SEXTA-FEIRA, 05-02-2016, ANO 17, N.º 5851
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destaques

Quem vai levar Vince Lombardi para casa?
Estrela de Diamante Na primeira edição do evento, foram os Green Bay Packers que saíram vitoriosos sobre o Kansas City Chiefs, mas longe de atrair os olhares que hoje pagam fortunas para os ver correr com uma bola na mão. A televisão não se importava com a sua cobertura, os bilhetes eram uma ´pechincha´, e o intervalo era animado por pequenas bandas de faculdade. Mas isso mudou. O amor à camisola, as histórias dos seus ídolos, o simples grito de ´touchdown´ revolucionaram a história. Desta vez não são meros estudantes que agitam as bancadas, mas estrelas mundiais. Katy Perry já por lá passou, este ano a musa que se segue é Beyonce, acompanhada de Bruno Mars e Coldplay. E dentro de campo os astros não se deixam esperar. De um lado está um ´Xerife´ às direitas, Peyton Manning, o quarterback do Denver Broncos, um dos maiores nomes da história, e o mais velho jogador a lutar pelo troféu de campeão no Super Bowl 50. Do outro lado está Cam Newton, o melhor jogador da temporada nos últimos tempos ao serviço do Carolina Panthers. Fora o futebol, tem um talento especial para a dança, principalmente o ´dab´, tirar selfies e imitar o Super-Homem. Mas não é por isso que lhes pagam. Não é por isso que os adeptos os seguem. Sabem bem o que está em jogo. Depois do Mundial de Futebol, o Super Bowl assume-se como o segundo maior evento de futebol americano do mundo. E os números falam por si. Só nos Estados Unidos, o evento é assistido por mais de 115 milhões de pessoas e movimenta mais de 14 bilhões de dólares na economia do país. E se pensa que arranjar um lugar para o jogo é tarefa fácil, desengane-se. O bilhete mais barato custa agora cerca de 2.560 mil euros. Mas se preferir um lugar de sonho nos camarotes do Levi´s Stadium, a fasquia fica ainda mais arrojada. Nada mais do que 25.762 mil euros… É oficial. Já não se fala de outra coisa e é já no próximo domingo, dia 7 de Fevereiro. O Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia (Estados Unidos) abre as portas para aquele que é o maior evento desportivo que a NFL conhece: o Super Bowl, que na 50ª edição coloca frente a frente ´Denver Broncos´ e ´Carolina Panthers´. E aqui não é só o desporto que está em cima da mesa, mas também música, negócios, cinema e muito, mas muito dinheiro. Mas o que realmente os jogadores querem é o ´Vince Lombardi´…...
Estilos e Espantos Se agora decidisse pendurar as chuteiras não havia problema – Barack Obama tinha a solução. Desde o tempo do secundário que se habituou à prática desportiva, um incentivo do pai, um motorista de caminhão afro-americano. A infância foi passada quase sempre perto da mãe, desde cedo soube que ele era um menino especial. Tinha apenas dez anos quando começou a desenvolver comportamentos compulsivos. Na rua era olhado com desconfiança, na escola, os colegas ridicularizavam-no pelos seus tiques nervosos. Foi vítima de bullying e não escapou às provocações daqueles que achavam que era um ´retardado´, nem mesmo quando chegou por mérito ao banco dos ´devils´ lado a lado com Cristiano Ronaldo. A doença nunca o atrapalhou no futebol. E o Mundial do Brasil foi a prova. Do banco de réus surpreendeu tudo e todos com uma defesa de aço, na verdade foram 16 ao todo e poderiam ter sido muitas mais, mas a Seleção da Bélgica era ´dura de roer´. Tornou-se herói dos Estados Unidos, ganhou a amizade do Presidente e como troféu, ainda lhe calhou uma Nora na rifa. É conhecida pelo vício compulsivo em tirar ´selfies´, principalmente se forem ousadas e sem roupa… Timothy Matthew Howard nasceu em Nova Jersey, a 6 de março de 1979, filho de uma imigrante húngara e de um motorista de caminhão afro-americano. Teve uma infância feliz até aos três anos, altura em que os pais se separaram. Mas os problemas apareceram mais tarde. Tim tinha dez anos quando começou a desenvolver comportamentos compulsivos. Esther, a mãe, sabia que algo não estava bem. «Havia rotinas e padrões que tinham de ser seguidos. Ele tinha de vestir as roupas na mesma sequência em todos os dias». Um ano depois os sintomas agravaram, as obsessões já eram mais assíduos e o prognóstico irreversível. ´Retardado´ e vítima de bullying Foi em criança que Tim Howard descobriu ter a ´Síndrome de Tourette´, uma doença neurológica caracterizada por tiques e movimentos involuntários. «Até aos 15 anos, foi um caos de diferentes tiques. Eles eram bem fortes», explicou Howard à revista ´Neurology Now´. No seu dia-a-dia, os aspetos mais evidentes passam pelo piscar frenético dos olhos e as contrações na região do rosto. Na escola, Tim era constantemente ridicularizado pelos colegas, por várias vezes foi chamado de ´retardado´ e foi vítima de bullying. Mas Tim não se deixava abater, era mais forte que a própria doença e também tinha um sonho. Incentivado pelo pai, Tim chegou a praticar beisebol, basquetebol e futebol. Com o desporto era diferente, a doença não o afetava. Para se controlar durante os jogos, Tim usa táticas de relaxamento e evita tomar remédios, para não atrapalharem os seus reflexos nas partidas. Também tentou combater a síndrome, mas a doença não tem cura. Do basquetebol ao banco dos ´devils´ com Ronaldo Durante o secundário, Tim Howard experimentou o basquetebol, mas viu que não tinha hipóteses de jogar na NBA. Enveredar pela carreira profissional de futebolista era mais realista e o facto de ter experimentado antes o basquetebol, permitiu-lhe desenvolver capacidades de guarda-redes. Para Tim, ´jogar basquetebol e atuar à baliza são duas atividades que não deixam de ser compatíveis e que podem tirar benefícios uma da outra´. Tim Howard começou a carreira profissional no ´North Jersey Imperials´, clube da sua cidade natal, no ano de 1997. Mas em 2003, trocou a MLS (Liga Profissional de Futebol dos Estados Unidos) pelo gigante Manchester United, com o objetivo de substituir o francês Fabien Barthez, que havia dececionado Sir Alex Ferguson. E a sua doença voltava a assombrá-lo. O jornal ´The Guardian´ chegou a anunciou que a equipa inglesa havia contratado ´um guarda-redes com problemas cerebrais´. O ´Independent´ preferiu chamar-lhe de americano ´doente´. Tim destacou-se como guarda-redes principalmente pela sua altura, 1, 91 metros. Comprado por quatro milhões de dólares, Tim destacou-se pelas excelentes atuações, porém, um desaire frente ao Futebol Clube do Porto na Liga dos Campeões, colocou-o no banco de reservas. Tim chegou ao Manchester United na mesma altura que Cristiano Ronaldo, num período em que, Gary Neville apelidou de ´os anos Djemba-Djemba´. Com eles, chegaram também Djemba-Djemba, David Bellion, o brasileiro Kleberson e outros que foram ´flops´ evidentes nas escolhas de Alex Ferguson. Sem espaço nos ´devils´ com a chegada de Van der Sar na época de 2006/07, Tim acabou por ser emprestado ao Everton. ...
Estilos e Espantos Ser metrosexual faz parte do passado. A moda ganhou novos contornos e adquiriu um novo estilo: ser lumbersexual. Mas há mais. Para quem não gosta de se vestir como se de um lenhador se tratasse, sempre pode inspirar-se na nova tendência, ao estilo de Cristiano Ronaldo: a roupa é o que menos interessa, importa sim mostrar os abdominais. Se outrora o cuidado com a imagem era sobretudo uma vaidade feminina, hoje em dia, os homens mostram como é que se faz. Seja qual for o estilo que adotem, há algo que não pode faltar: a barba. Desde o futebol, passando pela NBA, NFL, râguebi, basebol até mesmo ao criquete, ter uma barba farta tornou-se quase uma obrigatoriedade. Tanto é, que alguns jogadores já se recusaram a assinar contratos milionários só para não terem que se desfazer do seu bem mais precioso. E se para alguns, a barba é sinónimo de status social, glamour e até mesmo símbolo de masculinidade, para outros, é um verdadeiro atentado à educação, sendo os jovens comparados com os rebeldes jihadistas. Aconteceu na Turquia. Quem ousasse aparecer com barba, ou era expulso ou tinha que pagar multa. Fora superstições e tendências, a barba também serve para ocultar a verdadeira idade ou até mesmo proteger de doenças. De acordo com professores da Universidade de Northumbria, antigamente, quando havia uma fácil propagação de doenças, a barba poderia albergar bactérias. E curioso é que se diz que as mulheres preferem os carecas. Mas será que devem ter barba? No desporto eles fazem sucesso. E o clã Kardashian parece gostar desta nova moda... ...