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Martins Morim, na AlemanhaAdeptos querem dar nome do guarda-redes à AWD-Arena; O Benfica está representado em Hannover e A BOLA apresentou condolências a Teresa Enke.
HANNOVER - O tempo parou nesta cidade germânica desde a passada terça-feira. Nada parece fazer sentido depois da morte trágica de Robert Enke.
As ruas estão pejadas de velas, em pequenos memoriais dispersos e hoje a Alemanha vai assistir ao maior funeral desde 1967, quando 350 mil pessoas se despediram de Konrad Adenauer, chanceler da RFA entre 1949 e 1963.
Este sábado, A BOLA esteve em Empede, a pequena localidade nos arredores de Hannover onde a família Enke tem residência e apresentou sentidas condolências a Teresa Enke, a mulher que tem impressionado tudo e todos (até o Times de Londres lhe dedicou um editorial...) pela coragem, lucidez e autenticidade com que encarou a terrível tragédia.
Neste momento, estão em movimento petições que apontam em três sentidos, que poderão vir a ser todos contemplados: o nome de Robert Enke deverá ser dado a uma das praças da cidade; o estádio poderá passar a chamar-se Robert Enke; e a camisola 1 será retirada pelo Hannover 96.
Hoje, ironicamente, Enke, o paradigma da simpatia e da simplicidade, vai ter um serviço fúnebre próprio de uma superstar, a ARD que transmitirá a cerimónia em directo, e milhares de pessoas incorporar-se-ão na cerimónia. Um português, Paulo Azevedo, amigo de Enke desde os tempos de Jena e inseparável do guarda-redes em Lisboa, estará entre o número restrito dos que transportarão, aos ombros, a urna até à última morada. Onde repousará ao lado da filha, Lara, falecida em 2006.
08:35 - 15-11-2009