TERÇA-FEIRA, 07-07-2015, ANO 16, N.º 5638
Pirlo explicou a razão para ter marcado à Panenka
Itália
Pirlo e o penalty: «Quis colocar pressão aos ingleses»
00:25 - 25-06-2012
Foi o homem do jogo no Inglaterra-Itália. Não só pelo que jogou durante os 120 minutos, mas também pela grande penalidade que «gelou» a equipa inglesa. Um castigo máximo à Panenka, quando a sua equipa estava em desvantagem.
Pois bem, no final, Pirlo explicou as razões por ter arriscado tanto num momento decisivo.

«Vi que o guarda-redes lançava-se bem e pensei em marcar desta forma, era mais fácil fazendo cair o guarda-redes. Quis também colocar um pouco de pressão sobre os ingleses», disse, lamentando, porém a lesão de De Rossi:

«De Rossi está a fazer um grande Europeu. Infelizmente ele teve este pequeno acidente, lesionou-se, esperamos recuperá-lo para quinta-feira. »
Redação

comentários

0
Imprimir Enviar e-mail Facebook Twitter
Faça um comentário (máx: 300)

mais de ITÁLIA

Itália O internacional português Hugo Almeida chegou a acordo com o Cesena para rescindir o seu contrato com o clube italiano. «O Cesena comunica, esta tarde, que o contrato
Itália O antigo jogador argentino Diego Armando Maradona comentou o problema dos resultados combinados futebol, considerando que qualquer dia «os jogos serão substituídos por no

destaques

Da prostituta do Cais do Sodré ao assassino de Luther King (o que eles podem ter a ver com Eusébio, eles e não só...)
Estrela de Diamante É a parte 9. Com Eusébio no Panteão, relembramos-lhe Eusébio – o Eusébio Como Nunca se Viu do livro que A D. Quixote publicou em parceria com A Bola. Mesmo que já o tenha lido, não deixe de ir até ao fim – porque, aqui, há muito de novo para ler sobre o Eusébio e o país do Eusébio, o mundo do Eusébio. E não deixe também de atirar os olhos à galeria de fotos porque só assim poderá ver o Eusébio como o Eusébio nunca se viu, mais ainda do que o Eusébio que se viu no Eusébio como Nunca se Viu... Ainda não se sabia se Eusébio voltaria ou não a Wembley onde já se sabia que seria a final da Taça dos Campeões Europeus de 1967/68 - e através de Sam Leitch, jornalista do Sunday Mirror, ficou a saber-se de uma carta que lhe chegara de uma leitora em desconcerto, semanas antes: - Vi um homem a atravessar o ecrã da minha televisão que me fez esquecer tudo o que eu sentia pelo Richard Kimble, pelo Dr. Kildare ou pelo Danger Man... Era o mais perfeito homem que eu jamais vi. Quanto não daria eu para vê-lo todas as noites marcar um golo, correr para a baliza, pegar na bola e regressar com ela ao centro, como Homem Com Pressa, como ele faz. Sim, ele é o fabuloso Eusébio. Mas, por favor não publique o meu nome e morada, para que o meu marido continue a pensar que só fiquei presa ao ecrã por causa do futebol e não por causa do Eusébio. E que passou a ser sempre assim... POR QUE EUSÉBIO JOGOU EM BUDAPESTE DE... BIGODE Em finais de 1967, Fernando Riera a Direcção do Benfica aplicara três anos de suspensão por indisciplina ao seu próprio treinador - e despediu-o. Acabara de eliminar o Saint-Etiénne e de bater o Leixões por 6-0. Ficou Fernando Cabrita como treinador interino – e com ele se atacou o Vasas, nos quartos de final da TCE. Eusébio chegou a Budapeste com microrrotura, ao entrar no estádio queixou-se das dores que não se amansavam, António Simões falou-lhe ao coração: - Precisamos de ti, joga que eu não te faço correr muito. Injetaram-no, jogou, mas como nunca se vira: de pera e bigode: - É promessa, enquanto o meu filho ou a minha filha não nascer, não faço mais nem a pera, nem o bigode. NÃO ERA TELEGRAMA A DIZER QUE TINHA SIDO PAI, ERA CARTA DUMA RAPARIGA... Com o aquecimento a terminar, um húngaro aproximou-se dele com um envelope. Eusébio tinha Aurélio Márcio a seu lado, pediu-lhe que abrisse e lesse, soltou o murmúrio: - Estou nervosíssimo. Pode ser telegrama, é que o bebé ou a bebé pode nascer de um instante para o outro. O jornalista de A Bola riu-se, piscou-lhe o olho, maroto, releu: - Sou uma rapariga de Budapeste. Até sou bonita. Gosto muito de si, senhor Eusébio. Vi todos os seus jogos no Campeonato do Mundo e nunca mais hei de deixar de vê-lo. Tenho muitas fotografias suas. E como não pude dizer-lhe pessoalmente, digo-lhe assim: só espero que jogue bem e ganhe. Não ganhou. Empatou a zero. ANTES DOS DOIS GOLOS AO VASAS, O NASCIMENTO DA CARLA... Nove dias depois, fez-se a segunda mão na Luz. A 14 de março de 1968. Às 14.15 horas, na Casa de Saúde da Cruz Vermelha, nasceu Carla, Carla Elisa Bruheim da Silva Ferreira. Eusébio estava em estágio, em Vale de Lobos. Deram-lhe a notícia ao telefone – e à noite com dois golos seus (e já sem pera e bigode...) o Benfica despachou o Vasas: 3-0. Depois, noite alta, correu à enfermaria – e a foto de Nuno Ferrari com Eusébio, Flora e Carla apareceu em A Bola por cima de anúncio a James Bond 007 – Casino Royale no Éden e no Alvalade com Úrsula Andress em pose tão sensual – que muita gente se espantou que a Censura não lhe passasse Lápis Azul, riscando-o «por excesso de erotismo». (Sim, a Censura ainda o fazia e, às vezes fazia mais: mandava retocar a tinta da china as fotografias para que os slips ou os soutiens tapassem mais do que aparecia de corpo...) ...
A correr no Tempo A verdade? Ontem, no GP da Grã-Bretanha, foi apenas mais um sinal, um sinal do que já se sabia que Lewis Hamilton é a «bala negra» que se pode tornar numa espécie de Ayrton Senna. Em criança queria ser como Cristiano Ronaldo jogador de futebol - e quando CR7 perdeu Irina, soube-se que ele correu ao seu alcance, mas não, não era nada do que parecia, era só amizade. Seguiu-se Kendall Jenner, a filha de Bruce Jenner, o campeão olímpico do decatlo, que agora é a... Caitlyn Jenner - mas o «forte e atribulado romance» afinal era só especulação também, assim como o caso com Gigi Hadid. Sim, antes, muito antes, também se falara de Kim Kardashian, a meia irmã de Kendall como namorada de Hamilton - e afinal não era ela, a tal namorada americana era... Nicole Scherzinger. O «amor de longa data» chegou ao fim, porque Hamilton não «queria casar», disse ela. Ao fim de sete anos de namoro à quarta foi de vez: acabou mesmo. Ele anda enrolado em affairs que «nada significam», ela, a Nicole, acabou por conformar a mágoa nos braços de outro. Que não percebe de motores, no que toca a golos é um ás... Campeão da fórmula 1 ou pupilo de Vítor Pereira? Nicole Scherzinger dá-lhe a resposta... De futebol nada percebe, tinha dificuldades em fazer surf, mas no softball era a melhor. Nicole Prescovia Elikolani Valiente Scherzinger ou simplesmente Nicole Scherzinger é uma cantora e compositora americana. Nasceu em Honolulu, Havai, a 29 de junho de 1978, filha de Alfonso Valiente, descendente de filipinos, e de Rosemary, com descendência russa. Nicole cresceu num bairro no centro da cidade, não era rica, mas tinha um talento inato – cantava e encantava. A fama surgiu mais tarde quando integrou o grupo musical ´The Pussycat Dolls´ que vendeu cerca de 15 milhões de álbuns e mais de 54 milhões em singles, tornando-se um dos grupos musicais femininos mais bem-sucedidos da história. Mesmo antes de chegar a vocalista da banda, Nicole participou no reality show ´Popstars´, e mais tarde foi jurada do programa de música ´The X Factor´ e venceu a décima temporada do concurso ´Dacing with the Stars´ em 2010. ...
Estrela de Diamante É a parte 8. Com Eusébio já no Panteão, continuamos a relembrar-lhe Eusébio – o Eusébio Como Nunca se Viu do livro que A D. Quixote publicou em parceria com A Bola. Mas mesmo que já o tenha lido, não deixe de ir até ao fim – porque, aqui, há muito de novo para ler sobre o Eusébio e o país do Eusébio, o mundo do Eusébio. E não deixe também de atirar os olhos à galeria de fotos – porque para ver o Eusébio como o Eusébio nunca se viu ainda há mais, muito mais ainda, como nem imagina... Durante os jogos do Mundial de 1966, Eusébio fora apresentado aos altifalantes dos estádios ingleses com um toque sibilino a insinuar-se – aliás, não apenas ele: Hilário, born in Mozambique... Vicente, born in Mozambique... Coluna, the captain, born in Mozambique... Eusébio, born in Mozambique... - Não, não gostava, porque percebia que era política, eles queriam à força ligar-nos às colónias, a tudo o que se estava a passar. Eu tinha nascido em Moçambique, é verdade, mas era português. E não gostava porque nunca gostei que se misturasse a política com o futebol, a minha política era a bola, foi sempre... (isso disse, claro, depois, muito depois...) Entretanto, Eduardo Galeano traçou-lhe retrato para ler também nas entrelinhas: - Nasceu destinado a engraxar sapatos, vender amendoins ou roubar carteiras. Na infância chamavam-lhe: Ninguém. Chegou aos campos de futebol a correr como só corre alguém que foge da polícia ou da miséria que lhe morde os calcanhares. Foi africano de Moçambique, o melhor jogador de toda a história de Portugal. Eusébio: pernas altas, braços caídos, olhar triste... DA SOFIA LOREN À FINTA QUANDO METEU SIMONE DE OLIVEIRA E MADALENA IGLÉSIAS ... E era assim, a esquivar-se, a escapar-se que Eusébio era cada vez mais o que era - o Eusébio a imortalizar-se. Mudara de carro, a atração por Lisboa era agora o Taunus 17 M, o Taunus amarelo a que os sinaleiros abriam passagem como se fosse estrela a cruzar os céus, resplandecente. Admiradores e admiradoras, sobretudo estrangeiras, inundavam-lhe a Luz com cartas – e, por essa altura, revelou, na Flama, paixão que não se lhe conhecia: o jazz. E que, no cinema, adorava sobretudo Sofia Loren e de Charlton Heston. (Do Benfica-Sporting que era a rivalidade entre Simone de Oliveira e Madalena Iglésias fugia, sorrateiro, como fugia dos defesas que lhe iam no encalço, em campo – não disse qual delas preferia...) KING PORQUÊ, KING POR QUEM E KING COM QUEM... Nesse ano de 1967, António Simões deu-lhe mais um signo, um outro signo para lá da Pantera Negra: King. Tudo por causa das chuteiras que a Puma fizera em sua honra. Rudolf e Adolf Dassler eram irmãos. Criaram a Adidas, mas, em 1948, desentenderam-se – e Rudolf fundou a Puma. Meses antes do Mundial de 66, lembrara-se de contratar Eusébio. Perante o furor do CM, chamou-o a férias em Herzogenaurach, cidadezinha à beira de Nuremberga, onde a sua empresa montara sede – e, de súbito, soltou-se-lhe a ideia: lançar ao mercado as primeiras chuteiras dedicadas a um jogador: as Puma King Eusébio. Foram apresentadas em 1967, postas à venda em 1968 – e seria com as chuteiras King que nasceram de Eusébio em Inglaterra que Maradona levou a Argentina a campeã do mundo, destroçando, pelo caminho, os ingleses, com mão de Deus. Não, não foi só: Cruyff e Beckenbauer também as usaram nos seus fascínios. 7 ESCUDOS POR CADA CHUTEIRA VENDIDA PELO MUNDO INTEIRO... A Puma não se ficou por essa novidade: também foi a Puma que criou as primeiras chuteiras com nove pitons, o normal eram 10 – e criou-as para que se adaptassem melhor a Eusébio, depois da terceira operação de Eusébio ao joelho: - Foram as botas que marcaram a minha carreira, incrível como me facilitavam o equilíbrio em campo... Para renovar o contrato com a marca, Eusébio recebeu 600 contos de luvas – e além de mais 72 contos por cada ano de ligação, tinha direito a 7 escudos por cada par de botas vendidas onde quer que fosse. ...