DOMINGO, 26-02-2017, ANO 18, N.º 6238

DISTRITAIS

classificação - AF Braga - 2016/2017
casa
fora
total
V
E
D
G
V
E
D
G
J
V
E
D
G
P
1Maria Fonte
7
3
1
19-7
5
6
1
17-10
23
12
9
2
36-17
45
2Arões
6
2
3
19-9
7
3
2
13-7
23
13
5
5
32-16
44
3Joane
5
7
0
17-11
6
4
1
11-5
23
11
11
1
28-16
44
4Brito
6
3
2
17-10
5
6
1
17-11
23
11
9
3
34-21
42
5AD Ninense
7
1
3
24-13
5
3
4
15-18
23
12
4
7
39-31
40
6Caç. Taipas
7
3
1
24-7
3
6
3
14-13
23
10
9
4
38-20
39
7Porto D'Ave
6
5
1
11-5
4
4
3
12-13
23
10
9
4
23-18
39
8Santa Eulália
5
4
2
17-7
5
4
3
13-9
23
10
8
5
30-16
38
9Vieira
7
3
2
17-8
3
4
4
12-13
23
10
7
6
29-21
37
10S.Paio D´Arcos
5
1
6
19-18
2
4
5
8-16
23
7
5
11
27-34
26
11Serzedelo
5
3
4
18-15
2
2
7
9-21
23
7
5
11
27-36
26
12Esposende
3
5
4
17-13
3
2
6
14-20
23
6
7
10
31-33
25
13Amares
3
5
4
10-8
2
0
9
7-25
23
5
5
13
17-33
20
14Marinhas
4
3
5
15-19
0
5
6
9-23
23
4
8
11
24-42
20
15Terras Bouro
2
5
5
16-18
1
5
5
5-13
23
3
10
10
21-31
19
16Santa Maria
2
6
3
10-11
1
3
8
8-19
23
3
9
11
18-30
18
17Forjães
1
2
8
6-18
4
1
7
17-27
23
5
3
15
23-45
18
18Vila Chã
1
3
7
7-16
3
2
7
12-20
23
4
5
14
19-36
17
Jornadas - AF Braga - 2016/2017
JORNADAS ANTERIORES
23.ª Jornada
19-02
Joane
3 1
Marinhas
19-02
Vieira
0 0
São Paio
19-02
Esposende
5 0
Serzedelo
19-02
Porto D'Ave
1 0
Amares
19-02
AD Ninense
1 1
Terras Bouro
19-02
Arões
0 1
Vila Chã
19-02
Brito
1 4
Maria Fonte
19-02
Santa Maria
1 0
Santa Eulália
19-02
Forjães
0 2
Caç. Taipas
22.ª Jornada
12-02
Marinhas
2 1
Vieira
12-02
São Paio
3 1
Esposende
12-02
Serzedelo
3 1
Porto D'Ave
12-02
Amares
0 1
AD Ninense
12-02
Terras Bouro
0 1
Arões
12-02
Vila Chã
1 2
Brito
12-02
Maria Fonte
1 0
Santa Maria
12-02
Santa Eulália
1 1
Forjães
12-02
Caç. Taipas
3 0
Joane
21.ª Jornada
05-02
Joane
1 1
Vieira
05-02
Esposende
0 0
Marinhas
05-02
Porto D'Ave
1 0
São Paio
05-02
AD Ninense
2 1
Serzedelo
05-02
Arões
5 0
Amares
05-02
Brito
0 0
Terras Bouro
05-02
Santa Maria
1 1
Vila Chã
05-02
Forjães
1 2
Maria Fonte
05-02
Caç. Taipas
1 0
Santa Eulália
20.ª Jornada
29-01
Vieira
2 1
Esposende
29-01
Marinhas
2 2
Porto D'Ave
29-01
São Paio
2 3
AD Ninense
29-01
Serzedelo
1 3
Arões
29-01
Amares
0 0
Brito
29-01
Terras Bouro
1 1
Santa Maria
29-01
Vila Chã
1 3
Forjães
29-01
Maria Fonte
1 1
Caç. Taipas
29-01
Santa Eulália
1 1
Joane
19.ª Jornada
15-01
Joane
1 1
Esposende
15-01
Porto D'Ave
1 0
Vieira
15-01
AD Ninense
3 1
Marinhas
15-01
Arões
3 1
São Paio
15-01
Brito
1 1
Serzedelo
15-01
Santa Maria
1 2
Amares
15-01
Forjães
0 2
Terras Bouro
15-01
Caç. Taipas
2 0
Vila Chã
15-01
Santa Eulália
1 1
Maria Fonte
18.ª Jornada
08-01
Esposende
1 1
Porto D'Ave
08-01
Vieira
2 2
AD Ninense
08-01
Marinhas
0 3
Arões
08-01
São Paio
1 3
Brito
08-01
Serzedelo
1 1
Santa Maria
08-01
Amares
4 0
Forjães
08-01
Terras Bouro
2 2
Caç. Taipas
08-01
Vila Chã
0 2
Santa Eulália
08-01
Maria Fonte
0 0
Joane
17.ª Jornada
11-12
Vila Chã
0 2
Maria Fonte
11-12
Terras Bouro
1 2
Santa Eulália
11-12
Amares
0 1
Caç. Taipas
11-12
Serzedelo
2 3
Forjães
11-12
São Paio
1 0
Santa Maria
11-12
Marinhas
0 3
Brito
11-12
Vieira
3 0
Arões
11-12
Esposende
2 1
AD Ninense
11-12
Porto D'Ave
1 1
Joane
16.ª Jornada
04-12
Joane
2 1
Vila Chã
04-12
Maria Fonte
1 0
Terras Bouro
04-12
Santa Eulália
3 0
Amares
04-12
Caç. Taipas
5 1
Serzedelo
04-12
Forjães
0 2
São Paio
04-12
Santa Maria
0 0
Marinhas
04-12
Brito
1 2
Vieira
04-12
Arões
2 0
Esposende
04-12
AD Ninense
0 1
Porto D'Ave
15.ª Jornada
27-11
Terras Bouro
2 2
Vila Chã
27-11
Amares
0 0
Maria Fonte
27-11
Serzedelo
0 1
Santa Eulália
27-11
São Paio
2 2
Caç. Taipas
27-11
Marinhas
2 1
Forjães
27-11
Vieira
1 0
Santa Maria
27-11
Esposende
1 1
Brito
27-11
Porto D'Ave
0 0
Arões
27-11
Joane
1 1
AD Ninense
14.ª Jornada
20-11
Terras Bouro
0 2
Joane
20-11
Vila Chã
1 2
Amares
20-11
Maria Fonte
2 0
Serzedelo
20-11
Santa Eulália
2 0
São Paio
20-11
Caç. Taipas
4 0
Marinhas
20-11
Forjães
1 2
Vieira
20-11
Santa Maria
0 2
Esposende
20-11
Brito
2 0
Porto D'Ave
20-11
Arões
1 2
AD Ninense
13.ª Jornada
13-11
Amares
2 0
Terras Bouro
13-11
Serzedelo
2 1
Vila Chã
13-11
São Paio
2 1
Maria Fonte
13-11
Marinhas
1 1
Santa Eulália
13-11
Vieira
1 1
Caç. Taipas
13-11
Esposende
1 2
Forjães
13-11
Porto D'Ave
3 1
Santa Maria
13-11
AD Ninense
1 2
Brito
13-11
Joane
1 1
Arões
12.ª Jornada
06-11
Amares
0 3
Joane
06-11
Terras Bouro
0 1
Serzedelo
06-11
Vila Chã
1 1
São Paio
06-11
Maria Fonte
3 1
Marinhas
06-11
Santa Eulália
2 1
Vieira
06-11
Caç. Taipas
4 1
Esposende
06-11
Forjães
1 2
Porto D'Ave
06-11
Santa Maria
2 0
AD Ninense
06-11
Brito
2 1
Arões
11.ª Jornada
29-10
São Paio
4 0
Terras Bouro
29-10
Arões
1 2
Santa Maria
30-10
Joane
0 0
Brito
30-10
Serzedelo
3 1
Amares
30-10
Marinhas
2 0
Vila Chã
30-10
Vieira
1 2
Maria Fonte
30-10
Esposende
0 1
Santa Eulália
30-10
Porto D'Ave
1 0
Caç. Taipas
30-10
AD Ninense
4 2
Forjães
10.ª Jornada
22-10
Serzedelo
0 0
Joane
23-10
Amares
0 0
São Paio
23-10
Terras Bouro
2 2
Marinhas
23-10
Vila Chã
1 1
Vieira
23-10
Maria Fonte
0 2
Esposende
23-10
Santa Eulália
0 1
Porto D'Ave
23-10
Caç. Taipas
1 1
AD Ninense
23-10
Forjães
0 0
Arões
23-10
Santa Maria
1 1
Brito
9.ª Jornada
15-10
Arões
1 0
Caç. Taipas
15-10
São Paio
2 4
Serzedelo
16-10
Marinhas
2 1
Amares
16-10
Vieira
2 0
Terras Bouro
16-10
Esposende
1 2
Vila Chã
16-10
Porto D'Ave
0 0
Maria Fonte
16-10
AD Ninense
4 2
Santa Eulália
16-10
Brito
3 1
Forjães
16-10
Joane
2 1
Santa Maria
8.ª Jornada
08-10
São Paio
0 1
Joane
08-10
Serzedelo
1 1
Marinhas
09-10
Amares
1 1
Vieira
09-10
Terras Bouro
3 2
Esposende
09-10
Vila Chã
0 0
Porto D'Ave
09-10
Maria Fonte
4 0
AD Ninense
09-10
Santa Eulália
0 1
Arões
09-10
Caç. Taipas
1 1
Brito
09-10
Forjães
2 2
Santa Maria
7.ª Jornada
02-10
Marinhas
1 2
São Paio
02-10
Vieira
1 0
Serzedelo
02-10
Esposende
2 0
Amares
02-10
Porto D'Ave
0 0
Terras Bouro
02-10
AD Ninense
2 1
Vila Chã
02-10
Arões
0 0
Maria Fonte
02-10
Brito
0 0
Santa Eulália
02-10
Santa Maria
2 2
Caç. Taipas
02-10
Joane
2 1
Forjães
6.ª Jornada
25-09
São Paio
1 0
Vieira
25-09
Serzedelo
3 1
Esposende
25-09
Amares
1 1
Porto D'Ave
25-09
Terras Bouro
1 2
AD Ninense
25-09
Vila Chã
0 1
Arões
25-09
Caç. Taipas
0 1
Forjães
16-11
Marinhas
0 1
Joane
23-11
Maria Fonte
3 1
Brito
30-11
Santa Eulália
3 0
Santa Maria
5.ª Jornada
18-09
Vieira
2 0
Marinhas
18-09
Esposende
2 2
São Paio
18-09
Porto D'Ave
1 0
Serzedelo
18-09
AD Ninense
4 1
Amares
18-09
Arões
1 1
Terras Bouro
18-09
Brito
2 1
Vila Chã
18-09
Santa Maria
2 3
Maria Fonte
18-09
Forjães
0 3
Santa Eulália
18-09
Joane
2 1
Caç. Taipas
4.ª Jornada
11-09
Vieira
0 1
Joane
11-09
Marinhas
2 2
Esposende
11-09
São Paio
1 2
Porto D'Ave
11-09
Serzedelo
1 0
AD Ninense
11-09
Amares
0 1
Arões
11-09
Terras Bouro
1 1
Brito
11-09
Vila Chã
1 0
Santa Maria
11-09
Maria Fonte
4 2
Forjães
11-09
Santa Eulália
0 0
Caç. Taipas
3.ª Jornada
04-09
Esposende
2 2
Vieira
04-09
Porto D'Ave
2 2
Marinhas
04-09
AD Ninense
3 0
São Paio
04-09
Arões
2 1
Serzedelo
04-09
Brito
2 0
Amares
04-09
Santa Maria
0 0
Terras Bouro
04-09
Forjães
0 1
Vila Chã
05-10
Caç. Taipas
1 1
Maria Fonte
05-10
Joane
1 1
Santa Eulália
2.ª Jornada
28-08
Esposende
0 1
Joane
28-08
Vieira
2 1
Porto D'Ave
28-08
Marinhas
1 2
AD Ninense
28-08
São Paio
0 1
Arões
28-08
Serzedelo
1 2
Brito
28-08
Amares
2 0
Santa Maria
28-08
Terras Bouro
3 0
Forjães
28-08
Vila Chã
1 2
Caç. Taipas
28-08
Maria Fonte
0 0
Santa Eulália
1.ª Jornada
21-08
Porto D'Ave
0 1
Esposende
21-08
AD Ninense
0 1
Vieira
21-08
Arões
3 1
Marinhas
21-08
Brito
3 0
São Paio
21-08
Santa Maria
0 0
Serzedelo
21-08
Forjães
1 0
Amares
21-08
Caç. Taipas
2 1
Terras Bouro
21-08
Santa Eulália
4 1
Vila Chã
21-08
Joane
1 1
Maria Fonte
PRÓXIMAS JORNADAS
24.ª Jornada
 05-03
São Paio
-
Marinhas
 05-03
Serzedelo
-
Vieira
 05-03
Amares
-
Esposende
 05-03
Terras Bouro
-
Porto D'Ave
 05-03
Vila Chã
-
AD Ninense
 05-03
Maria Fonte
-
Arões
 05-03
Santa Eulália
-
Brito
 05-03
Caç. Taipas
-
Santa Maria
 05-03
Forjães
-
Joane
25.ª Jornada
 12-03
Joane
-
São Paio
 12-03
Marinhas
-
Serzedelo
 12-03
Vieira
-
Amares
 12-03
Esposende
-
Terras Bouro
 12-03
Porto D'Ave
-
Vila Chã
 12-03
AD Ninense
-
Maria Fonte
 12-03
Arões
-
Santa Eulália
 12-03
Brito
-
Caç. Taipas
 12-03
Santa Maria
-
Forjães
26.ª Jornada
 19-03
Serzedelo
-
São Paio
 19-03
Amares
-
Marinhas
 19-03
Terras Bouro
-
Vieira
 19-03
Vila Chã
-
Esposende
 19-03
Maria Fonte
-
Porto D'Ave
 19-03
Santa Eulália
-
AD Ninense
 19-03
Caç. Taipas
-
Arões
 19-03
Forjães
-
Brito
 19-03
Santa Maria
-
Joane
27.ª Jornada
 02-04
Joane
-
Serzedelo
 02-04
São Paio
-
Amares
 02-04
Marinhas
-
Terras Bouro
 02-04
Vieira
-
Vila Chã
 02-04
Esposende
-
Maria Fonte
 02-04
Porto D'Ave
-
Santa Eulália
 02-04
AD Ninense
-
Caç. Taipas
 02-04
Arões
-
Forjães
 02-04
Brito
-
Santa Maria
28.ª Jornada
 09-04
Amares
-
Serzedelo
 09-04
Terras Bouro
-
São Paio
 09-04
Vila Chã
-
Marinhas
 09-04
Maria Fonte
-
Vieira
 09-04
Santa Eulália
-
Esposende
 09-04
Caç. Taipas
-
Porto D'Ave
 09-04
Forjães
-
AD Ninense
 09-04
Santa Maria
-
Arões
 09-04
Brito
-
Joane
29.ª Jornada
 15-04
Joane
-
Amares
 15-04
Serzedelo
-
Terras Bouro
 15-04
São Paio
-
Vila Chã
 15-04
Marinhas
-
Maria Fonte
 15-04
Vieira
-
Santa Eulália
 15-04
Esposende
-
Caç. Taipas
 15-04
Porto D'Ave
-
Forjães
 15-04
AD Ninense
-
Santa Maria
 15-04
Arões
-
Brito
30.ª Jornada
 23-04
Terras Bouro
-
Amares
 23-04
Vila Chã
-
Serzedelo
 23-04
Maria Fonte
-
São Paio
 23-04
Santa Eulália
-
Marinhas
 23-04
Caç. Taipas
-
Vieira
 23-04
Forjães
-
Esposende
 23-04
Santa Maria
-
Porto D'Ave
 23-04
Brito
-
AD Ninense
 23-04
Arões
-
Joane
31.ª Jornada
 30-04
Joane
-
Terras Bouro
 30-04
Amares
-
Vila Chã
 30-04
Serzedelo
-
Maria Fonte
 30-04
São Paio
-
Santa Eulália
 30-04
Marinhas
-
Caç. Taipas
 30-04
Vieira
-
Forjães
 30-04
Esposende
-
Santa Maria
 30-04
Porto D'Ave
-
Brito
 30-04
AD Ninense
-
Arões
32.ª Jornada
 07-05
Vila Chã
-
Terras Bouro
 07-05
Maria Fonte
-
Amares
 07-05
Santa Eulália
-
Serzedelo
 07-05
Caç. Taipas
-
São Paio
 07-05
Forjães
-
Marinhas
 07-05
Santa Maria
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Vieira
 07-05
Brito
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Esposende
 07-05
Arões
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Porto D'Ave
 07-05
AD Ninense
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Joane
33.ª Jornada
 14-05
Vila Chã
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Joane
 14-05
Terras Bouro
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Maria Fonte
 14-05
Amares
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Santa Eulália
 14-05
Serzedelo
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Caç. Taipas
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São Paio
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Forjães
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Marinhas
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Santa Maria
 14-05
Vieira
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Brito
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Esposende
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Arões
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Porto D'Ave
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AD Ninense
34.ª Jornada
 21-05
Maria Fonte
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Vila Chã
 21-05
Santa Eulália
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Terras Bouro
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Caç. Taipas
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Amares
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Forjães
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Serzedelo
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Santa Maria
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São Paio
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Brito
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Marinhas
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Arões
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Vieira
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AD Ninense
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Esposende
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Joane
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Porto D'Ave
Tentou pôr Camataru no Benfica, Ceaucescu não deixou…
Grande História Fernando Martins pediu-lhe ajuda, mas não, isso Mário Soares não conseguiu: não conseguiu trazer Camataru para o Benfica. Mas, salvando Futre da tropa, salvou o FC Porto de perder 630 mil contos. Ao FC Porto de Pedroto e Pinto da Costa dera a sua primeira Taça de Portugal como Primeiro Ministro – e a primeira como presidente deu-a ao Benfica. A Carlos Lopes prometeu um churrasco nos seus jardins – e cumpriu a promessa com um boi de 350 quilos. Com Moniz Pereira, seu vizinho no andar de cima, jogou ao botão. As suas prisões com a PIDE cruzaram-se com ataques em que também esteve Cândido de Oliveira – e sim, ainda há muito mais desporto (e muitas mais surpresas) na vida de Mário Soares. É o que aqui se conta – e vai bem para lá do que ele revelou que era com a bola nos pés e do pai, que quando ele nasceu ainda era padre, o ter entregue a Agostinho da Silva pedindo-lhe que lhe desse lições de cultura geral porque «só pensava em jogar futebol, dizer asneiras, era um insubordinado…» João Lopes Soares nasceu à beira de Leiria, filho de gente pobre do campo - e em 1900 formou-se em Teologia na Universidade de Coimbra, sendo ordenado presbítero. Andou como Capelão Militar pela província, era em Alcobaça que estava quando em 1907 lhe surgiu filho de uma «ligação em pecado», Tertuliano lhe chamou. Transferiram-no para Lisboa, em Lisboa se tornou militante republicano, na ala de Afonso Costa. A monarquia chegou a prendê-lo por conspiração – e durante a I República foi, para além de professor nos Pupilos do Exército, governador civil, deputado – e Ministro das Colónias. NA PENSÃO,O ENCANTO DE ELISA... Em Lisboa, João Soares hospedou-se numa pensão da Rua Ivens, ao Chiado – e não tardou a encantar-se com a mulher do dono. Elisa Nobre apaixonou-se por ele, por ele deixou o marido – e foram viver para o 2º Esquerdo do nº 163 da Rua Gomes Freire. Às 18.15 horas do dia 7 de dezembro de 1924 nasceu-lhe um filho, registaram-no como Mário Alberto Nobre Lopes Soares – e só quando já tinha três anos é que a Santa Sé desobrigou, enfim, João Lopes Soares das ordens eclesiásticas, deixando, assim, oficialmente, de ser padre, tinha, então, 49 anos. A I República desfizera-se na coluna de Gomes da Costa que partira de Braga a 28 de maio de 1926 – e em fevereiro de 1927 João Lopes Soares envolveu-se na Revolta do Reviralho, o ataque à ditadura em que também estiveram Luís Carlos Faria Leal, fundador do Benfica – e João Tamagnini Barbosa, que a presidente do Benfica haveria de chegar à saída dos anos 40. Tal como Afonso Costa e António Sérgio, Faria Leal conseguiu escapar para exílio em França, Tamagnini Barbosa não: acabou deportado para os Açores, tal como João Soares. NO PRÉDIO DE MONIZ PEREIRA... No andar de cima do prédio da Rua Gomes Freire tinha um vizinho dois anos e meio mais velho que como ele se chamava Mário Alberto, o Mário Alberto Moniz Pereira – que em entrevista a A BOLA contou: - O meu pai era o representante em Portugal da FN, firma que fabricava automóveis e depois passou a fabricar armas e munições. Foi com um FN que se tornou o primeiro automobilista a dar a Volta a Portugal, o carro por vezes a ter de ser puxado por juntas de bois para cruzar rios e regatos. Talvez influenciado por esse seu espírito, depressa me pus a organizar no prédio grandes campeonatos com os meus irmãos, os nossos vizinhos. Na varanda era o salto em altura com a corda de estender a roupa e o salto à vara com o cabo de uma vassoura velha. Saltávamos em comprimento a partir da rampa da varanda e como não dava para mais em vez do triplo havia duplo-salto. No quintal, fazíamos 30 metros à volta da nespereira e jogávamos basquetebol com uma porta a fazer de ângulo com a parede a servir de cesto. Mais tarde as provas passaram do quintal para o passeio, a sarjeta era a tábua de chamada. Também tínhamos a Volta a Portugal em bicicleta - no quarto de costura com os cromos dos ciclistas na roda da máquina de costura da minha mãe, quem conseguisse dar mais voltas ganhava. O Mário Soares, mais novinho, não entrava nesses nossos torneios, mas ficava sempre a ver – e de quando em quando jogava ao botão connosco. E sim: muitas vezes nos assustámos ao ver a PIDE entrar de rompante pelo andar, à procura do pai do Mário, que até escondido na nossa casa chegou a estar… Em fevereiro de 1991, Mário Moniz Pereira fez 70 anos – e 250 amigos foram a Monsanto festejá-los. Um deles era, claro, o Mário Soares, já presidente da República, mas ali, sobretudo, numa outra condição. Emocionado, recordou: - Lembro-me, claro, de brincar com ele ao botão, na Rua Gomes Freire, mas tenho de dizê-lo: estou vexado por estar aqui reunido entre tantos desportistas e campeões e nunca ter praticado desporto a sério... e viu-se, fogacho a correr-lhe pelos olhos quando, no final do seu discurso Moniz Pereira se virou-se para ele e lhe disse: - Para terminar em beleza esta homenagem, vou entregar ao meu amigo Mário Soares uma velhinha recordação da nossa infância: a caixa do jogo do botão, com as fichas de inscrição, nomes dos jogadores e cores dos respetivos botões, é a minha surpresa para ele... A BOLA, A ASMA E A PROMESSA À SENHORA DE FÁTIMA... Uma das razões para nunca ter praticado desporto a sério – foi, sempre o achou, a sua magreza – e por isso, além de Gigi ou de Licas, também o tratavam por Lingrinhas, vivia com o pai preocupado a querer afastá-lo dos «jogos da bola». A outra razão foi sofrer de asma - e a propósito da asma há nele, a desfiar-se, uma outra deliciosa memória: - A minha mãe era muito religiosa e fez promessa, pedindo que eu me curasse da asma. Curei-me da asma, passaram os anos, por uma razão ou outra não cumpria a promessa. Até que um belo dia resolveu cumpri-la. E lá fomos os dois a Fátima, eu já adolescente, com uma vela da minha altura. Achei-me ridículo. Continuou a ser o que já decidira ser: republicano e laico – e a asma voltou a dar deliciosa memória, memória que está no livro de Joaquim Vieira: - Com o pretexto de que eu estava com asma e não podia tomar banho frio, o médico da prisão de Caxias aceitou que eu tomasse banho quente. Eu punha-me completamente nu dentro do alguidar, com a malta toda a ver, e o guarda prisional regava-me com um regador…...
Do Passado para o Presente Mirabolantes, coisas que aconteceram nos primeiros jogos entre Benfica e Sporting. Num deles, desatando a chover copiosamente os sportinguistas não quiseram jogar a segunda parte – e foi preciso o árbitro ir ao balneários obrigá-los a voltar ao campo. Noutro, o erro do árbitro levou a que o Benfica ganhasse por 2-1 – e lendo, no jornal do dia seguinte, a justificação para o penalty, o Benfica pediu que se transformasse a sua vitória num empate, a União do Futebol (era assim que se chamava o que haveria de transformar-se, depois, em AFL…) recusou-lhe o pedido. Mas não, não é só de romantismo assim que aqui se fala. Também se fala de dissidente do Sport Lisboa que José Alvalade levou para o Sporting «verdadeiramente perigoso» - e das duas bofetadas que o guarda-redes do Sporting deu a dois benfiquistas e por causa disso acabou José Alvalade suspenso por um ano. E ainda se conta como os clubes nasceram – um à míngua e outro em glamour… Para um jogo de futebol com o CIF juntaram-se num misto alunos da Casa Pia de Lisboa e dos Catataus (era assim que se conhecia o Belém Football Club dos irmãos Rosa Rodrigues). Ganharam e decidiram comemorar a proeza no Café Gonçalves, na Rua de Belém. De repente, soltou-se a ideia, num brado de alguém: - E se fundássemos um clube novo? A ACTA QUE COSME NÃO ASSINOU POR... MODÉSTIA Depois do almoço, reuniram-se todos na Farmácia Franco, no outro lado da rua – e fundaram mesmo. Foi a 28 de fevereiro de 1904 - e assim nasceu o Sport Lisboa. Cosme Damião redigiu a acta e por modéstia não quis escrever nela o seu nome. Logo se acertou que presidente seria José Rosa Rodrigues, o mais velho dos irmãos Catataus; que o símbolo seria uma águia - «por significar elevação de propósitos, largo espírito de iniciativa e ânsia de subir o mais alto possível»; que a divisa seria Et Pluribus Unum - como apologia de união na comunhão de sentimentos. O major José da Cruz Viegas escolheu o vermelho e branco por «traduzir alegria, colorido e vivacidade e ser fonte de entusiasmo» - e compraram-se camisolas flanela na Alfaiataria Nunes e uma bola ao Cricket Club por 1500 réis. Problema, logo se viu, era a falta de campo decente. Os treinos foram-se fazendo numa faixa de terreno junto da linha de comboios para Cascais. Quando a CP exigiu a expulsão dos «footballers» através de uma ordem de despejo entregue pelo guarda da passagem de nível - e tudo piorou ainda mais. O Sport Lisboa procurou, então, guarida entre as Salésias e as Terras do Desembargador para os jogos e treinos montavam-se e as balizas – e depois desmontavam-se, havia um carpinteiro que recebia 50 réis pelo trabalho. Para o banho usava-se a água de um poço, havia um moço que a retirava com um balde e despejava-a pela cabeça abaixo dos jogadores. Januário Barreto fizera parte da equipa da Casa Pia que em 1897 quebrara a invencibilidade dos ingleses do Carcavelos no futebol que se jogava em Portugal. Não fundou o Sport Lisboa mas depressa aderiu ao projeto. Aliás, quando a Farmácia Franco passou a ser acanhada para tal e não havia sede disponível as reuniões eram no seu consultório médico da Rua Nova de Almada. Por isso, foi sem surpresa que, em novembro de 1906, se tornou o primeiro presidente eleito do SL, ficando com Manuel Gourlade a primeiro secretário, José Rosa Rodrigues a segundo e Daniel dos Santos Brito a tesoureiro. Elaboraram os primeiros estatutos, afanaram-se em trabalhos para adquirir o campo de jogos, mas em vão – e essa foi a razão porque, à entrada para 1907, o SL parecia condenado a colapso. Ou pior... NO QUE DEU O GAROTO ATROPELADO, À NOITE, JUNTO À CERCA… Sem o terreno da CP, na zona que constituía a cerca do quartel e que era também utilizada para exercícios militares de dois regimentos de tropa a cavalo, o Sport Lisboa passou a treinar-se às escuras, ao fim de tarde - e num desses treinos um garoto foi... «atropelado» (foi assim que a notícia surgiu no jornal) por António Rosa Rodrigues. Ficou com a perna fraturada – e o velho Catatau, o pai que tinha negócios de armação e pescas, proibiu os filhos de voltarem a jogar à bola assim, razão porque no SL se suspendeu toda a atividade. DOS DISSIDENTES DE BELÉM AO GLAMOUR DO SPORTING... Com os 550 mil réis que o avô lhe foi dando, José de Alvalade construiu no Lumiar, para o seu Sporting, o «melhor campo atlético de Portugal». O único problema era faltar-lhe equipa para o futebol. Ouvindo falar do que acontecera em Belém, lançou para lá o canto de sereia: que não oferecia apenas campo decente para treino e jogo, oferecia balneários com chuveiros banho quente de imersão, bolas novas, duas camisolas por desafio se chovesse - e no final de cada «match» soirées e chás dançantes com as senhoras mais ilustres da alta sociedade lisboeta. Sete jogadores do Sport Lisboa disseram-lhe que sim. Entre eles António Couto e Francisco dos Santos, que haveriam de ser o arquiteto e o escultor da estátua do Marquês de Pombal. Para o Lumiar foi igualmente Daniel Queirós dos Santos que haveria de chegar a presidente do Sporting – e os irmãos António e Cândido Rosa Rodrigues – só José, o mais velho dos Catataus, se escusou ao Lumiar. OS 27 MIL RÉIS QUE SALVARAM O SONHO QUE SAÍRA DA FARMÁCIA FRANCO… Outros, poucos, houve que não aceitaram o repto de José Alvalade – e, apesar da debandada dos demais recusaram-se a aceitar de ânimo leve sentença de morte ao Sport Lisboa. Para arranjar dinheiro para a inscrição no Campeonato de Lisboa, fez-se subscrição pública de emergência que rendeu 27 mil réis, graças sobretudo à boa vontade e à bolsa de Félix Bermudes, de Cosme Damião e de Manuel Gourlade, escriturário da Farmácia Franco, que chegou a ter 40 mil réis empenhados no SL, salvou o clube, não se salvou ele de morrer quase na miséria, por causa de «devaneios como esse», diria a família, depois... Antes do campeonato de Lisboa de 1907 arrancar, o Sporting fizera o seu primeiro jogo num torneio do CIF. Contra o FC Cruz Negra. Perdera-o por 1-5. O seu único golo, o primeiro da sua história, foi apontado por um jogador de ténis a quem José Alvalade pedira o favor de ir ao futebol: D. João de Vila Franca. Depois, Alípio da Motta Veiga, Octávio Teixeira Bastos e António das Neves Vital saltaram do Cruz Negra para o Sporting – e juntando-se ao «contingente de Belém» também eles defrontaram o Sport Lisboa – e ninguém imaginava que, nessa tarde, estava a começar o mais apaixonante derby de Portugal... AINDA SEM STROMP E DE BRANCO… O jogo com o Sport Lisboa, já a contar para o Campeonato de Lisboa, era para ser no Lumiar, não foi – foi no Campo da Quinta Nova, que pertencia aos ingleses do Cabo Submarino, o Carcavelos. O Sporting jogou todo de branco - e sem nenhum Stromp. O Francisco e o António ainda não eram da primeira equipa, o Francisco já entraria, porém, no derby seguinte... Cândido Rosa Rodrigues, um dos dissidentes do Sport Lisboa, fez o primeiro golo do Sporting, logo após o intervalo, Eduardo Corga empatou– e o que se segue é o que está, delicioso, na crónica de Os Sports: «Obtido esse resultado, eles marcham com mais energia, e o Sporting defende-se mal e com dificuldade, praticando novamente outras irregularidades. Quando todas as probabilidades lhe dão a vitória, cai uma bátega e o campo, alagado, não deixa caminhar a bola. Enquanto o Sporting abandona o campo, refugiando-se os seus jogadores nos balneários, o Sport Lisboa permanece quedo. Mister Burtenshaw, o árbitro, obriga-os a voltar e eles obedecem com visível má vontade. A chuva, tendo tornado frios os rapazes do Sport Lisboa, abate um pouco a sua energia e os adversários aproveitam-se e marcam novamente goal». A DERROTA COM TOQUE DE COSME DAMIÃO E O SPORTING… «BRUTALMENTE» Esse golo, o que deu ao Sporting vitória por 2-1, foi marcado na própria baliza por... Cosme Damião, quase à beira do fim – e o cronista (não identificado...) de Os Sports não deixou de notar a tropelia do destino: «Uma infelicidade - e precisamente do homem que mais estava lutando pela vitória e mais lutava na resistência à crise do Sport Lisboa»… sublinhando, por fim: «O Sporting, em grande parte, jogou butalmente. Os seus jogadores cometeram irregularidades em barda e neste género sobressaiu Albano dos Santos, jogador verdadeiramente perigoso». A talho de foice, ainda adiantou ao seu escrito: «O Sport Lisboa esteve muito bem, mas com muita infelicidade, talvez motivada pela enervação de se encontrar com um grupo formado por antigos irmãos, cuja recordação é um fel…» e rematou, poético: - Couto e Cândido são os sóis que iluminam o grupo. UM ERA INGLÊS, OUTRO SÓ PARECIA… Nessa altura, o futebol em Portugal era ainda dominado por ingleses que para cá tinham vindo em trabalho. Os «mestres» eram os do Cabo Submarino, os do Carcavelos. Mas havia outros, também havia a equipa do Braço de Prata, ainda antes da fábrica se tornar em fábrica de munições para o exército – e foi no Braço de Prata que Charles Etur apareceu a jogar. Saltou para o Grupo Sacavém e para o Gilman – e acabou no Sporting, foi o treinador desse primeiro jogo com o Benfica, pôs a equipa a alinhar assim: Emílio de Carvalho; Daniel Queirós dos Santos e José Belo; Albano dos Santos, António Couto e Júlio Nóbrega de Lima; António Rosa Rodrigues, Cândido Rosa Rodrigues e Jacob Eagleson, José da Cruz Viegas e Henrique Costa. Pode, pode parecer que sim, que nessa primeira vez houve um inglês no Sporting, que jogou todo de branco: Jacob Eagleson. Inglês não era, era filho de inglês – que viera para Sacavém contratado pela firma Graham & Cª e foi em Sacavém que Jacob nasceu. Além do futebol, destacou-se na natação e no... golfe, mas foi no cricket que se tornou estrela, estrela numa equipa do Sporting que contava também com Charles Etur e... José de Alvalade. DRAMÁTICO O DESTINO DO TREINADOR QUE DEIXOU DE APARECER… Foi Cosme Damião quem o contou, muitos anos depois, numa evocação em A Bola, a Cândido de Oliveira: - Tu não calculas o que era a figura desse rapaz, o Manuel Gourlade. Estou-o vendo: aparecia sempre equipado, por completo - da cabeça aos pés: kepi preto, camisa branca, calção preto, meias de futebol e botas também de futebol. Mas o que dava mais nas vistas era uma grande faixa sobre a camisa, a tiracolo, com as três cores da bandeira francesa. Não soubemos a princípio o seu nome. Começou a aparecer talvez no terceiro treino. do Sport Lisboa. Não jogava. Dava apenas uns pontapés. Conhecia muito bem as leis do jogo, os seus segredos. Tomou para nós, o papel de técnico do futebol... Gourlade era empregado da Farmácia Franco – e também de uma outra no Conde Barão. Treinador do Sport Lisboa se manteve até finais de 1908. De repente, deixou de aparecer no clube, no clube que já era Sport Lisboa e Benfica. Houve quem soubesse que por imposição da família, a família rica que não lhe aceitava o desbaratar de mais dinheiro na «loucura pelo football» - e fora isso que o fizera tomar a decisão que tomara. Anos depois, muitos anos depois, Daniel dos Santos Brito, um dos dissidentes do Sport Lisboa que saltara para o Sporting (e haveria de se tornar um dos seus principais dirigentes...) descobriu Manuel Gourlade em «situação de degradação física e económica» perdido pela cidade - e conseguiu que o acolhessem no Asilo d`Espie Miranda, em Campolide, onde morreu, a caminho dos 70 anos, em 1944. Para o primeiro jogo do Sport Lisboa com o Sporting, a equipa que Gourlade fez foi: João Carvalho Persónio; Luís Vieira e Leopoldo Mocho; Alves, Cosme Damião e Marcolino Bragança; Félix Bermudes, António Costa, Eduardo Corga, António Meireles e Carlos França. (Não, o Sporting não ganhou esse Campeonato de Lisboa de 1907/1908, ganhou-o o Carcavelos. O Sporting ficou em segundo lugar - e o Benfica em terceiro.) ...
Do Passado para o Presente Com novo Benfica-Sporting a caminho, regressa-se a 10 de fevereiro de 1935. Foi o dia do primeiro Benfica-Sporting para o campeonato. Mais do que recordá-lo apenas – o que aqui se faz é mostrar-lhe um país onde a hipocrisia se misturava com a moral de sacristia. Acabou num empate, campeão foi o Benfica - a treiná-lo estava Vítor Gonçalves. 40 anos depois, o filho, tinha o país a arder, no PREC, era Vasco Gonçalves. Na segunda volta, o Sporting ganhou – e na sua primeira vitória para o campeonato houve pé de um brasileiro de Águeda que depois viveria drama no Porto, o drama de ter de ir para a baliza do Sporting sofrer oito golos, perder por 10-1… Até essa época de 1934/35, Portugal não tinha campeão a sair de uma Liga – para além dos Campeonatos Regionais havia o Campeonato de Portugal disputado ao jeito do que é hoje a Taça. A ideia de mudança fora de António Ribeiro dos Reis, Cândido de Oliveira e Maia Loureiro – e resultara sobretudo de um choque telúrico, a derrota da seleção em Espanha por 9-0: - A goleada, no apuramento na o Campeonato do Mundo, deu motivo a ironias e grandes gozações, mas acabou por ser mal que veio por bem. O Campeonato de Lisboa era, realmente, um torneio cada vez mais desinteressante (o último, então, carregadinho de problemas, até perdera a dignidade), o Campeonato de Portugal era uma prova rápida, a eliminar, faltava de facto uma Liga, no qual as melhores equipas se defrontassem entre si, felizmente fez-se... O derby, o primeiro Benfica-Sporting para o campeonato nacional, foi à quarta jornada, no Campo das Amoreiras – e acabou num empate.Carlos Torres marcou aos 27 minutos para o Benfica, Mourão empatou aos 65. NA PRIMEIRA VITÓRIA DO SPORTING, O GOLO DO MÁRTIR DOS 10-1... Na segunda volta, o Sporting bateu o Benfica por 3-1 - no Lumiar. Foi a 31 de março de 1935. Um dos três golos marcou-o Rui Carneiro. Era de Águeda e aos 13 anos, os pais emigraram para o Brasil, ele foi com eles. Lançou-se no futebol no Palmeiras - e de um momento para o outro decidiu voltar a Águeda. Joseph Szabo descobriu-o no Recreio - e levou-o para o FC Porto: - Desgostoso com as rivalidades internas que se viviam no FC Porto, achei que o melhor era regressar a Águeda e quando estava a caminho, o Sporting chamou-me para o Lumiar... No Sporting esteve só essa época - e mais uma, a última deu-lhe lugar na história: avançado portista atirou, com a força do seu remate, Artur Dyson para o hospital, para o seu lugar, na baliza, foi Rui Carneiro, sofreu oito golos na histórica goleada do FC Porto ao Sporting: 10-1. Ainda passou pelo Belenenses - e de voltou a dar nova volta à vida: foi de novo para o Brasil, ainda jogou no Vitória da Bahia, tornou-se treinador de sucesso no Esporte Clube Vitória. Os outros golos da primeira vitória do Sporting sobre o Benfica? Um foi de Francisco Lopes, outro foi de Manuel Soeiro. Sim, por essa altura, Adolfo Mourão era a estrela no Sporting. Chegara ao Lumiar em 1926 – e ainda antes de fazer 17 anos já se tornara titular indiscutível na linha de ataque. Aliás, antes, no Carcavelos, onde se lançara como jogador, falsificavam-lhe a idade para o pôr a jogar na primeira categoria: - Como tinha 14 anos, não podia... Dirigente do Sporting vira-o num desafio entre a Casa Borges & Irmão e a Casa Bertrand, no Campo Grande – e desviara-o para lá. GINÁSTICA DE PIJAMA, PELA MADRUGADA... Aliás, no Sporting havia o Mourão – e já havia, em igual fulgor, o Soeiro. Na época anterior, voltando Joaquim Oliveira Duarte, comandante da marinha, à sua presidência, voltou Filipe dos Santos, que de lá escapara, antes em tremenda turbulência, ao seu comando técnico - e o levara para Espanha. Novidade foi passar a haver nos seus jogos do Sporting claque organizada. O Sporting ganhara o Campeonato de Lisboa – e o Campeonato de Portugal de 1933/34 (a que o FC Porto não concorrera por estar suspenso pela FPF) mas, no fundo quem o ganhou foi o Soeiro. A final fora com o Barreirense, fechou-se a 4-3 e graças aos seus quatro golos – falou-se, pela primeira vez num jornal, em... poker, o poker do Soeiro, do Manuel Soeiro Vasques. Nascera e crescera no Barreiro e lá vivia. Para além de jogar futebol, passou a explorar a tabacaria do Sporting, vendendo jornais, revistas, cigarros, charutos - e antes de Filipe dos Santos o descobrir, descobriu ele Filipe dos Santos: - Estava no Luso e via o senhor Filipe a dar ginástica aos jogadores, que encaravam aquilo quase como um sacrifício. Estabeleci um plano de campanha. Pela manhã cedo, seis horas normalmente, levantava-me, vestia o pijama e sozinho ia para o quintal imitar o que tinha visto fazer ao senhor Filipe. Saltava à corda, fazia flexões, movimentos respiratórios, corria, pendurava-me... Minha mãe ao ver-me exercitando — e começava logo na cama, com abdominais — dizia que eu era maluco, não saindo a nenhum deles! Mas não, foi assim que se me abriu caminho para o sonho de ser do Sporting, do Sporting do senhor Filipe... O GUARDA-REDES QUE NÃO QUERIA ALTERNAR... Nesse primeiro Benfica-Sporting para a Liga repetiu-se o que acontecera na final daquele Campeonato de Portugal de 1933/34: para a baliza leonina foi Jordão Jóia, que viera do Nacional da Madeira - e não Artur Dyson, o Dyson que já antes lamentara: - Não compreendo a atitude da Direção do Sporting, do nosso treinador. Chamaram-me para me dizer que alternaria com Jóia. Recusei. Não me importava absolutamente nada de ir para a reserva, mas andar a saltitar, isso não, não me parece bem. Ao Jóia só reconheço uma vantagem sobre mim: a atenção ao jogo. Sou, de facto, um jogador... distraído, por vezes nem me recordo de que estou a jogar! O treinador do Benfica, que do Benfica faria campeão da Liga de 1935/36, era Vítor Gonçalves, o pai de Vasco Gonçalves, o primeiro ministro que em 1975 incendiaria Portugal com o PREC – e o do Sporting era um romeno: Wilhelm Possak. Jogara no Timissoara, notabilizara-se no Ujpest e no Vasas de Budapeste e, já em final de carreira, apareceu, quase à aventura, no Lumiar. Joaquim Oliveira Duarte, sabendo do fulgor do seu passado, ofereceu-lhe contrato de jogador e de treinador. Essa Liga de 1934/35, a primeira da história, acabou ganha pelo FC Porto – com o Sporting em segundo lugar e o Benfica em terceiro. Ainda houve, nessa época, Campeonato de Portugal – e no Campeonato de Portugal, os sportinguistas vingaram-se dos portistas, afastando-os da final com 0-0 no Lima e 4-0 no Campo Grande. O PRIMEIRO BENFICA-SPORTING NA FINAL DO CAMPEONATO DE PORTUGAL Adversário na final do Campeonato de Portugal? O Benfica - e foi a primeira vez em que a final do Campeonato de Portugal se vez entre Benfica e Sporting. No Campo do Lumiar, perante mais de 30 mil espectadores - Óscar Carmona, o Presidente da República que tinha um neto que haveria de jogar futebol no Sporting, o Sporting de que ele era Sócio Honorário, chamou à tribuna de honra os finalistas, cumprimentando-os um a um e desejando-lhe «sorte e raça». Mourão fez 1-0, Lucas empatou - e Valadas pintou o título de vermelho. Campeonato de Portugal houve ainda em mais três edições. Na de 1935/36, o Sporting ganhou a final ao Belenenses. Na de 1936/37, o FC Porto ganhou a final ao Sporting. E na de 1937/38, o Sporting ganhou a última final da prova que deu lugar à Taça de Portugal ao Benfica - e o Benfica que perdera a primeira das quatros edições do Campeonato da Liga (que a partir de 1938/39 passou a denominar-se Campeonato Nacional da I Divisão) venceu as três seguintes. (E, com isso, campeão da Liga foi o que o Sporting nunca foi...) ...

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