SEXTA-FEIRA, 29-07-2016, ANO 17, N.º 6026
Diakhité limitado
O central Diakhité falhou o particular com o Celta B por sem encontrar condicionado, pelo que apenas fez corrida, segundo refere A BOLA.
Murillo satisfeito por regressar
Tondela Embora tivesse sido apresentado no Nacional, o avançado venezuelano Murillo acabou por regressar ao Tondela. «Não me estava a sentir cómodo na Madeira. Agradeço a oportunidade que o mister Petit e
Murillo
29-07-2016 - 08:38
Moreno confiante num bom começa de época
Vitória de Guimarães Moreno está confiante que o Vitória de Guimarães irá entrar com o pé direito no campeonato português. «O nosso é a primeira jornada da Liga. Aí queremos estar a 100 por cento. Não tenho dúvidas de
Nápoles vai avançar para Herrera
FC Porto O Nápoles não desiste e vai agora avançar com toda a força para a contratação de Hector Herrera. Segundo a radio italiana Crc, o clube vai aproveitar o encaixe financeiro da transferência de Higuaín p
Tondela vence Belenenses por 2-0
Liga O Tondela venceu esta quinta-feira o Belenenses por 2-0 em jogo de preparação realizado em Fornos de Algodres. O resultado ficou feito ainda na primeira parte, bastando aos beirões 10 minutos para
Luís Martins é o novo diretor técnico da formação
Sporting O Sporting anunciou, esta quinta-feira, a contratação de Luís Martins para o cargo de diretor técnico do futebol de formação. Ao mesmo tempo o clube de Alvalade informou que revogou por mútuo acord
Luís Martins
28-07-2016 - 20:42
Argentinos dão Marcelo Meli certo em Alvalade
Sporting O diário argentino Olé avança que a transferência de Marcelo Meli para Alvalade está muito perto de acontecer, faltando apenas o aval do jogador. Segundo a mesma publicação, o Sporting avanç
Marítimo e Chaves empatam em Gondomar (1-1)
Jogo de preparação Marítimo e Chaves empataram, esta quinta-feira, a uma bola, em encontro de preparação para a nova época, realizado em Gondomar. Fábio Martins, aos 15 minutos, adiantou os flavienses no marcador, en
Estágio termina com derrota frente ao Boavista (0-1)
Nacional O Nacional perdeu, esta quinta-feira, com o Boavista por 0-1, em jogo de preparação, disputado em Ofir. O jogo, que aconteceu à porta fechada, teve um desfecho favorável aos axadrezados, com um gol
Lito Vidigal parte em vantagem na segunda mão
Arouca O empate com golo marcado fora pelo Arouca na sua estreia europeia dá-lhe importante vantagem na eliminatória, na medida em que, por exemplo, um empate a zero na segunda mão coloca os arouquenses no
Sindicato de Jogadores considera despedimento coletivo ilícito
Académica O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) entende que a intenção da Direção da Académica em proceder ao despedimento de oito jogadores, através da figura jurídica de «despedimento cole
O outro Balotelli, a estrela de um Mundial que não vem no mapa
Para lá do que se vê E se Cristiano Ronaldo tivesse ganho a taça ao serviço do Darfur United? Ou mesmo pelo Occitânia ou Abecásia? Nunca ouviu falar? São Seleções não oficiais, podem não ter um lugar de honra no mapa, mas conseguiram competir num Mundial de futebol. Não se formaram em grandes clubes, nem tiveram treinadores de mérito, apenas encontraram no futebol uma réstia de esperança para apagar da memória as feridas da guerra do Sudão. Quem por lá passou fala em genocídio. Ao início não foi fácil, juntar na mesma equipa jogadores que não se conheciam, todos falavam línguas diferentes. Mas bastou uma bola de futebol… Eram na sua maioria crianças e jovens, outrora habituados a jogar à bola em campos de terra, e principalmente descalços. Ali era tudo novo. Nos pés, agora calçados, tinham sapatos esquisitos. Uns às cores, outros pretos, todos com pitões colados à sola. Usavam-nos para pisar relva, pela primeira vez nas suas vidas. Não havia areia, terra ou pó. No meio do campo habituaram-se à figura de um homem que lhes ditava as regras. Para o Mundial seguiram sem um manual de instruções, apenas sabiam que iam jogar futebol. E sobre o desporto só conheciam uma coisa: a bola. Para eles, o futebol não era uma via para o estrelato, nem sabiam o que isso era. Longe das luzes da ribalta, desconhecidos entre os restantes olhares, o verdadeiro futebol era aquele que se jogava como veículo de expressão, homens, mulheres e crianças que perderam a família na guerra. Depois da tragédia, nada tinham, a não ser a esperança de um futuro melhor. A SELEÇÃO QUE SURGIU NUM CAMPO DE REFUGIADOS Gabriel Stauring tinha um sonho – criar uma equipa de futebol composta por sobreviventes de guerra. Na altura vivia-se o conflito étnico do Darfur, no oeste do Sudão, que desde 2003 é palco de violência, massacres e mortes. As Nações Unidas descrevem-na como uma das piores crises humanitárias do Mundo. O governo dos Estados Unidos classificou-a de genocídio, comparando com o sangrento conflito de 1994, no Ruanda. Os que sobreviveram não mais vão conseguir apagar da memória o rosto dos familiares mortos a sangue frio. Os dias que se seguiram não foram fáceis. Mulheres foram violadas, a água e os alimentos não chegavam para todos, o surto de hepatite crescia de dia para dia. Mas Stauring não desistiu do seu sonho, nem do sonho desses sobreviventes que mais que tudo, queriam viver. O americano usou as ferramentas da I-ACT, a sua organização não-governamental, e criou o Darfur United, uma Seleção de sobreviventes. «As cores do equipamento foram es-colhidas pelos refugiados: verde para representar a sua terra e branco para representar a paz». Mais do que o nome, uma Seleção unida pela esperança numa simples bola de futebol. O PRIMEIRO MUNDIAL NO CURDISTÃO Ao início não foi fácil. Para o primeiro treino de captação apareceram jogadores de cada um dos doze campos de refugiados que existem na frontei¬ra entre Chade e Sudão. Pior que isso eram jogadores que não queriam ser misturados com membros de outras etnias e exigiram que as tendas de cada grupo estivesse assinalada com o nome da respetiva tribo. Mas no futebol, cabe apenas ao jogador chutar a bola, e quando não está bem, a porta de saída é serventia da casa. Ninguém quis sair, habituaram-se a regras, e os que passaram nas captações adotaram uma nova postura. De desconhecidos, começaram a viver como irmãos, ensinavam os seus idiomas uns aos outros e partilhavam histórias. A primeira, a principal, sobre o primeiro Mundial das suas vidas. Desde 2012, que o Darfur United tem a sua própria Seleção de futebol. Não tem voz direta na FIFA, mas chegou longe – ao Viva World Cup –edição da prova para equipas não filiadas na FIFA - o primeiro Mundial para seleções não oficiais, que decorreu no Curdistão iraquiano. «No início parecia um sonho impossível de realizar por causa de todas as dificuldades logísticas, a falta de dinheiro para as viagens e os obstáculos em conseguir vistos para um grupo de homens refugiados sem país. Mas também parecia muito certo fazer tudo ao nosso alcance para conseguirmos. Antes de avançarmos, decidimos perguntar aos refugiados e a resposta foi positiva. Um líder de um grupo de refugiados disse-nos: ´Agora somos parte do Mundo´», disse Gabriel Stauring, o presidente do clube. À primeira tentativa, 15-0. No dia seguinte, 18-0. Ao terceiro jogo, 5-1. No final, mesmo com tanto golo sofrido em 360 minutos, Suleiman Bourma ficou orgulhoso do seu Darfur United. Palavra do capitão. «Perdemos os jogos todos, mas não estamos preocupados com isso. Conseguimos vir aqui e fazer história». UM AMERICANO NO SUDÃO Uma história diferente também na vida de Mark Hodson, um americano com experiência no futebol, na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, o escolhido para erguer uma Seleção no Sudão. «Tem sido uma experiência fantástica. O futebol é uma linguagem global. Estive em África, com 60 jogadores que não se conheciam, todos falavam línguas diferentes, e bastou uma bola de futebol para juntar toda a gente». Mark Hogson, que orientou o Darfur United nos Mundiais não-oficiais de 2012 e 2014, já prepara o próximo desafio - agendada para setembro de 2016, na Abecásia, uma região autónoma situada no Norte da Geórgia. BALOTELLI À PROCURA DE UM PAÍS Depois do Mundial de Curdistão em 2012, uma nova viagem: o destino foi Ostersund, cidade plantada no lado sueco da Lapónia. Terra do Pai Natal, sim, mas que também acolhe Mundiais de futebol. E se no Mundial do Brasil, Mario Balotelli, um dos jogadores italianos mais badalados do mundo, levava o treinador a um verdadeiro ataque de nervos, o seu irmão mais novo também fazia das suas, também num Mundial, mas muito longe do Brasil e com menos alvoroço. Chama-se Enoch Barwuah e em 2014 esteve em Ostersund, na Suécia, ao serviço da Seleção da Padânia, a disputar um Mundial para seleções que não fazem parte da FIFA. E o primeiro jogo foi precisamente contra o Darfur United. Enoch, um avançado que alinha no modesto Vallecamonica, dos escalões secundários de Itália, e que passou pela formação do Manchester City quando o irmão andava por lá, passou despercebido num torneio onde não existiam estrelas do futebol mundial com contratos milionários. Occitânia, Abecásia, Lapónia, Ilha de Man ou Nagorno-Karabakh, também faziam parte da lista, seleções cujos jogadores representam minorias étnicas, estados não reconhecidos pela comunidade internacional, comunidades aprisionadas pela geografia em países que não são reconhecidos como países. Ali não há muito. Apenas histórias de vida, exemplos de superação e uma vontade comum de fazer parte do mundo, tal como os outros heróis conhecidos, como eles, amantes do futebol… ...
Estrela de Diamante Já se sabe que as irmãs Serena e Venus Williams são um sucesso mundial além-fronteiras, mas para os Jogos do Rio há outra dupla que pretende dar que falar: Bronte e Cate Campbell. E se a primeira segue à regra os passos da irmã, Cate é o orgulho dos australianos: em Brisbane, fixou um novo recorde do mundo dos 100 metros livres, com a marca de 52,06 segundos, superando a alemã Britta Stefen. Entrou na história da natação aos 16 anos, quando ganhou as primeiras medalhas olímpicas - bronze nos 50 metros livres e na estafeta 4x100 m livres, em Pequim, 2008. Depois seguiu-se Londres, e o tão aguardado ouro olímpico… Quem a viu e quem a vê. Em criança sonhava em ser bailarina, hoje é uma campeã Olímpica de natação. Culpa da mãe que não a deixou fugir ao seu destino. Tal como Cool Runnings, o seu filme de eleição, um dos filmes olímpicos mais populares, Cate, é aos 24 anos, a grande promessa australiana para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. «Uma medalha de ouro é uma coisa maravilhosa, mas se não fores suficiente sem ela, nunca irás ser suficiente com ela». Medalhas não a assustam, mas mais do que o ouro Olímpico, a atleta quer deixar uma marca na história. PORCO DE ESTIMAÇÃO E GALINHAS Filha de Jenny e Eric, uma enfermeira e um economista sul-africanos, Cate Campbell nasceu a 20 de maio de 1992 em Blantyre, Malawi (África Ocidental), quando o pai por lá arranjou trabalho num banco. Ao início seriam apenas dois anos, mas acabaram por ficar dez. A viver numa casa sem televisão, Cate entretinha-se com os animais. «Tínhamos perus, coelhos, cães, gatos, galinhas. Todas as manhãs era como uma caça ao ovo da Páscoa», as galinhas punham ovos pela casa fora. O preferido de Cate e Bronte, porém, é o Pepper, um porco de estimação. Mas o que mais gostava era da piscina, onde deu os primeiros passos com a ajuda da mãe, que na escola se distinguiu no nado sincronizado. Cate vivia num paraíso em Malawi, mas em 2001, e com o aumento da família, mudou-se para a Austrália. O PRIMEIRO OURO NOS JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES Cate Campbell é a mais velha dos cinco irmãos: Bronte (22), Jessica (19), Hamish (17) e Abigail (13). Adversárias dentro da piscina e amigas fora dela, as irmãs Campbell compartilham muito mais do que o amor pela natação - são adeptas de ginástica artística e de saltos ornamentais, e seguem uma dieta exageradamente rica em proteínas, à base de atum e ovo. Em 2012, Cate e Bronte cumpriram um sonho de infância, quando nos Jogos Olímpicos de Londres, competiram na mesma modalidade, uma realidade que não acontecia há 40 anos. A última vez que uma dupla de irmãos australianos se classificava para uma edição dos Jogos Olímpicos, aconteceu em 1972, com os nadadores Neil e Greg Rogers. E foi precisamente em Londres, nos Jogos Olímpicos, que Cate conquistou a primeira medalha de ouro, ao sagrar-se campeã Olímpica na estafeta 4x100 m livres. Cate começou a dar nas vistas aos 16 anos, nas Olimpíadas de 2008, em Beijing, (Pequim), quando ganhou as primeiras medalhas: bronze nos 50 metros livres e na estafeta 4x100 m livres. Em 2013, no Mundial de Barcelona, as irmãs Campbell foram mais uma vez, os destaques da Seleção feminina australiana, e Cate conquistou o título Mundial nos 100 metros estilo livre. NO PÓDIO EM KAZAN Fora das piscinas, Cate e Bronte vivem juntas num apartamento em Bowen Hills, nos subúrbios de Brisbane, Queensland, que fica a cinco minutos a pé do centro de treinos - Valley Pool - a casa que criou grandes estrelas olímpicas: Kieren Perkins, Libby Trickett, Susie O´Neill, Hayley Lewis, Samantha Riley. «Juntas, elas são mais fortes: Cate não seria tão boa sem Bronte e Bronte não poderia ser tão boa sem Cate», comentou Simon Cusack, o treinador, que as acompanha duas vezes por dia, seis dias por semana. «É uma relação quase instintiva dos seus corpos com a água». Ao longo dos anos, Cate foi construindo um currículo de respeito: três medalhas olímpicas (duas de bronze e uma de ouro), e sete em Campeonatos do Mundo absolutos (entre 50, 100 e 4x100 m livres). Quanto a Bronte, era frequentemente questionada: «Quando é que ultrapassas a tua irmã?». E a resposta não tardou. Em 2015, nos Campeonatos do Mundo de Natação, em Kazan (Rússia), as irmãs voltaram a encontrar-se no pódio, e só Bronte escreveu a história, ao sagrar-se campeã Mundial dos 200 metros livres. E, pela primeira vez, duas irmãs - medalhadas de ouro e bronze - subiram ao pódio da mesma prova individual. A CAMINHO DO RIO… É caso para dizer que, Cate não vai sozinha ao Jogos Olímpicos do Rio, Bronte também vai la estar. Novamente as irmãs Campbell, aspirantes a serem o melhor duo de irmãs a competir. Serena e Venus Williams são as suas concorrentes mais diretas. Mas quem levará a medalha para casa? O ouro Olímpico ainda é um mistério, mas Cate tem os pés bem assentes na terra. A campeã Olímpica começou o mês de julho da melhor forma, ao fixar em Brisbane um novo recorde do Mundo dos 100 metros livres. A marca conseguida – 52,06 segundos – superou em 0,01 o até aqui melhor tempo, na posse da alemã Britta Steffen, desde 2009. «Aconteceu quando eu menos esperava». Seja quando menos espera, ou na hora de levantar a medalha, é em Hamish que Cate pensa, o seu grande herói, o irmão que sofre com paralisia cerebral. «Nós olhamos para ele e não consegue alimentar-se sozinho, ir à casa de banho sozinho, não se consegue vestir sozinho, ele não nos consegue dizer quando tem fome ou sede, ele não consegue ver». Hamish, agora com 17 anos, tem o desenvolvimento aproximado de uma criança de três e precisa de cuidados 24 horas por dia. Cate costuma pensar no irmão durante as provas, e diz para si mesma que é só uma corrida, «na vida há coisas bem piores do que perder». ANOREXIA, UMA DOENÇA SILENCIOSA Em 2010, Cate apanhou uma febre viral que se traduziu numa grave fadiga. Passou um ano quase a dormir, sem conseguir treinar. Mas esse não foi o único pesadelo que viveu. Por se considerar demasiado gorda, não gostava de si cada vez que se olhava ao espelho, Cate entrou em paranoia, e chegou a perder cerca de 10 quilos. Tudo começou quando começou a ver os anúncios das modelos da Victoria´s Secret, bonitas e magras. Cate não conseguiu ignorar a beleza escultural que os seus olhos alimentavam, nem mesmo as revistas de moda, embaladas com modelos em corpos minúsculos. Apesar de ser uma campeã Olímpica consagrada, os títulos e a fama não a conseguiram salvar. Decidiu ser magra, aliás, demasiado magra, o que significava perder peso, e por pouco não perdeu também a sua identidade. QUANDO PHELPS LHE SALVOU A VIDA Cate Campbell começou por seguir uma dieta onde, cada alimento que consumia, era analisado até ao ultimo pormenor – por dia, só lhe permita comer até 1000 calorias. Os amigos começaram a ficar preocupados e a sua preocupação tornava o seu sonho possível. A obsessão por comida era tal, que o corpo começou a dar sinais. «Eu estava a ficar cada vez mais doente». Tal como Cate, Michael Phelps não é apenas um campeão dentro de água, e foi precisamente o medalhista Olímpico que lhe salvou a vida. Ao ler o capítulo do livro Beneath The Surface, lançado por Phelps, onde relatava o trauma da irmã Hilary, também uma nadadora que depois de uma lesão nas costas, sofreu um distúrbio alimentar, Cate acordou para a realidade. Não podia continuar assim. Nas palavras de Phelps, tentou recuperar a vida. «Nadadoras magras não são boas nadadoras». E Cate era uma campeã nas piscinas. Com a ajuda da mãe, a australiana consultou uma nutricionista, e entre 2011 e 2012 recuperou a sua forma, e a sua saúde. «Eu decidi ser saudável e feliz, porque eu estava miserável. Eu sentia-se cansada, doente, irritada, todas essas coisas. Eu nunca quis entrar num estado de anorexia ou bulimia, mas estava psicologicamente afetada…». ...
Estilos e Espantos No Rio pode haver Michael Phelps em versão feminina. Pelo menos, essa é a promessa que ela própria, a Katie Ledecky não descarta. Sim, mesmo que no apelido não pareça é americana, o Ledecky vem-lhe do avô checo que para lá fugiu dos comunistas, no rescaldo da II Guerra Mundial. Aos seis anos começou a nadar, e aos 15 conquistou o ouro nos 800 metros livres nos Jogos Olímpicos de Londres. Mais espanto ainda, foi o que fez nos Mundiais de Kazan, ao tornar-se a primeira nadadora a conquistar o outro numa só edição dos Mundiais nos 200, 400, 800 e 1500 metros, bem como na estafeta de 4x200... Michael Phelps tinha sete anos quando a mãe decidiu inscrevê-lo numa piscina, o «único sítio capaz de conter a sua energia caótica». Sete anos depois das primeiras braçadas, foi o próprio Phelps que o disse: «quase que me sinto em casa quando estou dentro de água. Ali eu desapareço do mundo. É onde eu pertenço». O resto? É o que se sabe: foram 22 medalhas (18 de ouro) por ele conquistadas, um nome que para sempre será lembrado como uma lenda Olímpica. Michael Phelps é dos nomes mais esperados nos Jogos Olímpicos do Rio, tornando-se o primeiro atleta olímpico a integrar a seleção americana em cinco edições dos Jogos Olímpicos, igualando o feito de Dara Torres, dona de quatro medalhas olímpicas de ouro. Será no Brasil que, a lenda da natação vai encerrar uma carreira sem paralelo no desporto. Embora um deus nas piscinas, na vida pessoal, Phelps tocou por várias vezes o inferno. Tudo começou após anunciar a despedida nos Jogos de Londres. Sem treinar, foi detido ao conduzir sob o efeito de álcool, em alta velocidade. Em Setembro de 2014, acabou suspenso por seis meses (já havia sido detido pelo mesmo motivo em 2004), o que o impediu de disputar o Mundial de Kazan, em 2015, onde Katie Ledecky foi estrela. O ENCONTRO COM O ÍDOLO NUMA FILA DE AUTÓGRAFOS Sobre ela, não há muito a dizer: «Cada vez que entra na água, é como um recorde mundial», foi desta forma que Phelps elogiou Ledecky, a sua compatriota de apenas 19 anos. Katie começou a nadar aos seis anos, por influência do irmão. Dizem que o truque de uma mentalidade vencedora é pensar em ganhar, sempre em ganhar, ser obcecado por vitórias, títulos, medalhas e conquistas, mas Katie não começou assim. No primeiro teste, via-se mais espuma e água descontrolada do que algo parecido com nadar, muito menos em crawl, ou estilo livre. No fundo, Katie não sabia o que estava a fazer, apenas queria brincar, era uma criança feliz. Perdeu a primeira corrida, no final, perguntaram-lhe o que lhe passava ela cabeça enquanto estava a tentar dar umas braçadas. «Nada!», respondeu. Mas Katie não convenceu. Três anos depois de mal saber nadar na primeira prova, Katie apareceu na fila de uma sessão de autógrafos, à espera da sua vez para conhecer e tirar uma fotografia com o ídolo, Michael Phelps. Tinha 9 anos e, com 14, já estava na mesma equipa que o campeão olímpico detentor de 22 medalhas olímpicas. «Foi um momento bastante surreal, quando pensei que o tinha conhecido na altura em que estava a começar a nadar…». Meses depois, chegava a Londres, os primeiros Jogos Olímpicos da sua carreira – Katie tinha apenas 15 anos (quatro meses e dez dias no dia da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos) - era a mais nova da equipa e da comitiva americana (530 atletas). Da memória, um momento eterno – quando tirou os óculos e viu no ecrã o seu nome – tinha acabado de vencer a medalha de ouro nos 800 metros livres, a única prova em que estava inscrita, com o tempo de 8.14,63 minutos, mais de quatro segundos de vantagem sobre a concorrência. Sozinha e sem ninguém à frente, é assim que Katie Ledecky costuma terminar as provas em que participa. A INFÂNCIA COM…MICHAEL JORDAN Nasceu em Washington, DC, como Kathleen Genevieve Ledecky, a 17 de março de 1997, mas rápido o mundo a conheceu apenas por Katie Ledecky. Tal como a sua mãe, Mary Gen Hagan, uma nadadora da Universidade do Novo México, quis saber a sensação de estar dentro de água, mas foi pelo irmão que continuou. Michael, três anos mais velho, também é um apaixonado pelas piscinas. Estudante na Universidade de Harvard, deixou as competições para a irmã, o seu maior orgulho. Katie cresceu entre os grandes do desporto, onde por várias ocasiões entrou nas brincadeiras de Michael Jordan, parceiro do seu tio (Jon Ledecky) na administração dos Washington Wizards, equipa da NBA. FUGIDO DA GUERRA PARA LAVAR PRATOS Um ano depois dos Jogos Olímpicos de Londres, Katie já não se contentava apenas com mais um título. Em 2013, nos Mundiais de Barcelona, a campeã americana conquistou cinco. Nos Mundiais de 2015, em Kazan, na Rússia, Katie bateu todos os recordes: depois do título nos 400 metros livres no primeiro dia, triunfou nos 1500 metros e com mais um recorde do mundo, batendo a sua própria marca estabelecida nas eliminatórias da véspera. Ledecky até tinha batido o recorde no dia anterior quase por acidente — «provavelmente o recorde mais cool da minha carreira», disse - e na final, voltou a ser o que se esperava dela, dominadora da primeira à última piscina, terminando com o tempo de 15.25,48 minutos, menos 2,33 segundos que a sua anterior marca. Foi o sexto título mundial (o segundo em Kazan) para a americana, que, pouco depois de triunfar na prova mais longa em piscina, ainda conseguiu a qualificação para a final dos 200 metros. Já na outra prova em que está inscrita, os 800 metros (onde conquistou o primeiro lugar), Katie é considerada a grande favorita, e deverá, ainda, integrar a estafeta norte-americana dos 4x200m livres. «Não sou capaz de abrandar em nenhuma prova», e não abrandou. «É das melhores nadadoras em estilo livre que já vi. Uma vez treinei com ela, em Colorado, e fez com que eu parecesse que estava parado. Ela voou sobre mim», revelou Ryan Lochte. «A sério, ela quase que nada como um homem. A braçada longa e curva, cada vez mais forte durante a corrida», afirmou Michael Phelps. Destinada ao êxito desde criança, Katie herdou a garra do seu avô paterno, Jaromir Ledecky, um checo que em 1947 chegou aos Estados Unidos, depois da Segunda Guerra Mundial para lavar pratos e aprender inglês. Fê-lo tão bem, que terminou com um doutorado em economia na Universidade de Nova Iorque. Isso, além de uma considerável fortuna. UM FENÓMENO DAS PISCINAS Em quatro anos, Katie já conquistou o mundo. Depois do inesperado outro Olímpico em Londres, com apenas 15 anos, as melhores braçadas que deu numa piscina, viram-se em Kazan, onde conquistou o ouro nos 200m, 400m, 800m e 1500m livres (feito que nenhum outro nadador havia conseguido numa só edição dos Mundiais), bem como na estafeta de 4x200m livres. Em 2013, Katie conquistara cinco títulos nos Mundiais de Barcelona). Bater recordes a torto e a direito, uns atrás dos outros, para ela é um hobbie, uma paixão que lhe dá medalhas, mas que lhe rouba o tempo. Depois do brilharete Olímpico, voltar à normalidade tornou-se uma tarefa impossível. Após os Mundiais, Katie decidiu congelar a matrícula na Universidade de Stanford, uma das melhores dos Estados Unidos, para se focar na preparação dos Jogos Olímpicos do Rio. Em janeiro, Katie participou num meeting em Austin, nos Estados Unidos da América, onde bateu o recorde mundial dos 800 metros livres, com o tempo de 8.06,86 minutos. A campeã olímpica bateu o seu próprio recorde, de 8.07,39, marca que tinha sido cronometrada em agosto do ano passado, durante os Mundiais de natação, que decorreram em Kazan. NO RIO COM MICAHEL PHELPS «Claro. Queres nadar daqui a uma hora?», respondeu-lhe Katie, depois de Michael Phelps a ter desafiado para uma corrida, durante um evento em que coincidiram no Arizona. Não chegaram a correr. «Não, quero nadar agora, que acabaste uma prova e estás cansada», atirou o medalhado olímpico. Katie mesmo assim disse-lhe que sim. Mas conta a história que Michael Phelps não apareceu. «De outro mundo». Foi assim que Bob Bowman, o mentor de Phelps, qualificou Katie Ledecky. O recordista de medalhas olímpicas voltou a elogiar a compatriota. «Ela tem fome de títulos. É bom vê-la a dominar de forma continuada». Em comum com Phelps, para além de ser uma das maiores estrelas em ascensão na natação, Katie Ledecky tem o facto de se ter estreado nuns Jogos Olímpicos aos 15 anos. A diferença é que, enquanto o nadador de Baltimore foi quinto nos 200 metros mariposa, em 2004, Katie conquistou o ouro logo à primeira tentativa, nos 800m de Londres 2012. E se os acordes de piano são a sua inspiração, é dentro de água que Katie dá música à concorrência. É preciso voltar aos anos 60 e 70, para encontrar uma nadadora que se assemelhe ao seu potencial – Debbie Meyer, batizada na América como a diva, quando nos Jogos Olímpicos do México, em 1968, ganhou os 200, 400 e 800 metros, tornando-se a primeira mulher a ganhar três ouros Olímpicos num só edição. Para os Jogos Olímpicos do Rio, se Phelps conta fazer história em cinco provas, Katie vai mais longe, e são seis as medalhas que pretende levar para casa. Ledecky detém nove dos dez melhores tempos de sempre dos 800 metros e apresenta-se como a grande candidata a revalidar o título olímpico - na prova em que vai estar uma portuguesa, a Tamila Holub, vice-campeã europeia de 800 metros e campeã europeia de 1500 de juniores. ...

destaques

classificações

Liga
Liga 2
1. ª jornada
2. ª jornada
classificação
1. ª jornada
2. ª jornada
classificação
19-08
Belenenses
20:30
Boavista
Sport TV
20-08
Marítimo
11:45
V. Guimarães
Sport TV
20-08
Chaves
16:00
Tondela
Sport TV
20-08
P. Ferreira
18:15
Sporting
Sport TV
20-08
FC Porto
20:30
Estoril
Sport TV
21-08
Feirense
16:00
Moreirense
Sport TV
21-08
Arouca
18:00
Nacional
Sport TV
21-08
Benfica
20:15
V. Setúbal
BTV1
22-08
SC Braga
20:00
Rio Ave
Sport TV
14-08
Varzim
-
Benfica B
14-08
Académica
-
Santa Clara
14-08
Portimonense
-
Penafiel
14-08
Covilhã
-
Sporting B
14-08
União
-
Braga B
14-08
Porto B
-
Académico
14-08
AD Fafe
-
Freamunde
14-08
Vizela
-
Gil Vicente
14-08
Famalicão
-
Olhanense
14-08
Cova Piedade
-
Leixões
14-08
V. Guimarães B
-
Aves
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Arouca
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0
0
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Benfica
0
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Boavista
0
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0-0
0
5
Chaves
0
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0
0
0-0
0
6
Estoril
0
0
0
0
0-0
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FC Porto
0
0
0
0
0-0
0
8
Feirense
0
0
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0-0
0
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Marítimo
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0
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0-0
0
10
Moreirense
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0
0
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0
11
Nacional
0
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0
0
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12
P. Ferreira
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0-0
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Rio Ave
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SC Braga
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3
AD Fafe
0
0
0
0
0-0
0
4
Aves
0
0
0
0
0-0
0
5
Benfica B
0
0
0
0
0-0
0
6
Braga B
0
0
0
0
0-0
0
7
Cova Piedade
0
0
0
0
0-0
0
8
Covilhã
0
0
0
0
0-0
0
9
Famalicão
0
0
0
0
0-0
0
10
Freamunde
0
0
0
0
0-0
0
11
Gil Vicente
0
0
0
0
0-0
0
12
Leixões
0
0
0
0
0-0
0
13
Olhanense
0
0
0
0
0-0
0
14
Penafiel
0
0
0
0
0-0
0
15
Portimonense
0
0
0
0
0-0
0
16
Porto B
0
0
0
0
0-0
0
17
Santa Clara
0
0
0
0
0-0
0
18
Sporting B
0
0
0
0
0-0
0
19
União
0
0
0
0
0-0
0
20
V. Guimarães B
0
0
0
0
0-0
0
21
Varzim
0
0
0
0
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0
22
Vizela
0
0
0
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0-0
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