QUARTA-FEIRA, 01-07-2015, ANO 16, N.º 5632
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destaques

Estrela de Diamante É a parte 4. Com Eusébio a caminho do Panteão, relembramos-lhe Eusébio – o Eusébio Como Nunca se Viu do livro que A D. Quixote publicou em parceria com A Bola. Mas mesmo que já o tenha lido, não deixe de ir até ao fim – porque, aqui, há muito de novo para ler sobre o Eusébio e o país do Eusébio, o mundo do Eusébio. E não deixe também de atirar os olhos à galeria de fotos – porque para ver o Eusébio como o Eusébio nunca se viu há mais, muito mais ainda, nem imagina... Porque nesse Portugal de Salazar o «respeitinho era muito bonito», se, vinda do fundo da sua rebeldia uma aluna se atrevesse a entrar num liceu (onde rapazes e raparigas se não misturavam...) de minissaia e sem meias, tinha por certo o que a esperava: raspanete da diretora que julgando o «ato obsceno» a expulsava das aulas. Também acontecia amiúde: se uma estudante da Faculdade de Letras fosse apanhada pelo polícia de giro a fumar na paragem do autocarro do Campo Grande (e havia algumas que eram...), ouvia-o papaguear-lhe alínea de uma portaria municipal que considerava que era «atentado ao pudor mulher fumar na via pública» - e via-o passar-lhe multa de 20 escudos. O tabaco era obsessão como o sexo antes do casamento para a MPF e havia cigarros Benfica, cigarros Sporting... O tabaco era como o sexo antes do casamento uma das muitas obsessões da Mocidade Portuguesa Feminina: em todas as suas publicações se aconselhavam as «raparigas de boa moral» a «resistirem à tentação do cigarro», que era um «escândalo», uma «modernice dispensável» - e só para homens, mas só às vezes... Havia os SG: Gigante, Filtro ou Ventil, havia os Sintra, os Kayak, os Ritz, os Negritas, os Populares e os Provisórios, os Orfeu, os Além Mar e os Santa Justa – e ainda havia outras marcas, a tocarem mais ao sentimento: os cigarros 1X2, os cigarros Sporting e os cigarros Benfica. No maço dos Sporting dizia-se que era tabaco «suave e aromático», no maço dos Benfica dizia-se que era tabaco «forte e suave». Custavam entre 3 escudos e 50 centavos e 5 escudos – e, Eusébio não fumava, mas se quisesse podia, no futebol, o fumar não se proibia, não se castigava – a não ser que surgisse, insólito e caprichoso, algum treinador a deixar-se levar pelo espírito da MPF. E foi o que aconteceu com o Belenenses – nesse ano de 1963. 500 escudos de multa para quem fumasse. Não, não era no Benfica - e Eusébio nem fumava... Graças a golos de Eusébio e José Augusto, Portugal fora ganhar à Bélgica por 2-1 e a vitória valeu a cada jogador prémio de 4000 escudos - e nessa mesma noite, o Belenenses empatou na Irlanda com o Shelbourne para a Taça das Cidades com Feira. Tinha um treinador austríaco de maus fígados: Franz Fuchs. Antes da partida, chamara os pupilos a uma reunião de emergência para lhes revelar que a partir daquele instante quem fosse apanhado a fumar pagava multa de 500 escudos. Os jogadores não lhe suportaram a tirania, dois meses depois foi despedido – e voltou a liberdade de fumo. E por A Bola continuaram a aparecer em teto ou em rodapé de alguma página de A Bola anúncios a rasgá-las aos cigarros 1X2. O Totobola era tão passional que servia de chamariz a quase tudo – e em e A Bola também se podia ler: Acerta no Totobola Quem Toma Vitacola (Vitacola era um «energético natural supersaudável» - e uma lata para 25 dias custava 20 escudos...) ...
Estilos e Espantos Tem a ver com Sara Sampaio? E com Messi ou Ronaldo? Também. Descubra porquê. Mas, antes disso há uma história impressionante na história de Lily Aldridge. Há em Indio, na Califórnia, um festival que é muito mais do que um festival de música e de arte, o festival em que os bungalows VIP podem custar mais de 7000 dólares por três, em que os seus participantes usam flores na cabeça e pinturas douradas na cara, em que há refeições vegana e sem glúten a cada esquina, em que uma instalação de arte e jogos de luzes transformam um pedaço de deserto no mais surreal evento musical a que se pode assistir. Sim, é o Coachella - e foi lá que Caleb Followill viu Lily pela primeira vez – e foi amor à primeira vista. Por essa altura, ela só queria ser uma coisa na vida: jogadora profissional de soccer, que é como na América se chamava ao futebol, mas o destino trocou-lhe as voltas. Pendurou as chuteiras e ganhou asas diretamente para os grandes palcos do mundo – tornou-se um dos anjos da Victoria`s Secret. Tinha 12 anos quando descobriu no escritório do pai uma revista escondida da Playboy, o que não sabia é que a protagonista era a mãe... Lily Aldridge nasceu a 15 de novembro de 1985 na Califórnia no seio de uma vasta família cercada pela criatividade – tem dois irmãos, um é músico e o outro fotógrafo, as irmãs são modelos, o pai é artista e a mãe até já lhe roubou o protagonismo – sobretudo quando, em 1976, apareceu na capa da Playboy, a Playboy que descobriu aos 12 anos... Por essa altura, Lily Aldridge já tinha um outro sonho: ser futebolista profissional. Poderia ter sido uma versão feminina de Lionel Messi ou de Cristiano Ronaldo? Podia, dizem todos aqueles que a viram jogar - até que o destino no desconcerto de uma das suas fintas a atirou para as passerelles onde descobriu as belas asas de anjo da Victoria`s Secret que agora a vestem, que adora lhe dão mais sedução. ...