TERÇA-FEIRA, 28-02-2017, ANO 18, N.º 6240

Não existem notícias com o conteúdo procurado, em alternativa apresentamos as últimas 15 notícias.

Bas Dost numa corrida liderada por Messi pela Bota de Ouro
O holandês Bas Dost, ponta de lança do Sporting, manteve a oitava posição na luta pela Bota de Ouro, troféu atribuído pela ESM (de que A BOLA faz parte) e que consagra os melhores marcados da Europa. A grande novidade é a que a lista dos melhores goleadores dos campeonatos europeus passou a ser liderada por Messi. Confira a lista dos 10 primeiros posicionados: 1 Messi (Barcelona) - 20 golos/40 pontos 2 Cavani (PSG) - 26/39 3 Aubameyang (Dortmund) - 19/38 4 Belotti (Torino) - 19/38 5 Dzeko (Roma) - 19/38 6 Higuaín (Juventus) - 19/38 7 Lewandowski (Bayern) - 19/38 8 Bas Dost (Sporting) - 18/36 9 Suárez (Barcelona) - 18/36 10 Harry Kane (Tottenham) - 17/34
Sporting
16:45 - 28-02-2017
José Maria Ricciardi
Godinho Lopes lança repto a Ricciardi: «Não estaria na altura de te candidatares?»
Godinho Lopes desafiou José Maria Ricciardi a sair da sombra e a avançar com uma candidatura à presidência do Sporting. «Agora, caro José Maria, tanta preocupação e interesse, para mais consubstanciados ao longo de tantos anos de intervenções na sombra, não crês que estaria na altura de te candidatares e de, assim, demonstrares o teu amor, que conheço, pelo Sporting Clube de Portugal? E demostrares que, como eu, não precisarias de te servir do Clube nem do Clube para viver? Ou será que nunca o farás por teres a perfeita noção, por fora claro, dos prejuízos pessoais, familiares, económicos, empresariais e de imagem que tal decisão acarreta - como em mim acarretou?», questionou o antigo presidente dos leões, numa carta aberta dirigida ao banqueiro. «Sabes bem que o Sporting está acima de mim e que eu, por ele, me tenho mantido calado. Mas quando falam de mais de mim e me destratam de forma vil e mentirosa, não me calo. Nem hoje, nem nunca!», frisou Godinho Lopes.
Sporting
16:34 - 28-02-2017
Atromitos de Sá Pinto não sabe o que é perder
O Atromitos, treinado por Ricardo Sá Pinto, venceu no passado fim-de-semana o Veria e, nesta altura, ocupa já a oitava posição na tabela do campeonato grego. A equipa já não sabe o que é perder há quatro jogos consecutivos, desde que o treinador português assumiu o comando da equipa, com um registo de um empate e, depois, três vitórias seguidas (Asteras, Xanthi e Veria).
Grécia
16:30 - 28-02-2017
Foto Benfica
Luís Filipe Vieira marcou presença na inauguração da nova loja
No dia em que se comemora o 113.º aniversário do Benfica, o presidente encarnado, Luís Filipe Vieira, marcou presença na inauguração da nova loja do clube, junto ao Estádio da Luz. No espaço renovado, os adeptos terão agora possibilidade de usufruir de zonas de interatividade de fotos, de gaming e ainda uma área de personalização de camisolas atuais e históricas.
Benfica
16:26 - 28-02-2017
Cosme Machado voltou aos relvados (Foto ASF)
Amigos fazem festa de homenagem a Cosme Machado (Fotos)
Cosme Machado foi surpreendido com uma homenagem organizada por um grupo de amigos e pelo Núcleo de Árbitros de Famalicão. A iniciativa, que juntou quase meia centena de pessoas, começou com um animado jogo de futebol ao qual seguiu-se um almoço. O antigo árbitro voltou a apitar e teve a companhia dos mesmos adjuntos que há 23 anos estiveram no primeiro jogo oficial da carreira. «Como é óbvio sinto saudades, porque foram 23 anos e isso é uma vida, não se esquece. Esta festa serve para rever muitos amigos e será um dia memorável pelos melhores motivos», afirmou Cosme Machado. Num período em que a arbitragem está ao rubro, com queixas dos clubes e outras polémicas à mistura, o ex-juiz bracarense salienta as dificuldades da atividade: «É necessário ter coragem para se entrar na arbitragem, mas devemos traçar o nosso caminho, ter personalidade e honestidade. A área é sensível e está a ficar cada vez mais complicado, com as redes sociais, os programas de televisão e a exposição constante. Ser árbitro sempre foi difícil e quando as equipas grandes competem pelo titulo e estão próximas fica ainda mais complicado, de qualquer forma acredito no sucesso da arbitragem até final da prova. Somos um país apaixonado por futebol, somos campeões europeus, por isso, deve dar-se mais tranquilidade ao setor.» Fotos Eduardo Oliveira/ASF
Arbitragem
16:22 - 28-02-2017
Godinho Lopes
«Ricciardi prejudicou o clube por querer controlar os candidatos» - Godinho Lopes
Godinho Lopes considera que José Maria Ricciardi «prejudicou e sobremaneira» o Sporting, em virtude das «suas atitudes de querer controlar os candidatos» à presidência do clube de Alvalade. Numa carta aberta dirigida ao banqueiro, intitulada «Só há uma verdade», Godinho Lopes qualifica como «ligeiros e abusivos» o tom e a linguagem utilizados por Ricciardi para se referir à sua pessoa. «Muito pensei e hesitei antes de decidir intervir em plena campanha eleitoral do Sporting Clube de Portugal. E isto porque me considero um indivíduo isento, que gosta muito do seu Clube e que naturalmente segue com atenção, ainda que à distância, este momento eleitoral. Na verdade, desde cedo intuí que não me surpreenderia com o facto de que qualquer um dos candidatos falasse de mim ou usasse indevida ou abusivamente o meu nome. Afinal, já mesmo fora do contexto deste processo eleitoral foram a meu respeito proclamadas calúnias que, a seu momento e no devido local, os tribunais, esclarecerão os Sportinguistas e o público em geral sobre a verdade. Posto isto, o que me levou a escrever estas palavras é, por um lado, a revelação de uma gravação; e, por outro, a invocação do meu nome por parte de José Maria Ricciardi num tom e numa linguagem que considero, no mínimo, ligeiros e abusivos. Já muita gente irresponsável me destratou na televisão do Sporting e em outros meios de comunicação social. Mas sim, é gente irresponsável e sobre a qual não nutro qualquer respeito - tenha essa gente o lugar que tiver no clube. Gente que se considera maior do que o Sporting e que, por uma estrita questão de ego, acredita estar acima do Clube. Mas essa gente simplesmente ignoro-a e não dou resposta. No entanto, crendo ainda ser José Maria uma pessoa de bem, entendo deve repor a verdade em duas frentes: - sobre a gravação, ouvi com atenção, telefonei a Sikander Sattar (pessoa em que acredito) e fiquei sem dúvidas de remontar a 2013. Não posso deixar de criticar veementemente a forma como se grava uma "reunião" e se usa a mesma, como se os presentes tivessem sabido e concordado na sua divulgação. Sobre o conteúdo, seguramente, quem esteve presente explicará; - no que se refere ao propalado Plano de Reestruturação, não é natural que José Maria Ricciardi, embora não participando nas reuniões, ignorasse que se fizeram em 2012 e nos princípios de 2013. Embora Sportinguista dos "quatro costados", mas isso somos todos, prejudicou e sobremaneira o Clube pelas suas atitudes de querer controlar os candidatos. E não gostei das afirmações que ouvi. José Maria "empurrava" Sikandar Sattar (e este sim, deu a cara vezes sem conta pelo Clube) para que convencesse os bancos a ajudar o Sporting. E também é verdade que José Maria me apoiou depois e que me acompanhou nas reuniões do Conselho Directivo. Mas também no seu modo de querer controlar, recordo que Daniel Sampaio, em entrevista ao Diário de Notícias, revelou jantares com Eduardo Barroso nos quais diz que José Maria o incitava a ser Presidente - quando eu ainda era o Presidente. E já fora assim em 2009, com José Eduardo Bettencourt, quando se hesitava entre este actual administrador do Novo Banco e Eugénio Dias Ferreira como candidatos. Não foi assim comigo pois, quando me pediu para ir a uma reunião, no início de 2011, convencido de que me iria condicionar, tratei de, taxativamente, o informar de que seria candidato às eleições. Caro José Maria, bem sabes que a Reestruturação financeira estava pronta. Pronta, mas não por ti nem contigo. Pronta, sim, numa reunião final na KPMG, com os administradores dos dois bancos credores, Millennium e BES, Sikander Sattar e comigo. Caro José Maria, quem salvou o Sporting foram os Sportinguistas, não algum Salvador ou milagre. O tempo encarregar-se-á de repor a verdade e não é por tantas vezes invocares o meu nome que o "milagre" se vai fazer. Cumprir com os bancos no primeiro ano não foi obra de um grande gestor, foi obrigação, para sobreviver. A partir daí basta olhar para as contratações e o desatino total.»
Sporting
16:17 - 28-02-2017
FOTO AP
«Daqui a 50 anos as pessoas vão falar de Ranieri» - Guardiola
Pep Guardiola, treinador do Manchester City, elogiou o colega Claudio Ranieri, campeão pelo Leicester na passada temporada e despedido na última semana. «Fiquei surpreendido com o despedimento de Ranieri, mas vi o jogo deles contra o Liverpool (vitória do Leicester por 3-1) e foi a demonstração do legado que deixou. A forma como jogaram foi arrebatadora. Daqui a 50 anos as pessoas vão falar de Ranieri e do feito que o clube alcançou com aquele grupo de jogadores. Não duvido de que vai encontrar um novo clube rapidamente», garantiu o catalão em declarações à imprensa inglesa.
Inglaterra
16:12 - 28-02-2017
Maxi Pereira
Maxi Pereira viu primeiro vermelho de dragão ao peito
Maxi Pereira vai falhar o próximo jogo do FC Porto, com o Nacional, a realizar-se no sábado. O lateral-direito uruguaio cumpre castigo por ter sido admoestado no Bessa, frente ao Boavista, com o cartão vermelho. O primeiro ao serviço dos dragões - que representa desde a época de 2015/16 - e por acumulação de amarelos. Na época passada o defesa não foi punido com nenhum cartão vermelho, nem direto nem por acumulação, mas em contrapartida ficou em perigo de exclusão (quatro amarelos) à quarta jornada da Liga, com o Benfica. E na 20.ª ronda, com o Estoril, estava novamente na mesma situação. Ao todo, em 2015/16, esteve duas partidas de castigo no campeonato. Nesta altura da época, cumpridas 23 jornadas da Liga, Maxi apresenta no seu cadastro disciplinar apenas quatro cartões amarelos, encontrando-se à bica - e assim vai continuar - desde o jogo com o V. Guimarães, da 21.ª jornada. Entre a época passada e esta, com um total de 48 jogos realizados no campeonato com a camisola azul e branca, Maxi soma 14 cartões amarelos... e agora um vermelho por acumulação. No apanhado de todas as competições nestas quase duas temporadas, o defesa uruguaio contabiliza 25 cartões amarelos, mais os dois que resultaram na ordem de expulsão no Bessa. Números quase irrisórios para quem alinhou até à data em 68 jogos pelo FC Porto...
FC Porto
15:31 - 28-02-2017
Schelotto
«Temos de demonstrar porque somos uma grande equipa» - Schelotto
Vem aí o Vitória de Guimarães - domingo às 20.15 horas, em Alvalade - e os jogadores do Sporting querem prolongar para quatro o ciclo vitorioso de jogos - Moreirense (3-2), Rio Ave (1-0) e Estoril (2-0). Mas na cabeça dos leões, Schelotto que o diga, ainda mora o empate na Cidade Berço, a três golos, depois de ter estado a vencer por 3-0. «Na última vez que jogámos contra eles estávamos a ganhar 3-0 e eles empataram, sem merecer, mas o futebol é assim», lembra o lateral-direito na Sporting TV. «Eles vêm de uma vitória mas nós também e não dependemos de ninguém, necessitamos de vencer para continuar a subir na classificação. Sabemos que o V. Guimarães vai querer entrar com o pé direito, mas nós temos de demonstrar porque somos uma grande equipa», aponta Schelotto. «Estamos num momento muito positivo, era o que procurávamos há algum tempo», refere o italo-argentino, a propósito das últimas vitórias, e acrescenta: «A verdade é que estes três jogos foram muito importantes a nível psicológico e para o grupo. Demonstrámos qualidade em campo e em jogos difíceis. Há que continuar com a garra que hoje tem o Sporting.» Schelotto confessa-se ainda «muito contente» e ressalva que a equipa tem «de seguir por este caminho». Além disso, «contente» ficou também o lateral «pela assistência» que fez e «pelo golo de Bryan» Ruiz no Estoril. «É uma pessoa que trabalha muito, uma das referências da equipa, é bom para ele e oxalá que siga assim. Todos contribuímos mas o importante é que o Sporting ganhe», termina o defesa-direito.
Sporting
15:15 - 28-02-2017
Luis Enrique (Foto AP)
«Digam aos treinadores que nos deixem jogar…» - Luis Enrique
Luis Enrique atribui o novo estilo de jogo do Barcelona à necessidade de a equipa catalã se adaptar à crescente pressão a que é sujeita por parte dos adversários. «Digam aos treinadores que deixem o Barcelona jogar, que deixem jogar o Busquets. É uma evolução, pressionam mais alto e não nos deixam jogar. É mérito dos adversários e nós temos de evoluir», explicou o treinador dos blaugrana, em conferência de Imprensa. «Se filosofarmos um pouco, diria que a posse de bola não é um fim, antes um meio para ganhar os jogos», observou.
Barcelona
14:56 - 28-02-2017
António Figueiredo
«Algo mudou desde o que se passou na Maia» - António Figueiredo
António Figueiredo, antigo vice-presidente do Benfica, considera que «algo se modificou na arbitragem relativamente ao FC Porto» desde que elementos afetos à claque Super Dragões marcaram presença no centro de treino de árbitros, na Maia. «É indubitável que a partir daquilo que se passou na Maia, alguma coisa se modificou na arbitragem relativamente ao FC Porto. Não é normal que o FC Porto tenha cerca de 270 minutos a jogar com equipas que estão em inferioridade numérica, o Sporting cento e tal minutos e o Benfica tenha um minuto…», argumentou, em declarações à Antena 1.
Benfica
14:41 - 28-02-2017
Foto AP
«Espero que seja Piqué a fazer o 5-0 do Barcelona ao PSG» - Guti
Guti, antigo médio e atual treinador dos juniores do Real Madrid, elogia Gerard Piqué por ser o único com coragem de defender de forma pública e intransigente os interesses do Barcelona. «Quando ele dá a cara, os outros escondem-se. É o único a sair a terreiro e sofre as consequências dessa exposição», argumentou o antigo internacional espanhol. Guti, de resto, espera ver o Barcelona anular a derrota por 0-4 com o PSG e seguir em frente na Liga dos Campeões. «Quero que passe o Barcelona, para que não se focalize apenas no campeonato. Quero que deem a volta e Piqué aponte o quinto golo. Ele merece, pois é o único que dá a cara», reforçou.
Espanha
14:23 - 28-02-2017
Pedro Madeira Rodrigues
«Perguntem a Jesus se vai exigir os 20 milhões ou se sairá pelo próprio pé» - Madeira Rodrigues
Pedro Madeira Rodrigues desafiou a comunicação social a questionar Jorge Jesus sobre se exigirá ser indemnizado para deixar o Sporting, ou se sairá de livre vontade caso Bruno de Carvalho perca as eleições marcadas para o próximo sábado. «Perguntem a Jorge Jesus se vai exigir os 20 milhões de euros ou se vai sair pelo próprio pé. É importante que os sportinguistas saibam que tipo de pessoa é Jorge Jesus. Confio que vai fazer o que é certo, se não o fizer teremos os nossos trunfos», afiançou o candidato, deixando a certeza: «Juande Ramos chega em junho e Boloni orientará a equipa até final da época.» «Com Bruno de Carvalho vamos ter de gastar os 20 milhões de certeza, cumprindo Jorge Jesus o contrato ou não. Não chega o dinheiro todo que ganhou até agora? Em dois anos conquistou uma Supertaça e um segundo lugar…», recordou Madeira Rodrigues, para quem «Jorge Jesus é bom treinador mas tem vindo a perder muito crédito.» Questionado sobre as dúvidas expressas nas redes sociais por alguns adeptos quanto à escolha de Juande Ramos, o candidato foi perentório: «Esses não são adeptos do Sporting, são adeptos do Sporting Clube de Carvalho, um clube novo que surgiu em Alvalade. Bruno de Carvalho é o passado do Sporting, nós somos o futuro. Já tiveram a sua oportunidade, estão em queda e a situação está cada vez pior.»
Sporting
14:12 - 28-02-2017
Juande Ramos (Foto AP)
«Espero ser confirmado como próximo treinador» - Juande Ramos
Juande Ramos faz votos para que os sócios do Sporting escolham Pedro Madeira Rodrigues para assumir os destinos do clube nas eleições de 4 de março, para assim poder rumar a Alvalade na próxima época. «Espero que os sócios do Sporting me confirmem como próximo treinador», afirmou o espanhol, numa mensagem vídeo exibida por Madeira Rodrigues. O treinador de 62 anos mostra-se decidido «a não defraudar as expectativas e a levar o Sporting à senda dos triunfos e do sucesso».
Sporting
13:51 - 28-02-2017
Pedro Madeira Rodrigues
«Juande Ramos tinha muitos pretendentes mas quer muito vir para o Sporting» - Madeira Rodrigues
Pedro Madeira Rodrigues diz não ter dúvidas de que Juande Ramos é o treinador certo para recolocar o Sporting na senda do sucesso desportivo. «É com muito prazer que anuncio que vamos ter a partir de junho um grande treinador para o Sporting: Juande Ramos. Queria um treinador ganhador, com experiência internacional, o hábito de apostar nos jovens, que gostasse do Sporting e conhecesse o futebol português, pois temos de começar a ganhar rapidamente», começou por afirmar o candidato da Lista A, em conferência de Imprensa. «O balneário tem vivido questões muito complicadas, umas mais públicas, outras menos, e precisa de um pai que lhe dê força, confiança e segurança. Boloni terá um papel importante nesse sentido até final da época», realçou, sublinhando: «Juande Ramos sempre foi o meu desejo desde o princípio. Abandonou o seu último clube a 27 de dezembro, dia em que fiz a minha apresentação pública. Houve logo grande empatia, ele demonstrou muita vontade de vir para o Sporting.» «É um treinador vencedor, em sete finais ganhou seis. E o seu perfil como pessoa encaixa que nem uma luva nos ideais do Sporting», ressaltou Pedro Madeira Rdorigues, adiantando que o espanhol «conhece os jogadores todos do Sporting, inclusivamente alguns que não estão no plantel e que ele pensa lançar na próxima época.» «Não falámos de contratações, ele já percebeu o que em princípio o plantel precisa. Teremos tempo. Não precisamos de fazer uma revolução, há que três ou quatro contratações cirúrgicas e tentar manter os principais jogadores», vincou, revelando que Juande Ramos «recusou um grande clube da Premier League, cujo projeto não o atraía.» O contrato de Juande Ramos será válido por dois anos. «Vai ganhar menos do que Jorge Jesus ganhava no primeiro contrato que fez com o Sporting», informou o candidato à presidência dos leões.
Sporting
13:42 - 28-02-2017

destaques

Tentou pôr Camataru no Benfica, Ceaucescu não deixou…
Grande História Fernando Martins pediu-lhe ajuda, mas não, isso Mário Soares não conseguiu: não conseguiu trazer Camataru para o Benfica. Mas, salvando Futre da tropa, salvou o FC Porto de perder 630 mil contos. Ao FC Porto de Pedroto e Pinto da Costa dera a sua primeira Taça de Portugal como Primeiro Ministro – e a primeira como presidente deu-a ao Benfica. A Carlos Lopes prometeu um churrasco nos seus jardins – e cumpriu a promessa com um boi de 350 quilos. Com Moniz Pereira, seu vizinho no andar de cima, jogou ao botão. As suas prisões com a PIDE cruzaram-se com ataques em que também esteve Cândido de Oliveira – e sim, ainda há muito mais desporto (e muitas mais surpresas) na vida de Mário Soares. É o que aqui se conta – e vai bem para lá do que ele revelou que era com a bola nos pés e do pai, que quando ele nasceu ainda era padre, o ter entregue a Agostinho da Silva pedindo-lhe que lhe desse lições de cultura geral porque «só pensava em jogar futebol, dizer asneiras, era um insubordinado…» João Lopes Soares nasceu à beira de Leiria, filho de gente pobre do campo - e em 1900 formou-se em Teologia na Universidade de Coimbra, sendo ordenado presbítero. Andou como Capelão Militar pela província, era em Alcobaça que estava quando em 1907 lhe surgiu filho de uma «ligação em pecado», Tertuliano lhe chamou. Transferiram-no para Lisboa, em Lisboa se tornou militante republicano, na ala de Afonso Costa. A monarquia chegou a prendê-lo por conspiração – e durante a I República foi, para além de professor nos Pupilos do Exército, governador civil, deputado – e Ministro das Colónias. NA PENSÃO,O ENCANTO DE ELISA... Em Lisboa, João Soares hospedou-se numa pensão da Rua Ivens, ao Chiado – e não tardou a encantar-se com a mulher do dono. Elisa Nobre apaixonou-se por ele, por ele deixou o marido – e foram viver para o 2º Esquerdo do nº 163 da Rua Gomes Freire. Às 18.15 horas do dia 7 de dezembro de 1924 nasceu-lhe um filho, registaram-no como Mário Alberto Nobre Lopes Soares – e só quando já tinha três anos é que a Santa Sé desobrigou, enfim, João Lopes Soares das ordens eclesiásticas, deixando, assim, oficialmente, de ser padre, tinha, então, 49 anos. A I República desfizera-se na coluna de Gomes da Costa que partira de Braga a 28 de maio de 1926 – e em fevereiro de 1927 João Lopes Soares envolveu-se na Revolta do Reviralho, o ataque à ditadura em que também estiveram Luís Carlos Faria Leal, fundador do Benfica – e João Tamagnini Barbosa, que a presidente do Benfica haveria de chegar à saída dos anos 40. Tal como Afonso Costa e António Sérgio, Faria Leal conseguiu escapar para exílio em França, Tamagnini Barbosa não: acabou deportado para os Açores, tal como João Soares. NO PRÉDIO DE MONIZ PEREIRA... No andar de cima do prédio da Rua Gomes Freire tinha um vizinho dois anos e meio mais velho que como ele se chamava Mário Alberto, o Mário Alberto Moniz Pereira – que em entrevista a A BOLA contou: - O meu pai era o representante em Portugal da FN, firma que fabricava automóveis e depois passou a fabricar armas e munições. Foi com um FN que se tornou o primeiro automobilista a dar a Volta a Portugal, o carro por vezes a ter de ser puxado por juntas de bois para cruzar rios e regatos. Talvez influenciado por esse seu espírito, depressa me pus a organizar no prédio grandes campeonatos com os meus irmãos, os nossos vizinhos. Na varanda era o salto em altura com a corda de estender a roupa e o salto à vara com o cabo de uma vassoura velha. Saltávamos em comprimento a partir da rampa da varanda e como não dava para mais em vez do triplo havia duplo-salto. No quintal, fazíamos 30 metros à volta da nespereira e jogávamos basquetebol com uma porta a fazer de ângulo com a parede a servir de cesto. Mais tarde as provas passaram do quintal para o passeio, a sarjeta era a tábua de chamada. Também tínhamos a Volta a Portugal em bicicleta - no quarto de costura com os cromos dos ciclistas na roda da máquina de costura da minha mãe, quem conseguisse dar mais voltas ganhava. O Mário Soares, mais novinho, não entrava nesses nossos torneios, mas ficava sempre a ver – e de quando em quando jogava ao botão connosco. E sim: muitas vezes nos assustámos ao ver a PIDE entrar de rompante pelo andar, à procura do pai do Mário, que até escondido na nossa casa chegou a estar… Em fevereiro de 1991, Mário Moniz Pereira fez 70 anos – e 250 amigos foram a Monsanto festejá-los. Um deles era, claro, o Mário Soares, já presidente da República, mas ali, sobretudo, numa outra condição. Emocionado, recordou: - Lembro-me, claro, de brincar com ele ao botão, na Rua Gomes Freire, mas tenho de dizê-lo: estou vexado por estar aqui reunido entre tantos desportistas e campeões e nunca ter praticado desporto a sério... e viu-se, fogacho a correr-lhe pelos olhos quando, no final do seu discurso Moniz Pereira se virou-se para ele e lhe disse: - Para terminar em beleza esta homenagem, vou entregar ao meu amigo Mário Soares uma velhinha recordação da nossa infância: a caixa do jogo do botão, com as fichas de inscrição, nomes dos jogadores e cores dos respetivos botões, é a minha surpresa para ele... A BOLA, A ASMA E A PROMESSA À SENHORA DE FÁTIMA... Uma das razões para nunca ter praticado desporto a sério – foi, sempre o achou, a sua magreza – e por isso, além de Gigi ou de Licas, também o tratavam por Lingrinhas, vivia com o pai preocupado a querer afastá-lo dos «jogos da bola». A outra razão foi sofrer de asma - e a propósito da asma há nele, a desfiar-se, uma outra deliciosa memória: - A minha mãe era muito religiosa e fez promessa, pedindo que eu me curasse da asma. Curei-me da asma, passaram os anos, por uma razão ou outra não cumpria a promessa. Até que um belo dia resolveu cumpri-la. E lá fomos os dois a Fátima, eu já adolescente, com uma vela da minha altura. Achei-me ridículo. Continuou a ser o que já decidira ser: republicano e laico – e a asma voltou a dar deliciosa memória, memória que está no livro de Joaquim Vieira: - Com o pretexto de que eu estava com asma e não podia tomar banho frio, o médico da prisão de Caxias aceitou que eu tomasse banho quente. Eu punha-me completamente nu dentro do alguidar, com a malta toda a ver, e o guarda prisional regava-me com um regador…...
Do Passado para o Presente Mirabolantes, coisas que aconteceram nos primeiros jogos entre Benfica e Sporting. Num deles, desatando a chover copiosamente os sportinguistas não quiseram jogar a segunda parte – e foi preciso o árbitro ir ao balneários obrigá-los a voltar ao campo. Noutro, o erro do árbitro levou a que o Benfica ganhasse por 2-1 – e lendo, no jornal do dia seguinte, a justificação para o penalty, o Benfica pediu que se transformasse a sua vitória num empate, a União do Futebol (era assim que se chamava o que haveria de transformar-se, depois, em AFL…) recusou-lhe o pedido. Mas não, não é só de romantismo assim que aqui se fala. Também se fala de dissidente do Sport Lisboa que José Alvalade levou para o Sporting «verdadeiramente perigoso» - e das duas bofetadas que o guarda-redes do Sporting deu a dois benfiquistas e por causa disso acabou José Alvalade suspenso por um ano. E ainda se conta como os clubes nasceram – um à míngua e outro em glamour… Para um jogo de futebol com o CIF juntaram-se num misto alunos da Casa Pia de Lisboa e dos Catataus (era assim que se conhecia o Belém Football Club dos irmãos Rosa Rodrigues). Ganharam e decidiram comemorar a proeza no Café Gonçalves, na Rua de Belém. De repente, soltou-se a ideia, num brado de alguém: - E se fundássemos um clube novo? A ACTA QUE COSME NÃO ASSINOU POR... MODÉSTIA Depois do almoço, reuniram-se todos na Farmácia Franco, no outro lado da rua – e fundaram mesmo. Foi a 28 de fevereiro de 1904 - e assim nasceu o Sport Lisboa. Cosme Damião redigiu a acta e por modéstia não quis escrever nela o seu nome. Logo se acertou que presidente seria José Rosa Rodrigues, o mais velho dos irmãos Catataus; que o símbolo seria uma águia - «por significar elevação de propósitos, largo espírito de iniciativa e ânsia de subir o mais alto possível»; que a divisa seria Et Pluribus Unum - como apologia de união na comunhão de sentimentos. O major José da Cruz Viegas escolheu o vermelho e branco por «traduzir alegria, colorido e vivacidade e ser fonte de entusiasmo» - e compraram-se camisolas flanela na Alfaiataria Nunes e uma bola ao Cricket Club por 1500 réis. Problema, logo se viu, era a falta de campo decente. Os treinos foram-se fazendo numa faixa de terreno junto da linha de comboios para Cascais. Quando a CP exigiu a expulsão dos «footballers» através de uma ordem de despejo entregue pelo guarda da passagem de nível - e tudo piorou ainda mais. O Sport Lisboa procurou, então, guarida entre as Salésias e as Terras do Desembargador para os jogos e treinos montavam-se e as balizas – e depois desmontavam-se, havia um carpinteiro que recebia 50 réis pelo trabalho. Para o banho usava-se a água de um poço, havia um moço que a retirava com um balde e despejava-a pela cabeça abaixo dos jogadores. Januário Barreto fizera parte da equipa da Casa Pia que em 1897 quebrara a invencibilidade dos ingleses do Carcavelos no futebol que se jogava em Portugal. Não fundou o Sport Lisboa mas depressa aderiu ao projeto. Aliás, quando a Farmácia Franco passou a ser acanhada para tal e não havia sede disponível as reuniões eram no seu consultório médico da Rua Nova de Almada. Por isso, foi sem surpresa que, em novembro de 1906, se tornou o primeiro presidente eleito do SL, ficando com Manuel Gourlade a primeiro secretário, José Rosa Rodrigues a segundo e Daniel dos Santos Brito a tesoureiro. Elaboraram os primeiros estatutos, afanaram-se em trabalhos para adquirir o campo de jogos, mas em vão – e essa foi a razão porque, à entrada para 1907, o SL parecia condenado a colapso. Ou pior... NO QUE DEU O GAROTO ATROPELADO, À NOITE, JUNTO À CERCA… Sem o terreno da CP, na zona que constituía a cerca do quartel e que era também utilizada para exercícios militares de dois regimentos de tropa a cavalo, o Sport Lisboa passou a treinar-se às escuras, ao fim de tarde - e num desses treinos um garoto foi... «atropelado» (foi assim que a notícia surgiu no jornal) por António Rosa Rodrigues. Ficou com a perna fraturada – e o velho Catatau, o pai que tinha negócios de armação e pescas, proibiu os filhos de voltarem a jogar à bola assim, razão porque no SL se suspendeu toda a atividade. DOS DISSIDENTES DE BELÉM AO GLAMOUR DO SPORTING... Com os 550 mil réis que o avô lhe foi dando, José de Alvalade construiu no Lumiar, para o seu Sporting, o «melhor campo atlético de Portugal». O único problema era faltar-lhe equipa para o futebol. Ouvindo falar do que acontecera em Belém, lançou para lá o canto de sereia: que não oferecia apenas campo decente para treino e jogo, oferecia balneários com chuveiros banho quente de imersão, bolas novas, duas camisolas por desafio se chovesse - e no final de cada «match» soirées e chás dançantes com as senhoras mais ilustres da alta sociedade lisboeta. Sete jogadores do Sport Lisboa disseram-lhe que sim. Entre eles António Couto e Francisco dos Santos, que haveriam de ser o arquiteto e o escultor da estátua do Marquês de Pombal. Para o Lumiar foi igualmente Daniel Queirós dos Santos que haveria de chegar a presidente do Sporting – e os irmãos António e Cândido Rosa Rodrigues – só José, o mais velho dos Catataus, se escusou ao Lumiar. OS 27 MIL RÉIS QUE SALVARAM O SONHO QUE SAÍRA DA FARMÁCIA FRANCO… Outros, poucos, houve que não aceitaram o repto de José Alvalade – e, apesar da debandada dos demais recusaram-se a aceitar de ânimo leve sentença de morte ao Sport Lisboa. Para arranjar dinheiro para a inscrição no Campeonato de Lisboa, fez-se subscrição pública de emergência que rendeu 27 mil réis, graças sobretudo à boa vontade e à bolsa de Félix Bermudes, de Cosme Damião e de Manuel Gourlade, escriturário da Farmácia Franco, que chegou a ter 40 mil réis empenhados no SL, salvou o clube, não se salvou ele de morrer quase na miséria, por causa de «devaneios como esse», diria a família, depois... Antes do campeonato de Lisboa de 1907 arrancar, o Sporting fizera o seu primeiro jogo num torneio do CIF. Contra o FC Cruz Negra. Perdera-o por 1-5. O seu único golo, o primeiro da sua história, foi apontado por um jogador de ténis a quem José Alvalade pedira o favor de ir ao futebol: D. João de Vila Franca. Depois, Alípio da Motta Veiga, Octávio Teixeira Bastos e António das Neves Vital saltaram do Cruz Negra para o Sporting – e juntando-se ao «contingente de Belém» também eles defrontaram o Sport Lisboa – e ninguém imaginava que, nessa tarde, estava a começar o mais apaixonante derby de Portugal... AINDA SEM STROMP E DE BRANCO… O jogo com o Sport Lisboa, já a contar para o Campeonato de Lisboa, era para ser no Lumiar, não foi – foi no Campo da Quinta Nova, que pertencia aos ingleses do Cabo Submarino, o Carcavelos. O Sporting jogou todo de branco - e sem nenhum Stromp. O Francisco e o António ainda não eram da primeira equipa, o Francisco já entraria, porém, no derby seguinte... Cândido Rosa Rodrigues, um dos dissidentes do Sport Lisboa, fez o primeiro golo do Sporting, logo após o intervalo, Eduardo Corga empatou– e o que se segue é o que está, delicioso, na crónica de Os Sports: «Obtido esse resultado, eles marcham com mais energia, e o Sporting defende-se mal e com dificuldade, praticando novamente outras irregularidades. Quando todas as probabilidades lhe dão a vitória, cai uma bátega e o campo, alagado, não deixa caminhar a bola. Enquanto o Sporting abandona o campo, refugiando-se os seus jogadores nos balneários, o Sport Lisboa permanece quedo. Mister Burtenshaw, o árbitro, obriga-os a voltar e eles obedecem com visível má vontade. A chuva, tendo tornado frios os rapazes do Sport Lisboa, abate um pouco a sua energia e os adversários aproveitam-se e marcam novamente goal». A DERROTA COM TOQUE DE COSME DAMIÃO E O SPORTING… «BRUTALMENTE» Esse golo, o que deu ao Sporting vitória por 2-1, foi marcado na própria baliza por... Cosme Damião, quase à beira do fim – e o cronista (não identificado...) de Os Sports não deixou de notar a tropelia do destino: «Uma infelicidade - e precisamente do homem que mais estava lutando pela vitória e mais lutava na resistência à crise do Sport Lisboa»… sublinhando, por fim: «O Sporting, em grande parte, jogou butalmente. Os seus jogadores cometeram irregularidades em barda e neste género sobressaiu Albano dos Santos, jogador verdadeiramente perigoso». A talho de foice, ainda adiantou ao seu escrito: «O Sport Lisboa esteve muito bem, mas com muita infelicidade, talvez motivada pela enervação de se encontrar com um grupo formado por antigos irmãos, cuja recordação é um fel…» e rematou, poético: - Couto e Cândido são os sóis que iluminam o grupo. UM ERA INGLÊS, OUTRO SÓ PARECIA… Nessa altura, o futebol em Portugal era ainda dominado por ingleses que para cá tinham vindo em trabalho. Os «mestres» eram os do Cabo Submarino, os do Carcavelos. Mas havia outros, também havia a equipa do Braço de Prata, ainda antes da fábrica se tornar em fábrica de munições para o exército – e foi no Braço de Prata que Charles Etur apareceu a jogar. Saltou para o Grupo Sacavém e para o Gilman – e acabou no Sporting, foi o treinador desse primeiro jogo com o Benfica, pôs a equipa a alinhar assim: Emílio de Carvalho; Daniel Queirós dos Santos e José Belo; Albano dos Santos, António Couto e Júlio Nóbrega de Lima; António Rosa Rodrigues, Cândido Rosa Rodrigues e Jacob Eagleson, José da Cruz Viegas e Henrique Costa. Pode, pode parecer que sim, que nessa primeira vez houve um inglês no Sporting, que jogou todo de branco: Jacob Eagleson. Inglês não era, era filho de inglês – que viera para Sacavém contratado pela firma Graham & Cª e foi em Sacavém que Jacob nasceu. Além do futebol, destacou-se na natação e no... golfe, mas foi no cricket que se tornou estrela, estrela numa equipa do Sporting que contava também com Charles Etur e... José de Alvalade. DRAMÁTICO O DESTINO DO TREINADOR QUE DEIXOU DE APARECER… Foi Cosme Damião quem o contou, muitos anos depois, numa evocação em A Bola, a Cândido de Oliveira: - Tu não calculas o que era a figura desse rapaz, o Manuel Gourlade. Estou-o vendo: aparecia sempre equipado, por completo - da cabeça aos pés: kepi preto, camisa branca, calção preto, meias de futebol e botas também de futebol. Mas o que dava mais nas vistas era uma grande faixa sobre a camisa, a tiracolo, com as três cores da bandeira francesa. Não soubemos a princípio o seu nome. Começou a aparecer talvez no terceiro treino. do Sport Lisboa. Não jogava. Dava apenas uns pontapés. Conhecia muito bem as leis do jogo, os seus segredos. Tomou para nós, o papel de técnico do futebol... Gourlade era empregado da Farmácia Franco – e também de uma outra no Conde Barão. Treinador do Sport Lisboa se manteve até finais de 1908. De repente, deixou de aparecer no clube, no clube que já era Sport Lisboa e Benfica. Houve quem soubesse que por imposição da família, a família rica que não lhe aceitava o desbaratar de mais dinheiro na «loucura pelo football» - e fora isso que o fizera tomar a decisão que tomara. Anos depois, muitos anos depois, Daniel dos Santos Brito, um dos dissidentes do Sport Lisboa que saltara para o Sporting (e haveria de se tornar um dos seus principais dirigentes...) descobriu Manuel Gourlade em «situação de degradação física e económica» perdido pela cidade - e conseguiu que o acolhessem no Asilo d`Espie Miranda, em Campolide, onde morreu, a caminho dos 70 anos, em 1944. Para o primeiro jogo do Sport Lisboa com o Sporting, a equipa que Gourlade fez foi: João Carvalho Persónio; Luís Vieira e Leopoldo Mocho; Alves, Cosme Damião e Marcolino Bragança; Félix Bermudes, António Costa, Eduardo Corga, António Meireles e Carlos França. (Não, o Sporting não ganhou esse Campeonato de Lisboa de 1907/1908, ganhou-o o Carcavelos. O Sporting ficou em segundo lugar - e o Benfica em terceiro.) ...
Do Passado para o Presente Com novo Benfica-Sporting a caminho, regressa-se a 10 de fevereiro de 1935. Foi o dia do primeiro Benfica-Sporting para o campeonato. Mais do que recordá-lo apenas – o que aqui se faz é mostrar-lhe um país onde a hipocrisia se misturava com a moral de sacristia. Acabou num empate, campeão foi o Benfica - a treiná-lo estava Vítor Gonçalves. 40 anos depois, o filho, tinha o país a arder, no PREC, era Vasco Gonçalves. Na segunda volta, o Sporting ganhou – e na sua primeira vitória para o campeonato houve pé de um brasileiro de Águeda que depois viveria drama no Porto, o drama de ter de ir para a baliza do Sporting sofrer oito golos, perder por 10-1… Até essa época de 1934/35, Portugal não tinha campeão a sair de uma Liga – para além dos Campeonatos Regionais havia o Campeonato de Portugal disputado ao jeito do que é hoje a Taça. A ideia de mudança fora de António Ribeiro dos Reis, Cândido de Oliveira e Maia Loureiro – e resultara sobretudo de um choque telúrico, a derrota da seleção em Espanha por 9-0: - A goleada, no apuramento na o Campeonato do Mundo, deu motivo a ironias e grandes gozações, mas acabou por ser mal que veio por bem. O Campeonato de Lisboa era, realmente, um torneio cada vez mais desinteressante (o último, então, carregadinho de problemas, até perdera a dignidade), o Campeonato de Portugal era uma prova rápida, a eliminar, faltava de facto uma Liga, no qual as melhores equipas se defrontassem entre si, felizmente fez-se... O derby, o primeiro Benfica-Sporting para o campeonato nacional, foi à quarta jornada, no Campo das Amoreiras – e acabou num empate.Carlos Torres marcou aos 27 minutos para o Benfica, Mourão empatou aos 65. NA PRIMEIRA VITÓRIA DO SPORTING, O GOLO DO MÁRTIR DOS 10-1... Na segunda volta, o Sporting bateu o Benfica por 3-1 - no Lumiar. Foi a 31 de março de 1935. Um dos três golos marcou-o Rui Carneiro. Era de Águeda e aos 13 anos, os pais emigraram para o Brasil, ele foi com eles. Lançou-se no futebol no Palmeiras - e de um momento para o outro decidiu voltar a Águeda. Joseph Szabo descobriu-o no Recreio - e levou-o para o FC Porto: - Desgostoso com as rivalidades internas que se viviam no FC Porto, achei que o melhor era regressar a Águeda e quando estava a caminho, o Sporting chamou-me para o Lumiar... No Sporting esteve só essa época - e mais uma, a última deu-lhe lugar na história: avançado portista atirou, com a força do seu remate, Artur Dyson para o hospital, para o seu lugar, na baliza, foi Rui Carneiro, sofreu oito golos na histórica goleada do FC Porto ao Sporting: 10-1. Ainda passou pelo Belenenses - e de voltou a dar nova volta à vida: foi de novo para o Brasil, ainda jogou no Vitória da Bahia, tornou-se treinador de sucesso no Esporte Clube Vitória. Os outros golos da primeira vitória do Sporting sobre o Benfica? Um foi de Francisco Lopes, outro foi de Manuel Soeiro. Sim, por essa altura, Adolfo Mourão era a estrela no Sporting. Chegara ao Lumiar em 1926 – e ainda antes de fazer 17 anos já se tornara titular indiscutível na linha de ataque. Aliás, antes, no Carcavelos, onde se lançara como jogador, falsificavam-lhe a idade para o pôr a jogar na primeira categoria: - Como tinha 14 anos, não podia... Dirigente do Sporting vira-o num desafio entre a Casa Borges & Irmão e a Casa Bertrand, no Campo Grande – e desviara-o para lá. GINÁSTICA DE PIJAMA, PELA MADRUGADA... Aliás, no Sporting havia o Mourão – e já havia, em igual fulgor, o Soeiro. Na época anterior, voltando Joaquim Oliveira Duarte, comandante da marinha, à sua presidência, voltou Filipe dos Santos, que de lá escapara, antes em tremenda turbulência, ao seu comando técnico - e o levara para Espanha. Novidade foi passar a haver nos seus jogos do Sporting claque organizada. O Sporting ganhara o Campeonato de Lisboa – e o Campeonato de Portugal de 1933/34 (a que o FC Porto não concorrera por estar suspenso pela FPF) mas, no fundo quem o ganhou foi o Soeiro. A final fora com o Barreirense, fechou-se a 4-3 e graças aos seus quatro golos – falou-se, pela primeira vez num jornal, em... poker, o poker do Soeiro, do Manuel Soeiro Vasques. Nascera e crescera no Barreiro e lá vivia. Para além de jogar futebol, passou a explorar a tabacaria do Sporting, vendendo jornais, revistas, cigarros, charutos - e antes de Filipe dos Santos o descobrir, descobriu ele Filipe dos Santos: - Estava no Luso e via o senhor Filipe a dar ginástica aos jogadores, que encaravam aquilo quase como um sacrifício. Estabeleci um plano de campanha. Pela manhã cedo, seis horas normalmente, levantava-me, vestia o pijama e sozinho ia para o quintal imitar o que tinha visto fazer ao senhor Filipe. Saltava à corda, fazia flexões, movimentos respiratórios, corria, pendurava-me... Minha mãe ao ver-me exercitando — e começava logo na cama, com abdominais — dizia que eu era maluco, não saindo a nenhum deles! Mas não, foi assim que se me abriu caminho para o sonho de ser do Sporting, do Sporting do senhor Filipe... O GUARDA-REDES QUE NÃO QUERIA ALTERNAR... Nesse primeiro Benfica-Sporting para a Liga repetiu-se o que acontecera na final daquele Campeonato de Portugal de 1933/34: para a baliza leonina foi Jordão Jóia, que viera do Nacional da Madeira - e não Artur Dyson, o Dyson que já antes lamentara: - Não compreendo a atitude da Direção do Sporting, do nosso treinador. Chamaram-me para me dizer que alternaria com Jóia. Recusei. Não me importava absolutamente nada de ir para a reserva, mas andar a saltitar, isso não, não me parece bem. Ao Jóia só reconheço uma vantagem sobre mim: a atenção ao jogo. Sou, de facto, um jogador... distraído, por vezes nem me recordo de que estou a jogar! O treinador do Benfica, que do Benfica faria campeão da Liga de 1935/36, era Vítor Gonçalves, o pai de Vasco Gonçalves, o primeiro ministro que em 1975 incendiaria Portugal com o PREC – e o do Sporting era um romeno: Wilhelm Possak. Jogara no Timissoara, notabilizara-se no Ujpest e no Vasas de Budapeste e, já em final de carreira, apareceu, quase à aventura, no Lumiar. Joaquim Oliveira Duarte, sabendo do fulgor do seu passado, ofereceu-lhe contrato de jogador e de treinador. Essa Liga de 1934/35, a primeira da história, acabou ganha pelo FC Porto – com o Sporting em segundo lugar e o Benfica em terceiro. Ainda houve, nessa época, Campeonato de Portugal – e no Campeonato de Portugal, os sportinguistas vingaram-se dos portistas, afastando-os da final com 0-0 no Lima e 4-0 no Campo Grande. O PRIMEIRO BENFICA-SPORTING NA FINAL DO CAMPEONATO DE PORTUGAL Adversário na final do Campeonato de Portugal? O Benfica - e foi a primeira vez em que a final do Campeonato de Portugal se vez entre Benfica e Sporting. No Campo do Lumiar, perante mais de 30 mil espectadores - Óscar Carmona, o Presidente da República que tinha um neto que haveria de jogar futebol no Sporting, o Sporting de que ele era Sócio Honorário, chamou à tribuna de honra os finalistas, cumprimentando-os um a um e desejando-lhe «sorte e raça». Mourão fez 1-0, Lucas empatou - e Valadas pintou o título de vermelho. Campeonato de Portugal houve ainda em mais três edições. Na de 1935/36, o Sporting ganhou a final ao Belenenses. Na de 1936/37, o FC Porto ganhou a final ao Sporting. E na de 1937/38, o Sporting ganhou a última final da prova que deu lugar à Taça de Portugal ao Benfica - e o Benfica que perdera a primeira das quatros edições do Campeonato da Liga (que a partir de 1938/39 passou a denominar-se Campeonato Nacional da I Divisão) venceu as três seguintes. (E, com isso, campeão da Liga foi o que o Sporting nunca foi...) ...