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Nuno Saraiva SantosRomuald Peise suspira quando rebobina o filme do jogo com o Benfica. Não chegam os dedos de uma mão para contar as vezes em que, com intervenções brilhantes, mais ou menos espectaculares, mas sempre eficazes, impediu que os encarnados construíssem, uma vez mais, um resultado para a história.
Foram pelo menos sete as defesas que o guarda-redes gaulês da Naval efectuou. Mas aquela cabeçada de Javi Garcia levava lume, Peiser ficou prostrado no relvado, muito provavelmente a dizer cobras e lagartos arrancados ao fundo da alma.
«O que se sente...? Humm... Olhe, que nada havia a fazer depois de tudo termos feito para o evitar. Quando o adversário é melhor há que lhe dar os parabéns. Foi um lance muito rápido, tentei salvar a bola, mas entrou antes de eu poder lá ir», recapitula o guarda-redes, entre um e outro suspiro, e rejeitando o epíteto de herói que muitos lhe atribuíram.
«Não sou nenhum herói, Foi um bom jogo, é verdade, mas permita-me esta figura: imaginemo-nos num restaurante, a entrada é muito boa, o prato delicioso, a sobremesa óptima, mas depois o café é muito mau. Vamos sair de lá com um sabor muito amargo na boca e provavelmente com a refeição estragada. Por isso não tenho essa sensação de ter sido o herói da noite. No futebol, o que conta é o jogo a seguir. O Benfica já é passado, para a semana temos uma partida decisiva em Leiria para a Taça da Liga. Não podemos viver de memórias, podemos apreciar o momento durante o jogo, logo a seguir, mas depois é esquecer e pensar no encontro a seguir», sublinha.
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08:25 - 11-11-2009