QUARTA-FEIRA, 27-05-2015, ANO 16, N.º 5597
Portugal continua com saldo positivo em euros
Portugal
Portugal já ganhou 15 milhões de euros na competição
23:43 - 24-06-2012
A Seleção Nacional soma e segue na competição e isso vem também sendo traduzido em... euros. Portugal já garantiu 15 milhões de euros em prémios monetários da UEFA com a qualificação para as meias-finais.

Ainda assim é um montante inferior a Alemanha e Espanha
que seguem na frente em prémios ganhos. Os germânicos, que permanecem invitos na prova, seguem na frente tendo já embolsado 16 milhões.

Portugal (que perdeu um jogo na fase grupos) e Itália (empatou dois), ocupam os lugares imediatos, somando 15 milhões em prémios.

Refira-se que as quatro seleções presentes nas meias-finais recebem mais três milhões, o finalista vencido outros 4,5 e a seleção que sair vitoriosa, a 1 de julho, em Kiev, pode levar para casa mais 7,5 milhões.

Ranking dos euros:

Alemanha: 16 milhões
Espanha: 15,5
PORTUGAL: 15
Itália: 15
Inglaterra: 12,5
Rep. Checa: 12
Grécia: 11,5
França: 11,5
Rússia: 10,5
Croácia: 10,5
Dinamarca: 10
Ucrânia: 10
Suécia: 9
Polónia: 9
Holanda: 8
Irlanda: 8

Redação

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Quando a 5 de Outubro de 1910 a monarquia se desfez a partir da Rotunda, o novo regime garantiu, célere, que jamais se voltaria à «censura humilhante e atrofiadora» que raras vezes permitia ao teatro ser «irreverente e altivo» mas em 1913, depois de Afonso Costa, Bernardino Machado e António José de Almeida terem saltado para a «berlinda da revista», o governo proibiu-lhe Soldado Raso…marche!, sob a alegação de que «insultava o Exército» - e Mântua tornou-se, assim, o primeiro dramaturgo censurado pela República...) Cosme Damião irritou-se e não quis ser presidente... Durante o mandato de Mântua – que só era presidente porque Cosme Damião não o queria ser - o Benfica projetou a construção do Campo das Amoreiras. O terreno custou 450 contos – e a construção ficou por 1500. O que deixou o clube hipotecado à Caixa Geral de Depósitos. Houve quem achasse que fora exagero tanto gastar – e levantou-se em contestação. A oposição tentou pôr Cosme Damião, o vice de Bento Mântua, na presidência, mas ele, caprichoso, por causa do desconchavo ao amigo e das dúvidas levantadas em torno dos dinheiros do estádio, avisou que não aceitaria o cargo, nem que tivesse de pedir demissão de sócio. Para presidente, o cunhado de Ribeiro dos Reis... A solução teve, pois, de ser outra – e em agosto de 1926, Alfredo da Silveira Ávila de Melo, engenheiro naval que fora aluno da Casa Pia e se casara com Ema Ribeiro dos Reis, assumiu a presidência tendo como vice o cunhado António e como secretário Vítor Gonçalves. (Ambos tinham jogado na primeira seleção de futebol contra a Espanha, tal como Cândido de Oliveira – mas quando, em 1919, Cândido deixou o Benfica para fundar o Casa Pia AC, Gonçalves e Ribeiro dos Reis não o quiseram acompanhar, mantivera-se fiéis ao SLB, apesar de casapianos terem sido também...) Vice-secretário era Joaquim Ferreira Bogalho – e tendo a sua direção herdado 900 contos em dívidas, ao fim de quatro reuniões demitiu-se. Descoberto em Setúbal, o treinador que também era massagista... As finanças foram-se compondo, durante três épocas, António Ribeiro dos Reis era além de vice-presidente, o treinador da equipa de futebol – e à entrada para a temporada de 1929/30 decidiu que era hora de outra jogada. Seis anos antes chegara a Setúbal Arthur John. Tinha sangue inglês, mas nascera na Áustria. Foi jogador – e além de jogador... treinador e massagista (era-o de tal forma que criou um ritual que era um espanto: às vezes, se levantava do banco para ir massajar os jogadores que sentia mais precisados disso...) O guarda-redes que ainda não era da PIDE e a confusão que meteu pontapés no árbitro e polícia a tirar jogador do campo John levara o Vitória de Setúbal a campeão de... Lisboa - e mal chegou às Amoreiras fez do Benfica o que o Benfica nunca tinha sido: campeão de Portugal, o título saiu da vitória por 3-1 frente ao Barreirense, a 1 de junho de 1930, no Campo Grande. Porém, antes da festa, houve polémica – e da grossa... A 9 de março de 1930, o Benfica estava empatado 1-1 com o Casa Pia AC no Campo do Restelo – e para ser campeão de Lisboa precisava de ganhar. À beira do fim, Carlos Monteiro, o árbitro de Setúbal, anulou o que seria o segundo golo do Benfica – e agitou-se a escaramuça por se achar que António Roquete, o guarda-redes que, por essa altura, ainda não era o que haveria de ser: agente da PIDE, defendera a bola dentro da baliza. Transformou-se o jogo num paiol a arder – e logo depois ao ver Guedes Gonçalves ceifado por um defesa casapiano, João de Oliveira correu para ele em desforço. Engalfinharam-se um no outro, fora ambos expulsos. Luís Fernandes saiu, João Oliveira não. Perante o amuo, Monteiro pediu à polícia que o tirasse do campo – e antes da guarda o levar empurrou e pontapeou o árbitro... Manifestação de benfiquistas na AFL dispersada à bastonada pela polícia... Tentando evitar na secretaria que o título fosse para o Belenenses, o Benfica apresentou protesto à AFL – por causa do golo que lhe fora anulado e na reunião em que se iria analisar o caso aconteceu o que O Século contou: «Juntou-se uma numerosa multidão nas escadas do prédio onde está instalada a Associação de Futebol de Lisboa e no Largo Trindade Coelho, que lhe fica fronteiro, secundando o protesto que, naquela associação, foi entregue pelo Sport Lisboa e Benfica, contra as decisões do árbitro no desafio com o Casa Pia AC. Junto à entrada da Associação, a Polícia conteve a custo a multidão que, por vezes, fazia ouvir energicamente os seus protestos. Como na rua a aglomeração de povo fosse grande, a ponto de prejudicar o trânsito e a boa ordem, saiu o piquete de serviço do Governo Civil que, a pouco e pouco, conseguiu dispersar a multidão, não permitindo, depois, agrupamentos no citado largo...» (No artigo não se dizia, a Censura já existia e não o deixava, mas soube-se: a manifestação dispersou-se à bastonada - como começava a ser regra...) O Benfica decidiu abandonar todas as provas, cada sócio devia dar 5 escudos pelo menos para evitar prejuízos, não foi preciso... Do que saiu, então, da AFL? O protesto do Benfica indeferido – e João de Oliveira punido com oito meses de suspensão. Não, não foi só: Pedro Silva, Jorge Tavares e Manuel de Oliveira foram castigados por 15 dias e Aníbal José com 20. O Benfica, considerando que: - as culpas do que acontecera no Campo do Restelo se deviam, em primeiro lugar, ao Colégio de Árbitros por ter nomeado um juiz sem categoria nem valor; depois, ao árbitro, por lhe faltar honestidade desportiva, decisão e nele existir somente espírito de vingança... marcou uma Assembleia Geral que decidiu, «com aplausos prolongados e palmas», que a melhor das três hipóteses postas sobre a mesa era: - o abandono imediato de todas as provas oficiais. Ávila e Melo, o presidente, não concordou. Alertou para as «quebras financeiras» que isso causaria, logo alguém propôs que para o compensar todos os sócios pagassem uma quota adicional mínima de 5 escudos – o que voltou a aprovar-se por aclamação... Afinal, os oito meses de suspensão foram nada, o Benfica foi ao mesmo ao Campeonato de Portugal de 1930/31 - e ganhou-o como ganhara o de 1929/30 Antes do arranque do Campeonato de Portugal, a AFL correu a amnistiar João de Oliveira – e por isso o Benfica acabou por não o boicotar. Deixara, porém, de ter presidente: inconformado com a decisão radical para que se tinha avançado, a do boicote, Ávila e Melo já pedira a demissão, manteve-a... ...
Estrela de Diamante Jorge Jesus no Sporting, nem imagina como foi, o que foi. E antes dele, Virgolino, o pai, por pouco não ganhou uma Taça de Portugal. Contra a Académica jogara por Peyroteo ter sofrido uma distensão muscular. Contra o Olhanense poderia ter jogado por Peyroteo por ter dado um soco ao benfinquista que andara anos a fio a provocá-lo, Virgolino só não jogou porque em Coimbra se lesionou gravemente. Era soldador numa fábrica da Amadora, o filho também já lá estava como aprendiz, mas a cara num prato de sopa mudou-lhe o destino... Em novembro de 1943, Fernando Peyroteo enviou à direção do Sporting uma carta queixando-se do «comportamento inaceitável» de Gaspar Pinto, o defesa do Benfica: - ... são constantes provocações que ferem a dignidade de qualquer um. Mas não era só, também era a forma sempre agressiva e rude com que lhe fazia marcação, com mais ou menos complacência dos árbitros. Eram companheiros na seleção, mas já não se falavam – e um ano depois na sua festa de despedida, Valadas conseguiu que Peyroteo e Gaspar Pinto fizessem as pazes. Parecia pois que o fogo se apagara. Mas não... Albano por 20 contos, Virgolino não, esse foi quase de graça... A troco de 20 contos – verba que se considerou exagerada, sobretudo para um clube em dificuldades financeiras, e que levou até a escaramuças entre diretores... – o Sporting fora ao Seixal buscar Albano Pereira, o Albano que acabaria de rasgar a história como um dos seus Cinco Violinos. Outra das contratações de Joseph Szabo foi Virgolino António de Jesus – e pelo Virgolino o Sporting não precisou de abrir os cordões à bolsa, foi quase de graça... Golo ao Atlético, o único golo na primeira equipa do pai de Jorge Jesus... Quer o Albano, quer o Virgolino entraram para a equipa que ganhou o Campeonato de Lisboa. O Virgolino fez oito jogos – e logo na estreia, a 26 de setembro de 1943, contra o Atlético, marcou um golo, um golo especial: faltavam seis minutos para o fim, o Atlético estava a ganhar, ele colocou o placard em 3-3 – e aos 88 Albano fez o 4-3. Para o Campeonato da I Divisão, Szabo manteve Albano na sua linha avançada, tirou o Virgolino – aí, no campeonato, não fez um único jogo... Na época seguinte, na de 1944/45, ia pelo mesmo andar, Peyroteo sofreu uma distensão muscular, entrou de baixa – e para os dois últimos jogos, contra o Estoril e a Académica, Joaquim Ferreira, o substituto de Szabo, apostou nele, no Virgolino... Armando Ferreira fora a Barcelona operar-se a um menisco (era novidade no mundo do futebol...), à chegada foi entrevistado para A Bola por... Fernando Peyroteo. Já recuperado também voltou à equipa principal nos jogos da Taça de Portugal – e quem dela saiu foi o Virgolino. Depois das pazes, o soco de Peyroteo a Gaspar Pinto A Virgolino criara-se-lhe outra sombra: Jesus Correia juntara o hóquei em patins ao futebol, era a nova estrela no Lumiar, outro dos cinco a caminho de marcar a história a toque de Violino. Nas meias-finais, houve Sporting Benfica. Na primeira-mão, o Benfica foi ganhar ao Lumiar por 2-1 e, na segunda-mão, o Sporting foi ganhar ao Campo Grande por 3-2. O segundo golo do Benfica, o que obrigava a terceiro jogo foi marcado por Francisco Ferreira ao minuto 90. Peyroteo que marcara dois golos, o terceiro fora de Jesus Correia – e por essa altura já não estava em campo. Fora expulso – essa foi a sua única expulsão em 12 anos de carreira. Expulso porquê? Por ter dado um soco a Gaspar Pinto – por já não conseguir mais resistir à agressividade no jogo, aos insultos e impropérios que o benfiquista voltara a lançar-lhe. Em torno de si criou-se onda de solidariedade nacional – que se fez, por exemplo, através de 38 telegramas, 153 cartas e 225 cartões postais. Com Peyroteo em A Bola, Virgolino em branco com o fundador de A Bola Em A Bola, Ribeiro dos Reis, que até era benfiquista ilustre admitia que a FPF devesse não castigar Peyroteo, lembrando que, no fundo, sendo lamentável o que fizera, o fizera em «legítima defesa», mas castigou mesmo – e por isso não peyroteou na final da Taça contra o Olhanense. Essa Taça, poderia ter sido a final de Virgolino de Jesus – e só não foi porque a lesão grave no jogo em Coimbra, frente à Académica, o impediu, levando Joaquim Ferreira a juntar Veríssimo, o Veríssimo Alves à sua linha de avançados, a Jesus Correia, Armando Ferreira, Albano e João Cruz. A reportagem nas cabinas que saiu em A Bola teve assinatura ilustre, a assinatura de... Fernando Peyroteo - e logo após a vitória no Jamor, a Taça ganha através de um golo de Jesus Correia, Joaquim Ferreira foi assassinado no Parque Eduardo VII. Para treinador do Sporting António Ribeiro Ferreira contratou Cândido de Oliveira, fundador de A Bola com Rioeiro dos Reis e Vicente de Melo. Com Cândido, Virgolino não fez um único jogo na primeira equipa – e essa época de 1945/46 foi a do seu adeus ao Sporting, como jogador. ...