TERÇA-FEIRA, 09-02-2010, ANO 11, N.º 3664



Naval arrisca exclusão
Por Hugo Vasconcelos

A BOLA sabe que a Comissão Executiva da Liga admite afastar figueirenses das provas profissionais. Cenário só possível se o Conselho de Justiça confirmar decisão da Comissão Disciplinar.

A condenação da Naval na Comissão Disciplinar (CD) da Liga por prestar declarações falsas quando apresentou os pressupostos financeiros para participar nas competições profissionais pode vir a ter consequências bem mais graves que a multa de 10 mil euros anteontem anunciada. A BOLA apurou que se o Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (para o qual o clube da Figueira da Foz já anunciou que vai recorrer) confirmar a decisão inicial, o cenário mais provável é que a Comissão Executiva da Liga seja obrigada a excluir a Naval das suas provas.

O caso surgiu depois de uma denúncia do jogador Igor, que representou a Naval na época passada. O clube terá, no final da época passada, garantido à Liga que todos os salários em dívida aos seus profissionais já teriam sido objecto de acordo para serem pagos mais tarde. Igor negou que tenha assinado qualquer acordo e a CD da Liga deu como provado esse facto. Como consequência, condenou os figueirenses ao pagamento de uma multa.

A Naval vai recorrer para o CJ, alegando que o acordo existia e que sempre esteve de boa fé, admitindo no entanto negligência, mas nunca dolo - argumentos já utilizados em primeira instância, mas que não colheram. Em causa, no entanto, está mais que a simples multa. A CD da Liga remeteu a sua decisão para a Comissão Executiva, que autorizara a Naval a participar no campeonato. Mas tê-lo-á feito com base em informações falsas. Assim, o cenário mais provável, sabe A BOLA, será o afastamento do clube das competições profissionais de 2010/2011.
Defendem os figueirenses que não há motivo para que isso aconteça, uma vez que a punição por prestar declarações falsas está prevista no regulamento disciplinar da Liga e já gerou o castigo que deveria acontecer. De qualquer forma, é um caso que está para durar. Com os prazos de recurso e o tempo para analisar o processo, o CJ deverá demorar cerca de seis meses para deliberar - o que atira qualquer decisão, na melhor das hipóteses, para Abril de 2010.

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07:59 - 28-10-2009

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