Por
Hugo TorresVidas a Descobrir é um mapa da língua portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. É nesses países que podemos encontrar as dez cientistas, cujo trabalho motivou a edição de um livro de reportagens, onde o percurso pessoal e profissional se confundem.
Se começarmos o dia às 6 horas da manhã, ao volante de um jipe a caminho de escavações no Parque Nacional Serra da Capivara, no estado brasileiro do Piauí, acompanhamos Niède Guidon, arqueóloga brasileira de 76 anos. Já a guineense Amabélia Rodrigues conduz-nos pela Ucrânia, Suécia, Dinamarca e Inglaterra.
Maria de Jesus Trovoada (foto) cresceu em São Tomé e Príncipe, viveu em Angola e veio para Portugal fazer investigação em Malária. Cláudia Sousa, bióloga portuguesa, trabalha com primatas, que a levaram do Japão às florestas da Guiné-Bissau e da Guiné Conakri. São quatro exemplos, a que se juntam Anabela Leitão, Norma Andrews, Thaisa Storchi Bergmann, Fátima Monteiro, Alcinda Honwana e Irene Fonseca.
A obra será apresentada por Nuno Crato a 14 de Julho, 19h00, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Joana Barros, coordenadora do projecto, acredita que o livro representa «uma oportunidade de romper com estereótipos que apresentam os cientistas como homens enfadonhos que passam a vida fechados entre quatro paredes».
O projecto é da Associação Viver a Ciência, que convidou um conjunto de escritores, jornalistas e fotógrafos para a empreitada. O resultado, realça Joana Barros em comunicado, é um livro que mostra «a diversidade que existe no mundo científico não só ao nível dos seus actores, de diferentes etnias, motivações e contextos culturais, mas também ao nível de questões científicas e de ambientes de trabalho».
As reportagens que compõem Vidas a Descobrir são assinadas por Ana Sousa Dias, Carla Mendes, Chó do Guri, Marisa Serafim, Marco Antinossi, Rafael Marques e Sílvio Mendes. A edição é da Temas e Debates/Círculo de Leitores.
22:02 - 08-07-2009