SEXTA-FEIRA, 24-02-2017, ANO 18, N.º 6236

notícias

Jari-Matti Latvala (Foto AP)
Latvala vence Rali da Suécia
O piloto finlandês Jari-Matti Latvala (Toyota) venceu este domingo o Rali da Suécia, segunda prova do Mundial da especialidade, enquanto o atual campeão do mundo, o francês Sebastien Ogier (Ford), não foi além do terceiro lugar. Com esta vitória, Latvala assume a liderança do Mundial, com 48 pontos, mais cinco que Ogier. «É magnífico. Nova equipa, novo carro, segundo rali e ganhámos», congratulou-se o finlandês, logo depois de ter triunfado na Suécia.
WRC
14:17 - 12-02-2017
Foto AP
Neuville despista-se e Latvala é o novo líder na Suécia
O belga Thierry Neuville despistou-se, este sábado, na 15.ª especial do Rali da Suécia e perdeu a liderança da prova para Jari-Matti Latvala. No entanto, todas as decisões estão guardadas para domingo, já que Ott Tanak está a apenas quatro segundos do finlandês da Toyota. Classificação: 1. Jari-Matti Latvala (Toyota), 2:04:59.3 2. Ott Tanak(Ford), a 3.8s 3. Sebastien Ogier (Ford), a 16.6s 4. Dani Sordo-Martí (Hyundai), a 1:39.5 5. Craig Breen (Citroën), a 2:04.5
WRC
18:40 - 11-02-2017
Thierry Neuville domina na Suécia
O belga Thierry Neuville, da Hyundai, lidera o Rali da Suécia no fim da primeira etapa da segunda prova do campeonato do mundo de WRC. Neuville foi o mais rápido em cinco das sete especiais, terminando o dia com cerca de 28 de segundos de vantagem sobre Jari-Matti Latvala. Classificação: 1. Thierry Neuville (Hyundai), 1:16:24.7 2. Jari-Matti Latvala (Toyota), a 28,1s 3. Ott Tanak (Est/Ford), a 49.7s 4. Kris Meeke(Citroen), a 51.8s 5. Sebastin Ogier(Ford), a 55.7s
WRC
17:29 - 10-02-2017
Miguel Oliveira
Miguel Oliveira volta a dominar testes em Valência
O português Miguel Oliveira registou, esta quinta-feira, a volta mais rápida da categoria de Moto2 no segundo e último dia de treinos no circuito Ricardo Tormo, em Valência. O piloto luso, em KTM, completou o circuito em 1.35,887 numa das 73 voltas que realizou, superando em 17 centésimos a marca do francês Fabio Quartararo. Miguel Oliveira, que já tinha sido o mais rápido na primeira sessão de treinos em Valência, e a restante classe de Moto2 regressam à pista a 18 e 19 de fevereiro.
Motociclismo
17:46 - 09-02-2017
Miguel Oliveira mais rápido nos testes em Valência
O português Miguel Oliveira foi o mais rápido na primeira jornada de treinos de Moto2 realizada no circuito Ricardo Tormo, em Valência. O ‘motard’ luso fez 49 voltas na sua KTM e conseguiu o melhor tempo do dia (1.37,162), uma décima de segundo mais rápido do que o francês Fabio Quartararo (Kalex) e duas do que o alemão Macel Schrotter (Suter).
Motociclismo
21:08 - 08-02-2017
Schumacher
«Schumacher? Não tenho notícias e isso não é bom» – Briatore
Flavio Briatore, que trabalhou com Michael Schumacher na Benneton, revelou que não tem qualquer notícia sobre o piloto alemão e que essa situação é preocupante. «As informações que recebo sobre Schumacher chegam através de Jean Todt e Felipe Massa, mas, na realidade, não tenho notícias, nem boas nem más, mas isso não é nada bom», afirmou Briatore, em declarações à Imprensa italiana. Michael Schumacher sofreu um grave acidente de esqui.
Fórmula 1
20:31 - 05-02-2017
Trial 4x4 2017: Ourém entra no circuito do Campeonato Nacional
A apresentação da época desportiva do Campeonato Nacional Trial 4x4 2017 decorrer no Museu Municipal de Valongo e contou com a presença de comissão organizadora, clubes, Federação de Todo-o-Terreno Turístico, pilotos, navegadores, comissários, mecânicos e amantes da modalidade, evento que também serviu de apresentação do Campeonato de Navegação. Foram apresentados dados referentes a 2016, em que pelo menos 37 por cento da população portuguesa esteve exposta às notícias sobre o Campeonato Nacional de Trial 4x4 através da televisão, Imprensa, on line e rádio, destacando-se a leitura através de A BOLA on line e da revista Auto Foco, bem como as reportagens transmitidas através de A BOLA TV. «Estes resultados refletem um contacto mais vasto e que permitem um maior reforço dos índices de notoriedade do campeonato. Sentimos, de facto, que o campeonato, mas, sobretudo, a modalidade, está em crescimento e isso é o resultado de um trabalho de cooperação entre todos, nomeadamente federação, clubes organizadores, equipas, comissários e autarquias», é a conclusão de um estudo desenvolvido pela Cision. Na apresentação oficial da época 2017, houve novidades no que ao calendário diz respeito, já que foi anunciado que Ourém passa a integrar o circuito do CN Trial 4x4, em detrimento de Chaves. Desta forma, há cinco etapas que transitam da época passada, nomeadamente, Valongo, Torres Vedras, Mação, Bragança e Paredes, e estreiam-se duas localidades, Ourém e Gondomar. Campeonato de Navegação 4x4 de regresso Além do CN Trial 4x4, foi ainda apresentado o regresso do Campeonato de Navegação 4x4, também a cargo do Clube Todo-o-Terreno Trilhos do Norte, em parceria com clubes associados e, sob a égide da Federação Portuguesa de Todo-o-Terreno Turístico. A ideia da organização não é só recuperar o Campeonato de Navegação 4x4, mas também dar-lhe nova roupagem, tornando-o mais atrativo para os participantes e para o público. Calendário desportivo para 2017 11 de fevereiro Formação Trial 4x4 - Comissários e diretores de prova - Mação 18 de fevereiro Formação Trial 4x4: Comissários e diretores de prova – Paredes 12 de março CN Trial 4x4 Valongo - Clube Trilhos do Norte/CM Valongo 18 de março Formação Navegação 4x4: Pilotos, navegadores e comissários – Paredes 9 de abril CN Trial 4x4 Torres Vedras – Clube Trilhos do Norte/Bombeiros Voluntários de Torres Vedras 30 de abril CN Trial 4x4 Mação – Mac TT – Clube TT de Mação 6 de maio CN Navegação 4x4 VN Poiares – PoyaresRotações 4 de junho CN Trial 4x4 Gondomar – Clube Trilhos do Norte/Bombeiros Voluntários de Gondomar 6 de agosto CN Trial 4x4 Bragança – Associação TT Sem Limites 24 de setembro CN Trial 4x4 Ourém – Clube Espite Aventura 15 de outubro CN Trial 4x4 Paredes – Clube TT Paredes Rota dos Móveis 21 de outubro CN Navegação 4x4 (local a designar) 4 de novembro CN Navegação 4x4 Fafe – Natur Jipe 18 de novembro Entrega de prémios - Porto
Todo o terreno
18:47 - 02-02-2017
CN Trial 4x4 2017 arranca em Valongo
É no concelho de Valongo que arranca a edição de 2017 do Campeonato Nacional 4x4, que contempla sete etapas: Valongo, Torres Vedras, Mação, Gondomar, Bragança, Chaves e Paredes. No próximo sábado, às 18 horas, no Museu Municipal de Valong, serão apresentados mais pormenores da competição, numa sessão pública de apresentação em que será, ainda, assinalado o regresso do Campeonato Nacional de Navegação 4x4, igualmente a cargo do Clube Todo-o-Terreno Trilhos do Norte em parceria com os clubes associados e sob a égide da Federação Portuguesa de Todo Terreno Turístico Trial e Navegação 4x4. Confira o calendário 12 março: 4x4 Valongo (Clube Trilhos do Norte/CM Valongo) 9 abril: Torres Vedras (Clube Trilhos do Norte) 30 abril: Mação (Mac TT – Clube TT de Mação) 4 junho: Gondomar (Clube Trilhos do Norte/Bombeiros Voluntários de Gondomar) 6 agosto: Bragança (Associação TT Sem Limites) 24 setembro: Chaves (Moto Clube Chaves) 15 outubro: Paredes (Clube TT Paredes Rota dos Móveis)
Todo o terreno
16:26 - 25-01-2017
Tiago Monteiro (Foto ASF)
Tiago Monteiro continua na Honda
O piloto português Tiago Monteiro anunciou esta segunda-feira que vai continuar a representar no Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCC). «É oficial! Eu e a Honda vamos voltar este ano para lutar mais fortes do que nunca pelo título WTCC», escreveu no Twitter o piloto portuense, que na época passada terminou o WTCC em terceiro. Tiago Monteiro, de 40 anos, vai assim cumprir o sexto ano consecutivo na Honda, onde terá o húngaro Norbert Michelisz e o japonês Ryo Michigami como companheiros de equipa.
Automobilismo
17:10 - 23-01-2017
EPA/Nikos Mitsouras
Ogier vence em Monte Carlo
O francês Sébastien Ogier (Ford Fiesta) venceu, este domingo, o Rali de Monte Carlo, primeira etapa do Campeonato do Mundo. Ogier terminou a corrida à frente do finlandês Jari-Matti Latvala (Toyota Yaris) e do estónio Ott Tänak (Ford Fiesta). Esta foi a quinta vez que o francês venceu esta corrida.
Ralis
15:44 - 22-01-2017
Monte Carlo: Furo retira liderança a Neuville
O belga Thierry Neuville (Hyundai) teve a infelicidade de furar um pneu e assim perdeu a liderança do Rali de Monte Carlo para o francês Sebastien Ogier (Ford Fiesta), isto durante a quinta e última especial. Neuville partiu com 51 segundos de vantagem sobre Ogier, mas que não foi suficiente para segurar a liderança. Ogier tem agora 47 segundos de vantagem para o companheiro de equipa, Ott Tanak.
Ralis
16:24 - 21-01-2017
Hayden Paddon
Arranque do Rali Monte Carlo marcado por acidente
O arranque da 85.ª edição do Rali de Monte Carlo, primeira prova do calendário WRC, ficou marcada esta noite por um acidente do neozelandês Hayden Paddon, implicando um espectador, gravemente ferido. O piloto da Hyundai despistou-se num troço de gelo, sendo que o espectador acabou transportado para o hospital Pasteur de Nice. Devido ao acidente a primeira especial da prova foi anulada. O belga Thierry Neuville, também em Hyundai, realizou depois o melhor tempo na segunda especial, com 7,8 segundos de vantagem sobre o francês Sébastien Ogier (Ford Fiesta RS).
WRC
23:49 - 19-01-2017
Ogier
Ogier o mais rápido no shakedown do Rali de Monte Carlo
O francês Sébastien Ogier, agora em Ford Fiesta da equipa M-Sport, fez o melhor tempo no teste final para o arranque da 85.ª edição do Rali de Monte Carlo, que abre a temporada do WRC. Ogier foi seis segundos mais rápido do que o mais direto rival, o seu companheiro de equipa Ott Tanak, enquanto Jari-Matti Latvala (Toyota Yaris) fez o terceiro tempo. O Rali arranca na noite desta quinta-feira, com duas especiais.
WRC
20:42 - 18-01-2017
Schumacher
«Schumacher? Chegou o momento de dizer a verdade aos adeptos» – Willi Weber
Passados três anos do acidente de esqui que sofreu Michael Schumacher, o representante do antigo piloto, Willi Weber, defendeu que chegou o momento de clarificar a situação em torno do campeão mundial. «A família de Schumacher não conta toda a verdade e não escutam o meu conselho. Acho que chegou o momento de dizer a verdade aos adeptos. Quando estou em casa e oiço o telefone às vezes penso que será o Schumacher a perguntar-me como estou»,afirmou Willi Weber, em declarações à Bunte
Fórmula 1
18:48 - 18-01-2017
Valtteri Bottas é o substituto de Nico Rosberg
Depois de o campeão de 2016, Nico Rosberg, ter anunciado a sua retirada da Fórmula 1, a Mercedes anunciou hoje que o seu substituto será o finlandês Valtteri Bottas. O piloto, que representava a Williams, fará assim companhia ao britâncio Lewis Hamilton na escuderia alemã.
Fórmula 1
16:12 - 16-01-2017
Stéphane Peterhansel (Foto AP)
Peterhansel vence em carros e soma 13.º triunfo
Stéphane Peterhansel venceu este sábado o Rali Dakar pela 13.ª vez, sétima da carreira em carros, depois de cumprida a 12.ª e última etapa, em Río Cuatro, na Argentina. O francês foi acompanhado no pódio pelos compatriotas e colegas de equipa Sébastien Loeb e Cyril Despres, confirmando o domínio absoluto da Peugeot. A marca do leão consegue assim a sua segunda tripla no Dakar, depois de o ter feito em 1990, ano em que se retirou dos ralis todo-o-terreno para regressar em 2015.
Rali Dakar
12:56 - 14-01-2017
Sam Sunderland (Foto AP)
Paulo Gonçalves termina em sexto, Sunderland vence nas motos
O britânico Sam Sunderland (KTM) venceu este sábado pela primeira vez a competição de motos do Rali Dakar, depois de cumpridos os 64 quilómetros cronometrados da 12.ª e última etapa, disputada em Rio Cuarto, na Argentina. Paulo Gonçalves (Honda) concluiu a prova em sexto lugar e foi o melhor português da geral, a quase uma hora de Sunderland, depois de ter sido quinto na derradeira etapa, a 1.25 minutos do vencedor, o francês Adrien van Beveren (Yamaha). O pódio das motos fica completo com o austríaco Mathias Walkner, colega de equipa de Sam Sunderland, e o espanhol Gerard Farres Guell, respetivamente segundo e terceiro classificados.
Rali Dakar
12:26 - 14-01-2017
Paulo Gonçalves perde vitória na secretaria
A organização do Rali Dakar devolveu a Joan Barreda os três minutos perdidos durante a 11.ª etapa, retirando assim a vitória ao português Paulo Gonçalves que havia concluído a tirada à frente do colega de equipa na Honda. Paulo Gonçalves vencera a etapa com 1:09 minutos de vantagem sobre Barreda, mas a organização decidiu beneficiar o espanhol em 2:59 minutos, tempo perdido pelo piloto quando viu o percurso obstruído por alguns espectadores. Esta alteração não resulta em alteração na classificação de Paulo Gonçalves que partirá em sexto para a derradeira etapa. O britânico Sam Sunderland (KTM) inicia sábado a viagem rumo a Buenos Aires uma vantagem confortável de 33 minutos sobre Matthias Walkner. Classificação da etapa: 1. Joan Barreda Bort (ESP/Honda) 03:16:57 horas 2. Paulo Goncalves (POR/Honda) a 1:59. 3. Adrien Van Beveren (FRA/Yamaha) 5:28. 4. Gerard Farres Guell (ESP/Ktm) 7:54. 5. Sam Sunderland (GBR/Ktm) 9:15. 6. Pierre Alexandre Renet (FRA/Husqvarna) 9:52. 7. Michael Metge (FRA/Honda) 10:55. 8. Franco Caimi (ARG/Honda) 12:11. 9. Stefan Svitko (ESV/Ktm) 12:11. 10. Matthias Walkner (AUT/Ktm) 12:23. Classificação geral: 1. Sam Sunderland (GBR/Ktm) 31h34:11. 2. Matthias Walkner (AUT/Ktm) a 33:09. 3. Gerard Farres Guell (ESP/Ktm) 37:22. 4. Adrien Van Beveren (FRA/Yamaha) 38:10. 5. Joan Barreda Bort (ESP/Honda) 47:32. 6. Paulo Goncalves (POR/Honda) 52:46. 7. Pierre Alexandre Renet (FRA/Husqvarna) 56:01. 8. Franco Caimi (ARG/Honda) 1 h 40:53. 9. Hélder Rodrigues (POR/Yamaha) 2 h 00:46. 10. Joaquim Rodrigues (POR/Hero Speedbrain) 2 h 20:53.
Rali Dakar
22:55 - 13-01-2017
Foto Dakar
Paulo Gonçalves vence penúltima etapa, três portugueses no top-10
O português Paulo Gonçalves (Honda) venceu esta sexta-feira a 11.ª e penúltima etapa do Rali Dakar, concluindo a ligação (759 quilómetros) San Juan-Rio Cuarto, na Argentina, em 3:18:47 horas. O espanhol Joan Barreda, também da Honda, foi segundo a 1:09 minutos de Gonçalves, à frente do compatriota Gerard Farrés (KTM) que foi terceiro com um atraso de 6:04 minutos para do português que saltou do oitavo para o sexto lugar da geral. Hélder Rodrigues (Yamaha) foi 13.º a 16:46 minutos de Gonçalves e subiu ao nono lugar da classificação, à frente de Joaquim Rodrigues (Hero), que terminou o dia em 14.º Classificação da etapa: 1. Paulo Goncalves (POR/Honda) 3 h 18:47. 2. Joan Barreda Bort (ESP/Honda) à 1:09. 3. Adrien Van Beveren (FRA/Yamaha) 2:38. 4. Gerard Farres Guell (ESP/Ktm) 6:04. 5. Sam Sunderland (GBR/Ktm) 7:25. 6. Pierre Alexandre Renet (FRA/Husqvarna) 8:02. 7. Michael Metge (FRA/Honda) 9:05. 8. Franco Caimi (ARG/Honda) 10:21. 9. Stefan Svitko (ESV/Ktm) 10:31. 10. Matthias Walkner (AUT/Ktm) 10:33. Classificação geral: 1. Sam Sunderland (GBR/Ktm) 31 h 34:11. 2. Matthias Walkner (AUT/Ktm) à 33:09. (penalização: 5:00.) 3. Adrien Van Beveren (FRA/Yamaha) 37:10. 4. Gerard Farres Guell (ESP/Ktm) 37:22. 5. Joan Barreda Bort (ESP/Honda) 47:31. (penalização: 1 h 01:00.) 6. Paulo Goncalves (POR/Honda) 52:46. (penalização: 48:20.) 7. Pierre Alexandre Renet (FRA/Husqvarna) 56:01. 8. Franco Caimi (ARG/Honda) 1 h 40:53. (penalização: 1 h 05:00.) 9. Hélder Rodrigues (POR/Yamaha) 2 h 00:46. (penalização: 27.) 10. Joaquim Rodrigues (POR/Hero Speedbrain) 2 h 20:53. Notícia atualizada.
Rali Dakar
18:47 - 13-01-2017
Silverstone
Silverstone em negociações para manter Grande Prémio da Grã-Bretanha
Os diretores do circuito de automobilismo de Silverstone revelaram, esta sexta-feira, que estão em com o governo britânico para manter o Grande Prémio da Grã-Bretanha em Fórmula 1 depois de 2019. A prova faz parte do calendário da Fórmula 1 desde 1950 e existe um acordo com a competição, desde 2010, para se manter até 2027, mas o British Racing Drivers` Club, dono do circuito, equaciona ativar uma cláusula de rescisão do contrato em 2019. As razões para a possível desistência prendem-se com as dificuldades financeiras, uma vez que Silverstone não recebe apoio estatal, o que acontece em vários outros circuitos F1.
Fórmula 1
18:01 - 13-01-2017
Paulo Gonçalves
Barreda vence oitava etapa, Paulo Gonçalves sexto
O espanhol Joan Barreda (Honda) venceu a oitava etapa do Rali Dakar, tirada de 892 quilómetros que ligou Uyuni, na Bolívia, a Salta, na Argentina. O austríaco Matthias Walkner e o britânico Sam Sunderland, líder da prova, foram segundo e terceiro, respetivamente, ao passo que Paulo Gonçalves voltou a ser o melhor português, chegando à meta em sexto com uma desvantagem de sete minutos para Barreda, que venceu com o tempo de 04:28:21 horas. Hélder Rodrigues foi 16.º e Mário Patrão 22.º na etapa desta terça-feira. Classificação da etapa: 1. Joan Barreda Bort (ESP/Honda) 4 h 28:21. 2. Matthias Walkner (AUT/Ktm) a 3:51. 3. Sam Sunderland (GBR/Ktm) 3:54. 4. Michael Metge (FRA/Honda) 4:25. 5. Juan Pedrero Garcia (ESP/Sherco Tvs) 6:00. 6. Paulo Goncalves (POR/Honda) 7:06. 7. Pablo Quintanilla (CHI/Husqvarna) 7:07. 8. Pierre Alexandre Renet (FRA/Husqvarna) 9:26. 9. Xavier De Soultrait (FRA/Yamaha) 9:31. 10. Gerard Farres Guell (ESP/Ktm) 9:42. Classificação geral: 1. Sam Sunderland (GBR/Ktm) 22 h 01:08. 2. Pablo Quintanilla (CHI/Husqvarna) à 20:58. 3. Adrien Van Beveren (FRA/Yamaha) 28:49. 4. Matthias Walkner (AUT/Ktm) 34:14. (penalização: 5:00.) 5. Gerard Farres Guell (ESP/Ktm) 34:24. 6. Xavier De Soultrait (FRA/Yamaha) 50:10. (penalização: 7:00.) 7. Pierre Alexandre Renet (FRA/Husqvarna) 1 h 08:09. 8. Paulo Goncalves (POR/Honda) 1 h 08:34. (penalização: 48:20.) 9. Joan Barreda Bort (ESP/Honda) 1 h 10:53. (penalização: 1 h 01:00.) 10. Hélder Rodrigues (POR/Hero Speedbrain) 1 h 36:00.
Rali Dakar
20:13 - 10-01-2017
Paulo Gonçalves segundo na sexta etapa
O português Paulo Gonçalves (Honda) terminou a sexta etapa do Rali Dakar na segunda posição, a 1.44 minutos do colega de equipa Ricky Brabec, norte-americano que conseguiu o melhor tempo (2:02:05 horas) da prova. O inglês Sam Sunderland (KTM) fechou o pódio a 2.59 do piloto luso, após os 161 quilómetros de ligação entre La Paz e Uyuni, na Bolívia. Sunderland mantém a liderança enquanto Paulo Gonçalves sobre do nono para o oitavo lugar na classificação geral.
Rali Dakar
18:04 - 09-01-2017
Tentou pôr Camataru no Benfica, Ceaucescu não deixou…
Grande História Fernando Martins pediu-lhe ajuda, mas não, isso Mário Soares não conseguiu: não conseguiu trazer Camataru para o Benfica. Mas, salvando Futre da tropa, salvou o FC Porto de perder 630 mil contos. Ao FC Porto de Pedroto e Pinto da Costa dera a sua primeira Taça de Portugal como Primeiro Ministro – e a primeira como presidente deu-a ao Benfica. A Carlos Lopes prometeu um churrasco nos seus jardins – e cumpriu a promessa com um boi de 350 quilos. Com Moniz Pereira, seu vizinho no andar de cima, jogou ao botão. As suas prisões com a PIDE cruzaram-se com ataques em que também esteve Cândido de Oliveira – e sim, ainda há muito mais desporto (e muitas mais surpresas) na vida de Mário Soares. É o que aqui se conta – e vai bem para lá do que ele revelou que era com a bola nos pés e do pai, que quando ele nasceu ainda era padre, o ter entregue a Agostinho da Silva pedindo-lhe que lhe desse lições de cultura geral porque «só pensava em jogar futebol, dizer asneiras, era um insubordinado…» João Lopes Soares nasceu à beira de Leiria, filho de gente pobre do campo - e em 1900 formou-se em Teologia na Universidade de Coimbra, sendo ordenado presbítero. Andou como Capelão Militar pela província, era em Alcobaça que estava quando em 1907 lhe surgiu filho de uma «ligação em pecado», Tertuliano lhe chamou. Transferiram-no para Lisboa, em Lisboa se tornou militante republicano, na ala de Afonso Costa. A monarquia chegou a prendê-lo por conspiração – e durante a I República foi, para além de professor nos Pupilos do Exército, governador civil, deputado – e Ministro das Colónias. NA PENSÃO,O ENCANTO DE ELISA... Em Lisboa, João Soares hospedou-se numa pensão da Rua Ivens, ao Chiado – e não tardou a encantar-se com a mulher do dono. Elisa Nobre apaixonou-se por ele, por ele deixou o marido – e foram viver para o 2º Esquerdo do nº 163 da Rua Gomes Freire. Às 18.15 horas do dia 7 de dezembro de 1924 nasceu-lhe um filho, registaram-no como Mário Alberto Nobre Lopes Soares – e só quando já tinha três anos é que a Santa Sé desobrigou, enfim, João Lopes Soares das ordens eclesiásticas, deixando, assim, oficialmente, de ser padre, tinha, então, 49 anos. A I República desfizera-se na coluna de Gomes da Costa que partira de Braga a 28 de maio de 1926 – e em fevereiro de 1927 João Lopes Soares envolveu-se na Revolta do Reviralho, o ataque à ditadura em que também estiveram Luís Carlos Faria Leal, fundador do Benfica – e João Tamagnini Barbosa, que a presidente do Benfica haveria de chegar à saída dos anos 40. Tal como Afonso Costa e António Sérgio, Faria Leal conseguiu escapar para exílio em França, Tamagnini Barbosa não: acabou deportado para os Açores, tal como João Soares. NO PRÉDIO DE MONIZ PEREIRA... No andar de cima do prédio da Rua Gomes Freire tinha um vizinho dois anos e meio mais velho que como ele se chamava Mário Alberto, o Mário Alberto Moniz Pereira – que em entrevista a A BOLA contou: - O meu pai era o representante em Portugal da FN, firma que fabricava automóveis e depois passou a fabricar armas e munições. Foi com um FN que se tornou o primeiro automobilista a dar a Volta a Portugal, o carro por vezes a ter de ser puxado por juntas de bois para cruzar rios e regatos. Talvez influenciado por esse seu espírito, depressa me pus a organizar no prédio grandes campeonatos com os meus irmãos, os nossos vizinhos. Na varanda era o salto em altura com a corda de estender a roupa e o salto à vara com o cabo de uma vassoura velha. Saltávamos em comprimento a partir da rampa da varanda e como não dava para mais em vez do triplo havia duplo-salto. No quintal, fazíamos 30 metros à volta da nespereira e jogávamos basquetebol com uma porta a fazer de ângulo com a parede a servir de cesto. Mais tarde as provas passaram do quintal para o passeio, a sarjeta era a tábua de chamada. Também tínhamos a Volta a Portugal em bicicleta - no quarto de costura com os cromos dos ciclistas na roda da máquina de costura da minha mãe, quem conseguisse dar mais voltas ganhava. O Mário Soares, mais novinho, não entrava nesses nossos torneios, mas ficava sempre a ver – e de quando em quando jogava ao botão connosco. E sim: muitas vezes nos assustámos ao ver a PIDE entrar de rompante pelo andar, à procura do pai do Mário, que até escondido na nossa casa chegou a estar… Em fevereiro de 1991, Mário Moniz Pereira fez 70 anos – e 250 amigos foram a Monsanto festejá-los. Um deles era, claro, o Mário Soares, já presidente da República, mas ali, sobretudo, numa outra condição. Emocionado, recordou: - Lembro-me, claro, de brincar com ele ao botão, na Rua Gomes Freire, mas tenho de dizê-lo: estou vexado por estar aqui reunido entre tantos desportistas e campeões e nunca ter praticado desporto a sério... e viu-se, fogacho a correr-lhe pelos olhos quando, no final do seu discurso Moniz Pereira se virou-se para ele e lhe disse: - Para terminar em beleza esta homenagem, vou entregar ao meu amigo Mário Soares uma velhinha recordação da nossa infância: a caixa do jogo do botão, com as fichas de inscrição, nomes dos jogadores e cores dos respetivos botões, é a minha surpresa para ele... A BOLA, A ASMA E A PROMESSA À SENHORA DE FÁTIMA... Uma das razões para nunca ter praticado desporto a sério – foi, sempre o achou, a sua magreza – e por isso, além de Gigi ou de Licas, também o tratavam por Lingrinhas, vivia com o pai preocupado a querer afastá-lo dos «jogos da bola». A outra razão foi sofrer de asma - e a propósito da asma há nele, a desfiar-se, uma outra deliciosa memória: - A minha mãe era muito religiosa e fez promessa, pedindo que eu me curasse da asma. Curei-me da asma, passaram os anos, por uma razão ou outra não cumpria a promessa. Até que um belo dia resolveu cumpri-la. E lá fomos os dois a Fátima, eu já adolescente, com uma vela da minha altura. Achei-me ridículo. Continuou a ser o que já decidira ser: republicano e laico – e a asma voltou a dar deliciosa memória, memória que está no livro de Joaquim Vieira: - Com o pretexto de que eu estava com asma e não podia tomar banho frio, o médico da prisão de Caxias aceitou que eu tomasse banho quente. Eu punha-me completamente nu dentro do alguidar, com a malta toda a ver, e o guarda prisional regava-me com um regador…...
Do Passado para o Presente Mirabolantes, coisas que aconteceram nos primeiros jogos entre Benfica e Sporting. Num deles, desatando a chover copiosamente os sportinguistas não quiseram jogar a segunda parte – e foi preciso o árbitro ir ao balneários obrigá-los a voltar ao campo. Noutro, o erro do árbitro levou a que o Benfica ganhasse por 2-1 – e lendo, no jornal do dia seguinte, a justificação para o penalty, o Benfica pediu que se transformasse a sua vitória num empate, a União do Futebol (era assim que se chamava o que haveria de transformar-se, depois, em AFL…) recusou-lhe o pedido. Mas não, não é só de romantismo assim que aqui se fala. Também se fala de dissidente do Sport Lisboa que José Alvalade levou para o Sporting «verdadeiramente perigoso» - e das duas bofetadas que o guarda-redes do Sporting deu a dois benfiquistas e por causa disso acabou José Alvalade suspenso por um ano. E ainda se conta como os clubes nasceram – um à míngua e outro em glamour… Para um jogo de futebol com o CIF juntaram-se num misto alunos da Casa Pia de Lisboa e dos Catataus (era assim que se conhecia o Belém Football Club dos irmãos Rosa Rodrigues). Ganharam e decidiram comemorar a proeza no Café Gonçalves, na Rua de Belém. De repente, soltou-se a ideia, num brado de alguém: - E se fundássemos um clube novo? A ACTA QUE COSME NÃO ASSINOU POR... MODÉSTIA Depois do almoço, reuniram-se todos na Farmácia Franco, no outro lado da rua – e fundaram mesmo. Foi a 28 de fevereiro de 1904 - e assim nasceu o Sport Lisboa. Cosme Damião redigiu a acta e por modéstia não quis escrever nela o seu nome. Logo se acertou que presidente seria José Rosa Rodrigues, o mais velho dos irmãos Catataus; que o símbolo seria uma águia - «por significar elevação de propósitos, largo espírito de iniciativa e ânsia de subir o mais alto possível»; que a divisa seria Et Pluribus Unum - como apologia de união na comunhão de sentimentos. O major José da Cruz Viegas escolheu o vermelho e branco por «traduzir alegria, colorido e vivacidade e ser fonte de entusiasmo» - e compraram-se camisolas flanela na Alfaiataria Nunes e uma bola ao Cricket Club por 1500 réis. Problema, logo se viu, era a falta de campo decente. Os treinos foram-se fazendo numa faixa de terreno junto da linha de comboios para Cascais. Quando a CP exigiu a expulsão dos «footballers» através de uma ordem de despejo entregue pelo guarda da passagem de nível - e tudo piorou ainda mais. O Sport Lisboa procurou, então, guarida entre as Salésias e as Terras do Desembargador para os jogos e treinos montavam-se e as balizas – e depois desmontavam-se, havia um carpinteiro que recebia 50 réis pelo trabalho. Para o banho usava-se a água de um poço, havia um moço que a retirava com um balde e despejava-a pela cabeça abaixo dos jogadores. Januário Barreto fizera parte da equipa da Casa Pia que em 1897 quebrara a invencibilidade dos ingleses do Carcavelos no futebol que se jogava em Portugal. Não fundou o Sport Lisboa mas depressa aderiu ao projeto. Aliás, quando a Farmácia Franco passou a ser acanhada para tal e não havia sede disponível as reuniões eram no seu consultório médico da Rua Nova de Almada. Por isso, foi sem surpresa que, em novembro de 1906, se tornou o primeiro presidente eleito do SL, ficando com Manuel Gourlade a primeiro secretário, José Rosa Rodrigues a segundo e Daniel dos Santos Brito a tesoureiro. Elaboraram os primeiros estatutos, afanaram-se em trabalhos para adquirir o campo de jogos, mas em vão – e essa foi a razão porque, à entrada para 1907, o SL parecia condenado a colapso. Ou pior... NO QUE DEU O GAROTO ATROPELADO, À NOITE, JUNTO À CERCA… Sem o terreno da CP, na zona que constituía a cerca do quartel e que era também utilizada para exercícios militares de dois regimentos de tropa a cavalo, o Sport Lisboa passou a treinar-se às escuras, ao fim de tarde - e num desses treinos um garoto foi... «atropelado» (foi assim que a notícia surgiu no jornal) por António Rosa Rodrigues. Ficou com a perna fraturada – e o velho Catatau, o pai que tinha negócios de armação e pescas, proibiu os filhos de voltarem a jogar à bola assim, razão porque no SL se suspendeu toda a atividade. DOS DISSIDENTES DE BELÉM AO GLAMOUR DO SPORTING... Com os 550 mil réis que o avô lhe foi dando, José de Alvalade construiu no Lumiar, para o seu Sporting, o «melhor campo atlético de Portugal». O único problema era faltar-lhe equipa para o futebol. Ouvindo falar do que acontecera em Belém, lançou para lá o canto de sereia: que não oferecia apenas campo decente para treino e jogo, oferecia balneários com chuveiros banho quente de imersão, bolas novas, duas camisolas por desafio se chovesse - e no final de cada «match» soirées e chás dançantes com as senhoras mais ilustres da alta sociedade lisboeta. Sete jogadores do Sport Lisboa disseram-lhe que sim. Entre eles António Couto e Francisco dos Santos, que haveriam de ser o arquiteto e o escultor da estátua do Marquês de Pombal. Para o Lumiar foi igualmente Daniel Queirós dos Santos que haveria de chegar a presidente do Sporting – e os irmãos António e Cândido Rosa Rodrigues – só José, o mais velho dos Catataus, se escusou ao Lumiar. OS 27 MIL RÉIS QUE SALVARAM O SONHO QUE SAÍRA DA FARMÁCIA FRANCO… Outros, poucos, houve que não aceitaram o repto de José Alvalade – e, apesar da debandada dos demais recusaram-se a aceitar de ânimo leve sentença de morte ao Sport Lisboa. Para arranjar dinheiro para a inscrição no Campeonato de Lisboa, fez-se subscrição pública de emergência que rendeu 27 mil réis, graças sobretudo à boa vontade e à bolsa de Félix Bermudes, de Cosme Damião e de Manuel Gourlade, escriturário da Farmácia Franco, que chegou a ter 40 mil réis empenhados no SL, salvou o clube, não se salvou ele de morrer quase na miséria, por causa de «devaneios como esse», diria a família, depois... Antes do campeonato de Lisboa de 1907 arrancar, o Sporting fizera o seu primeiro jogo num torneio do CIF. Contra o FC Cruz Negra. Perdera-o por 1-5. O seu único golo, o primeiro da sua história, foi apontado por um jogador de ténis a quem José Alvalade pedira o favor de ir ao futebol: D. João de Vila Franca. Depois, Alípio da Motta Veiga, Octávio Teixeira Bastos e António das Neves Vital saltaram do Cruz Negra para o Sporting – e juntando-se ao «contingente de Belém» também eles defrontaram o Sport Lisboa – e ninguém imaginava que, nessa tarde, estava a começar o mais apaixonante derby de Portugal... AINDA SEM STROMP E DE BRANCO… O jogo com o Sport Lisboa, já a contar para o Campeonato de Lisboa, era para ser no Lumiar, não foi – foi no Campo da Quinta Nova, que pertencia aos ingleses do Cabo Submarino, o Carcavelos. O Sporting jogou todo de branco - e sem nenhum Stromp. O Francisco e o António ainda não eram da primeira equipa, o Francisco já entraria, porém, no derby seguinte... Cândido Rosa Rodrigues, um dos dissidentes do Sport Lisboa, fez o primeiro golo do Sporting, logo após o intervalo, Eduardo Corga empatou– e o que se segue é o que está, delicioso, na crónica de Os Sports: «Obtido esse resultado, eles marcham com mais energia, e o Sporting defende-se mal e com dificuldade, praticando novamente outras irregularidades. Quando todas as probabilidades lhe dão a vitória, cai uma bátega e o campo, alagado, não deixa caminhar a bola. Enquanto o Sporting abandona o campo, refugiando-se os seus jogadores nos balneários, o Sport Lisboa permanece quedo. Mister Burtenshaw, o árbitro, obriga-os a voltar e eles obedecem com visível má vontade. A chuva, tendo tornado frios os rapazes do Sport Lisboa, abate um pouco a sua energia e os adversários aproveitam-se e marcam novamente goal». A DERROTA COM TOQUE DE COSME DAMIÃO E O SPORTING… «BRUTALMENTE» Esse golo, o que deu ao Sporting vitória por 2-1, foi marcado na própria baliza por... Cosme Damião, quase à beira do fim – e o cronista (não identificado...) de Os Sports não deixou de notar a tropelia do destino: «Uma infelicidade - e precisamente do homem que mais estava lutando pela vitória e mais lutava na resistência à crise do Sport Lisboa»… sublinhando, por fim: «O Sporting, em grande parte, jogou butalmente. Os seus jogadores cometeram irregularidades em barda e neste género sobressaiu Albano dos Santos, jogador verdadeiramente perigoso». A talho de foice, ainda adiantou ao seu escrito: «O Sport Lisboa esteve muito bem, mas com muita infelicidade, talvez motivada pela enervação de se encontrar com um grupo formado por antigos irmãos, cuja recordação é um fel…» e rematou, poético: - Couto e Cândido são os sóis que iluminam o grupo. UM ERA INGLÊS, OUTRO SÓ PARECIA… Nessa altura, o futebol em Portugal era ainda dominado por ingleses que para cá tinham vindo em trabalho. Os «mestres» eram os do Cabo Submarino, os do Carcavelos. Mas havia outros, também havia a equipa do Braço de Prata, ainda antes da fábrica se tornar em fábrica de munições para o exército – e foi no Braço de Prata que Charles Etur apareceu a jogar. Saltou para o Grupo Sacavém e para o Gilman – e acabou no Sporting, foi o treinador desse primeiro jogo com o Benfica, pôs a equipa a alinhar assim: Emílio de Carvalho; Daniel Queirós dos Santos e José Belo; Albano dos Santos, António Couto e Júlio Nóbrega de Lima; António Rosa Rodrigues, Cândido Rosa Rodrigues e Jacob Eagleson, José da Cruz Viegas e Henrique Costa. Pode, pode parecer que sim, que nessa primeira vez houve um inglês no Sporting, que jogou todo de branco: Jacob Eagleson. Inglês não era, era filho de inglês – que viera para Sacavém contratado pela firma Graham & Cª e foi em Sacavém que Jacob nasceu. Além do futebol, destacou-se na natação e no... golfe, mas foi no cricket que se tornou estrela, estrela numa equipa do Sporting que contava também com Charles Etur e... José de Alvalade. DRAMÁTICO O DESTINO DO TREINADOR QUE DEIXOU DE APARECER… Foi Cosme Damião quem o contou, muitos anos depois, numa evocação em A Bola, a Cândido de Oliveira: - Tu não calculas o que era a figura desse rapaz, o Manuel Gourlade. Estou-o vendo: aparecia sempre equipado, por completo - da cabeça aos pés: kepi preto, camisa branca, calção preto, meias de futebol e botas também de futebol. Mas o que dava mais nas vistas era uma grande faixa sobre a camisa, a tiracolo, com as três cores da bandeira francesa. Não soubemos a princípio o seu nome. Começou a aparecer talvez no terceiro treino. do Sport Lisboa. Não jogava. Dava apenas uns pontapés. Conhecia muito bem as leis do jogo, os seus segredos. Tomou para nós, o papel de técnico do futebol... Gourlade era empregado da Farmácia Franco – e também de uma outra no Conde Barão. Treinador do Sport Lisboa se manteve até finais de 1908. De repente, deixou de aparecer no clube, no clube que já era Sport Lisboa e Benfica. Houve quem soubesse que por imposição da família, a família rica que não lhe aceitava o desbaratar de mais dinheiro na «loucura pelo football» - e fora isso que o fizera tomar a decisão que tomara. Anos depois, muitos anos depois, Daniel dos Santos Brito, um dos dissidentes do Sport Lisboa que saltara para o Sporting (e haveria de se tornar um dos seus principais dirigentes...) descobriu Manuel Gourlade em «situação de degradação física e económica» perdido pela cidade - e conseguiu que o acolhessem no Asilo d`Espie Miranda, em Campolide, onde morreu, a caminho dos 70 anos, em 1944. Para o primeiro jogo do Sport Lisboa com o Sporting, a equipa que Gourlade fez foi: João Carvalho Persónio; Luís Vieira e Leopoldo Mocho; Alves, Cosme Damião e Marcolino Bragança; Félix Bermudes, António Costa, Eduardo Corga, António Meireles e Carlos França. (Não, o Sporting não ganhou esse Campeonato de Lisboa de 1907/1908, ganhou-o o Carcavelos. O Sporting ficou em segundo lugar - e o Benfica em terceiro.) ...
Do Passado para o Presente Com novo Benfica-Sporting a caminho, regressa-se a 10 de fevereiro de 1935. Foi o dia do primeiro Benfica-Sporting para o campeonato. Mais do que recordá-lo apenas – o que aqui se faz é mostrar-lhe um país onde a hipocrisia se misturava com a moral de sacristia. Acabou num empate, campeão foi o Benfica - a treiná-lo estava Vítor Gonçalves. 40 anos depois, o filho, tinha o país a arder, no PREC, era Vasco Gonçalves. Na segunda volta, o Sporting ganhou – e na sua primeira vitória para o campeonato houve pé de um brasileiro de Águeda que depois viveria drama no Porto, o drama de ter de ir para a baliza do Sporting sofrer oito golos, perder por 10-1… Até essa época de 1934/35, Portugal não tinha campeão a sair de uma Liga – para além dos Campeonatos Regionais havia o Campeonato de Portugal disputado ao jeito do que é hoje a Taça. A ideia de mudança fora de António Ribeiro dos Reis, Cândido de Oliveira e Maia Loureiro – e resultara sobretudo de um choque telúrico, a derrota da seleção em Espanha por 9-0: - A goleada, no apuramento na o Campeonato do Mundo, deu motivo a ironias e grandes gozações, mas acabou por ser mal que veio por bem. O Campeonato de Lisboa era, realmente, um torneio cada vez mais desinteressante (o último, então, carregadinho de problemas, até perdera a dignidade), o Campeonato de Portugal era uma prova rápida, a eliminar, faltava de facto uma Liga, no qual as melhores equipas se defrontassem entre si, felizmente fez-se... O derby, o primeiro Benfica-Sporting para o campeonato nacional, foi à quarta jornada, no Campo das Amoreiras – e acabou num empate.Carlos Torres marcou aos 27 minutos para o Benfica, Mourão empatou aos 65. NA PRIMEIRA VITÓRIA DO SPORTING, O GOLO DO MÁRTIR DOS 10-1... Na segunda volta, o Sporting bateu o Benfica por 3-1 - no Lumiar. Foi a 31 de março de 1935. Um dos três golos marcou-o Rui Carneiro. Era de Águeda e aos 13 anos, os pais emigraram para o Brasil, ele foi com eles. Lançou-se no futebol no Palmeiras - e de um momento para o outro decidiu voltar a Águeda. Joseph Szabo descobriu-o no Recreio - e levou-o para o FC Porto: - Desgostoso com as rivalidades internas que se viviam no FC Porto, achei que o melhor era regressar a Águeda e quando estava a caminho, o Sporting chamou-me para o Lumiar... No Sporting esteve só essa época - e mais uma, a última deu-lhe lugar na história: avançado portista atirou, com a força do seu remate, Artur Dyson para o hospital, para o seu lugar, na baliza, foi Rui Carneiro, sofreu oito golos na histórica goleada do FC Porto ao Sporting: 10-1. Ainda passou pelo Belenenses - e de voltou a dar nova volta à vida: foi de novo para o Brasil, ainda jogou no Vitória da Bahia, tornou-se treinador de sucesso no Esporte Clube Vitória. Os outros golos da primeira vitória do Sporting sobre o Benfica? Um foi de Francisco Lopes, outro foi de Manuel Soeiro. Sim, por essa altura, Adolfo Mourão era a estrela no Sporting. Chegara ao Lumiar em 1926 – e ainda antes de fazer 17 anos já se tornara titular indiscutível na linha de ataque. Aliás, antes, no Carcavelos, onde se lançara como jogador, falsificavam-lhe a idade para o pôr a jogar na primeira categoria: - Como tinha 14 anos, não podia... Dirigente do Sporting vira-o num desafio entre a Casa Borges & Irmão e a Casa Bertrand, no Campo Grande – e desviara-o para lá. GINÁSTICA DE PIJAMA, PELA MADRUGADA... Aliás, no Sporting havia o Mourão – e já havia, em igual fulgor, o Soeiro. Na época anterior, voltando Joaquim Oliveira Duarte, comandante da marinha, à sua presidência, voltou Filipe dos Santos, que de lá escapara, antes em tremenda turbulência, ao seu comando técnico - e o levara para Espanha. Novidade foi passar a haver nos seus jogos do Sporting claque organizada. O Sporting ganhara o Campeonato de Lisboa – e o Campeonato de Portugal de 1933/34 (a que o FC Porto não concorrera por estar suspenso pela FPF) mas, no fundo quem o ganhou foi o Soeiro. A final fora com o Barreirense, fechou-se a 4-3 e graças aos seus quatro golos – falou-se, pela primeira vez num jornal, em... poker, o poker do Soeiro, do Manuel Soeiro Vasques. Nascera e crescera no Barreiro e lá vivia. Para além de jogar futebol, passou a explorar a tabacaria do Sporting, vendendo jornais, revistas, cigarros, charutos - e antes de Filipe dos Santos o descobrir, descobriu ele Filipe dos Santos: - Estava no Luso e via o senhor Filipe a dar ginástica aos jogadores, que encaravam aquilo quase como um sacrifício. Estabeleci um plano de campanha. Pela manhã cedo, seis horas normalmente, levantava-me, vestia o pijama e sozinho ia para o quintal imitar o que tinha visto fazer ao senhor Filipe. Saltava à corda, fazia flexões, movimentos respiratórios, corria, pendurava-me... Minha mãe ao ver-me exercitando — e começava logo na cama, com abdominais — dizia que eu era maluco, não saindo a nenhum deles! Mas não, foi assim que se me abriu caminho para o sonho de ser do Sporting, do Sporting do senhor Filipe... O GUARDA-REDES QUE NÃO QUERIA ALTERNAR... Nesse primeiro Benfica-Sporting para a Liga repetiu-se o que acontecera na final daquele Campeonato de Portugal de 1933/34: para a baliza leonina foi Jordão Jóia, que viera do Nacional da Madeira - e não Artur Dyson, o Dyson que já antes lamentara: - Não compreendo a atitude da Direção do Sporting, do nosso treinador. Chamaram-me para me dizer que alternaria com Jóia. Recusei. Não me importava absolutamente nada de ir para a reserva, mas andar a saltitar, isso não, não me parece bem. Ao Jóia só reconheço uma vantagem sobre mim: a atenção ao jogo. Sou, de facto, um jogador... distraído, por vezes nem me recordo de que estou a jogar! O treinador do Benfica, que do Benfica faria campeão da Liga de 1935/36, era Vítor Gonçalves, o pai de Vasco Gonçalves, o primeiro ministro que em 1975 incendiaria Portugal com o PREC – e o do Sporting era um romeno: Wilhelm Possak. Jogara no Timissoara, notabilizara-se no Ujpest e no Vasas de Budapeste e, já em final de carreira, apareceu, quase à aventura, no Lumiar. Joaquim Oliveira Duarte, sabendo do fulgor do seu passado, ofereceu-lhe contrato de jogador e de treinador. Essa Liga de 1934/35, a primeira da história, acabou ganha pelo FC Porto – com o Sporting em segundo lugar e o Benfica em terceiro. Ainda houve, nessa época, Campeonato de Portugal – e no Campeonato de Portugal, os sportinguistas vingaram-se dos portistas, afastando-os da final com 0-0 no Lima e 4-0 no Campo Grande. O PRIMEIRO BENFICA-SPORTING NA FINAL DO CAMPEONATO DE PORTUGAL Adversário na final do Campeonato de Portugal? O Benfica - e foi a primeira vez em que a final do Campeonato de Portugal se vez entre Benfica e Sporting. No Campo do Lumiar, perante mais de 30 mil espectadores - Óscar Carmona, o Presidente da República que tinha um neto que haveria de jogar futebol no Sporting, o Sporting de que ele era Sócio Honorário, chamou à tribuna de honra os finalistas, cumprimentando-os um a um e desejando-lhe «sorte e raça». Mourão fez 1-0, Lucas empatou - e Valadas pintou o título de vermelho. Campeonato de Portugal houve ainda em mais três edições. Na de 1935/36, o Sporting ganhou a final ao Belenenses. Na de 1936/37, o FC Porto ganhou a final ao Sporting. E na de 1937/38, o Sporting ganhou a última final da prova que deu lugar à Taça de Portugal ao Benfica - e o Benfica que perdera a primeira das quatros edições do Campeonato da Liga (que a partir de 1938/39 passou a denominar-se Campeonato Nacional da I Divisão) venceu as três seguintes. (E, com isso, campeão da Liga foi o que o Sporting nunca foi...) ...