QUINTA-FEIRA, 27-07-2017, ANO 18, N.º 6389
Guiné-Bissau
União Africana apela a diálogo e cumprimento do Acordo de Conacri
22:33 - 17-07-2017
O Conselho de Paz e Segurança da União Africana reiterou a sua «profunda preocupação» com o impasse político na Guiné-Bissau e apelou ao diálogo e ao cumprimento do Acordo de Conacri para ultrapassar os desafios que o país enfrenta.

A preocupação vem expressa num comunicado emitido após a reunião do Conselho de Paz e Segurança da União Africana sobre a Guiné-Bissau, que se realizou a 11 de julho, e que contou com a presença do primeiro-ministro guineense, Umaro Sissoco Embaló, e do representante da organização em Bissau, Ovídeo Pequeno.

No comunicado, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana «reitera a sua profunda preocupação face ao impasse político que persiste na Guiné-Bissau e face às dificuldades socioeconómicas que a atual crise trouxe para a população, como com a paralisia institucional a que afeta o país há dois anos».

O Conselho de Paz e Segurança apelou também ao «diálogo e ao estrito respeito e ao cumprimento, por todas as partes, do Acordo de Conacri de 14 de outubro de 2016 e do seu roteiro para serem encontradas soluções para os seus diferendos e ultrapassar os desafios com os quais o país está confrontado».

O Acordo de Conacri, patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento, a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e de confiança do chefe de Estado, bem como a reintegração dos deputados dissidentes do PAIGC, partido que venceu as legislativas de 2014, conhecidos como Grupo dos 15.

A União Africana felicitou também as conclusões da cimeira da CEDEAO, realizada em Monróvia, na Libéria, a 04 de junho, que insistiu com a necessidade de todas as partes de submeterem ao cumprimento do Acordo de Conacri.

O Conselho de Segurança da União Africana pediu também ao Presidente da Guiné-Bissau para «assumir as suas responsabilidades face à situação e mostrar a via a seguir com a aplicação do Acordo».

O comunicado sublinha também a «necessidade urgente» de serem criadas condições para a realização de eleições legislativas, em 2018, e presidenciais, em 2019.

O Conselho de Segurança da União Africana felicitou também a missão da CEDEAO na Guiné-Bissau, força de interposição Ecomib, pelos seus esforços para a estabilização do país e manifestou preocupação com a sua eventual saída no final de setembro.

Nesse sentido, o Conselho de Segurança da União Africana apelou à comunidade internacional para conjugar esforços para «mobilizar recursos financeiros» para apoiar a continuação daquela força no país.

«O Conselho exprimiu o seu apoio à determinação da CEDEAO de tomar todas as medidas necessárias para assegurar o cumprimento integral do Acordo de Conacri para uma paz e estabilidade duráveis na Guiné-Bissau», pode ler-se no comunicado.
Lusa

Imprimir Enviar e-mail Facebook Twitter

mais do dia

Estados Unidos O principal conselheiro do presidente dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Derek Harvey, terá sido demitido esta quinta-feira, sem que as razões tenham sido tornadas públicas. A informação foi divulgada por dois membros da Casa Branca com conhecimento do assunto, mas sob anonimato, uma vez que não têm autorização para o tratar em público. A Casa Branca ainda não confirmou que Harvey foi demitido, mas assegurou que já não é o principal conselheiro para o Médio Oriente. Em comunicado,
País O primeiro-ministro, António Costa, será recebido pelo presidente francês, Emmanuel Macron, na sexta-feira em Paris. Este encontro vai coincidir com uma conjuntura em que a França atingiu a primeira posto como mercado gerador de recietas para a hotelaria portuguesa. Entre os principais indicadores económicos referentes às relações luso-francesas, e que poderão ser analisados durante o almoço entre os dois governantes, no Palácio do Eliseu, está o facto de Portugal ser atualmente o quarto d
Reino Unido De acordo com o britânico The Independent, a polícia que investigou o incêndio na torre de Grenfell, em Londres, concluiu que existem «motivos razoáveis» para suspeitar que o Royal Borough de Kensington e Chelsea e a organização de gestão de condomínios TMO possam ter cometido homicídio corporativo. Ambos os chefes destas organizações irão ser formalmente interrogados no decorrer da investigação criminal à tragédia que matou, pelo menos, 80 pessoas. Uma «avaliação inicial» do materi

destaques