SEGUNDA-FEIRA, 23-01-2017, ANO 17, N.º 6204

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Ronnie histórico vence Masters pela 7.ª vez!
O inglês Ronald Antonio (Ronnie) O’Sullivan, de 41 anos, 13.º do ranking mundial, escreveu mais uma página na história do snooker ao tornar-se recordista absoluto de vitórias no Masters, com a conquista da prova pela sétima vez, ao vencer por 10-7 o compatriota Joe Perry, de 42 anos, nono da hierarquia, na final do torneio, que decorreu este domingo no Alexandra Palace, em Londres. Ronnie, que defendia o título conquistado em 2016 (10-1 a Barry Hawkins na final), junta mais um triângulo de cristal aos títulos da prova de 1995, 2005, 2007, 2009, e 2014. E garante presença no Masters de 2018: a prova é reservada aos 15 primeiros do ranking (para o qual não pontua), mais o campeão da edição anterior. Ou seja, nos últimos quatro Masters, Rocket venceu três, e conseguiu, à quarta final da temporada 2016/17 da World Snooker, a sua primeira vitória, no segundo torneio mais prestigiante (logo após o Mundial), arrecadando o cheque gordo do vencedor pela sétima vez, à sua 12.ª final (!), e também o Troféu Paul Hunter, malograda estrela falecida prematuramente vítima de cancro, mas cujos pais estiveram este domingo na primeira fila do Ally Pally. Enquanto Joe Perry se estreava em finais do Masters, Ronnie, pentacampeão mundial (2001, 2004, 2008, 2012 e 2013), além das sete finais agora ganhas, já tinha estado no jogo decisivo outras cinco ocasiões. Assim aconteceu em 1996 (6-10, Stephen Hendry), 1997 (8-10, Steve Davis), 2004, 2006 e 2010, com a curiosidade de o Rocket perder estas três na negra, diante de Paul Hunter, John Higgins e Mark Selby, respetivamente. Ronnie fez história este domingo, ao deixar para trás o escocês Stephen Hendry, de 48 anos, o único heptacampeão da era moderna do snooker (já retirado, embora o regresso seja aventado de forma cíclica), que também somava seis triunfos no Masters – 1989, 1990, 1991, 1992, 1993 e 1996 - como o Rocket até à noite deste domingo, que desempatou e escreveu uma página só ao alcance de um dos maiores (se não o maior, mesmo) predestinados para a prática desta exigentíssima variante do bilhar que o desporto já conheceu. No confronto direto, foi a 14.ª vitória de Ronnie sobre Perry, que somou apenas dois triunfos nas 16 vezes que estiveram frente a frente no circuito profissional da World Snooker, nas suas já respeitáveis carreiras: Ronnie é profissional desde 1992 (há 25 anos), Perry, desde 1992 (26 anos). O Masters 2017 atribuiu 600 mil libras (693.417 euros) em prémios: o campeão, Ronnie O’Sullivan, acrescentou 200 mil libras (231.139 euros) à conta bancária, enquanto Joe Perry, finalista vencido, embolsou 90 mil libras (104.013 euros). Joe Perry entrou melhor na final e chegou ao intervalo da sessão da tarde a vencer por 3-1, vantagem que ampliou para 4-1 no primeiro frame da segunda parte dessa sessão. Se para muitos era improvável à partida tamanha vantagem de Perry de entrada - Ronnie, mais batido nestas andanças e com 28 torneios de ranking ganhos, teria de ser considerado sempre favorito –, o espectro de uma quarta final perdida por Ronnie nesta época de 2016/17, noutras tantas jogadas, ameaçou tornar-se real. Mas o Rocket acordou a tempo, ainda durante a tarde, para vencer os últimos três parciais de rajada e reiniciar, à noite, com tudo empatado: 4-4. Perry acusou a pressão, cometeu alguns erros e o o Rocket venceu mesmo sete frames de rajada: virou de 1-4 para 8-4, altura em que Perry aproveitou, por sua vez, alguma displicência e menor concentração de Ronnie para quebrar a caminhada que se afigurava triunfal de Ronnie. Um break (tacada, ou entrada) de 117 pontos a reduzir para 5-8, que teve sequência no parcial seguinte, após novo erro do Rocket: mais 92 pontos… e 6-8, com Perry a subir o nível a a vir transfigurado após o intervalo da sessão noturna, mais confiante, tal como sucedera nas meias diante de Barry Hawkins, sábado, em que operou sensacional reviravolta, de 2-5 para vencer, 6-5. Ronnie respondeu para encostar o seu adversário às cordas, com o seu primeiro e único break (tacada, ou entrada) centenário seu nesta final, 130 pontos – o 859.º da carreira, outro recorde do qual desapossou Stephen Hendry –, fazer o 9-6 e poderia ter fechado o encontro logo no 16.º frame: outro falhanço permitiu a Perry a oportunidade de atenuar a diferença para 7-9. Perry ainda teve hipótese no 17.º frame, mas falhou a embolsar uma vermelha longa, e Ronnie fechou o jogo, quando já dava sinais de desconcentração numa final intensa, de qualidade. Uma guerra tática, de defesas, caiu para o lado do Rocket, e a ambicionada vitória consumou-se. Inacreditável é pensar que, logo no seu encontro de estreia no Masters, nos oitavos de final, diante de Liang Wenbo, Ronnie parecia ter o destino traçado, a perder 4-5 e com o chinês a ter uma preta aparentemente fácil para embolsar e fechar o jogo a 6-4… e vencer. Falhou-a, Ronnie forçou a negra (5-5), venceu por 6-5… e foi até este domingo sem parar até ao sétimo Masters ganho. Terça-feira recomeça em Preston A próxima prova do calendário é o Masters da Alemanha, que decorrerá de 1 a 5 de fevereiro no Tempodrom, em Berlim, e que distribui 367 mil euros de prémios, dos quais 80 mil euros ao campeão: o inglês Martin Gould venceu em 2016. No entanto, pouco mais de 24 horas decorridas desde a conclusão da final do Masters, os profissionais voltam à mesa, já na próxima terça-feira, dia 24 do corrente mês de janeiro, em Preston (Inglaterra), no Guild Hall, onde vão decorrer, até sexta-feira (dia 26), as qualificações para o Open da China, cuja fase final decorrerá de 27 de março a 3 de abril, em Pequim, e que distribui 510 mil libras (589.405 euros) de prémios, das quais 85 mil libras (98.234 euros) para o campeão. Final do Masters: Ronnie O’Sullivan-Joe Perry, 10-7
Snooker
22:04 - 22-01-2017
Madeira SAD impõe empate ao ABC (26-26)
O Madeira SAD impôs empate a 26 golos ao ABC, na única partida deste domingo da 20.ª jornada do campeonato Andebol 1. Os atuais campeões em título até entraram bem na partida, mas os madeirenses equilibraram e já ao intervalo o marcador assinalava empate a 14 golos. Na segunda parte, o filme repetiu-se: o ABC ganhou vantagem, mas, no apito final, a igualdade perdurou. A equipa de Braga volta assim a ceder pontos, estando já a 13 do líder FC Porto.
Andebol
19:04 - 22-01-2017
Foto EPA/FILIP SINGER
Open da Austrála: Federer precisa de cinco «sets» para afastar Nishikori
O suíço Roger Federer está apurado para os quartos-de-final de final do Open da Austrália, após ter derrotado o japonês Kei Nishikori. Federer, 17.º do «ranking» mundial, apenas conseguiu superar o adversário, quinto do «ranking», ao fim de cinco «sets», com os parciais de 6-7 (4/7), 6-4, 6-1, 4-6, 6-3. Nos quartos de final da competição australiana, o suíço irá defrontar o alemão Mischa Zverev, que afastou o britânico Andy Murray. «Não joguei mal. Foi duro não ter vencido o primeiro set depois de todo o esforço, mas acabei por ganhar», afirmou Federer.
Ténis
12:30 - 22-01-2017
Consagração de Richie Porte (EPA)
Rúben Guerreiro termina Tour Down Under no 18º lugar
Rúben Guerreiro, da Trek-Segafredo, terminou a Volta à Austrália, conhecida como Tour Down Under, no 18.º lugar. José Gonçalves (Katusha-Alpecin) concluiu a prova no 30.º lugar e Tiago Machado (Katusha-Alpecin) no 58.º. A prova terminou em Adelaide com Richie Porte (BMC) a vencer em casa. O também australiano Caleb Ewan (Orica-Scott) venceu uma etapa pela quarta vez, batendo ao sprint, em 01:55.28 horas, o eslovaco Peter Sagan (Bora-Hansgrohe) e o esloveno Marko Kump (UAE Abu Dhabi). Na geral, Porte venceu com uma vantagem de 48 segundos sobre o colombiano Esteban Chaves (Orica-Scott). Em terceiro lugar partilhado ficaram os australianos Jay McCarthy (Bora-Hansgrohe) e Nathan Hass (Dimension Data), a 51 segundos.
Ciclismo
09:24 - 22-01-2017
Andy Murray
Open da Austrália: Andy Murray cai nos oitavos de final
Andy Murray, líder do ranking mundial, foi eliminado nos oitavos de final do Open da Austrália. Foi derrotado pelo alemão Mischa Zverev, 50.º do ranking, que venceu pelos parciais de 7-5, 5-7, 6-2 e 6-4. Num encontro que durou mais de 3.30 horas, Murray perdeu o primeiro set, venceu o segundo, mas um inspirado Sverev ganhou os dois seguintes. Na próxima ronda, Zverev vai defrontar Roger Federer ou Kei Nishikori. Resultados: Mischa Zverev (GER) venceu Andy Murray (GBR/N.1) 7-5, 5-7, 6-2, 6-4 Stan Wawrinka (SUI/N.4) venceu Andreas Seppi (ITA) 7-6 (7/2), 7-6 (7/4), 7-6 (7/4) Jo-Wilfried Tsonga (FRA) venceu Daniel Evans (GBR) 6-7 (4/7), 6-2, 6-4, 6-4
Ténis
09:17 - 22-01-2017
Perry na final do Masters
O inglês Joe Perry, de 42 anos, nono do «ranking» mundial, garantiu na noite deste sábado a sua primeira presença na final de um Masters da World Snooker, após ter vencido na «negra» (6-5) o compatriota Barry Hawkins, de 37 anos, 12.º da hierarquia, na segunda meia-final da prova, que termina domingo em Londres. Depois de o compatriota Ronnie O’Sullivan, de 41 anos, 13.º da hierarquia, ter, durante a tarde, assegurado a sua 12.ª final na prova e apontar à sétima vitória no torneio – venceu por seis vezes, tantas quantas o escocês Stephen Hendry -, ao bater Marco Fu (6-4), na sessão noturna, Perry, O Cavalheiro (The Gentleman) operou sensacional reviravolta, de 2-5 para vencer, diante de Barry Hawkins, que procurava segunda final consecutiva no Ally Pally. Perry entrou na frente (1-0 e 2-1) mas Hawkins cometeu menos erros e foi mais sereno e frio para vencer quatro frames de rajada e encostar o rival às cordas, com 5-2. Hawkins chegou a ter a vitória na mão logo no oitavo frame - 44 de vantagem para 43 pontos possíveis com as bolas disponíveis na mesa - mas Perry conseguiu arrancar-lhe uma falta (quatro pontos, na circunstância) e limpar a mesa, a reduzir para 3-5 no Ally Pally. Nova batalha tática, de jogo defensivo, mas agora com Hawkins em desvantagem, prosseguiu no nono frame, com Perry a reduzir para 4-5 e a reacender a emoção no jogo. E quando Perry forçou a negra, com terceiro frame de rajada para si e o 5-5, poucos acreditariam já que Barry Hawkins conseguisse, como sucedeu ainda, consumar a vitória: a confiança estava já do lado de Perry, que fechou o jogo após Hawkins ter chegado a liderar por 50-0 no 11.º e último frame. No confronto direto, na carreira de ambos, em 15 encontros, Ronnie O’Sullivan venceu 13, Joe Perry apenas dois. Ronnie, pentacampeão mundial (2001, 2004, 2008, 2012 e 2013), terá a sua quarta final (!) de torneios desta época: perdeu as três que jogou até agora. O Masters não pontua para o ranking mas atribui 600 mil libras (693.602 euros) em prémios: o campeão leva 200 mil libras (231.201 euros), o finalista vencido 90 mil libras (104.040 euros). A final é jogada domingo em duas sessões (13 e 19 horas), à melhor de 19 frames: é campeão quem ganhar dez (de 10-0 a possíveis 10-9). Meias-finais do Masters, este sábado: Ronnie O’Sullivan-Marco Fu, 6-4 Joe Perry-Barry Hawkins, 6-5 Final do Masters: Ronnie O’Sullivan-Joe Perry (domingo, 13 e 19)
Snooker
23:26 - 21-01-2017
FC Porto vence CAB e assume liderança
O FC Porto recebeu e venceu o CAB Madeira por 91-68, assumindo à condição a liderança do campeonato da Liga de basquetebol. O primeiro lugar poderá, no entanto, voltar a mudar de dono, caso o Benfica vença este domingo o Illiabum. Nas restantes partidas deste sábado destaque para o triunfo do V. Guimarães sobre o Galitos (83-80). Resultados: MaiaBasket - Lusitânia, 82-89 Ovarense - Sampaense, 88-67 Eléctrico - Oliveirense, 56-77 Vitória de Guimarães - Galitos, 83-80 FC Porto - CAB Madeira, 91-68 Illiabum - Benfica, domingo Classificação: 1. FC Porto 16 jogos/29 pontos 1. Vit. Guimarães 16 /28 2. Oliveirense 16 /28 3. Benfica 15 /27 5. Galitos 16 /27 6. Illiabum 15 /24 7. Ovarense 16 /24 8. CAB Madeira 16 /22 9. Eléctrico 16 /20 10. Lusitânia 16 /20 11. Maia Basket 16 /19 12. Sampaense 16 /16
Basquetebol
22:50 - 21-01-2017
foto fcporto.pt
FC Porto vinca liderança em Fafe (28-27)
Foi por um, mas o FC Porto permanece invicto no campeonato Andebol 1, depois de ter vencido em Fafe por 28-27, em partida da 20.ª jornada. Os dragões, que só nos instantes finais chegaram ao golo da vitória, seguem assim com quatro pontos de vantagem sobre o mais direto perseguidor, o Sporting, que não teve problemas para vencer o Arsenal (39-28). O Benfica, no terceiro lugar, perdeu terreno, ao ser derrotado em Avanca por 25-27. Resultados: Avanca - Benfica, 27-25 Sporting - Arsenal, 39-28 São Mamede - Sporting da Horta, 22-22 Boa Hora - Belenenses, 21-31 Fafe - FC Porto, 27-28 Domingo, 22 dez: ABC - Madeira SAD, domingo (inversão) Águas Santas - Maia/, quarta-feira Classificação: 1. FC Porto 20 jogos /60 pontos 2. Sporting 20 /56 3. Benfica 20/50 4. ABC 17/45 5. Madeira SAD 19 /41 6. Avanca 20 /40 7. Águas Santas 17 / 35 8. Fafe 20 / 34 9. Boa Hora 20 / 34 10. Belenenses 19 / 32 11. Maia/ISMAI 18 / 32 12. Arsenal 20 / 28 13. Sp. Horta 18 / 26 14. São Mamede 20 / 23
Andebol
21:31 - 21-01-2017
Benfica vence Leixões e segue invicto na liderança
O Benfica continua invicto no Nacional da 1.ª Divisão de voleibol, tendo derrotado este sábado o Leixões, por 3-0, em partida da 12.ª jornada da competição (a primeira da 2.ª volta). Os encarnados passam agora a somar 36 pontos, mais seis do que a Fonte Bastardo, que também este sábado recebeu e venceu a Académica de Espinho, igualmente por 3-0. Resultados: Benfica - Leixões, 3-0 (25-16, 25-16, 25-11) Caldas - São Mamede, 3-1 (20-25, 25-22, 26-24, 25-20) Esmoriz - Madalena, 3-0 (25-18, 25-15, 25-15) Viana - Vitória de Guimarães, 0-3 (13-25, 24-26, 22-25) Fonte Bastardo - Académica de Espinho, 3-0 (25-17, 25-20, 25-19) Sporting de Espinho - Castêlo da Maia, 2-3 (23-25, 25-23, 20-25, 26-24, 14-16) Classificação: 1. Benfica 12 jogos/36 pontos 2. Fonte Bastardo 12 / 30 3. Sporting de Espinho 11 /27 4. Castêlo da Maia 12 /25 5. Esmoriz 12 /23 6. Vitória de Guimarães 12 /17 7. Caldas 11 /14 8. Viana 12 /13 9. São Mamede 12 /13 10. Académica de Espinho 12 /8 11. Leixões 12 /5 12. Madalena 12 /2
Voleibol
21:21 - 21-01-2017
foto arquivo
Oliveirense impõe primeira derrota ao Benfica (4-2)
O Benfica perdeu a invencibilidade no Nacional da 1.ª Divisão de hóquei em patins, ao ser derrotado no reduto da Oliveirense, por 2-4, em partida da 12.ª jornada da competição. Os encarnados estiveram sempre em desvantagem, pois Ricardo Barreiros abriu o marcador aos 7 minutos. Nicolia ainda empatou, resultado com que se chegou ao intervalo, mas na segunda parte a equipa de Oliveira de Azeméis logo voltou à frente, por intermédio de Pablo Cancela.Jorge Almeida e Jordi Bargalló ampliaram a vantagem, reduzida com novo golo de Nicolia. Apesar do desaire, o Benfica segue líder, com 33 pontos, agora com o FC Porto, que venceu o Valongo por 4-1, a dois pontos. Seguem-se Oliveirense e Sporting.
Hóquei em patins
21:14 - 21-01-2017
«Rocket» garante 12.ª (!) final do Masters
O inglês Ronnie O’Sullivan, de 41 anos, 13.º do ranking mundial, vai disputar pela 12.ª vez em 25 anos no circuito profissional da World Snooker a final do Masters, após vencer este sábado Marco Fu (Hong-Kong), de 37 anos, oitavo da hierarquia, por 6-4, na primeira meia-final do torneio, que termina domingo no Alexandra Palace, em Londres. O Rocket, que defende o título conquistado em 2016 – 10-1 ao compatriota Barry Hawkins na final de 2016 – pode tornar-se domingo recordista absoluto de triunfos no Masters, reservad aos 15 primeiros do ranking mais o detentor do título, caso some uma sétima (!) vitória: soma seis tantas quantas o já retirado escocês Stephen Hendry, único heptacampeão mundial da era moderna desta variante do bilhar. Pentacampeão mundial (2001, 2004, 2008, 2012 e 2013), Ronnie O’Sullivan, defende o título ganho no Masters de 2016, mas já venceu esta prova também em 1995, 2005, 2007, 2009, e 2014. O negra, no 19.º e decisivo frame (9-10). Stephen Hendry ganhou a prova em 1989, 1990, 1991, 1992, 1993 e 1996, e perdeu ainda as finais de 1994, 1998 e 2003. O triunfo de Ronnie sobre Marco Fu garante desde já que será um inglês a levantar o troféu na noite de domingo: a partir das 19 horas locais (mesma hora em Lisboa) os compatriotas Barry Hawkins, de 37 anos, 12.º do ranking, e Joe Perry, de 42 anos, nono do hierarquia mundial, defrontam-se na segunda meia-final. O encontro não defraudou as expetativas: Marco Fu liderou sempre, Ronnie respondia. Foi assim até 4-4 (1-0, 1-1, 2-1, 2-2, 3-2, 3-3, 4-3, 4-4). Com Marco Fu a assinar um break centenário, de 141 pontos, o melhor do Masters até agora, no quinto frame, e Ronnie a responder logo na seguinto, com uma entrada 122 pontos (e ainda falhou a preta), a sua 858.ª centenária da carreira. Só ao 5-4 o Rocket passou para a liderança no marcador, para não mais a largar. A vermelha embolsada para iniciar o break (tacada, ou entrada), no frame final, foi arrebatadora: magia pura, entretenimento. Como Ronnie nos brinda desde 1992. Ninguém fale na sua reforma. Verdadeiro hino ao snooker e a bem jogar, de parte a parte, esta primeira meia-final fica marcada por um episódio. O intervalo, que deveria suceder ao final do quarto frame, aconteceu com 2-1 para Marco Fu, após o terceiro parcial. Motivo: mudar a sola do taco de Ronnie O’Sullivan. Mantém-se de pé o cenário de repetição dos mesmos protagonistas da final de 2016 - Ronnie O’Sullivan e Barry Hawkins – na presente edição. Nem Barry Hawkins, nem Joe Perry ganharam ainda o Masters, o que seria inédito, tal como o seria no caso de Marco Fu, semifinalista do último Mundial e vencedor da prova anterior da época 2016/17, o Open da Escócia. Se Barry Hawkins pode chegar à sua segunda final do Masters (e consecutiva) no Ally Pally, será um elevar da fasquia na carreira de Joe Perry, porque inédito na carreira d’O Cavalheiro (The Gentleman. Marco Fu aspirava a uma segunda final, após ter perdido em 2011 para o atual vice-campeão mundial, o chinês Ding Junhui. A prova não pontua para o ranking mas atribui 600 mil libras (693.602 euros) em prémios: o campeão arrecada 200 mil libras (231.201 euros), o finalista vencido 90 mil libras (104.040 euros). Em oito dias no escritório, Ronnie já garantiu, pelo menos 104 mil euros, mas aponta ao jackpot do maior cheque, domingo. Recorde-se que as meias são jogadas à melhor de 11 frames: são precisas seis vitórias (de 6-0 a possíveis 6-5). Já a final, domingo, em duas sessões (13 e 19 horas), disputa-se à melhor de 19 frames: é campeão quem ganhar dez (de 10-0 a possíveis 10-9). . Meias-finais do Masters, este sábado: Ronnie O’Sullivan-Marco Fu, 6-4 Joe Perry-Barry Hawkins (19 horas) Final do Masters: domingo (13 e 19 horas) Ronnie O’Sullivan-Vencedor do jogo Joe Perry/Barry Hawkins
Snooker
16:17 - 21-01-2017
Rafael Nadal (AP)
Nadal passa aos oitavos de final do Open da Austrália em 5 sets
Rafael Nadal carimbou este sábado a passagem aos oitavos de final do Open da Austrália depois de bater o alemão Alexander Zverev em cinco sets. O tenista espanhol, que perdeu o primeiro set, venceu com os parciais de 4-6, 6-3, 6-7 (5/7), 6-3, 6-2, em mais de quatro horas de jogo. Na próxima ronda Nadal defronta o francês Gael Monfils. Resultados da terceira jornada: Gaël Monfils (FRA/N.6) venceu Philipp Kohlschreiber (GER/N.32) 6-3, 7-6 (7/1), 6-4 Rafael Nadal (ESP/N.9) venceu Alexander Zverev (GER/N.24) 4-6, 6-3, 6-7 (5/7), 6-3, 6-2 Roberto Bautista (ESP/N.13) venceu David Ferrer (ESP/N.21) 7-5, 6-7 (6/8), 7-6 (7/3), 6-4 Milos Raonic (CAN) venceu Gilles Simon (FRA) 6-2, 7-6 (7/5), 3-6, 6-3 Dominic Thiem (AUT/N.8) venceu Benoît Paire (FRA) 6-1, 4-6, 6-4, 6-4 David Goffin (BEL/N.11) venceu Ivo Karlovic (CRO/N.20) 6-3, 6-2, 6-4 Denis Istomin (UZB) venceu Pablo Carreno (ESP/N.30) 6-4, 4-6, 6-4, 4-6, 6-2
Ténis
12:33 - 21-01-2017
Serena Williams passa à quarta ronda na Austrália
Serena Williams, número 2 do ranking mundial, qualificou-se este sábado para a quarta ronda do Open da Austrália. A tenista norte-americana venceu a compatriota Nicole Gibbs, 92.ª do ranking, por 6-1 e 6-3, em pouco mais de uma hora. Williams vai encontrar a checa Barbora Strycova na próxima ronda.
Ténis
10:20 - 21-01-2017
Sara Rocha é depositária de esperanças lusas em conquistar mais medalhas no próximo Europeu, depois do bronze na Áustria, em 2016
13 pré-convocados para Europeus de Pool em março no Algarve
O Sporting, com quatro atletas, e a Académica de Coimbra, com três, dominam entre os 13 atletas pré-convocados pela Federação Portuguesa de Bilhar para a Seleção Nacional que irá representar o País nos Campeonatos da Europa da variante de Pool e Pool Feminino, que Portugal irá receber, de 18 a 28 do próximo mês de março, no Algarve. A bracarense Sara Rocha, da Académica de Coimbra, e Miguel Silva, da Academia de Bilhar Miguel Silva (Madeira), que trouxeram medalhas de bronze do anterior europeu, realizado na Áustria em 2016, avultam entre os jogadores pré-convocados desde já pela federação para um estágio de preparação a realizar antes da prova. No setor feminino, além de Sara Rocha, e da Briosa chega ainda Ana Moreira, enquanto do Sporting foi chamada ao quinteto para o Europeu Feminino a jogadora Marta Tavares, a par de uma dupla do FC Porto, Vânia Franco e Inês Silva. No setor masculino, a defender as cores nacionais, e além de Miguel Silva, estão ainda pré-convocados Samuel Santos (Clube de Bilhar de São João da Madeira), Américo Francisco (CF Marecos), Bruno Sousa (Académica de Coimbra) e um trio do Sporting, constituído por João Grilo, Rui Edgar Franco e Jorge Tinoco. Para a prova, organizada pela European Pocket Billiards Federation (EPBF) em conjunto com a FPB, a federação chamou ainda à pré-seleção um 13.º jogador: Tomás Ribeiro (AB Famalicão), atual campeão nacional de esperanças. A convocatória final apenas será confirmada em fevereiro. O Campeonato da Europa de Pool e de Pool Feminino trará ao Salgados Palace Hotel um total de 250 atletas, oriundos de 30 países do velho continente, que irão competir em 24 mesas pelas medalhas. Logo após terminar a competição, terá lugar a etapa lusa do circuito europeu (EuroTour), de 30 de março a 1 de abril.
Bilhar
22:36 - 20-01-2017
Pau Gasol
Pau Gasol enfrenta seis semanas de paragem
O poste espanhol Pau Gasol (San Antonio Spurs) irá parar seis semanas para recuperar de lesão contraída na mão direita. Pau Gasol teve mesmo de ser operado, esta sexta-feira, segundo revela a «ESPN». O jogador espanhol contraiu a lesão frente aos Denver Nugets.
NBA
22:32 - 20-01-2017
Henrique Correia (à esquerda), finalista vencido, e Samuel Santos (à direita da anftriã e proprietária da Bracara, Sara Rocha)
Samuel Santos vence Open de Pool Nacional em Braga
Samuel Santos, jogador do Clube de Bilhar de São João da Madeira, conquistou o Torneio da Divisão Nacional da variante de Pool organizado na semana em curso pela Federação Portuguesa de Bilhar, ao vencer na final, disputada nas instalações da Bracara, em Braga, Henrique Correia, do FC Porto, por 8-5. O torneio, que decorreu nas instalações da academia de Sara Rocha, jogadora da Académica de Coimbra e medalha de bronze nos Europeus de Pool da Áustria, em 2016, contou com a participação de 32 atletas. Nesta variante do bilhar, e sempre na disciplina de Bola 10 - embolsar a bola 10 garante a vitória, mas sempre por ordem (primeiro a número 1, depois a número 2, e assim sucessivamente, exceto cembolsar a bola 10 com recurso a uma bola com outro número... ou a própria bola branca, para atalhar caminho, numa corrida até às seis vitórias para conquistar os encontros -, decorreu também mais um Open Distrital em simultâneo em nove locais do País, que abarcou um total de 193 jogadores, oriundos de 13 diferentes distritos. Nas instalações da Dynamic Pool Academy decorru o Open de Pool da FPB para jogadores dos distritos de Braga e Viana do Castelo, conquistado pelo individual Bruno Santos, que venceu Paulo Sequeira (também individual) na final, por 6-4. Coube aos Leões da Floresta receberem a fase final do Open de Pool Distrital dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, do qual saiu vencedor Ricardo Delgado (CCDA Penedos Altos), que bateu na negra (6-5) o seu companheiro de equipa Marco Marques. Ainda na região centro, mas em Coimbra, e nas instalações do Clube de Bilhar da cidade, teve lugar o Open Distrital para os atletas da região, com tudo a decidir-se, igualmente, na negra (6-5) e emoção até ao fim: no fim, e no jogo decisivo, entre dois atletas da Comitiva Destemida, sorriu Luís Torres, com honra total para o vencido, Ricardo Leston. O Clube de Bilhar de Vendas Novas foi palco da fase decisiva deste Open Distrital de Pool da FPB para o distrito de Évora, com dois jogadores do mesmo clube, também – Sporting na circunstância – na final, e mais uma negra e emoções fortes: vitória para Alexandre Almeida, diante de Sérgio Miguel Almeida. Em Lisboa, nas instalaçôes do HotShot decorreu a fase final para atletas do distrito da capital, com Lucas Barros (Benfica) a levar a melhor sobre Ruben Alves (Cue Action) no jogo decisivo, por 6-2, num torneio que foi o mais participado de todos os distritos: 47 à mesa. A sul, o Clube de Bilhar XL recebeu os jogadores de Faro e do Sotavento para o Open Distrital de Pool da FPB, com Nuno Ramos (individual) a não hipóteses na final a Carlos Durana (Dynamic Pool Academy): 6-0. Nos distritos de Leiria e Santarém, o O’Sullivan Pool Clube foi o local escolhido para as emoções finais deste Open de Pool Distrital, que, para (não) variar, terminou com nova negra (6-5) na final, ganha por Sylvio Romero (Nazarenos) a Carlos Rodrigues (Mamma Mia). O sportinguista João Cardoso impôs a sua lei na final do Open de Pool Distrital para os atletas dos distritos do Porto e Aveiro, jogada nas instalações do popular Leixões: João Sousa (Académica de Coimbra) foi digníssimo finalista vencido… na negra, uma vez mais (6-5). Outro jogador do Sporting, Nuno Carvalho imitou o companheiro de equipa nas instalações do Fonte Luminosa, onde se jogou a decisão deste Open Distrital de Pool da FPB para o distrito de Setúbal: vitória... na negra (6-5) diante de Fábio Carvalho (Casa do Benfica de Alcochete). Ou seja, das nove finais distritais realizadas, meia dúzia só se decidiram no 11.º e decisivo parcial: pedir mais emoção era difícil.
Bilhar
21:51 - 20-01-2017
Joe Perry pulverizou o vice-campeão mundial, Ding Junhui, nos quartos de final: 6-1
Perry é o terceiro inglês nas ‘meias’ do Masters
O inglês Joe Perry, de 42 anos, nono do ranking mundial, assegurou na noite desta sexta-feira a última vaga nas meias-finais do Masters da World Snooker, ao vencer o o vice-campeão mundial e sexto da hierarquia, o chinês Ding Junhui, de 29 anos, por 6-1, no último jogo dos quartos de final do torneio, que terminará domingo no Alexandra Palace, em Londres. À espera de Joe Perry na segunda meia-final, sábado, às 19 horas locais (mesma hora em Lisboa) estava já o compatriota Barry Hawkins, de 37 anos, 12.º do ranking, que durante a tarde se desembaraçara apenas e só do líder ininterrupto do ranking mundial nos últimos dois anos e atual campeão mundial, o (também) inglês Mark Selby, de 33 anos, com sensacional vitória (6-3). Num só dia, esta sexta-feira, e contra a maioria das previsões, campeão e vice-campeão mundial foram ao tapete em Londres, e a Inglaterra coloca três em quatro profissionais nas meias-finais. Joe Perry, O cavalheiro (The Gentleman) acelerou até 5-0 e não deu hipóteses ao asiático. Fechou o jogo com um break centenário, de mais de 100 pontos, com classe. A primeira meia-final, sábado, às 13 horas, irá opôr o defensor do título no Masters, o inglês Ronnie O’Sullivan, de 41 anos (e pentacampeão mundial, em 2001, 2004, 2008, 2012 e 2013) a Marco Fu, de 39 anos, profissional natural de Hong-Kong, semifinalista do último mundial e oitavo da hierarquia, vencedor do Open da Escócia. O Masters, segunda prova mais importante da época, é reservado aos melhores 15 profissionais do ranking da World Snooker, a que se soma o campeão da edição anterior: Ronnie O’Sullivan, o Rocket, que bateu Barry Hawkins na final, no Ally Pally, em 2016 (10-1). A prova não pontua para o ranking mas atribui 600 mil libras (693.313 euros) em prémios: o campeão leva 200 mil libras (231.104 euros). As meias-finais ainda são jogadas à melhor de 11 frames: para vencer são precisas seis vitórias (de 6-0 a possíveis 6-5). Já a final, será disputada domingo, em duas sessões (13 e 19 horas), à melhor de 19 ‘frames’: o campeão terá de ganhar dez (de 10-0 a possíveis 10-9). Ronnie à beira da 12.ª final (!) no torneio Ronnie O’Sullivan e o já retirado Stephen Hendry, único heptacampeão mundial da era moderna do snooker, são os recordistas de vitórias no Masters, com seis vitórias cada um, com o escocês a elevar a fasquia de triunfos no prestigiado torneio até à meia dúzia graças aos títulos de 1989, 1990, 1991, 1992, 1993 e 1996. O Rocket, pentacampeão mundial, ainda em prova, aponta à conquista de inédita sétima vitória na presente edição do Masters, na qual, caso vença Marco Fu, atingirá, também, a sua 12.ª (!) final. Além do triunfo em 2016, Ronnie vencera em 1995, 2005, 2007, 2009, e 2014, e somou derrotas no duelo decisivo em 1996 (5-10 diante de… Stephen Hendry), 1997 (8-10 ante Steve Davis), 2004 (para Paul Hunter), 2006 (ante John Higgins) e 2010 (diante Mark Selby), com a curiosidade de ter perdido estas últimas três finais sempre na negra, no 19.º e decisivo frame (9-10). Resultados dos quartos de final (vencedores a negro): Ronnie O’Sullivan-Neil Robertson, 6-3 Marco Fu-Mark Allen, 6-2 Barry Hawkins- Mark Selby, 6-3 Joe Perry-Ding Junhui, 6-1 Meias-finais, sábado: Ronnie O’Sullivan-Marco Fu (13 horas) Joe Perry-Barry Hawkins (19 horas) Final do Masters: domingo (13 e 19 horas)
Snooker
21:44 - 20-01-2017
Barry Hawkins: depois de eliminar Ronnie no Mundial, afasta Selby no Masters, proeza notável
Hawkins bate campeão mundial Selby no Masters (6-3)
O inglês Barry Hawkins, de 37 anos, 12.º do ranking mundial, garantiu esta sexta-feira a presença nas meias-finais do Masters da World Snooker da época 2016/17, ao vencer o líder da hierarquia e campeão mundial, o compatriota Mark Selby, de 33 anos, por 6-3, no primeiro jogo do dia dos quartos de final do torneio, que decorre até domingo no Alexandra Palace, em Londres. Um resultado sensacional do falcão (Hawkins The Hawk), diante daquele que há dois anos é líder do ranking, mas os sinais de que, como Marco Fu (Hong-Kong) a qualidade do jogo do inglês subira na prova do Ally Pally já Hawkins os tinha deixado nas rondas anteriores: subiu a fasquia e está temível: concentradíssimo. Nas meias-finais, sábado, Barry Hawkins irá defrontar o vencedor do último embate dos quartos, que, a partir das 19 horas locais (mesma hora em Lisboa) irá opor o inglês Joe Perry, de 42 anos, nono do ranking, ao vice-campeão mundial e sexto da hierarquia, o chinês Ding Junhui, de 29 anos. E se a Inglaterra, com dois jogadores no quarteto das meias-finais (podem ser três, caso Joe Perry vença), sonha com uma final 100 por cento britânica, o espectro de uma final totalmente asiática mantém-se, por outro lado, de pé, assim Ding Junhui continue em prova… e Marco Fu (Hong Kong) vença Ronnie O’Sullivan, que defende o cetro conquistado em Londres em 2016 no torneio, na primeira-meia final já conhecida. O Masters, segunda prova mais importante da época, é reservado aos melhores 15 profissionais do ranking da World Snooker, a que se soma ainda o campeão da edição anterior. A prova não pontua para o ranking mas atribui 600 mil libras (693.313 euros) em prémios: o campeão leva 200 mil libras (231.104 euros). Quartos de final e meias-finais são disputados à melhor de 11 frames: para vencer são precisas seis vitórias (de 6-0 a possíveis 6-5). A final é jogada domingo em duas sessões (13 e 19 horas), à melhor de 19 ‘frames’: o campeão tem de ganhar dez (de 10-0 a possíveis 10-9). Ronnie O’Sullivan e o já retirado único heptacampeão mundial da era moderna do snooker, o escocês Stephen Hendry, são os recordistas de vitórias no Masters, com seis triunfos cada um, com o Rocket, pentacampeão mundial, a apontar à conquista do sétimo na presente edição. Jogos dos quartos de final (vencedores a negro): Ronnie O’Sullivan-Neil Robertson, 6-3 Marco Fu-Mark Allen, 6-2 Barry Hawkins- Mark Selby, 6-3 Joe Perry-Ding Junhui (19 horas) Meias-finais, sábado: Ronnie O’Sullivan-Marco Fu (13 horas) Vencedor do jogo Joe Perry/Ding Junhui-Barry Hawkins (19 horas)
Snooker
16:23 - 20-01-2017
Roger Federer (AP)
Federer vence Berdych e está nos oitavos do Open da Austrália
Roger Federer venceu esta manhã o checo Thomas Berdych e qualificou-se sem problemas para os oitavos de final do Open da Austrália, em Melbourne. O suíço, que regressa à competição depois de uma paragem de seis meses, venceu por 6-2, 6-4 e 6-4, em 1.30 minutos. Pela frente na próxima ronda vai ter o japonês Kei Nishikori, 5.º jogador mundial.
Ténis
12:09 - 20-01-2017
Curry e Durant titulares a Oeste (Foto AP)
Definidas equipas para o All-Stars
Estão definidos os “cincos” iniciais das Conferências Este e Oeste para o All-Star Game da NBA, que vai decorrer entre 17 e 19 de fevereiro em Nova Orleães. Assim, os titulares de Este são: Giannis Antetokounmpo (Milwaukee Bucks), Jimmy Butler (Chicago Bulls), DeMar DeRozan (Toronto Raptors), Kyrie Irving e LeBron James (Cleveland Cavaliers). De Oeste, os cinco titulares serão: Stephen Curry e Kevin Durant (Golden State Warriors), Anthony Davis (New Orleans Pelicans), James Harden (Houston Rockets) e Kawhi Leonard (San Antonio Spurs). Destes, foi Kawhi Leonard o que mais se destacou nos jogos desta madrugada ao fazer o terceiro jogo consecutivo com, pelo menos, 30 pontos. Marcou 34 no triunfo dos Spurs sobre os Nuggets. Resultados: New York Knicks - Washington Wizards, 110 - 113 San Antonio Spurs - Denver Nuggets, 118 - 104 Miami Heat - Dallas Mavericks, 99 - 95 Cleveland Cavaliers - Phoenix Suns, 118 - 103 LA Clippers - Minnesota Timberwolves, 101 - 104
NBA
09:51 - 20-01-2017
Angelique Kerber (Foto AP)
Kerber segue em frente no Open da Austrália
Angelique Kerber, número um mundial e detentora do título, qualificou-se esta sexta-feira para os oitavos de final do Open da Austrália, impondo-se à checa Krystina Pliskova, 58.ª do WTA, em dois sets, pelos parciais de 6-0 e 6-4. Na próxima ronda, a alemã terá pela frente a norte-americana Coco Vandeweghe, número 35 da hierarquia, que venceu a canadiana Eugénie Bouchard. Resultados: Angelique Kerber (ALE/N.1) - Kristyna Pliskova (R. CHE) 6-0, 6-4 Coco Vandeweghe (EUA) - Eugenie Bouchard (CAN) 6-4, 3-6, 7-5 Anastasia Pavlyuchenkova (RUS/N.24) - Elina Svitolina (UCR/N.11) 7-5, 4-6, 6-3 Svetlana Kuznetsova (RUS/N.8) - Jelena Jankovic (SER) 6-4, 5-7, 9-7
Ténis
09:26 - 20-01-2017
Rúben Guerreiro fecha top-10 no Tour Down Under
O português Rúben Guerreiro (Trek-Segafredo) ascendeu ao décimo lugar do Tour Down Under depois de concluir a quarta etapa no 15.º lugar com o mesmo tempo (3:45:19 horas) do vencedor, o australiano Caleb Ewan (Orica-Scott). Apesar de Ewan ter conquistado a terceira vitória na prova australiana, é outro corredor da “casa”, Richie Porte, 30.º na etapa também com o mesmo tempo do compatriota, que segue na liderança da classificação geral. Rúben Guerreiro aparece agora em décimo a 29 segundos de Porte (14:20:18) na geral e mantém a liderança na juventude. José Gonçalves (Katusha-Alpecin) foi 28.º na etapa e aparece em 38.º na geral, Tiago Machado cruzou a meta em 43.º e caiu para 74.º.
Ciclismo
09:22 - 20-01-2017
Tentou pôr Camataru no Benfica, Ceaucescu não deixou…
Grande História Fernando Martins pediu-lhe ajuda, mas não, isso Mário Soares não conseguiu: não conseguiu trazer Camataru para o Benfica. Mas, salvando Futre da tropa, salvou o FC Porto de perder 630 mil contos. Ao FC Porto de Pedroto e Pinto da Costa dera a sua primeira Taça de Portugal como Primeiro Ministro – e a primeira como presidente deu-a ao Benfica. A Carlos Lopes prometeu um churrasco nos seus jardins – e cumpriu a promessa com um boi de 350 quilos. Com Moniz Pereira, seu vizinho no andar de cima, jogou ao botão. As suas prisões com a PIDE cruzaram-se com ataques em que também esteve Cândido de Oliveira – e sim, ainda há muito mais desporto (e muitas mais surpresas) na vida de Mário Soares. É o que aqui se conta – e vai bem para lá do que ele revelou que era com a bola nos pés e do pai, que quando ele nasceu ainda era padre, o ter entregue a Agostinho da Silva pedindo-lhe que lhe desse lições de cultura geral porque «só pensava em jogar futebol, dizer asneiras, era um insubordinado…» João Lopes Soares nasceu à beira de Leiria, filho de gente pobre do campo - e em 1900 formou-se em Teologia na Universidade de Coimbra, sendo ordenado presbítero. Andou como Capelão Militar pela província, era em Alcobaça que estava quando em 1907 lhe surgiu filho de uma «ligação em pecado», Tertuliano lhe chamou. Transferiram-no para Lisboa, em Lisboa se tornou militante republicano, na ala de Afonso Costa. A monarquia chegou a prendê-lo por conspiração – e durante a I República foi, para além de professor nos Pupilos do Exército, governador civil, deputado – e Ministro das Colónias. NA PENSÃO,O ENCANTO DE ELISA... Em Lisboa, João Soares hospedou-se numa pensão da Rua Ivens, ao Chiado – e não tardou a encantar-se com a mulher do dono. Elisa Nobre apaixonou-se por ele, por ele deixou o marido – e foram viver para o 2º Esquerdo do nº 163 da Rua Gomes Freire. Às 18.15 horas do dia 7 de dezembro de 1924 nasceu-lhe um filho, registaram-no como Mário Alberto Nobre Lopes Soares – e só quando já tinha três anos é que a Santa Sé desobrigou, enfim, João Lopes Soares das ordens eclesiásticas, deixando, assim, oficialmente, de ser padre, tinha, então, 49 anos. A I República desfizera-se na coluna de Gomes da Costa que partira de Braga a 28 de maio de 1926 – e em fevereiro de 1927 João Lopes Soares envolveu-se na Revolta do Reviralho, o ataque à ditadura em que também estiveram Luís Carlos Faria Leal, fundador do Benfica – e João Tamagnini Barbosa, que a presidente do Benfica haveria de chegar à saída dos anos 40. Tal como Afonso Costa e António Sérgio, Faria Leal conseguiu escapar para exílio em França, Tamagnini Barbosa não: acabou deportado para os Açores, tal como João Soares. NO PRÉDIO DE MONIZ PEREIRA... No andar de cima do prédio da Rua Gomes Freire tinha um vizinho dois anos e meio mais velho que como ele se chamava Mário Alberto, o Mário Alberto Moniz Pereira – que em entrevista a A BOLA contou: - O meu pai era o representante em Portugal da FN, firma que fabricava automóveis e depois passou a fabricar armas e munições. Foi com um FN que se tornou o primeiro automobilista a dar a Volta a Portugal, o carro por vezes a ter de ser puxado por juntas de bois para cruzar rios e regatos. Talvez influenciado por esse seu espírito, depressa me pus a organizar no prédio grandes campeonatos com os meus irmãos, os nossos vizinhos. Na varanda era o salto em altura com a corda de estender a roupa e o salto à vara com o cabo de uma vassoura velha. Saltávamos em comprimento a partir da rampa da varanda e como não dava para mais em vez do triplo havia duplo-salto. No quintal, fazíamos 30 metros à volta da nespereira e jogávamos basquetebol com uma porta a fazer de ângulo com a parede a servir de cesto. Mais tarde as provas passaram do quintal para o passeio, a sarjeta era a tábua de chamada. Também tínhamos a Volta a Portugal em bicicleta - no quarto de costura com os cromos dos ciclistas na roda da máquina de costura da minha mãe, quem conseguisse dar mais voltas ganhava. O Mário Soares, mais novinho, não entrava nesses nossos torneios, mas ficava sempre a ver – e de quando em quando jogava ao botão connosco. E sim: muitas vezes nos assustámos ao ver a PIDE entrar de rompante pelo andar, à procura do pai do Mário, que até escondido na nossa casa chegou a estar… Em fevereiro de 1991, Mário Moniz Pereira fez 70 anos – e 250 amigos foram a Monsanto festejá-los. Um deles era, claro, o Mário Soares, já presidente da República, mas ali, sobretudo, numa outra condição. Emocionado, recordou: - Lembro-me, claro, de brincar com ele ao botão, na Rua Gomes Freire, mas tenho de dizê-lo: estou vexado por estar aqui reunido entre tantos desportistas e campeões e nunca ter praticado desporto a sério... e viu-se, fogacho a correr-lhe pelos olhos quando, no final do seu discurso Moniz Pereira se virou-se para ele e lhe disse: - Para terminar em beleza esta homenagem, vou entregar ao meu amigo Mário Soares uma velhinha recordação da nossa infância: a caixa do jogo do botão, com as fichas de inscrição, nomes dos jogadores e cores dos respetivos botões, é a minha surpresa para ele... A BOLA, A ASMA E A PROMESSA À SENHORA DE FÁTIMA... Uma das razões para nunca ter praticado desporto a sério – foi, sempre o achou, a sua magreza – e por isso, além de Gigi ou de Licas, também o tratavam por Lingrinhas, vivia com o pai preocupado a querer afastá-lo dos «jogos da bola». A outra razão foi sofrer de asma - e a propósito da asma há nele, a desfiar-se, uma outra deliciosa memória: - A minha mãe era muito religiosa e fez promessa, pedindo que eu me curasse da asma. Curei-me da asma, passaram os anos, por uma razão ou outra não cumpria a promessa. Até que um belo dia resolveu cumpri-la. E lá fomos os dois a Fátima, eu já adolescente, com uma vela da minha altura. Achei-me ridículo. Continuou a ser o que já decidira ser: republicano e laico – e a asma voltou a dar deliciosa memória, memória que está no livro de Joaquim Vieira: - Com o pretexto de que eu estava com asma e não podia tomar banho frio, o médico da prisão de Caxias aceitou que eu tomasse banho quente. Eu punha-me completamente nu dentro do alguidar, com a malta toda a ver, e o guarda prisional regava-me com um regador…...
Do Passado para o Presente Mirabolantes, coisas que aconteceram nos primeiros jogos entre Benfica e Sporting. Num deles, desatando a chover copiosamente os sportinguistas não quiseram jogar a segunda parte – e foi preciso o árbitro ir ao balneários obrigá-los a voltar ao campo. Noutro, o erro do árbitro levou a que o Benfica ganhasse por 2-1 – e lendo, no jornal do dia seguinte, a justificação para o penalty, o Benfica pediu que se transformasse a sua vitória num empate, a União do Futebol (era assim que se chamava o que haveria de transformar-se, depois, em AFL…) recusou-lhe o pedido. Mas não, não é só de romantismo assim que aqui se fala. Também se fala de dissidente do Sport Lisboa que José Alvalade levou para o Sporting «verdadeiramente perigoso» - e das duas bofetadas que o guarda-redes do Sporting deu a dois benfiquistas e por causa disso acabou José Alvalade suspenso por um ano. E ainda se conta como os clubes nasceram – um à míngua e outro em glamour… Para um jogo de futebol com o CIF juntaram-se num misto alunos da Casa Pia de Lisboa e dos Catataus (era assim que se conhecia o Belém Football Club dos irmãos Rosa Rodrigues). Ganharam e decidiram comemorar a proeza no Café Gonçalves, na Rua de Belém. De repente, soltou-se a ideia, num brado de alguém: - E se fundássemos um clube novo? A ACTA QUE COSME NÃO ASSINOU POR... MODÉSTIA Depois do almoço, reuniram-se todos na Farmácia Franco, no outro lado da rua – e fundaram mesmo. Foi a 28 de fevereiro de 1904 - e assim nasceu o Sport Lisboa. Cosme Damião redigiu a acta e por modéstia não quis escrever nela o seu nome. Logo se acertou que presidente seria José Rosa Rodrigues, o mais velho dos irmãos Catataus; que o símbolo seria uma águia - «por significar elevação de propósitos, largo espírito de iniciativa e ânsia de subir o mais alto possível»; que a divisa seria Et Pluribus Unum - como apologia de união na comunhão de sentimentos. O major José da Cruz Viegas escolheu o vermelho e branco por «traduzir alegria, colorido e vivacidade e ser fonte de entusiasmo» - e compraram-se camisolas flanela na Alfaiataria Nunes e uma bola ao Cricket Club por 1500 réis. Problema, logo se viu, era a falta de campo decente. Os treinos foram-se fazendo numa faixa de terreno junto da linha de comboios para Cascais. Quando a CP exigiu a expulsão dos «footballers» através de uma ordem de despejo entregue pelo guarda da passagem de nível - e tudo piorou ainda mais. O Sport Lisboa procurou, então, guarida entre as Salésias e as Terras do Desembargador para os jogos e treinos montavam-se e as balizas – e depois desmontavam-se, havia um carpinteiro que recebia 50 réis pelo trabalho. Para o banho usava-se a água de um poço, havia um moço que a retirava com um balde e despejava-a pela cabeça abaixo dos jogadores. Januário Barreto fizera parte da equipa da Casa Pia que em 1897 quebrara a invencibilidade dos ingleses do Carcavelos no futebol que se jogava em Portugal. Não fundou o Sport Lisboa mas depressa aderiu ao projeto. Aliás, quando a Farmácia Franco passou a ser acanhada para tal e não havia sede disponível as reuniões eram no seu consultório médico da Rua Nova de Almada. Por isso, foi sem surpresa que, em novembro de 1906, se tornou o primeiro presidente eleito do SL, ficando com Manuel Gourlade a primeiro secretário, José Rosa Rodrigues a segundo e Daniel dos Santos Brito a tesoureiro. Elaboraram os primeiros estatutos, afanaram-se em trabalhos para adquirir o campo de jogos, mas em vão – e essa foi a razão porque, à entrada para 1907, o SL parecia condenado a colapso. Ou pior... NO QUE DEU O GAROTO ATROPELADO, À NOITE, JUNTO À CERCA… Sem o terreno da CP, na zona que constituía a cerca do quartel e que era também utilizada para exercícios militares de dois regimentos de tropa a cavalo, o Sport Lisboa passou a treinar-se às escuras, ao fim de tarde - e num desses treinos um garoto foi... «atropelado» (foi assim que a notícia surgiu no jornal) por António Rosa Rodrigues. Ficou com a perna fraturada – e o velho Catatau, o pai que tinha negócios de armação e pescas, proibiu os filhos de voltarem a jogar à bola assim, razão porque no SL se suspendeu toda a atividade. DOS DISSIDENTES DE BELÉM AO GLAMOUR DO SPORTING... Com os 550 mil réis que o avô lhe foi dando, José de Alvalade construiu no Lumiar, para o seu Sporting, o «melhor campo atlético de Portugal». O único problema era faltar-lhe equipa para o futebol. Ouvindo falar do que acontecera em Belém, lançou para lá o canto de sereia: que não oferecia apenas campo decente para treino e jogo, oferecia balneários com chuveiros banho quente de imersão, bolas novas, duas camisolas por desafio se chovesse - e no final de cada «match» soirées e chás dançantes com as senhoras mais ilustres da alta sociedade lisboeta. Sete jogadores do Sport Lisboa disseram-lhe que sim. Entre eles António Couto e Francisco dos Santos, que haveriam de ser o arquiteto e o escultor da estátua do Marquês de Pombal. Para o Lumiar foi igualmente Daniel Queirós dos Santos que haveria de chegar a presidente do Sporting – e os irmãos António e Cândido Rosa Rodrigues – só José, o mais velho dos Catataus, se escusou ao Lumiar. OS 27 MIL RÉIS QUE SALVARAM O SONHO QUE SAÍRA DA FARMÁCIA FRANCO… Outros, poucos, houve que não aceitaram o repto de José Alvalade – e, apesar da debandada dos demais recusaram-se a aceitar de ânimo leve sentença de morte ao Sport Lisboa. Para arranjar dinheiro para a inscrição no Campeonato de Lisboa, fez-se subscrição pública de emergência que rendeu 27 mil réis, graças sobretudo à boa vontade e à bolsa de Félix Bermudes, de Cosme Damião e de Manuel Gourlade, escriturário da Farmácia Franco, que chegou a ter 40 mil réis empenhados no SL, salvou o clube, não se salvou ele de morrer quase na miséria, por causa de «devaneios como esse», diria a família, depois... Antes do campeonato de Lisboa de 1907 arrancar, o Sporting fizera o seu primeiro jogo num torneio do CIF. Contra o FC Cruz Negra. Perdera-o por 1-5. O seu único golo, o primeiro da sua história, foi apontado por um jogador de ténis a quem José Alvalade pedira o favor de ir ao futebol: D. João de Vila Franca. Depois, Alípio da Motta Veiga, Octávio Teixeira Bastos e António das Neves Vital saltaram do Cruz Negra para o Sporting – e juntando-se ao «contingente de Belém» também eles defrontaram o Sport Lisboa – e ninguém imaginava que, nessa tarde, estava a começar o mais apaixonante derby de Portugal... AINDA SEM STROMP E DE BRANCO… O jogo com o Sport Lisboa, já a contar para o Campeonato de Lisboa, era para ser no Lumiar, não foi – foi no Campo da Quinta Nova, que pertencia aos ingleses do Cabo Submarino, o Carcavelos. O Sporting jogou todo de branco - e sem nenhum Stromp. O Francisco e o António ainda não eram da primeira equipa, o Francisco já entraria, porém, no derby seguinte... Cândido Rosa Rodrigues, um dos dissidentes do Sport Lisboa, fez o primeiro golo do Sporting, logo após o intervalo, Eduardo Corga empatou– e o que se segue é o que está, delicioso, na crónica de Os Sports: «Obtido esse resultado, eles marcham com mais energia, e o Sporting defende-se mal e com dificuldade, praticando novamente outras irregularidades. Quando todas as probabilidades lhe dão a vitória, cai uma bátega e o campo, alagado, não deixa caminhar a bola. Enquanto o Sporting abandona o campo, refugiando-se os seus jogadores nos balneários, o Sport Lisboa permanece quedo. Mister Burtenshaw, o árbitro, obriga-os a voltar e eles obedecem com visível má vontade. A chuva, tendo tornado frios os rapazes do Sport Lisboa, abate um pouco a sua energia e os adversários aproveitam-se e marcam novamente goal». A DERROTA COM TOQUE DE COSME DAMIÃO E O SPORTING… «BRUTALMENTE» Esse golo, o que deu ao Sporting vitória por 2-1, foi marcado na própria baliza por... Cosme Damião, quase à beira do fim – e o cronista (não identificado...) de Os Sports não deixou de notar a tropelia do destino: «Uma infelicidade - e precisamente do homem que mais estava lutando pela vitória e mais lutava na resistência à crise do Sport Lisboa»… sublinhando, por fim: «O Sporting, em grande parte, jogou butalmente. Os seus jogadores cometeram irregularidades em barda e neste género sobressaiu Albano dos Santos, jogador verdadeiramente perigoso». A talho de foice, ainda adiantou ao seu escrito: «O Sport Lisboa esteve muito bem, mas com muita infelicidade, talvez motivada pela enervação de se encontrar com um grupo formado por antigos irmãos, cuja recordação é um fel…» e rematou, poético: - Couto e Cândido são os sóis que iluminam o grupo. UM ERA INGLÊS, OUTRO SÓ PARECIA… Nessa altura, o futebol em Portugal era ainda dominado por ingleses que para cá tinham vindo em trabalho. Os «mestres» eram os do Cabo Submarino, os do Carcavelos. Mas havia outros, também havia a equipa do Braço de Prata, ainda antes da fábrica se tornar em fábrica de munições para o exército – e foi no Braço de Prata que Charles Etur apareceu a jogar. Saltou para o Grupo Sacavém e para o Gilman – e acabou no Sporting, foi o treinador desse primeiro jogo com o Benfica, pôs a equipa a alinhar assim: Emílio de Carvalho; Daniel Queirós dos Santos e José Belo; Albano dos Santos, António Couto e Júlio Nóbrega de Lima; António Rosa Rodrigues, Cândido Rosa Rodrigues e Jacob Eagleson, José da Cruz Viegas e Henrique Costa. Pode, pode parecer que sim, que nessa primeira vez houve um inglês no Sporting, que jogou todo de branco: Jacob Eagleson. Inglês não era, era filho de inglês – que viera para Sacavém contratado pela firma Graham & Cª e foi em Sacavém que Jacob nasceu. Além do futebol, destacou-se na natação e no... golfe, mas foi no cricket que se tornou estrela, estrela numa equipa do Sporting que contava também com Charles Etur e... José de Alvalade. DRAMÁTICO O DESTINO DO TREINADOR QUE DEIXOU DE APARECER… Foi Cosme Damião quem o contou, muitos anos depois, numa evocação em A Bola, a Cândido de Oliveira: - Tu não calculas o que era a figura desse rapaz, o Manuel Gourlade. Estou-o vendo: aparecia sempre equipado, por completo - da cabeça aos pés: kepi preto, camisa branca, calção preto, meias de futebol e botas também de futebol. Mas o que dava mais nas vistas era uma grande faixa sobre a camisa, a tiracolo, com as três cores da bandeira francesa. Não soubemos a princípio o seu nome. Começou a aparecer talvez no terceiro treino. do Sport Lisboa. Não jogava. Dava apenas uns pontapés. Conhecia muito bem as leis do jogo, os seus segredos. Tomou para nós, o papel de técnico do futebol... Gourlade era empregado da Farmácia Franco – e também de uma outra no Conde Barão. Treinador do Sport Lisboa se manteve até finais de 1908. De repente, deixou de aparecer no clube, no clube que já era Sport Lisboa e Benfica. Houve quem soubesse que por imposição da família, a família rica que não lhe aceitava o desbaratar de mais dinheiro na «loucura pelo football» - e fora isso que o fizera tomar a decisão que tomara. Anos depois, muitos anos depois, Daniel dos Santos Brito, um dos dissidentes do Sport Lisboa que saltara para o Sporting (e haveria de se tornar um dos seus principais dirigentes...) descobriu Manuel Gourlade em «situação de degradação física e económica» perdido pela cidade - e conseguiu que o acolhessem no Asilo d`Espie Miranda, em Campolide, onde morreu, a caminho dos 70 anos, em 1944. Para o primeiro jogo do Sport Lisboa com o Sporting, a equipa que Gourlade fez foi: João Carvalho Persónio; Luís Vieira e Leopoldo Mocho; Alves, Cosme Damião e Marcolino Bragança; Félix Bermudes, António Costa, Eduardo Corga, António Meireles e Carlos França. (Não, o Sporting não ganhou esse Campeonato de Lisboa de 1907/1908, ganhou-o o Carcavelos. O Sporting ficou em segundo lugar - e o Benfica em terceiro.) ...
Do Passado para o Presente Com novo Benfica-Sporting a caminho, regressa-se a 10 de fevereiro de 1935. Foi o dia do primeiro Benfica-Sporting para o campeonato. Mais do que recordá-lo apenas – o que aqui se faz é mostrar-lhe um país onde a hipocrisia se misturava com a moral de sacristia. Acabou num empate, campeão foi o Benfica - a treiná-lo estava Vítor Gonçalves. 40 anos depois, o filho, tinha o país a arder, no PREC, era Vasco Gonçalves. Na segunda volta, o Sporting ganhou – e na sua primeira vitória para o campeonato houve pé de um brasileiro de Águeda que depois viveria drama no Porto, o drama de ter de ir para a baliza do Sporting sofrer oito golos, perder por 10-1… Até essa época de 1934/35, Portugal não tinha campeão a sair de uma Liga – para além dos Campeonatos Regionais havia o Campeonato de Portugal disputado ao jeito do que é hoje a Taça. A ideia de mudança fora de António Ribeiro dos Reis, Cândido de Oliveira e Maia Loureiro – e resultara sobretudo de um choque telúrico, a derrota da seleção em Espanha por 9-0: - A goleada, no apuramento na o Campeonato do Mundo, deu motivo a ironias e grandes gozações, mas acabou por ser mal que veio por bem. O Campeonato de Lisboa era, realmente, um torneio cada vez mais desinteressante (o último, então, carregadinho de problemas, até perdera a dignidade), o Campeonato de Portugal era uma prova rápida, a eliminar, faltava de facto uma Liga, no qual as melhores equipas se defrontassem entre si, felizmente fez-se... O derby, o primeiro Benfica-Sporting para o campeonato nacional, foi à quarta jornada, no Campo das Amoreiras – e acabou num empate.Carlos Torres marcou aos 27 minutos para o Benfica, Mourão empatou aos 65. NA PRIMEIRA VITÓRIA DO SPORTING, O GOLO DO MÁRTIR DOS 10-1... Na segunda volta, o Sporting bateu o Benfica por 3-1 - no Lumiar. Foi a 31 de março de 1935. Um dos três golos marcou-o Rui Carneiro. Era de Águeda e aos 13 anos, os pais emigraram para o Brasil, ele foi com eles. Lançou-se no futebol no Palmeiras - e de um momento para o outro decidiu voltar a Águeda. Joseph Szabo descobriu-o no Recreio - e levou-o para o FC Porto: - Desgostoso com as rivalidades internas que se viviam no FC Porto, achei que o melhor era regressar a Águeda e quando estava a caminho, o Sporting chamou-me para o Lumiar... No Sporting esteve só essa época - e mais uma, a última deu-lhe lugar na história: avançado portista atirou, com a força do seu remate, Artur Dyson para o hospital, para o seu lugar, na baliza, foi Rui Carneiro, sofreu oito golos na histórica goleada do FC Porto ao Sporting: 10-1. Ainda passou pelo Belenenses - e de voltou a dar nova volta à vida: foi de novo para o Brasil, ainda jogou no Vitória da Bahia, tornou-se treinador de sucesso no Esporte Clube Vitória. Os outros golos da primeira vitória do Sporting sobre o Benfica? Um foi de Francisco Lopes, outro foi de Manuel Soeiro. Sim, por essa altura, Adolfo Mourão era a estrela no Sporting. Chegara ao Lumiar em 1926 – e ainda antes de fazer 17 anos já se tornara titular indiscutível na linha de ataque. Aliás, antes, no Carcavelos, onde se lançara como jogador, falsificavam-lhe a idade para o pôr a jogar na primeira categoria: - Como tinha 14 anos, não podia... Dirigente do Sporting vira-o num desafio entre a Casa Borges & Irmão e a Casa Bertrand, no Campo Grande – e desviara-o para lá. GINÁSTICA DE PIJAMA, PELA MADRUGADA... Aliás, no Sporting havia o Mourão – e já havia, em igual fulgor, o Soeiro. Na época anterior, voltando Joaquim Oliveira Duarte, comandante da marinha, à sua presidência, voltou Filipe dos Santos, que de lá escapara, antes em tremenda turbulência, ao seu comando técnico - e o levara para Espanha. Novidade foi passar a haver nos seus jogos do Sporting claque organizada. O Sporting ganhara o Campeonato de Lisboa – e o Campeonato de Portugal de 1933/34 (a que o FC Porto não concorrera por estar suspenso pela FPF) mas, no fundo quem o ganhou foi o Soeiro. A final fora com o Barreirense, fechou-se a 4-3 e graças aos seus quatro golos – falou-se, pela primeira vez num jornal, em... poker, o poker do Soeiro, do Manuel Soeiro Vasques. Nascera e crescera no Barreiro e lá vivia. Para além de jogar futebol, passou a explorar a tabacaria do Sporting, vendendo jornais, revistas, cigarros, charutos - e antes de Filipe dos Santos o descobrir, descobriu ele Filipe dos Santos: - Estava no Luso e via o senhor Filipe a dar ginástica aos jogadores, que encaravam aquilo quase como um sacrifício. Estabeleci um plano de campanha. Pela manhã cedo, seis horas normalmente, levantava-me, vestia o pijama e sozinho ia para o quintal imitar o que tinha visto fazer ao senhor Filipe. Saltava à corda, fazia flexões, movimentos respiratórios, corria, pendurava-me... Minha mãe ao ver-me exercitando — e começava logo na cama, com abdominais — dizia que eu era maluco, não saindo a nenhum deles! Mas não, foi assim que se me abriu caminho para o sonho de ser do Sporting, do Sporting do senhor Filipe... O GUARDA-REDES QUE NÃO QUERIA ALTERNAR... Nesse primeiro Benfica-Sporting para a Liga repetiu-se o que acontecera na final daquele Campeonato de Portugal de 1933/34: para a baliza leonina foi Jordão Jóia, que viera do Nacional da Madeira - e não Artur Dyson, o Dyson que já antes lamentara: - Não compreendo a atitude da Direção do Sporting, do nosso treinador. Chamaram-me para me dizer que alternaria com Jóia. Recusei. Não me importava absolutamente nada de ir para a reserva, mas andar a saltitar, isso não, não me parece bem. Ao Jóia só reconheço uma vantagem sobre mim: a atenção ao jogo. Sou, de facto, um jogador... distraído, por vezes nem me recordo de que estou a jogar! O treinador do Benfica, que do Benfica faria campeão da Liga de 1935/36, era Vítor Gonçalves, o pai de Vasco Gonçalves, o primeiro ministro que em 1975 incendiaria Portugal com o PREC – e o do Sporting era um romeno: Wilhelm Possak. Jogara no Timissoara, notabilizara-se no Ujpest e no Vasas de Budapeste e, já em final de carreira, apareceu, quase à aventura, no Lumiar. Joaquim Oliveira Duarte, sabendo do fulgor do seu passado, ofereceu-lhe contrato de jogador e de treinador. Essa Liga de 1934/35, a primeira da história, acabou ganha pelo FC Porto – com o Sporting em segundo lugar e o Benfica em terceiro. Ainda houve, nessa época, Campeonato de Portugal – e no Campeonato de Portugal, os sportinguistas vingaram-se dos portistas, afastando-os da final com 0-0 no Lima e 4-0 no Campo Grande. O PRIMEIRO BENFICA-SPORTING NA FINAL DO CAMPEONATO DE PORTUGAL Adversário na final do Campeonato de Portugal? O Benfica - e foi a primeira vez em que a final do Campeonato de Portugal se vez entre Benfica e Sporting. No Campo do Lumiar, perante mais de 30 mil espectadores - Óscar Carmona, o Presidente da República que tinha um neto que haveria de jogar futebol no Sporting, o Sporting de que ele era Sócio Honorário, chamou à tribuna de honra os finalistas, cumprimentando-os um a um e desejando-lhe «sorte e raça». Mourão fez 1-0, Lucas empatou - e Valadas pintou o título de vermelho. Campeonato de Portugal houve ainda em mais três edições. Na de 1935/36, o Sporting ganhou a final ao Belenenses. Na de 1936/37, o FC Porto ganhou a final ao Sporting. E na de 1937/38, o Sporting ganhou a última final da prova que deu lugar à Taça de Portugal ao Benfica - e o Benfica que perdera a primeira das quatros edições do Campeonato da Liga (que a partir de 1938/39 passou a denominar-se Campeonato Nacional da I Divisão) venceu as três seguintes. (E, com isso, campeão da Liga foi o que o Sporting nunca foi...) ...