SÁBADO, 24-06-2017, ANO 18, N.º 6356
Mali
Detidos cinco suspeitos do ataque que matou militar português
19:21 - 19-06-2017
As forças de segurança do Mali detiveram, esta segunda-feira, cinco homens suspeitos de terem participado no ataque contra estrangeiros perpetrado no domingo, nos arredores da Bamako, durante o qual um militar português foi morto.

As detenções foram anunciadas pelo ministro da Saúde, o general Salif Traoré, segundo o qual pelo menos «outros quatro atacantes foram mortos durante o ataque», que fez duas vítimas mortais, uma delas o sargento-ajudante português Paiva Benido, 40 anos, natural de Valongo, que integrava o contingente nacional na Missão de Treino da União Europeia no Mali, composto por 10 elementos.

O ataque visou o hotel Le Campement Kangaba, muito frequentado por estrangeiros, nomeadamente por membros das missões da União Europeia, (EUTMMali) e da ONU (Minusma).

A primeira resposta foi lançada precisamente pelos membros das missões internacionais, segundo testemunhas, a que se juntaram mais tarde as forças de segurança malianas.

A intervenção permitiu resgatar da unidade hoteleira quatro dezenas de pessoas, entre as quais 14 malianos, 13 franceses, dois espanhóis, dois holandeses e dois egípcios.

O Mali está em estado de emergência praticamente ininterrupto desde o ataque contra o hotel Radisson Blu, em Bamako, a 20 de novembro de 2015, que fez 20 mortos e foi reivindicado como uma operação conjunta da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) e do grupo jihadista Al-Murabitun.

O norte do país foi ocupado no final de abril de 2012 por grupos jihadistas ligados à Al-Qaeda e rebeldes tuaregues.

Os jihadistas foram em grande parte expulsos da região por uma intervenção militar internacional, lançada em janeiro de 2013 por iniciativa da França e que ainda continua, mas algumas zonas continuam fora do controlo das forças malianas, francesas, União Europeia e ONU.
Redação

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