SEXTA-FEIRA, 22-05-2015, ANO 16, N.º 5592
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destaques

O que Portugal do Hélio tem a ver com as habilidades do Harry (e o truque para quase ganhar a Usain Bolt...)
Estilos e Espantos Tinha 13 anos quando perdeu a mãe num trágico acidente de viação. Valeu-lhe o apoio do irmão, o outro príncipe de Inglaterra já casado e com dois filhos. Quanto a ele, é aos 30 anos o solteiro mais cobiçado de todos os tempos, mas quem o conhece diz que nunca chegará ao trono. Apaixonado por desporto não há nada que o pequeno príncipe não saiba fazer – futebol, atletismo, basquetebol, râguebi. Mas o seu ponto fraco são as mulheres. Levou uma ex-modelo para a prisão, envolveu-se com uma prima e terá tido um caso amoroso com uma empregada de bar, uma cópia da bela Kate Middleton. Conheça o outro lado do Bad Boy, o quinto na linha de sucessão ao trono que foi acusado de insultos racistas e foi visto com um uniforme nazi... Se há alguém na corte capaz de desafiar as leis impostas pela monarquia, é ele: Henry Charles Albert David. Para alguns só Harry é o suficiente, embora Bad Boy também lhe sirva na perfeição. As circunstâncias teriam que ser extremamente incomuns para que se tornasse rei, o que lhe dá uma liberdade que o irmão nunca teve. E nessa liberdade de vida há, além de polémicas, desporto - e no desporto o mostrar das suas últimas habilidades foi na promoção do Mundial Sub 20 da Nova Zelândia - o Mundial onde a seleção de Hélio Sousa vai estar a sonhar, a sonhar com o pédio por que já passaram outras, as seleções de Carlos Queirós e a seleção de Ilídio Vale - que já o disse acredita, acredita que Portugal possa sair de lá com o tricampeonato do mundo até... ...
A correr no Tempo Foi há 130 anos, a 17 de maio de 1885, a primeira competição de ciclismo em Portugal. Disputou-se no Hipódromo de Belém, o hipódromo que Eça de Queirós haveria de levar a Os Maias, Os Maias que por essa altura ainda só lhe estavam a borbulhar nas ideias. O hipódromo fora inaugurado, 500 metros a poente do Mosteiro dos Jerónimos em 1874 – e a última vez que lá se fizeram corridas de cavalo fora em 1883. Por essa altura, Artur Seabra fizeram um estranho «byciclo» com canos de espingardas – e por Lisboa confundiam-no como um louco de Rilhafoles. Não tardou, foi de bicicleta que Portugal teve o seu primeiro campeão do mundo, o seu primeiro recordista do Mundo, o José Bento Pessoa... A Revolução Francesa terminara havia dois anos e em 1790, Mousieur de Sivrac apresentou num festival de Longenhap a sua «moderna invenção». Chamou-lhe celerífero – por baixo de uma trave de madeira tinha duas rodas de 65 centímetros de diâmetro. À frente, como se fosse o guiador – peça a simular a cabeça de um leão, que também poderia ser de cavalo, onde as mãos se apoiavam. Sobre o selim se escarranchava o «condutor da máquina» - que se movia quando ele batia com os pés no chão. No que deu o rapaz cansar-se de arrastar os pés... 23 anos se andou assim. Até que em Karlsruhe, na Alemanha, o Barão Charles de Crois Dsaubon adaptou ao celerífero de Sivrac um eixo de direcção. Ficou com o nome de draisiana. Continuava a ser de madeira – e foi a mãe da bicicleta. Ernesto, o filho de 15 anos de Mousieur Michoux, cansado de arrastar os pés para mover a draisienne atirou o futuro ao ar: - Se puséssemos aqui manivela como a que temos na amoladora, isto andaria mais depressa, seria mais prático e assim, a uma oficina de Paris, chegou o tempo dos pedais e dos crenques. E em 1865 o das correntes. E em 1868 o das jantes com borrachas maciças, dos raios de ferro em vez dos raios de madeira e das chumaceiras com esferas. E em 1869 o da primeira corrida, organizada pelo Velocípede Illustré: 123 quilómetros, vitória de J. More em 10 horas. 1200 quilómetros em 71 horas, mas, para outros, foram... 240 horas A tecnologia continuou a avançar – e em 1876 o inglês Dodds estabeleceu o primeiro recorde da hora: 25,896 quilómetros. E o francês Charles Terront colocou o dos 100 quilómetros em 3.28 horas. E foi ele que partiu favorito para a prova lançada pelo Petir Journal que cronistas consideraram «espantosa e incrível»: Paris-Brest, 1200 quilómetros. Venceu-a. Em 71 horas e 21 minutos, à média de 16,727 km/h. Ao cabo de 10 dias – isso mesmo 240 horas, o tempo máximo de qualificação! – chegou o 100º classificado e ainda havia vários outros na estrada, foram eliminados... ...