DOMINGO, 26-03-2017, ANO 18, N.º 6266
Ticha Penicheiro
WNBA
Ticha elegível para o Hall of Fame
14:17 - 17-02-2017
Retirada da competição há cinco anos, após 15 brilhantes temporadas na WNBA e na Europa, Ticha Penicheiro passou a estar elegível para o Hall of Fame do basquetebol. Famoso museu e biblioteca situado em Springfield, no estado de Massachusetts, que honra a história da modalidade com exposições permanentes e temporárias e para o qual todos os anos, desde 1968, são eleitos aqueles que, pelo contributo dado dentro e fora do campo, marcaram e fizeram crescer o basquetebol, seja a nível universitário ou profissional nos Estados Unidos e mesmo fora destes. Honra até agora apenas concedida a 354 pessoas, 174 das quais jogadores e 95 treinadores.

Como é hábito, a lista dos candidatos de 2017, dos quais apenas serão selecionados cerca de 15, irão ser anunciados durante a festa do All-Star da NBA, que acontece já a partir de hoje e durante todo o fim de semana, em Nova Orleães. Campeã da WNBA e recordista de assistências num jogo, época e total daquela Liga, Ticha, 42 anos, tem tudo para ser candidata. Até porque foi considerada uma das melhores 15 jogadoras da história no 15.º aniversário da WNBA e das 20 no 20.º, no passado verão.

«Sim, a partir de agora posso ser candidata ao Hall of Fame, mas isso nada tem a ver com qualquer decisão minha, nem tenho controlo sobre a situação. Por isso, o melhor é não estar à espera de nada. O que podia fazer já fiz. Se acontecer será muito bom, caso contrário também não ficarei desapontada. Ainda agora anunciaram as jogadoras candidata ao Hall of Fame das mulheres e o meu nome não constava. Por isso, se não surgiu nesse, no outro acho difícil. É como digo, o melhor é não esperar nada» comentou Ticha a A BOLA, sabendo que os lugares dados a mulheres no Hall of Fame são sempre bem menos que os dos homens. Ainda há um ano, logo à primeira nomeação, entraram as antigas estrelas Shaquille O’Neal, Allen Iverson e Yao Ming.

«Não fiquei surpreendida por não estar na lista do Hall of Fame das Mulheres. A Sheryl Swoopes [4 vezes campeã] também entrou primeiro na outra e só agora nesta e retirou-se há mais tempo do que eu. É certo que ao fim de cinco anos sem jogar passamos a estar elegíveis, mas isso não significa que o nosso nome só possa aparecer ao fim de seis, sete ou oito anos. De certeza que haverá outras pessoas à minha frente. Não estou nada nervosa, nem na expectativa. Se acontecer… porreiro», diz a agora agente profissional de jogadoras da WNBA e que até estará, no fim de semana, no All-Star a acompanhar algumas delas. Ticha, aliás, costuma ser convidada quase todos os anos pela NBA para participar em alguns eventos que acontecem no All-Star.

Ticha Penicheiro já tem a sua camisola retirada na Universidade de Old Dominion, onde estudou quatro anos, e faz parte de dois Hall of Fame do estado de Virginia. «Na WNBA só fazia sentido retirarem-me a camisola em Sacramento, onde joguei mais tempo [13 temporadas, foi campeã e All-Star], mas as Monarchs acabaram por isso... também não vai acontecer», salienta Ticha, assumindo já ter visitado o Hall of Fame em Massachusetts. «Não posso dizer que tenha sido a experiência da minha vida, porque foi uma visita muito rápida, tipo passagem pelo aeroporto», concluiu.
Miguel Candeias

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