SEGUNDA-FEIRA, 27-02-2017, ANO 18, N.º 6239
Cabo Verde
Escola Portuguesa de Cabo Verde com grande procura após três meses em funcionamento
15:37 - 17-02-2017
Construída em tempo recorde e a funcionar há apenas três meses, a Escola Portuguesa de Cabo Verde está a registar grande procura, com cada vez mais pedidos de reserva de vagas para o próximo ano letivo.

A escola será inaugurada oficialmente, segunda-feira, pelo primeiro-ministro António Costa, no âmbito da sua deslocação a Cabo Verde para a quarta cimeira bilateral entre os dois países.

O projeto, um sonho de décadas da comunidade portuguesa, arrancou em julho e as aulas começaram a 14 de novembro com o edifício praticamente na estrutura, sem água e sem eletricidade.

Passados três meses, o barulho das serras e berbequins ainda se confunde, pontualmente, com os risos e as correrias das crianças, mas o edifício está irreconhecível com as oito salas de aulas e de informática, a biblioteca e o refeitório completamente funcionais.

Com vista para o mar, o recreio, onde recentemente foi instalado um parque infantil, tornou-se na zona preferida dos 29 alunos que frequentam a escola, número que já aumentou desde o início das aulas quando eram apenas 23, distribuídos por três turmas: uma mista (1.º e 2.º anos) do 1.º ciclo e duas de pré-escolar.

Em declarações à agência Lusa, a diretora da escola, Suzana Maximiano, mostrou-se «muito satisfeita com os resultados», dando conta do interesse crescente que o novo estabelecimento de ensino tem vindo a suscitar junto de pais e alunos.

Situado na zona da Cidadela, na cidade da Praia, o edifício, construído num terreno cedido pela autarquia, faz parte da primeira fase do projeto global da escola, que quando estiver concluída assegurará o ensino curricular português até ao 12º ano de escolaridade.

A escola funciona com programas curriculares e professores portugueses deslocados para Cabo Verde ao abrigo da mobilidade estatutária.

Devido ao início das aulas já depois do arranque do ano escolar em Portugal e em Cabo Verde, este ano o calendário de aulas deverá prolongar-se até finais de junho.

Aberta a alunos portugueses, cabo-verdianos e de outras nacionalidades, o valor da inscrição é de sete mil escudos (cerca de 65 euros), o mesmo da propina mensal paga durante 10 meses.
Lusa

Imprimir Enviar e-mail Facebook Twitter

mais do dia

Angola O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal António Martins da Cruz pede «bom senso» e «recato» na forma como a Justiça portuguesa está a conduzir o processo em que é arguido o vice-Presidente angolano, Manuel Vicente. A posição foi transmitida numa declaração emitida pela Televisão Pública de Angola (TPA), na sequência do comunicado emitido sexta-feira pelo Ministério das Relações Exteriores e classificando como «inamistosa e despropositada» a forma como as autoridades portugues
Angola Frequentar o ensino superior em Angola vai custar este ano, pelo menos, 260.000 kwanzas (1.400 euros) a cada estudante, só em propinas, apesar das dificuldades financeiras generalizadas no país. Numa ronda feita pela Lusa pelas universidades da capital angolana, a poucos dias da abertura oficial do ano letivo de 2017 no ensino superior em Angola (março a dezembro), foi possível encontrar preços de propinas mensais (10 meses) que variam entre os 26.000 e os 36.000 kwanzas (148 a 205 euros).
Cabo Verde O ministro da Agricultura e Ambiente de Cabo Verde pediu hoje uma maior presença da Greenpeace no país no sentido de ajudar a reforçar a monitorização das águas e a exploração dos recursos de pesca do arquipélago. «Cabo Verde tem uma Zona Económica Exclusiva (ZEE) que é cerca de 180 vezes mais extensa do que a parte terrestre, o que significa que precisamos de ter uma atitude responsável e monitorizar as nossas águas. A atuação da Greenpeace e de outras organizações, em parceria com entidade

destaques