Cristiano Ronaldo, que pela primeira vez vai poder representar a Seleção Nacional junto aos seus conterrâneos. Este regresso será, com certeza, um momento de grande felicidade para os madeirenses que tanto vibram com a nossa equipa», salientou Fernando Gomes, em declarações ao site da FPF. Carlos Pereira, presidente do Marítimo, não escondeu o entusiasmo por receber no renovado Estádio dos Barreiros um jogo que, confessou, «desejava há muito tempo». «Com o forte investimento feito nas obras de remodelação, a Madeira pode finalmente ter essa honra, e os madeirenses merecem-na. O nosso esforço será recompensado», realçou. Para o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, a visita da equipa das Quinas constitui também motivo de regozijo: «Fico muito feliz e congratulo-me com esta escolha da Federação Portuguesa de Futebol, estando certo de que todos os madeirenses e portosantenses receberão com entusiasmo os campeões europeus, desejando-lhes as maiores felicidades nesta preparação para o Mundial, que se disputará, em 2018, na Rússia.» Rui Marote, presidente da Associação de Futebol da Madeira, salientou que a presença dos comandados de Fernando Santos no Funchal será especial, «ainda mais depois de Cristiano Ronaldo ter recebido mais um galardão que o consagra como o melhor jogador do Mundo». Três dias antes da deslocação ao Funchal, Portugal defronta a Hungria no Estádio da Luz, em jogo de qualificação para o Mundial de 2018.
Seleção
20:14 - 12-01-2017
«Sou a favor do alargamento do Mundial» - Fernando Santos
Numa entrevista concedida a imprensa estrangeira, o selecionador nacional, Fernando Santos, mostrou-se a favor do alargamento do Mundial para 48 seleções. «Temos de evitar ser demasiado dramáticos. Se o alargamento significasse o aumento do número de jogos disputados durante o Mundial seria mais complicado, mas como não é o caso, sou claramente a favor. Algumas pessoas dirão que o formato alargado não traz mais qualidade, mas o facto é que estes torneios, acima de tudo no Mundial, são marcados pela ausência de boas seleções», fundamentou o treinador que levou Portugal à vitória no Europeu de 2016.
Seleção
17:28 - 12-01-2017
Scolari e Ronaldo
«Tenho orgulho em ter trabalhado com Ronaldo» – Scolari
O antigo selecionador de Portugal, Luiz Felipe Scolari, revelou que ficou muito orgulhoso por ver um jogador como Cristiano Ronaldo ser premiado por tudo aquilo que tem feito por Portugal e no Real Madrid. «Fico muito feliz, porque o Cristiano é um obstinado. Ele quer, ele vai atrás, trabalha, supera-se e cada dia supera-se um pouco mais. Fico feliz, porque vejo no Cristiano, na sua personalidade, coisas que algumas pessoas não veem ou não sabem, porque não conhecem. Ele é um menino maravilhoso e é dedicadíssimo, faz por merecer, supera-se a cada ano e eu fico contente porque encontro nele sempre a mesma amizade e dedicação. Às vezes não tem mais nada para fazer, mas faz, por isso, tenho orgulho em ter trabalhado com o Cristiano», disse Scolari.
Seleção
14:23 - 10-01-2017
«Não ergues o troféu de melhor jogador sem a tua equipa» – Ronaldo
Cristiano Ronaldo utilizou as redes sociais para agradecer a ajuda dos companheiros da Seleção Nacional na conquista do prémio FIFA «The Best». «Tu não ergues o troféu de melhor jogador sem a tua equipa», escreveu Cristiano Ronaldo nas redes sociais. O goleador português somou 34.54 por cento dos votos e bateu o argentino Lionel Messi (26.42 por cento) e Antoine Griezmann (7.53 por cento).
Seleção
09:08 - 10-01-2017
Golo de Éder
Golo histórico de Éder foi há seis meses (vídeo)
Faz esta terça-feira seis meses que o avançado português Éder saltou do banco para fazer história ao serviço da Seleção Nacional ao marcar o golo solitário na final do Europeu.
Seleção
08:55 - 10-01-2017
«Não foi surpresa não ganhar hoje» - Fernando Santos
Após ter visto Claudio Ranieri arrebatar o prémio de melhor treinador de 2016, o selecionador português, Fernando Santos, garantiu que não ficou surpreendido com a escolha. «Estar nos três nomeados já é sinal de reconhecimento do trabalho que foi feito por todos. Mas para mim o mais importante foi ter ganho Europeu, só por siso é que estou aqui e é isso que vai ficar marcado para mim. Não foi surpresa não ganhar porque havia dois concorrentes muito fortes. É claro que tinha esperança mas tinha consciência de que podia ir para qualquer... Parabéns ao Ranieri porque fez um excelente trabalho no Leicester», comentou Fernando Santos antes de reagir ao discurso de Cristiano Ronaldo, no qual apontou a um possível prémio no futuro. «Nunca tive dúvidas de que o Ronaldo ia ganhar, é o melhor jogador do mundo por aquilo que tem feito. Vamos tentar que haja uma próxima oportunidade de estarmos aqui...», finalizou o selecionador nacional.
Seleção
19:48 - 09-01-2017
«Estar aqui é o reconhecimento do meu trabalho», Fernando Santos
O selecionador nacional Fernando Santos, que conduziu Portugal à conquista do título europeu em França, sublinhou a sua felicidade à entrada da gala que o pode consagrar como o melhor treinador de 2016, galardão no qual concorre com Claudio Ranieri (Leicester) e Zinedine Zidane (Real Madrid). «Foi um ano fantástico e o expoente máximo foi a vitória no Campeonato da Europa. Foi tudo muito bom para o futebol português. Estar aqui é o reconhecimento do meu trabalho e estar ao lado de Cristiano ainda mais significativo se torna», declarou Fernando Santos.
Seleção
16:23 - 09-01-2017
Éder, Fernando Santos e Ronaldo
«Éder disse-me: ‘mister, vou marcar um golo» - Fernando Santos
Fernando Santos falou da contestada chamada de Éder à Seleção Nacional e da entrada do avançado na final do Europeu para dar a Portugal o primeiro título num grande torneio de seleções. «A partir do momento em que convoquei o Éder para o grupo que esteve em Marcoussis a confiança dele subiu muito. Havia uma grande desconfiança dos adeptos em relação a ele, chegaram a fazer sondagens depois do jogo com a Bélgica sobre se devia ou não ser chamado à Seleção, e ter confiança, estar psicologicamente bem, faz toda a diferença para o desempenho do Éder. A verdade é que sempre me deu garantias de poder contar com ele, num determinado modelo e em certas circunstâncias», disse em entrevista a A BOLA, recordando o momento em que decidiu chamar Éder para jogar a final: - Quando o chamei a jogo na final, numa altura em que já estávamos em 4x3x3, pareceu-me que tinha todas as características para correr bem. Disse-lhe que disputasse todos os lances no ar e que tinha de segurar a bola e esperar pela equipa. Não sei, com aquela emoção toda, se ele me ouviu muito bem, mas é verdade que me disse, antes de entrar em campo, ‘mister, eu vou marcar um golo’! Eu respondi-lhe ‘então marca’. E não é que marcou mesmo? Fernando Santos explicou ainda como contornou a maior contrariedade na final: a lesão de Cristiano Ronaldo, substituído ainda a meio da primeira parte: - Houve ainda um momento de espera, o Ronaldo ainda reentrou e fez um esforço para continuar em campo, mas não deu para continuar. O meu foco foi então colocado em encontrar uma solução, alterando a estratégia. Não vou esconder que tinha montado uma estratégia à volta do Cristiano Ronaldo, é normal, trata-se do melhor jogador do Mundo. Estávamos a jogar com dois avançados, com ele com o Nani, que fazia a compensação a meio-campo. De repente fiquei sem o Ronaldo e a verdade é que não tinha mais nenhum jogador com características semelhantes. De uma assentada perdi o melhor do mundo e ainda a sua característica. O meu primeiro pensamento foi ‘como é que vou ganhar, na mesma, este Campeonato da Europa?’ Foi então que decidi mudar a estratégia, passando de 4x4x2 para 4x3x3, estancando a seleção francesa. Ao intervalo retifiquei algumas situações, tornando-as mais claras aos jogadores. Durante os minutos entre a saída do Cristiano e o intervalo, aquilo em que pensava era na forma de criar uma nova estratégia - e isso não tem a ver com o modelo de jogo, mas sim com o posicionamento em campo.
Seleção
12:33 - 01-01-2017
Fernando Santos
«Vencer o Europeu foi proeza histórica difícil de repetir» - Fernando Santos
Fernando Santos sucede a Fernando Santos como Homem do Ano do Jornal A BOLA e já fez saber que quer o tri em 2017. O selecionador nacional partilha, em entrevista ao nosso jornal, os bastidores do capítulo mais belo e glorioso do futebol português, escrito em França, há quase seis meses... «Desportivamente foi, de certeza, o ano mais importante da minha vida. Vencer o Campeonato da Europa é um marco definitivo e histórico, não só na minha vida como na vida de muitas mais pessoas, por razões diversas. Para nós, aqueles que estiveram diretamente envolvidos na conquista do Europeu e criaram condições para que o povo português saboreasse um triunfo desse calibre, trata-se de um momento profissional incontornável», diz Fernando Santos, revelando o que mudou na sua vida após a conquista do Europeu: - Nada. Não mudei a minha maneira de pensar, estar e agir no dia a dia. Dentro de mim nada mudou. Porém, olhando para as coisas com realismo, constato que, a partir de 10 de julho de 2016, passei a ser alvo de um maior reconhecimento por parte das pessoas, na rua, onde quer que seja e cinco meses volvidos continua a ser igual. É-me demonstrada de forma muito espontânea a alegria que ajudei a dar aos portugueses...
Seleção
14:22 - 31-12-2016
Nani revela discurso de Fernando Santos antes da final no qual lembrou que os franceses já festejavam
Numa entrevista concedida à revista da Federação Portuguesa de Futebol, o extremo Nani analisou o ano de 2016 e fez uma revelação curiosa sobre as palavras de Fernando Santos antes da final. «Sou sincero: acreditava todos os dias que podíamos ganhar a final. Mas na final, com a França, fiquei um pouco inseguro. Não era bem a equipa que que eu queria. Eles estavam muito bem, jogavam em casa, tinham o apoio do público e tinham feito bons jogos. Mas recuperei a confiança numa palestra do nosso mister.» «´Eles andam a dizer que estamos com medo, que já está ganho, que nós não valemos nada, já compraram o autocarro, mas não, não! Eles não nos vão ganhar e nós não vamos perder!` Quando o mister disse isto fez-nos acreditar que tínhamos muita qualidade e podíamos ganhar a final», revelou o jogador do Valência.
Seleção
17:50 - 30-12-2016
Fernando Santos
Equipa técnica analisou 126 jogos de vários países em 2016
Os treinadores da Seleção Nacional analisaram, durante o ano que está prestes a terminar, 126 jogos de 17 países, em 19 competições. No entanto, esta contagem inclui apenas encontros que foram alvo de relatório específico de observação, pois se somarmos as observações de cada elemento da equipa técnica, chega-se à conclusão de que assistiram a bastante mais do que 189 horas de futebol, uma vez que várias partidas foram seguidas pela televisão e não tiveram relatório. Segundo o site da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), do total de 126 jogos, 74 tiveram observação direta, o que significa que foram diretamente assistidos no estádio onde o encontro se realizou. Já os outros 52 foram assistidos pela televisão através do recurso a uma base de dados que arquiva encontros disputados em todo o Mundo. Há que referir ainda que 55 partidas foram assistidas nos estádios em Portugal e que os seis treinadores que integram a equipa técnica da Seleção viram jogar 99 clubes em 19 competições e, também jogos particulares.
Seleção
15:51 - 30-12-2016
Globe Soccer distingue Fernando Santos como melhor treinador de 2016
No mesmo dia em que foi considerado o melhor selecionador do ano pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, Fernando Santos, que conduziu Portugal à vitória no Euro 2016, venceu o prémio de melhor treinador da Globe Soccer. Em janeiro, o treinador português irá também disputar o prémio FIFA de melhor treinador.
Seleção
23:18 - 27-12-2016
Fernando Santos
Fernando Santos eleito o melhor selecionador do ano pela IFFHS
A Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS) elegeu Fernando Santos como o melhor selecionador de 2016. O treinador que conduziu Portugal ao título europeu em França arrecadou 199 votos, deixando a larga distância o sueco Lars Lagerbeck, selecionador da Islândia, segundo classificado, com 71 pontos. A fechar o pódio ficou o alemão Joachim Löw (62 pontos). Eis a classificação: 1 – Fernando Santos (Portugal) 199 pontos 2 – Lars Lagerbeck (Suécia / selecionador da Islândia) 71 pontos 3 – Joachim Low (Alemanha) 62 pontos 4 – Chris Coleman (Gales) 61 pontos 5 – Didier Deshamps (França) 52 pontos 6 – Antonio Conte (Itália) 17 pontos 7 – Ante Cacic (Croácia) 8 pontos 8 – Marc Wilmots (Bélgica) 3 pontos 8 – Tite (Brasil) 3 pontos 10- Bernd Storck (Hungria) 1 ponto 10- Ange Postecoglu (Austrália) 1 ponto 10- Adam Nawalka (Polónia) 1 ponto
Seleção
10:10 - 27-12-2016
Danny
«Portugal será ainda mais respeitado pelas outras seleções» - Danny
Foi no sofá que Danny viu Portugal sagra-se campeão da Europa em França. Um título que, para o internacional português, foi totalmente merecido. «Portugal ganhou e ganhou bem! Estamos todos de parabéns. Na verdade, ficamos com mais moral e seremos ainda mais respeitados pelas outras seleções», disse aos canais oficiais do Zenit. Danny está ainda a recuperar da lesão grave (rotura dos ligamentos cruzados do joelho direito) contraída em abril e que o deixou fora das opções de Fernando Santos para o Euro. «Se tudo ocorrer bem, em janeiro já estarei a treinar com a equipa. Talvez ainda não a 100 por cento mas espero estar pelo menos a 75 por cento», acrescentou, o internacional português que confessa não ter planos para o futuro: - Só Deus sabe o que vai acontecer nos próximos anos. No futebol é difícil prever o que vai acontecer, por isso, vamos esperar até julho, que é quando termina o meu contrato. Veremos o que acontece.
Seleção
22:07 - 26-12-2016
Katsouranis deixa mensagem a Fernando Santos
Kostas Katsouranis, antigo internacional grego que passou pelo futebol português ao serviço do Benfica, endereçou, através das redes sociais, mensagem natalícia a Fernando Santos. «Fernando, com o número 21 no teu escritório, vais conquistar a Taça do Mundo! Feliz Natal, Portugal!», escreveu o antigo médio, no Twitter. Katsouranis, recorde-se, envergava a camisola número 21 da seleção helénica.
Seleção
12:48 - 23-12-2016
Fernando Santos
«O grande prémio já está ganho», diz Fernando Santos sobre nomeação da FIFA
O selecionador português Fernando Santos numa reação à nomeação da FIFA, que o colocou na lista dos três finalistas para o prémio de treinador do ano, foi perentório em afirmar que o melhor troféu já foi ganho este ano, quando Portugal se sagou campeão da Europa, em Paris. «Naturalmente é um momento de grande satisfação. Está a ser um ano fantástico, mas o grande prémio já está ganho, que foi ser campeão europeu», afirmou o selecionador no Funchal, à margem da inauguração da bancada do Estádio dos Barreiros.
Seleção
14:57 - 02-12-2016
Jogadores da Seleção Nacional
Internacionais portugueses lamentam tragédia na Colômbia
O acidente de avião ocorrido esta terça-feira na Colômbia, que tirou a vida a 75 pessoas, entre elas vários jogadores da equipa brasileira Chapecoense, incluindo o seu treinador, não está passar despercebido por todo o Mundo e vários internacionais portugueses já vieram manifestar o seu pesar. Os jogadores André Gomes, Cédric Soares, João Moutinho e Nani foram alguns dos que recorreram às redes sociais para deixar uma mensagem de apoio às famílias das vítimas. - André gomes: «Os nossos corações e pensamentos estão convosco. Um dia muito triste para o futebol»; - Cédric: «Dia triste para o futebol. Os meus sentimentos e orações vão para a família Chapecoense»; - João Moutinho «Força Chape»; - Nani: «Todos os meus pensamentos e orações estão neste momento com o Chapecoense seus familiares e adeptos!»; - William Carvalho: «Os meus pesamos para todos que partiram! Que Deus conforte e abençoe as suas famílias»; - Gelson: «As minhas orações estão com os familiares e amigos de todas as vítimas desta horrível tragédia. Muita força nesta altura companheiro Marcelo Boeck»; - José Fonte: «Estamos convosco».
Seleção
15:32 - 29-11-2016
Fernando Santos
Fernando Santos analisa adversários da Taça das Confederações
O selecionador nacional reagiu ao sorteio da Taça das Confederações, que colocou México, Rússia e Nova Zelândia no caminho de Portuga. «A Rússia joga em casa e, naturalmente, assume-se como favorita. Pelas declarações que fizeram, demonstraram uma forte determinação em lutar pela vitória nesta edição da Taça das Confederações», começou por dizer ao site da FPF sobre o anfitrião do torneio, que vai decorrer entre 17 de junho e 2 de julho do próximo ano. «Depois temos o México, que é a única formação do grupo que venceu a competição e que aspira a repetir esse feito. E ainda temos pela frente a Nova Zelândia, que vem de um futebol diferente mas que costuma aparecer forte em fases finais», acrescentou. «Vão ser confrontos difíceis, em três cidades diferentes. Vamos ter de viajar. Mas vamos seguramente chegar aqui à Rússia e jogar para vencer. Jogo a jogo vamos procurar ganhar», rematou.
Seleção
16:20 - 26-11-2016
Seleção em campanha de combate à violência contra as mulheres (vídeo)
A Federação Portuguesa de Futebol aceitou um desafio da Embaixada dos Estados Unidos em Portugal, incentivando a participação de quatro campeões europeus num vídeo da APAV para assinalar o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contras as Mulheres (25 de novembro). A Seleção Nacional associou-se a esta iniciativa através da participação de José Fonte, Nani, Rui Patrício e Pepe.
Seleção
18:12 - 25-11-2016
Luz recebe Portugal-Hungria, em março
O Portugal-Hungria, referente à quinta jornada do Grupo B de qualificação para o Mundial-2018, vai realizar-se no Estádio da Luz, em Lisboa, anunciou esta sexta-feira a Federação Portuguesa de Futebol. O encontro está marcado para as 19.45 horas de 25 de março (sábado) de 2017.
Seleção
17:59 - 25-11-2016
Jogo com Hungria no Estádio da Luz
O Estádio da Luz será o palco do jogo entre Portugal e Hungria, a 25 de março do próximo ano (19.45 horas), da fase de apuramento para o Mundial de 2018, anunciou esta sexta-feira a Federação Portuguesa de Futebol. O organismo lembra que este será o 16.º jogo da equipa das quinas no estádio do Benfica desde a sua inauguração, em outubro de 2003, e que Portugal e Hungria já lá se defrontaram em 2009, na caminhada para o Mundial de 2010, com a vitória a sorrir à equipa de Carlos Queiroz, por 3-0. Portugal ocupa o segundo lugar do Grupo B de qualificação, a três pontos do líder, Suíça, que segue com o pleno de vitórias nos quatro jogos disputados.
Seleção
11:37 - 25-11-2016
Ronaldo não aguentou estar no banco (Foto AP)
Ronaldo recorda final do Europeu: «Descontrolei-me, era impossível estar no banco»
Em entrevista à revista `France Football´, Cristiano Ronaldo recordou os minutos eletrizantes que viveu no banco de Portugal na final do Euro-2016 com a França. «Era insuportável. Queria estar tranquilo, mas era impossível. Era pior do que ver o jogo no balneário. Descontrolei-me, no bom sentido, para animar os meus companheiros, como se fosse o segundo treinador. Sabia que assim seria útil, porque tenho o respeito dos meus companheiros», afirmou o capitão da equipa das quinas. O remate certeiro de Éder no prolongamento foi vivido como «uma explosão, algo extraordinário.» «Não podia controlar o corpo fruto dos nervos e da emoção. Não sei bem o que dizia ao selecionador, mas sabia que tinha de estar ao lado dele porque estava sozinho», explicou Ronaldo.
Seleção
10:11 - 22-11-2016
Tentou pôr Camataru no Benfica, Ceaucescu não deixou…
Grande História Fernando Martins pediu-lhe ajuda, mas não, isso Mário Soares não conseguiu: não conseguiu trazer Camataru para o Benfica. Mas, salvando Futre da tropa, salvou o FC Porto de perder 630 mil contos. Ao FC Porto de Pedroto e Pinto da Costa dera a sua primeira Taça de Portugal como Primeiro Ministro – e a primeira como presidente deu-a ao Benfica. A Carlos Lopes prometeu um churrasco nos seus jardins – e cumpriu a promessa com um boi de 350 quilos. Com Moniz Pereira, seu vizinho no andar de cima, jogou ao botão. As suas prisões com a PIDE cruzaram-se com ataques em que também esteve Cândido de Oliveira – e sim, ainda há muito mais desporto (e muitas mais surpresas) na vida de Mário Soares. É o que aqui se conta – e vai bem para lá do que ele revelou que era com a bola nos pés e do pai, que quando ele nasceu ainda era padre, o ter entregue a Agostinho da Silva pedindo-lhe que lhe desse lições de cultura geral porque «só pensava em jogar futebol, dizer asneiras, era um insubordinado…» João Lopes Soares nasceu à beira de Leiria, filho de gente pobre do campo - e em 1900 formou-se em Teologia na Universidade de Coimbra, sendo ordenado presbítero. Andou como Capelão Militar pela província, era em Alcobaça que estava quando em 1907 lhe surgiu filho de uma «ligação em pecado», Tertuliano lhe chamou. Transferiram-no para Lisboa, em Lisboa se tornou militante republicano, na ala de Afonso Costa. A monarquia chegou a prendê-lo por conspiração – e durante a I República foi, para além de professor nos Pupilos do Exército, governador civil, deputado – e Ministro das Colónias. NA PENSÃO,O ENCANTO DE ELISA... Em Lisboa, João Soares hospedou-se numa pensão da Rua Ivens, ao Chiado – e não tardou a encantar-se com a mulher do dono. Elisa Nobre apaixonou-se por ele, por ele deixou o marido – e foram viver para o 2º Esquerdo do nº 163 da Rua Gomes Freire. Às 18.15 horas do dia 7 de dezembro de 1924 nasceu-lhe um filho, registaram-no como Mário Alberto Nobre Lopes Soares – e só quando já tinha três anos é que a Santa Sé desobrigou, enfim, João Lopes Soares das ordens eclesiásticas, deixando, assim, oficialmente, de ser padre, tinha, então, 49 anos. A I República desfizera-se na coluna de Gomes da Costa que partira de Braga a 28 de maio de 1926 – e em fevereiro de 1927 João Lopes Soares envolveu-se na Revolta do Reviralho, o ataque à ditadura em que também estiveram Luís Carlos Faria Leal, fundador do Benfica – e João Tamagnini Barbosa, que a presidente do Benfica haveria de chegar à saída dos anos 40. Tal como Afonso Costa e António Sérgio, Faria Leal conseguiu escapar para exílio em França, Tamagnini Barbosa não: acabou deportado para os Açores, tal como João Soares. NO PRÉDIO DE MONIZ PEREIRA... No andar de cima do prédio da Rua Gomes Freire tinha um vizinho dois anos e meio mais velho que como ele se chamava Mário Alberto, o Mário Alberto Moniz Pereira – que em entrevista a A BOLA contou: - O meu pai era o representante em Portugal da FN, firma que fabricava automóveis e depois passou a fabricar armas e munições. Foi com um FN que se tornou o primeiro automobilista a dar a Volta a Portugal, o carro por vezes a ter de ser puxado por juntas de bois para cruzar rios e regatos. Talvez influenciado por esse seu espírito, depressa me pus a organizar no prédio grandes campeonatos com os meus irmãos, os nossos vizinhos. Na varanda era o salto em altura com a corda de estender a roupa e o salto à vara com o cabo de uma vassoura velha. Saltávamos em comprimento a partir da rampa da varanda e como não dava para mais em vez do triplo havia duplo-salto. No quintal, fazíamos 30 metros à volta da nespereira e jogávamos basquetebol com uma porta a fazer de ângulo com a parede a servir de cesto. Mais tarde as provas passaram do quintal para o passeio, a sarjeta era a tábua de chamada. Também tínhamos a Volta a Portugal em bicicleta - no quarto de costura com os cromos dos ciclistas na roda da máquina de costura da minha mãe, quem conseguisse dar mais voltas ganhava. O Mário Soares, mais novinho, não entrava nesses nossos torneios, mas ficava sempre a ver – e de quando em quando jogava ao botão connosco. E sim: muitas vezes nos assustámos ao ver a PIDE entrar de rompante pelo andar, à procura do pai do Mário, que até escondido na nossa casa chegou a estar… Em fevereiro de 1991, Mário Moniz Pereira fez 70 anos – e 250 amigos foram a Monsanto festejá-los. Um deles era, claro, o Mário Soares, já presidente da República, mas ali, sobretudo, numa outra condição. Emocionado, recordou: - Lembro-me, claro, de brincar com ele ao botão, na Rua Gomes Freire, mas tenho de dizê-lo: estou vexado por estar aqui reunido entre tantos desportistas e campeões e nunca ter praticado desporto a sério... e viu-se, fogacho a correr-lhe pelos olhos quando, no final do seu discurso Moniz Pereira se virou-se para ele e lhe disse: - Para terminar em beleza esta homenagem, vou entregar ao meu amigo Mário Soares uma velhinha recordação da nossa infância: a caixa do jogo do botão, com as fichas de inscrição, nomes dos jogadores e cores dos respetivos botões, é a minha surpresa para ele... A BOLA, A ASMA E A PROMESSA À SENHORA DE FÁTIMA... Uma das razões para nunca ter praticado desporto a sério – foi, sempre o achou, a sua magreza – e por isso, além de Gigi ou de Licas, também o tratavam por Lingrinhas, vivia com o pai preocupado a querer afastá-lo dos «jogos da bola». A outra razão foi sofrer de asma - e a propósito da asma há nele, a desfiar-se, uma outra deliciosa memória: - A minha mãe era muito religiosa e fez promessa, pedindo que eu me curasse da asma. Curei-me da asma, passaram os anos, por uma razão ou outra não cumpria a promessa. Até que um belo dia resolveu cumpri-la. E lá fomos os dois a Fátima, eu já adolescente, com uma vela da minha altura. Achei-me ridículo. Continuou a ser o que já decidira ser: republicano e laico – e a asma voltou a dar deliciosa memória, memória que está no livro de Joaquim Vieira: - Com o pretexto de que eu estava com asma e não podia tomar banho frio, o médico da prisão de Caxias aceitou que eu tomasse banho quente. Eu punha-me completamente nu dentro do alguidar, com a malta toda a ver, e o guarda prisional regava-me com um regador…...
Do Passado para o Presente Mirabolantes, coisas que aconteceram nos primeiros jogos entre Benfica e Sporting. Num deles, desatando a chover copiosamente os sportinguistas não quiseram jogar a segunda parte – e foi preciso o árbitro ir ao balneários obrigá-los a voltar ao campo. Noutro, o erro do árbitro levou a que o Benfica ganhasse por 2-1 – e lendo, no jornal do dia seguinte, a justificação para o penalty, o Benfica pediu que se transformasse a sua vitória num empate, a União do Futebol (era assim que se chamava o que haveria de transformar-se, depois, em AFL…) recusou-lhe o pedido. Mas não, não é só de romantismo assim que aqui se fala. Também se fala de dissidente do Sport Lisboa que José Alvalade levou para o Sporting «verdadeiramente perigoso» - e das duas bofetadas que o guarda-redes do Sporting deu a dois benfiquistas e por causa disso acabou José Alvalade suspenso por um ano. E ainda se conta como os clubes nasceram – um à míngua e outro em glamour… Para um jogo de futebol com o CIF juntaram-se num misto alunos da Casa Pia de Lisboa e dos Catataus (era assim que se conhecia o Belém Football Club dos irmãos Rosa Rodrigues). Ganharam e decidiram comemorar a proeza no Café Gonçalves, na Rua de Belém. De repente, soltou-se a ideia, num brado de alguém: - E se fundássemos um clube novo? A ACTA QUE COSME NÃO ASSINOU POR... MODÉSTIA Depois do almoço, reuniram-se todos na Farmácia Franco, no outro lado da rua – e fundaram mesmo. Foi a 28 de fevereiro de 1904 - e assim nasceu o Sport Lisboa. Cosme Damião redigiu a acta e por modéstia não quis escrever nela o seu nome. Logo se acertou que presidente seria José Rosa Rodrigues, o mais velho dos irmãos Catataus; que o símbolo seria uma águia - «por significar elevação de propósitos, largo espírito de iniciativa e ânsia de subir o mais alto possível»; que a divisa seria Et Pluribus Unum - como apologia de união na comunhão de sentimentos. O major José da Cruz Viegas escolheu o vermelho e branco por «traduzir alegria, colorido e vivacidade e ser fonte de entusiasmo» - e compraram-se camisolas flanela na Alfaiataria Nunes e uma bola ao Cricket Club por 1500 réis. Problema, logo se viu, era a falta de campo decente. Os treinos foram-se fazendo numa faixa de terreno junto da linha de comboios para Cascais. Quando a CP exigiu a expulsão dos «footballers» através de uma ordem de despejo entregue pelo guarda da passagem de nível - e tudo piorou ainda mais. O Sport Lisboa procurou, então, guarida entre as Salésias e as Terras do Desembargador para os jogos e treinos montavam-se e as balizas – e depois desmontavam-se, havia um carpinteiro que recebia 50 réis pelo trabalho. Para o banho usava-se a água de um poço, havia um moço que a retirava com um balde e despejava-a pela cabeça abaixo dos jogadores. Januário Barreto fizera parte da equipa da Casa Pia que em 1897 quebrara a invencibilidade dos ingleses do Carcavelos no futebol que se jogava em Portugal. Não fundou o Sport Lisboa mas depressa aderiu ao projeto. Aliás, quando a Farmácia Franco passou a ser acanhada para tal e não havia sede disponível as reuniões eram no seu consultório médico da Rua Nova de Almada. Por isso, foi sem surpresa que, em novembro de 1906, se tornou o primeiro presidente eleito do SL, ficando com Manuel Gourlade a primeiro secretário, José Rosa Rodrigues a segundo e Daniel dos Santos Brito a tesoureiro. Elaboraram os primeiros estatutos, afanaram-se em trabalhos para adquirir o campo de jogos, mas em vão – e essa foi a razão porque, à entrada para 1907, o SL parecia condenado a colapso. Ou pior... NO QUE DEU O GAROTO ATROPELADO, À NOITE, JUNTO À CERCA… Sem o terreno da CP, na zona que constituía a cerca do quartel e que era também utilizada para exercícios militares de dois regimentos de tropa a cavalo, o Sport Lisboa passou a treinar-se às escuras, ao fim de tarde - e num desses treinos um garoto foi... «atropelado» (foi assim que a notícia surgiu no jornal) por António Rosa Rodrigues. Ficou com a perna fraturada – e o velho Catatau, o pai que tinha negócios de armação e pescas, proibiu os filhos de voltarem a jogar à bola assim, razão porque no SL se suspendeu toda a atividade. DOS DISSIDENTES DE BELÉM AO GLAMOUR DO SPORTING... Com os 550 mil réis que o avô lhe foi dando, José de Alvalade construiu no Lumiar, para o seu Sporting, o «melhor campo atlético de Portugal». O único problema era faltar-lhe equipa para o futebol. Ouvindo falar do que acontecera em Belém, lançou para lá o canto de sereia: que não oferecia apenas campo decente para treino e jogo, oferecia balneários com chuveiros banho quente de imersão, bolas novas, duas camisolas por desafio se chovesse - e no final de cada «match» soirées e chás dançantes com as senhoras mais ilustres da alta sociedade lisboeta. Sete jogadores do Sport Lisboa disseram-lhe que sim. Entre eles António Couto e Francisco dos Santos, que haveriam de ser o arquiteto e o escultor da estátua do Marquês de Pombal. Para o Lumiar foi igualmente Daniel Queirós dos Santos que haveria de chegar a presidente do Sporting – e os irmãos António e Cândido Rosa Rodrigues – só José, o mais velho dos Catataus, se escusou ao Lumiar. OS 27 MIL RÉIS QUE SALVARAM O SONHO QUE SAÍRA DA FARMÁCIA FRANCO… Outros, poucos, houve que não aceitaram o repto de José Alvalade – e, apesar da debandada dos demais recusaram-se a aceitar de ânimo leve sentença de morte ao Sport Lisboa. Para arranjar dinheiro para a inscrição no Campeonato de Lisboa, fez-se subscrição pública de emergência que rendeu 27 mil réis, graças sobretudo à boa vontade e à bolsa de Félix Bermudes, de Cosme Damião e de Manuel Gourlade, escriturário da Farmácia Franco, que chegou a ter 40 mil réis empenhados no SL, salvou o clube, não se salvou ele de morrer quase na miséria, por causa de «devaneios como esse», diria a família, depois... Antes do campeonato de Lisboa de 1907 arrancar, o Sporting fizera o seu primeiro jogo num torneio do CIF. Contra o FC Cruz Negra. Perdera-o por 1-5. O seu único golo, o primeiro da sua história, foi apontado por um jogador de ténis a quem José Alvalade pedira o favor de ir ao futebol: D. João de Vila Franca. Depois, Alípio da Motta Veiga, Octávio Teixeira Bastos e António das Neves Vital saltaram do Cruz Negra para o Sporting – e juntando-se ao «contingente de Belém» também eles defrontaram o Sport Lisboa – e ninguém imaginava que, nessa tarde, estava a começar o mais apaixonante derby de Portugal... AINDA SEM STROMP E DE BRANCO… O jogo com o Sport Lisboa, já a contar para o Campeonato de Lisboa, era para ser no Lumiar, não foi – foi no Campo da Quinta Nova, que pertencia aos ingleses do Cabo Submarino, o Carcavelos. O Sporting jogou todo de branco - e sem nenhum Stromp. O Francisco e o António ainda não eram da primeira equipa, o Francisco já entraria, porém, no derby seguinte... Cândido Rosa Rodrigues, um dos dissidentes do Sport Lisboa, fez o primeiro golo do Sporting, logo após o intervalo, Eduardo Corga empatou– e o que se segue é o que está, delicioso, na crónica de Os Sports: «Obtido esse resultado, eles marcham com mais energia, e o Sporting defende-se mal e com dificuldade, praticando novamente outras irregularidades. Quando todas as probabilidades lhe dão a vitória, cai uma bátega e o campo, alagado, não deixa caminhar a bola. Enquanto o Sporting abandona o campo, refugiando-se os seus jogadores nos balneários, o Sport Lisboa permanece quedo. Mister Burtenshaw, o árbitro, obriga-os a voltar e eles obedecem com visível má vontade. A chuva, tendo tornado frios os rapazes do Sport Lisboa, abate um pouco a sua energia e os adversários aproveitam-se e marcam novamente goal». A DERROTA COM TOQUE DE COSME DAMIÃO E O SPORTING… «BRUTALMENTE» Esse golo, o que deu ao Sporting vitória por 2-1, foi marcado na própria baliza por... Cosme Damião, quase à beira do fim – e o cronista (não identificado...) de Os Sports não deixou de notar a tropelia do destino: «Uma infelicidade - e precisamente do homem que mais estava lutando pela vitória e mais lutava na resistência à crise do Sport Lisboa»… sublinhando, por fim: «O Sporting, em grande parte, jogou butalmente. Os seus jogadores cometeram irregularidades em barda e neste género sobressaiu Albano dos Santos, jogador verdadeiramente perigoso». A talho de foice, ainda adiantou ao seu escrito: «O Sport Lisboa esteve muito bem, mas com muita infelicidade, talvez motivada pela enervação de se encontrar com um grupo formado por antigos irmãos, cuja recordação é um fel…» e rematou, poético: - Couto e Cândido são os sóis que iluminam o grupo. UM ERA INGLÊS, OUTRO SÓ PARECIA… Nessa altura, o futebol em Portugal era ainda dominado por ingleses que para cá tinham vindo em trabalho. Os «mestres» eram os do Cabo Submarino, os do Carcavelos. Mas havia outros, também havia a equipa do Braço de Prata, ainda antes da fábrica se tornar em fábrica de munições para o exército – e foi no Braço de Prata que Charles Etur apareceu a jogar. Saltou para o Grupo Sacavém e para o Gilman – e acabou no Sporting, foi o treinador desse primeiro jogo com o Benfica, pôs a equipa a alinhar assim: Emílio de Carvalho; Daniel Queirós dos Santos e José Belo; Albano dos Santos, António Couto e Júlio Nóbrega de Lima; António Rosa Rodrigues, Cândido Rosa Rodrigues e Jacob Eagleson, José da Cruz Viegas e Henrique Costa. Pode, pode parecer que sim, que nessa primeira vez houve um inglês no Sporting, que jogou todo de branco: Jacob Eagleson. Inglês não era, era filho de inglês – que viera para Sacavém contratado pela firma Graham & Cª e foi em Sacavém que Jacob nasceu. Além do futebol, destacou-se na natação e no... golfe, mas foi no cricket que se tornou estrela, estrela numa equipa do Sporting que contava também com Charles Etur e... José de Alvalade. DRAMÁTICO O DESTINO DO TREINADOR QUE DEIXOU DE APARECER… Foi Cosme Damião quem o contou, muitos anos depois, numa evocação em A Bola, a Cândido de Oliveira: - Tu não calculas o que era a figura desse rapaz, o Manuel Gourlade. Estou-o vendo: aparecia sempre equipado, por completo - da cabeça aos pés: kepi preto, camisa branca, calção preto, meias de futebol e botas também de futebol. Mas o que dava mais nas vistas era uma grande faixa sobre a camisa, a tiracolo, com as três cores da bandeira francesa. Não soubemos a princípio o seu nome. Começou a aparecer talvez no terceiro treino. do Sport Lisboa. Não jogava. Dava apenas uns pontapés. Conhecia muito bem as leis do jogo, os seus segredos. Tomou para nós, o papel de técnico do futebol... Gourlade era empregado da Farmácia Franco – e também de uma outra no Conde Barão. Treinador do Sport Lisboa se manteve até finais de 1908. De repente, deixou de aparecer no clube, no clube que já era Sport Lisboa e Benfica. Houve quem soubesse que por imposição da família, a família rica que não lhe aceitava o desbaratar de mais dinheiro na «loucura pelo football» - e fora isso que o fizera tomar a decisão que tomara. Anos depois, muitos anos depois, Daniel dos Santos Brito, um dos dissidentes do Sport Lisboa que saltara para o Sporting (e haveria de se tornar um dos seus principais dirigentes...) descobriu Manuel Gourlade em «situação de degradação física e económica» perdido pela cidade - e conseguiu que o acolhessem no Asilo d`Espie Miranda, em Campolide, onde morreu, a caminho dos 70 anos, em 1944. Para o primeiro jogo do Sport Lisboa com o Sporting, a equipa que Gourlade fez foi: João Carvalho Persónio; Luís Vieira e Leopoldo Mocho; Alves, Cosme Damião e Marcolino Bragança; Félix Bermudes, António Costa, Eduardo Corga, António Meireles e Carlos França. (Não, o Sporting não ganhou esse Campeonato de Lisboa de 1907/1908, ganhou-o o Carcavelos. O Sporting ficou em segundo lugar - e o Benfica em terceiro.) ...
Do Passado para o Presente Com novo Benfica-Sporting a caminho, regressa-se a 10 de fevereiro de 1935. Foi o dia do primeiro Benfica-Sporting para o campeonato. Mais do que recordá-lo apenas – o que aqui se faz é mostrar-lhe um país onde a hipocrisia se misturava com a moral de sacristia. Acabou num empate, campeão foi o Benfica - a treiná-lo estava Vítor Gonçalves. 40 anos depois, o filho, tinha o país a arder, no PREC, era Vasco Gonçalves. Na segunda volta, o Sporting ganhou – e na sua primeira vitória para o campeonato houve pé de um brasileiro de Águeda que depois viveria drama no Porto, o drama de ter de ir para a baliza do Sporting sofrer oito golos, perder por 10-1… Até essa época de 1934/35, Portugal não tinha campeão a sair de uma Liga – para além dos Campeonatos Regionais havia o Campeonato de Portugal disputado ao jeito do que é hoje a Taça. A ideia de mudança fora de António Ribeiro dos Reis, Cândido de Oliveira e Maia Loureiro – e resultara sobretudo de um choque telúrico, a derrota da seleção em Espanha por 9-0: - A goleada, no apuramento na o Campeonato do Mundo, deu motivo a ironias e grandes gozações, mas acabou por ser mal que veio por bem. O Campeonato de Lisboa era, realmente, um torneio cada vez mais desinteressante (o último, então, carregadinho de problemas, até perdera a dignidade), o Campeonato de Portugal era uma prova rápida, a eliminar, faltava de facto uma Liga, no qual as melhores equipas se defrontassem entre si, felizmente fez-se... O derby, o primeiro Benfica-Sporting para o campeonato nacional, foi à quarta jornada, no Campo das Amoreiras – e acabou num empate.Carlos Torres marcou aos 27 minutos para o Benfica, Mourão empatou aos 65. NA PRIMEIRA VITÓRIA DO SPORTING, O GOLO DO MÁRTIR DOS 10-1... Na segunda volta, o Sporting bateu o Benfica por 3-1 - no Lumiar. Foi a 31 de março de 1935. Um dos três golos marcou-o Rui Carneiro. Era de Águeda e aos 13 anos, os pais emigraram para o Brasil, ele foi com eles. Lançou-se no futebol no Palmeiras - e de um momento para o outro decidiu voltar a Águeda. Joseph Szabo descobriu-o no Recreio - e levou-o para o FC Porto: - Desgostoso com as rivalidades internas que se viviam no FC Porto, achei que o melhor era regressar a Águeda e quando estava a caminho, o Sporting chamou-me para o Lumiar... No Sporting esteve só essa época - e mais uma, a última deu-lhe lugar na história: avançado portista atirou, com a força do seu remate, Artur Dyson para o hospital, para o seu lugar, na baliza, foi Rui Carneiro, sofreu oito golos na histórica goleada do FC Porto ao Sporting: 10-1. Ainda passou pelo Belenenses - e de voltou a dar nova volta à vida: foi de novo para o Brasil, ainda jogou no Vitória da Bahia, tornou-se treinador de sucesso no Esporte Clube Vitória. Os outros golos da primeira vitória do Sporting sobre o Benfica? Um foi de Francisco Lopes, outro foi de Manuel Soeiro. Sim, por essa altura, Adolfo Mourão era a estrela no Sporting. Chegara ao Lumiar em 1926 – e ainda antes de fazer 17 anos já se tornara titular indiscutível na linha de ataque. Aliás, antes, no Carcavelos, onde se lançara como jogador, falsificavam-lhe a idade para o pôr a jogar na primeira categoria: - Como tinha 14 anos, não podia... Dirigente do Sporting vira-o num desafio entre a Casa Borges & Irmão e a Casa Bertrand, no Campo Grande – e desviara-o para lá. GINÁSTICA DE PIJAMA, PELA MADRUGADA... Aliás, no Sporting havia o Mourão – e já havia, em igual fulgor, o Soeiro. Na época anterior, voltando Joaquim Oliveira Duarte, comandante da marinha, à sua presidência, voltou Filipe dos Santos, que de lá escapara, antes em tremenda turbulência, ao seu comando técnico - e o levara para Espanha. Novidade foi passar a haver nos seus jogos do Sporting claque organizada. O Sporting ganhara o Campeonato de Lisboa – e o Campeonato de Portugal de 1933/34 (a que o FC Porto não concorrera por estar suspenso pela FPF) mas, no fundo quem o ganhou foi o Soeiro. A final fora com o Barreirense, fechou-se a 4-3 e graças aos seus quatro golos – falou-se, pela primeira vez num jornal, em... poker, o poker do Soeiro, do Manuel Soeiro Vasques. Nascera e crescera no Barreiro e lá vivia. Para além de jogar futebol, passou a explorar a tabacaria do Sporting, vendendo jornais, revistas, cigarros, charutos - e antes de Filipe dos Santos o descobrir, descobriu ele Filipe dos Santos: - Estava no Luso e via o senhor Filipe a dar ginástica aos jogadores, que encaravam aquilo quase como um sacrifício. Estabeleci um plano de campanha. Pela manhã cedo, seis horas normalmente, levantava-me, vestia o pijama e sozinho ia para o quintal imitar o que tinha visto fazer ao senhor Filipe. Saltava à corda, fazia flexões, movimentos respiratórios, corria, pendurava-me... Minha mãe ao ver-me exercitando — e começava logo na cama, com abdominais — dizia que eu era maluco, não saindo a nenhum deles! Mas não, foi assim que se me abriu caminho para o sonho de ser do Sporting, do Sporting do senhor Filipe... O GUARDA-REDES QUE NÃO QUERIA ALTERNAR... Nesse primeiro Benfica-Sporting para a Liga repetiu-se o que acontecera na final daquele Campeonato de Portugal de 1933/34: para a baliza leonina foi Jordão Jóia, que viera do Nacional da Madeira - e não Artur Dyson, o Dyson que já antes lamentara: - Não compreendo a atitude da Direção do Sporting, do nosso treinador. Chamaram-me para me dizer que alternaria com Jóia. Recusei. Não me importava absolutamente nada de ir para a reserva, mas andar a saltitar, isso não, não me parece bem. Ao Jóia só reconheço uma vantagem sobre mim: a atenção ao jogo. Sou, de facto, um jogador... distraído, por vezes nem me recordo de que estou a jogar! O treinador do Benfica, que do Benfica faria campeão da Liga de 1935/36, era Vítor Gonçalves, o pai de Vasco Gonçalves, o primeiro ministro que em 1975 incendiaria Portugal com o PREC – e o do Sporting era um romeno: Wilhelm Possak. Jogara no Timissoara, notabilizara-se no Ujpest e no Vasas de Budapeste e, já em final de carreira, apareceu, quase à aventura, no Lumiar. Joaquim Oliveira Duarte, sabendo do fulgor do seu passado, ofereceu-lhe contrato de jogador e de treinador. Essa Liga de 1934/35, a primeira da história, acabou ganha pelo FC Porto – com o Sporting em segundo lugar e o Benfica em terceiro. Ainda houve, nessa época, Campeonato de Portugal – e no Campeonato de Portugal, os sportinguistas vingaram-se dos portistas, afastando-os da final com 0-0 no Lima e 4-0 no Campo Grande. O PRIMEIRO BENFICA-SPORTING NA FINAL DO CAMPEONATO DE PORTUGAL Adversário na final do Campeonato de Portugal? O Benfica - e foi a primeira vez em que a final do Campeonato de Portugal se vez entre Benfica e Sporting. No Campo do Lumiar, perante mais de 30 mil espectadores - Óscar Carmona, o Presidente da República que tinha um neto que haveria de jogar futebol no Sporting, o Sporting de que ele era Sócio Honorário, chamou à tribuna de honra os finalistas, cumprimentando-os um a um e desejando-lhe «sorte e raça». Mourão fez 1-0, Lucas empatou - e Valadas pintou o título de vermelho. Campeonato de Portugal houve ainda em mais três edições. Na de 1935/36, o Sporting ganhou a final ao Belenenses. Na de 1936/37, o FC Porto ganhou a final ao Sporting. E na de 1937/38, o Sporting ganhou a última final da prova que deu lugar à Taça de Portugal ao Benfica - e o Benfica que perdera a primeira das quatros edições do Campeonato da Liga (que a partir de 1938/39 passou a denominar-se Campeonato Nacional da I Divisão) venceu as três seguintes. (E, com isso, campeão da Liga foi o que o Sporting nunca foi...) ...