QUARTA-FEIRA, 24-05-2017, ANO 18, N.º 6325
Identificado o autor do atentado em Manchester
Reino Unido As autoridades britânicas já identificaram o autor do atentado de Manchester- Trata-se de Salman Abedi, um jovem de 22 anos, filho de uma família líbia que imigrou para o Reino Unido, para fugir ao regime de Khadifi. Salman Abedi nasceu em Manchester e residia no apartamento de Fallowfield, no sul da cidade, onde horas antes a polícia procedeu a uma explosão controlada. O bombista-suicida fez-se explodir instantes depois do fim do concerto da cantora norte-americana Ariana Grande, numa das saídas do Manchester Arena que dá acesso ao metropolitano.
Polícias substituídos nas ruas de Manchester por militares
Reino Unido O Reino Unido está em alerta máximo e isso é claro não só em Manchester, onde ocorreu o ataque terrorista, como em Londres, com claro reforço de policiamento nas zonas mais críticas da cidade. As ruas estão a ser patrulhadas por um número de efetivos é bastante superior ao habitual. Os polícias estão a ser substituídos por militares fortemente armados. Pontos-chave da cidade londrina como o Palácio de Buckingham, o parlamento britânico, a residência do primeiro-ministro e a algumas embaixadas têm proteção acrescida. Um bombista suicida fez-se explodir, na segunda-feira à noite, no final do concerto da cantora norte-americana Ariana Grande, matando 22 pessoas e ferindo 64, número corrigido depois de no dia de ontem ter mencionado 59 feridos.
Autor de ataque era conhecido dos serviços de segurança
Reino Unido O autor do atentado suicida em Manchester, Salman Abedi, era «conhecido» dos serviços de segurança, revelou esta quarta-feira a ministra do Interior britânica, Amber Rudd. «É alguém que eles [serviços secretos] conheciam», disse Amber Rudd à BBC, a propósito do autor do ataque, à saída do concerto da cantora americana Ariana Grande na Manchester Arena na noite de segunda-feira. Salman Abedi, de 22 anos era filho de imigrantes líbios, nascido na em Manchester.
24-05-2017 - 10:03
Forças Armadas perderam rasto a mil milhões de dólares em armas
Estados Unidos As Forças Armadas norte-americanas perderam o rasto ao armamento enviado para o Iraque e para o Kuwait, no valor de 900 milhões de euros. Não se sabem se o material chegou ao seu destino, ou se parte dele estará em mãos de extremistas, segundo um relatório da Amnistia Internacional. Num inquérito realizado em 2016 pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos que até agora era classificado, afirma-se que faltam «registos exatos e atualizados sobre as quantidade e localização» de equipamento que os norte-americanos mandaram para abastecer o Exército iraquiano. Esta informação é divulgada hoje pelo investigador Patrick Wilcken, da Amnistia Internacional.
Maduro assina decreto com bases para a Assembleia Constituinte
Venezuela O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assinou na terça-feira o decreto com as bases para eleger os membros da Assembleia Constituinte (AC), que entregou no Conselho Nacional Eleitoral, em Caracas. Durante o ato de apresentação das bases eleitorais, explicou que os membros vão ser eleitos no âmbito territorial e sectorial, mediante voto universal, direto e secreto. No passado dia 1 de maio, o presidente Nicolás Maduro convocou os venezuelanos para elegerem uma Assembleia Nacional Constituinte cidadã para, justificou, preservar a paz e a estabilidade da República, incluir um novo sistema económico, segurança, diplomacia e identidade cultural.
Jorge Carlos Fonseca «chocado com terrível e cruel ataque terrorista» de Manchester
Cabo Verde O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, disse estar «profundamente chocado com o terrível e cruel ataque terrorista» ocorrido em Manchester, noroeste de Inglaterra, que matou 22 pessoas e fez dezenas de feridos. «Estou profundamente chocado com a notícia do terrível e cruel ataque terrorista ocorrido na Arena da cidade de Manchester, causando a morte e ferimentos a dezenas de pessoas, na sua maioria adolescentes e jovens», assinalou o chefe de Estado cabo-verdiano, numa mensagem enviada à rainha Isabel II. Para Jorge Carlos Fonseca, trata-se de um «momento difícil e traumatizante» para as famílias afetadas, assim como para «toda a população de Manchester, do Reino Unido e do mundo inteiro». Por isso, o presidente expressou o seu «repúdio perante ato tão covarde, que os cabo-verdianos condenam com toda a veemência». «Situação que faz com que nos unamos no firme combate a práticas desumanas e atrozes como as que vêm sendo perpetradas por terroristas em todo o mundo, práticas que não nos podem fazer desistir das nossas opções de construção de um mundo livre», escreveu Jorge Carlos Fonseca.
Trump elimina proteções sociais e aumenta despesas militares
Estados Unidos A proposta de orçamento da Casa Branca apresentada, esta terça-feira, corta a despesa do governo americano em 3,6 triliões de dólares de despesa nos próximos 10 anos, eliminando proteções sociais e aumentando as despesas militares. Os maiores cortes na despesa acontecem no apoio aos mais necessitados, incluindo uma redução de 1,4 triliões no Medicaid (o programa que fornece cuidados de saúde a pessoas de classe baixa sem seguro de saúde) e cerca de 192 mil milhões em vales de comida. A despesa aumenta no lado dos esforços militares, vendo o Pentágono um aumento de 52 mil milhões de dólares, e segurança nacional, com 1,6 mil milhões de dólares dedicados ao início da construção do muro com o México em 2018.
«Os culpados não vão escapar à punição» - Putin
Rússia O presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou um telegrama com condolências à primeira-ministra britânica, Theresa May. «Nós condenamos fortemente este crime cínico e desumano. Estamos certos de que os seus perpetuadores não vão escapar à punição que merecem», garantiu o líder russo que acrescentou também que o seu país está pronto para consolidar uma cooperação antiterrorista com o Reino Unido.
Representante da UE espera «mais avanços» no processo de paz
Moçambique O representante da União Europeia (UE) em Moçambique, Sven von Burgsdorff, disse, esta terça-feira, esperar «mais avanços no diálogo visando a restauração de uma paz duradoura». «Pensamos que nos próximos meses teremos mais avanços entre os dois atores principais: o presidente Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama», disse o holandês. Em declarações à margem da inauguração de um sistema de abastecimento de água no distrito de Jangamo, província de Inhambane, sul de Moçambique, Burgsdorff considerou «importante» o diálogo entre o chefe de Estado e o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo, principal partido da oposição). «Estamos a testemunhar coisas muito importantes para a pacificação do país e a declaração conjunta de uma trégua sem prazo é mais um passo em frente», frisou Von Burgsdorff. «A estabilidade», prosseguiu, «é indispensável ao desenvolvimento e a UE partilha da preocupação com a restauração da paz». No início do mês, Dhlakama estendeu por tempo indeterminado as tréguas nos confrontos entre o braço armado da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança.
Theresa May afirma que há «risco iminente» de novos atentados
Reino Unido A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou que o nível de ameaça terrorista no Reino Unido subiu para «crítico», o nível de alerta máximo. May anunciou que militares vão garantir a segurança em locais-chave do país. A governante adianta, ainda, que pode haver um grupo de vários envolvidos no atentado que ocorreu na segunda-feira, em Manchester, e que provocou a morte a 22 pessoas bem como ferimentos a outras 59.
Governo destaca esforços para resolver problemas dos imigrantes
Cabo Verde A diretora-geral da Imigração de Cabo Verde reconheceu esta terça-feira que a comunidade imigrada ainda enfrenta vários problemas, mas destacou os esforços governamentais para resolvê-los e promover maior integração dos estrangeiros no país. «Há um esforço que tem sido feito, houve aprovação de uma lei que entrou em vigor em 2015, fez-se um período de regularização extraordinária para resolver alguns problemas das pessoas que estão em situação irregular, mas continuamos a ter problemas por resolver», disse Carmen Barros Furtado. A diretora-geral da Imigração de Cabo Verde falava à imprensa, na cidade da Praia, no âmbito de um seminário sobre os desafios da diversidade cultural em contexto migratório, realizado numa das universidades do país. Carmen Furtado indicou, depois, que os maiores problemas dos imigrantes dizem respeito «à aquisição de documentos para regularização da sua permanência, bem como o acesso ao mercado do trabalho», mas salientou, todavia, que têm a ver com «pressão migratória e as limitações do país». «Os imigrantes têm problemas, nós também ainda temos problemas em facilitar os próprios cabo-verdianos a determinados serviços. É bom entender a imigração e também o contexto em que acontece, que é Cabo Verde», sustentou. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), Cabo Verde conta com cerca de 18 mil imigrantes legalizados, correspondente a cerca de 3% da população total, na sua maioria africanos, porém, Carmen Furtado acrescentou que «os europeus, asiáticos e americanos têm aumentado». Em janeiro de 2015, entrou em vigor uma nova lei de imigração, que deu a possibilidade de regularização extraordinária de estrangeiros em situação irregular no país.

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