SEGUNDA-FEIRA, 25-05-2015, ANO 16, N.º 5595
Wenger quer renovação de Walcott
Arsenal A última jornada da Premier League correu de feição para Theo Walcott. O extremo inglês apontou três dos quatro golos que garantiram a vitória ao Arsenal frente ao West Bromwich (4-1). Numa altura em que se colocavam dúvidas em torno da continuidade de Walcott, a exibição de sonho veio confirmar a preponderância do internacional inglês no plantel gunner. Wenger assume que a renovação já começou a ser tratada, bem «antes do hat-trick». «Isso não veio mudar nada. Com ou sem os três go
Jorge Jesus conquista globo de ouro de Melhor Treinador
Sociedade Jorge Jesus, treinador do Benfica, venceu este domingo o prémio de Melhor Treinador de 2014, na cerimónia dos Globos de Ouro. Contudo, o técnico dos encarnados não compareceu no evento, organizado pela SIC e Caras. Concorriam ao prémio de melhor treinador Ana Hormigo (Judo), Luís Duarte (Hóquei em patins) e Pedro Rufino (Ténis de Mesa).
«Perdemos pontos estúpidos» - Pellegrini
Manchester City Manuel Pellegrini concluiu a edição 2014/2015 da Premier League com a convicção de que vai manter-se como treinador do Manchester City na próxima temporada. «Tenho a perfeita noção daquilo que os proprietários do clube pensam. Não estão felizes, mas também não acreditam que despedir o treinador por não ganhar qualquer título seja a solução», esclareceu o chileno na BBC Sport. Para Pellegrini, os citizens apenas poderão queixar-se de si próprios pelo fracasso da temporada.
Ronaldo vence globo de ouro de Melhor Desportista Masculino
Sociedade Cristiano Ronaldo conquistou esta noite o globo de ouro na categoria de Melhor Desportista Masculino de 2014. No entanto, o internacional português não marcou presença na cerimónia. O avançado do Real Madrid, que garantiu a sua sétima estatueta, levou a melhor sobre Emanuel Silva e João Ribeiro (Canoagem), Marco Freitas (Ténis de Mesa) e Rui Costa (Ciclismo). A gala dos Globos de Ouro é organizada pela SIC e Caras.
Fernando Gomes felicita Tondela, União e Mafra
Futebol O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) felicitou os clubes que este domingo alcançaram a tão desejada subida à Liga e Liga 2. Fernando Gomes deixou ainda uma palavra de «motivação» para todos os outros que viram goradas as suas pretensões. Leia o comunicado do presidente da FPF aqui publicado na íntegra «Em nome da Federação Portuguesa de Futebol, saúdo o Tondela pela conquista do título de campeão da Segunda Liga, que lhe garante a estreia no escalão principal do fut
Jogos de Preparação com Derby County e Burton Albion cancelados
Benfica O Derby County anunciou este domingo no seu site que o jogo de preparação frente ao Benfica, agendado para 28 de julho, foi cancelado porque o bicampeão português vai participar na Champions Cup, que se disputa por volta de finais de julho nos Estados Unidos. Além disso, o outro encontro dos encarnados em Inglaterra, perante o Burton Albion (dia 21), orientado pelo holandês Jimmy Floyd Hasselbaink, também fica sem efeito. Recorde-se que o Benfica irá realizar, entre 18 e 28 de julho, um es
Divulgados equipamentos da próxima temporada (fotos)
Barcelona O Barcelona disponibilizou este domingo, através das redes sociais, os novos equipamentos para a próxima temporada. Como novidade, a camisola principal de 2015/2016 terá listas horizontais, contrariamente ao que aconteceu esta época, onde a camisola tinha listas verticais. Quanto ao equipamento alternativo será dourado e azul.
«Sem Cech não sei se seríamos campeões» - Mourinho
Chelsea José Mourinho reiterou este domingo, depois do último compromisso do Chelsea na Premier League, a importância de Petr Cech na conquista do título. «Aos 33 anos ele é já uma lenda do clube. Uma das nossas forças esta época foi ter os dois melhores guarda-redes da Premier League. Quando Thibaut estava lesionado Petr jogou e fez defesas decisivas. Se ele não estivesse aqui não tenho a certeza se teríamos sido campeões», afirmou o treinador português após o triunfo (3-1) na receção ao Sunderland,
Milan vence Torino (3-0)
Itália O Milan recebeu e venceu este domingo o Torino, por 3-0, partida da 37.ª e penúltima jornada da Serie A. El Shaarawy (18, 65) e Pazzini (57), de grande penalidade, apontaram os golos da vitória da equipa `rossonera`, que soma agora 49 pontos no 10.º lugar. Já o Torino ocupa a nona posição, com 51 pontos.
Galatasaray vence Besiktas (2-0)
Turquia O Galatasaray deu este domingo passo importante para a conquista do 20.º campeonato da sua história, ao vencer em casa o Besiktas (2-0), na 33.ª e penúltima jornada da Super Liga da Turquia. Oztekin (11’) e Wesley Sneijder (80’) apontaram os golos da equipa onde alinha o português Bruma (suplente não utilizado). Com esta vitória, o Galatasaray passa a somar 76 pontos, mais seis pontos e um jogo que o Fenerbahçe (2.º classificado) e pode ser campeão já amanhã, caso a equipa de Bruno Alves e Ra
Pepe reavaliado esta segunda-feira
Real Madrid Pepe será reavaliado esta segunda-feira pelo departamento médico do Real Madrid à lesão que motivou a substituição do defesa-central durante a primeira parte do jogo com o Getafe, no Santiago Bernabéu. O internacional português sentiu uma dor na parte posterior da coxa esquerda depois de efetuar um sprint, fazendo de imediato sinal para o banco a pedir a substituição. O resultado dos exames médicos será determinante para aferir a disponibilidade do jogador para os compromissos de Po
Hackman e André Bukia assinam por três temporadas
Boavista O central ganês Emmanuel Hackman e o médio congolês André Bukia vão representar o Boavista nas próximas três temporadas. Os dois atletas de 20 anos destacaram-se ao serviço do Vila Real (Campeonato Nacional de Seniores) e, após várias observações, os axadrezados decidiram avançar para a aquisição dos seus passes. Hackman soma 10 jogos na formação de Trás os Montes, enquanto Bukia, internacional sub-21 pela República Democrática do Congo, leva 30 partidas e quatro golos apontados.
Mayweather ´engorda´ conta bancária com aposta na NBA
Boxe O terceiro jogo da final da Conferência Oeste da NBA, entre Houston Rockets e Golden State Warriors, permitiu a Floyd Mayweather aumentar a sua conta bancária em 200 mil dólares, cerca de 182 mil euros. O mediático pugilista apostou na vitória dos Warriors...e acertou em cheio. A equipa de Oakland impôs-se em Houston, por 115-80, e ajudou Mayweather a duplicar o valor da aposta. O norte-americano investiu 200 mil dólares e ficou com 400 mil, cerca de 364 mil euros. notícia atualizad
Bétis regressa à Liga espanhola
Espanha O Bétis venceu este domingo o Alcórcon (3-0), resultado que permitiu ao clube da Andaluzia alcançar a promoção à Liga espanhola. Um bis de Ruben Castro Martin e um golo de Jorge Molina permitiram ao conjunto orientado por Pepe Mel assegurar o regresso ao principal escalão do futebol espanhol, um ano após ter sido despromovido.
Festa do Tondela e do União (fotos)
Liga 2 A última jornada da Liga 2 consagrou o Tondela como campeão. A equipa do distrito de Viseu fez história ao subir pela primeira vez ao principal escalão do futebol português e festejou bem perto do final do encontro diante o Freamunde (1-1) após o golo de André Carvalhas. Logo após o apito final, a festa arrancou com a invasão pacífica dos adeptos tondelenses. O técnico Quim Machado e o presidente Gilberto Coimbra eram dos rostos mais emocionados. Em Marvila também houve espaço para festa.
«Tive uma conversa franca com Mourinho» - Drogba
Chelsea Didier Drogba revelou ter mantido uma «conversa franca» com José Mourinho antes de decidir abandonar o Chelsea no final desta época. «Tive uma conversa franca com o clube e com José [Mourinho] e todos concordámos que se eu quisesse jogar com regularidade deveria procurar outra equipa. Quero continuar a jogar mas a minha ligação ao clube estará sempre presente», frisou o avançado de 37 anos. O derradeiro compromisso da equipa londrina na edição 2014/2015 da Premier League marcou a despedida
Luisão felicita equipa de hóquei pela conquista da Taça
Benfica Luisão, capitão do Benfica, felicitou, através das redes sociais, a equipa de hóquei em patins do clube encarnado pela vitória na Taça frente ao Sporting (3-0). «Parabéns ao nosso Hóquei em Patins por mais esse título!!! O Benfica é um só!! Parabéns!!!», escreveu o internacional brasileiro, no Twitter.
Salzburgo sagra-se bicampeão
Áustria O Salzburgo conquistou este domingo o sexto campeonato austríaco da sua história, o segundo consecutivo, depois de vencer em casa o Wolfsberg por 3-0, na 35.ª e penúltima jornada do campeonato. Sabitzer (5’), Ramalho (12’) e Jonathan Soriano (51’) apontaram os golos da equipa orientada Hutter. Destaque para o avançado espanhol Soriano que terminou o campeonato com 31 golos em 31 jogos disputados Tanto o Salzburgo como o Rapid de Viena, que já assegurou o segundo lugar, vão disputar as pré-
Mourinho explica substituição de Drogba
Chelsea Minuto 30 do jogo entre Chelsea e Sunderland. O quarto árbitro exibe a placa com o número 11, indicação para Didier Drogba abandonar o relvado de Stamford Bridge. A substituição do costa-marfinense, porém, trazia água no bico... «Drogba tem um problema no joelho e em condições normais não teria jogado. Ele quis estar em campo por ser o último jogo dele. A decisão de entregar-lhe a braçadeira de capitão foi do John [Terry] e depois decidiram todos retirá-lo de campo. Gostam muito dele. Didier
Mafra sobe à Liga 2
CN Seniores O Mafra carimbou este domingo o regresso aos campeonatos profissionais, ao vencer em casa o Louletano (1-0), na 14.ª e última jornada da Fase de Subida da Zona Sul do CNS. A equipa orientada por António Pereira junta-se assim ao Famalicão (vencedor da Zona Norte) no lote de promovidos. A última vaga de subida vai ser discutida entre Varzim (2.º classificado Zona Norte) e Casa Pia (2.º classificado Zona Sul). Resultados 14.ª jornada Fase Subida Zona Norte Mirandela – Sousense, 3-0
Miguel Albuquerque dá os parabéns pela subida à Liga
União O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, já deu os parabéns ao União da Madeira pela subida à 1.ª Liga. Através de comunicado, Albuquerque «congratula-se pela subida à 1.ª Liga do Clube Futebol União da Madeira» e aproveita a ocasião para «endereçar parabéns aos dirigentes, equipa técnica, atletas, adeptos e todos os que contribuíram para esta vitória que honra o nome da Região Autónoma.»
APOEL faz a dobradinha
Chipre O APOEL sagrou-se este domingo tricampeão cipriota. A equipa onde alinham os portugueses Mário Sérgio, Tiago Gomes e Nuno Morais precisava apenas de pontuar no campo do Ermis, na 32.ª e derradeira jornada do campeonato, mas não deixou os créditos por mãos alheias e venceu por 4-2. De Vincenti (5’), Charalanhidis (9’) e Djebbour (18 g.p. e 39) marcaram para a equipa de Nicósia, enquanto Taralidis (16’) e Papathanasiou (53) apontaram os tentos do Ermis, de China, Toni Lopes e Manú. Recorde-s
Vencedor da Eurovisão tem um labrador chamado... Lionel Messi!
Barcelona Mans Zelmerlow venceu o festival da Eurovisão, pela Suécia, no passado sábado em Viena. Um amante do futebol e do Barcelona. Tanto amor que levou o cantor a chamar ao seu labrador preto de dois anos... Lionel Messi!
Incidentes no jogo entre Braga B e Sporting B
Liga 2 O jogo entre Braga B e Sporting B, da 46.ª e última jornada da Liga 2, ficou marcado por incidentes na bancada de Imprensa do Estádio 1.º de Maio. Corria o minuto 90 quando Luís Elói apontou o golo da vitória (3-2) do Sporting B. Dois elementos do Scouting e Análise do clube de Alvalade encontravam-se na bancada de Imprensa e esboçaram uma pequena reação no golo leonino. Nesse momento, os adeptos do SC Braga voltaram-se para os dois elementos, ameaçaram-nos, cuspiram e partiram o tripé da
Resultados da 46.ª jornada
Liga 2 Resultados e marcadores dos jogos da 46.ª e última jornada da Liga 2. Sábado, 23 de maio Beira – Mar – Académico, 1-1 Nogueira (50); Sandro Lima (90+2) Portimonense – Leixões, 1-1 Gleison (90); Lewis Enoh (74, g.p.) Domingo, 24 de maio Santa Clara – Covilhã, 0-2 Diogo Coelho (41), Erivelto (59, g.p.) Marítimo B – Porto B, 0-0 Oriental - União, 0-3 Kisley (9), Rúben Andrade (71), William Soares (86) Olhanense – Atlético, 1-1 Murilo Mendes (89, g.p.); Minot
«Em cima da meta traz ainda maior satisfação» - Vítor Oliveira
União Vítor Oliveira carimbou este domingo a sétima subida de equipas do segundo escalão ao principal patamar do futebol português, desta feita ao comando do União. «É um momento de glória para estes jogadores, é uma alegria muito grande e um fator muito importante na carreira do treinador, dos jogadores e do clube. Conseguimos mesmo em cima da meta, o que traz ainda maior satisfação», afirmou o treinador, de 68 anos, em declarações na Sport TV. «Os jogadores acreditaram no treinador e na
ABC perde com Odorhei (25-32) e falha conquista da Taça Challenge
Andebol O ABC falhou este domingo a conquista da Taça Challenge de andebol, ao sair derrotado do segundo jogo da final com o Odorhei, por 25-32, na Roménia. A equipa portuguesa viu assim anulada a vantagem de quatro golos alcançada em Braga, onde venceu por 32-28.
Equipa feminina de andebol do 1.º de Agosto conquista Taça das Taças Africanas
Angola A equipa sénior feminina de andebol do 1.º de Agosto conquistou este domingo, em Libreville, no Gabão, a Taça das Taças Africanas, ao vencer, na final, o Africa Sport de Abidjan (Costa do Marfim), por 36-22. Ao intervalo, as angolanas já venciam por 16-10.
Benfica vence V. Guimarães (77-69) e fica a uma vitória do título
Basquetebol O Benfica venceu esta tarde o Vitória Guimarães (77-69) no Pavilhão da Luz, na segunda partida da final do “play-off” da Liga portuguesa de basquetebol, disputada à melhor de cinco jogos. Ronald Slay foi a figura do encontro, averbando 25 pontos e quatro ressaltos. Os encarnados somam agora duas vitórias na final e caso vençam o próximo jogo, agendado para 30 de maio em Guimarães, sagram-se campeões nacionais.
«Título inteiramente merecido» - Quim Machado
Tondela Quim Machado assumiu o leme à passagem da 11.ª jornada e conduziu a nau do Tondela a bom porto, leia-se, conquista do título da Liga 2. O treinador de 48 anos é um homem feliz e orgulhoso do trabalho efetuado. «Esta equipa merece inteiramente este título. Cheguei à 11.ª jornada, estávamos no 10.º lugar, a oito pontos do primeiro e a seis do segundo. Fomos a equipa mais regular, fizemos 40 pontos na primeira volta e 41 na segunda. Mostrámos a nossa força. As vitórias contra o União fizeram-
Juvenis: FC Porto vence em Setúbal (1-0)
Futebol O FC Porto foi este domingo a Setúbal vencer o Vitória, por 1-0, partida da 3.ª jornada da fase de apuramento de campeão do Nacional de juvenis. Resultados: Sábado Benfica - Nacional, 2-0 Domingo Vitória de Setúbal - FC Porto, 0-1 Classificação: 1. Benfica, 3 jogos /9 pontos 2. FC Porto, 3 / 4 3. Nacional, 3 / 2 4. Vitória de Setúbal, 3 / 1 Programa da 4.ª jornada: FC Porto - Nacional Vitória de Setúbal - Benfica
Campeã UDRA empata (0-0), Sporting de Praia Cruz soma e segue
São Tomé e Príncipe A equipa do Sporting de Praia Cruz deslocou - se ao campo de Caixão Grande para bater a equipa local, por 1-0, em jogo pontuável para a terceira jornada da série São Tomé. Numa tarde chuvosa, terreno escorregadio, lamacento e a exigir maior esforço físico aos jogadores, o triunfo poderia cair para qualquer dos dois lados. No entanto, os Leões-do-mar chegariam ao golo, aos 71 minutos, por intermédio de Naí. Com esta vitória e mercê do nulo (0-0) da UDRA, campeã em título, diante da Juba, e
Presidente do Benfica de Bissau garante que será campeão a exemplo do congénere de Portugal
Guiné-Bissau O presidente do Benfica de Bissau, Sérgio Marques, garantiu que o clube será campeão guineense, a exemplo do congénere Sport Lisboa e Benfica (Portugal). «Temos tudo para conquistar o campeonato, pois será o seguimento da lógica de sucesso que reina do mundo benfiquista. O Sport Lisboa e Benfica foi campeão em Portugal e nós sê-lo-emos na Guiné-Bissau», garantiu Sérgio Marques.
Rodgers recusa bater com a porta
Liverpool O Liverpool despediu-se da edição 2014/2015 da Premier League com pesada derrota (1-6) no terreno do Stoke City. Dececionado com o desaire, que pôs fim a uma época sofrível dos ´reds´, Brendan Rodgers garantiu sentir-se motivado para dar uma resposta cabal na próxima temporada. «Sempre disse que se os donos do clube quiserem que vá embora, eu vou. Mas continuo a sentir que tenho muito para dar ao clube. Aconteceram muitas coisas que dificultaram o meu trabalho e tenho consciência de que exibi
Van Gaal sem certezas sobre De Gea e Falcao
Manchester United Louis van Gaal mostrou-se evasivo quando questionado sobre o futuro de David de Gea e Radamel Falcao no Manchester United. «Não posso afirmar se de Gea vai sair ou não. É ele quem tem de dizer algo, não eu», argumentou o treinador holandês, este domingo, depois do empate (0-0) no terreno do Hull City. Sobre Falcao, Van Gaal foi igualmente parco em palavras: «Temos até amanhã [segunda-feira] para tomar uma decisão. Tenho de falar com ele». «Compete-me decidir quem sai e quem entra. Nã
Balanço Premier League com Mourinho campeão
Inglaterra Terminou este domingo mais uma edição da Premier League. O Chelsea, orientado por José Mourinho, conquistou o quinto campeonato do seu historial, o terceiro com o técnico português no comando (2004/05, 2005/06 e 2014/15). Uma das grandes desilusões da temporada foi o Liverpool. Vice-campeão na temporada passada, a formação de Anfield Road terminou na 6.ª posição com 12 derrotas. Época negra para Brendan Rodegrs que vê ainda partir o capitão Steven Gerrard para a MLS. Em sentido inverso esteve

resultados

Liga 2 - 46ª Jornada
Terminado
Santa Clara
02
Covilhã
Terminado
Marítimo B
00
FC Porto B
Terminado
Olhanense
11
Atlético
Terminado
Aves
30
Trofense
Terminado
Benfica B
21
V. Guimarães B
Terminado
SC Braga B
23
Sporting B
Terminado
Chaves
20
Oliveirense
Terminado
Farense
41
Feirense
Terminado
Freamunde
11
Tondela
Terminado
Oriental
03
União

classificações

Liga
Liga 2
34. ª jornada
classificação
46. ª jornada
classificação
22-05
FC Porto
20:30
Penafiel
Sport TV1
23-05
Estoril
17:00
Boavista
23-05
Nacional
18:00
P. Ferreira
23-05
Arouca
18:00
Moreirense
23-05
Benfica
18:00
Marítimo
BTV1
23-05
Gil Vicente
18:00
Belenenses
23-05
Rio Ave
18:00
Sporting
Sport TV1
23-05
SC Braga
20:15
V. Setúbal
Sport TV1
23-05
Académica
20:15
V. Guimarães
Sport TV2
23-05
Beira-Mar
1 1 16:00
Académico
23-05
Portimonense
1 1 17:00
Leixões
24-05
Santa Clara
0 2 16:00
Covilhã
24-05
Marítimo B
0 0 16:00
FC Porto B
24-05
Oriental
0 3 17:00
União
24-05
Olhanense
1 1 17:00
Atlético
24-05
Aves
3 0 17:00
Trofense
24-05
Benfica B
2 1 17:00
V. Guimarães B
24-05
SC Braga B
2 3 17:00
Sporting B
24-05
Chaves
2 0 17:00
Oliveirense
24-05
Farense
4 1 17:00
Feirense
24-05
Freamunde
1 1 17:00
Tondela
J
V
E
D
G
P
1
Benfica
34
27
4
3
86-16
85
2
FC Porto
34
25
7
2
74-13
82
3
Sporting
34
22
10
2
67-29
76
4
SC Braga
34
17
7
10
55-28
58
5
V. Guimarães
34
15
10
9
50-35
55
6
Belenenses
34
12
12
10
34-35
48
7
Nacional
34
13
8
13
45-46
47
8
P. Ferreira
34
12
11
11
40-45
47
9
Marítimo
34
12
8
14
46-45
44
10
Rio Ave
34
10
13
11
38-42
43
11
Moreirense
34
11
10
13
33-42
43
12
Estoril
34
9
13
12
38-56
40
13
Boavista
34
9
7
18
27-50
34
14
V. Setúbal
34
7
8
19
24-56
29
15
Académica
34
4
17
13
26-46
29
16
Arouca
34
7
7
20
26-50
28
17
Gil Vicente
34
4
11
19
25-60
23
18
Penafiel
34
5
7
22
29-69
22
J
V
E
D
G
P
1
Tondela
46
21
18
7
67-51
81
2
União
46
22
14
10
69-39
80
3
Chaves
46
20
20
6
68-45
80
4
Covilhã
46
23
11
12
78-46
80
5
Sporting B
46
22
12
12
66-57
78
6
Benfica B
46
22
11
13
81-60
77
7
Feirense
46
21
12
13
61-51
75
8
Freamunde
46
18
17
11
48-32
71
9
V. Guimarães B
46
19
8
19
71-57
65
10
Beira-Mar
46
16
15
15
52-48
63
11
Farense
46
16
14
16
51-54
62
12
Académico
46
17
11
18
55-56
62
13
FC Porto B
46
17
10
19
66-64
61
14
Portimonense
46
15
15
16
56-62
60
15
Oriental
46
15
13
18
47-59
58
16
Olhanense
46
13
16
17
51-56
55
17
Oliveirense
46
14
13
19
50-67
55
18
Aves
46
12
17
17
52-58
53
19
Santa Clara
46
10
21
15
33-42
51
20
Leixões
46
13
11
22
53-67
50
21
SC Braga B
46
12
15
19
48-62
49
22
Atlético
46
11
14
21
56-70
47
23
Marítimo B
46
10
11
25
37-67
41
24
Trofense
46
9
9
28
35-81
36
Incrível, o modo ele deu a volta ao destino (e não, não foi só pelo que fez no Benfica...)
Estrela de Diamante Para muita, muita gente, foi nos pés de Jonas que o Benfica começou a nascer campeão. Para muita, muita mais, teve apenas um pequeno azar: aquele minuto 68 do Benfica-Marítimo poderia ter-lhe marcado a história ainda a mais lustro - mas ao anular-lhe (mal...) um golo, o assistente de Nuno Almeida impediu que a Bola de Prata fugisse das mãos de Jackson Martinez. Por causa disso incendiou-se a luz em apupos e imprecações - e, por entre a euforia da festa do título, Jorge Jesus não calou a mágoa: - O árbitro auxiliar tirou golo limpo ao Jonas, se não ele teria sido o melhor marcador. E merecia-o. Assim como o merece o Jackson, também merecia o Lima. Mas o mais importante foi o troféu do bicampeonato... Não, a ele não se lhe notou grande angústia por não ter sido o que poderia ter sido: - Mais importante é comemorar o título do Benfica, era o nosso primeiro objetivo. Fizemos belíssimo campeonato. O prémio individual? Foi por pouco, aquele golo anulado... Mas estou feliz... Sim, impressionante foi o que foi Jonas até chegar ali - uma vida que é um encanto, um espanto. Por exemplo, aos 18 anos, António Simões já tinha ganho a Taça dos Campeões pelo Benfica (e ainda hoje é o mais jovem campeão europeu da história.) Aos 18 anos, Cristiano Ronaldo já ganhava 150 mil euros por mês no Manchester United (e uma década depois já tinha o salário multiplicado por 10.) Aos 18 anos, Jonas nem sequer estava a jogar futebol (deixara-o para se dedicar ao curso de farmácia) – e, de repente, tudo mudou – e é isso que lhe contamos aqui... No bilhete de identidade de Jonas Gonçalves Oliveira está a data de nascimento: 1 de abril de 1984 e a naturalidade: Bebedouro: - Acontece que quando eu nasci não tinha maternidade em Taiúva, minha mãe foi levada para Bebedouro só para dar à luz mesmo, não fiquei nem uma semana lá. Por isso, o pessoal cobra quando sai em algum lugar que sou de Bebedouro, me trata como o «filho ilustre» de Taiúva... Isso revelou ao Globo quando já estava no Valência e sonhava com o regresso à seleção do Brasil – e a vereadora Maria Rita Brandão propusera que lhe fosse dado o título de Cidadão Taiuvense: - Jonas é o grande embaixador de Taiúva para o mundo. Precisamos homenageá-lo como merece, pois só teremos um novo Jonas daqui a 200 anos. «Está cá e não devia estar, é um predestinado» (foi assim que o irmão lhe percebeu o destino...) Taiúva é cidadezinha do interior, a 360 quilómetros de São Paulo – marcada por passado de grandes plantações de café, em fazendas a perder de vista – e foi numa assim, a Gironda, que Jonas cresceu. Quando ele nasceu Tiago tinha oito anos, Diego tinha cinco – e Diego costuma dizer: - Jonas tinha de ser especial. Um predestinado. Está cá e não devia estar, nossos pais foram surpreendidos com a sua chegada imprevista... Ismael, o pai, era professor de Matemática e de Desenho Geométrico, Maria Luiza, a mãe, era professora de Ciências Naturais. Continuam a sê-lo – e até já foram mais do que isso: ele prefeito de Taiúva, ela vereadora. No campinho de uma baliza só e na rua entre o churrasco (foi assim que Jonas se tornou no que Jonas é...) Da fazenda passaram para a cidade, na casa dos Gonçalves Oliveira não deixou de haver um campinho: - Todos os dias eram dias de futebol. O espaço era pequeno no piso de terra, tinha só uma baliza. Acredito que isso foi determinante para Jonas só ter o que tem: olhos para o golo. Depois, havia outra coisa: na cidade, de 5600 habitantes, toda a rua era um grande família, nos dias de maior calor se fazia churrasco comunitário e entre a coxa de frango e a picanha, a criançada jogava de três para três. A habilidade do Jonas vem daí também, desses jogos curtos, com balizas de 50 por 60 centímetros. Ou seja, o campinho da casa e a rua ensinaram-lhe tudo, deram-lhe o futebol que ele tem... (foi Tiago quem o revelou.) Era nadador excelente, jogava pólo aquático e era capaz de pôr toda a gente a rir à gargalhada (foi assim se lhe saiu da boca: o meninos jesuses...) Mas Jonas não era só bom de bola: - Também era nadador excelente, muito bom no polo aquático. Chegou à escola e logo se percebeu que também aí era ótimo, vivendo sempre de sorriso no rosto, bem humorado – como naquele Natal, pouco antes, que a família nunca mais esqueceu. Estava toda reunida à mesa, na hora da novena, Maria Luiza iniciou a oração – e quando chegou a vez de Jonas, ele, lembrando-se do conselho de todos os dias: - Diga sempre no plural, para a benção vir para todos... recitou: - Ó meninos jesuses... O silêncio e a compostura quebraram-se à gargalhada: - Todo mundo riu muito com a minha oração, e eu mais. Aí respondi: «Ué, não era para falar no plural?». Só que tem um menino Jesus só, né? Não percebi a confusão e me atrapalhei todo Isso é motivo de piada até hoje lá em casa... (Devota de Santo António, o Santo António de Lisboa que em Taiúva tem igreja em sua honra: - Como o padroeiro dos pobres... Maria Luíza nunca deixou de cumprir um ritual: passar por lá, rezar para que Santo António proteja Jonas pelos campos do mundo...) Na praça principal de Taiúva há umex-libris: a estátua de Cristo Redentor, de braços aberto, como no Rio – foi Ismael, o pai de Jonas, quem a mandou construir quando era o prefeito. Por essa altura, os filhos passaram também a organizar todos os anos um jogo de futebol para arranjar dinheiro para os pobres, Jonas leva lá outros craques – e numa das vezes festejou um golo que arrastou espantos e gargalhadas pelo campo: - Puxei mamãe para dançar comigo ali, só ali podia fazer isso, né?! ...
Estrela de Diamante O que é que Cirille Miramon tem a ver com Júlio César? Serem os dois guarda-redes estrangeiros, haver mais de 100 anos a separá-los na baliza do Benfica. Não, não é engano – não foi Jorge Gomes, o primeiro estrangeiro a jogar no Benfica, quando o Benfica, estava vedado a estrangeiros foi o Miramon. OK, era um estrangeiro diferente: francês de nacionalidade, geria um negócio de família na Rua da Prata, a Óptica Miramon. Sim, era oculista – e na época de 1910/1911 alinhou pela equipa de quartas categorias no Campeonato de Lisboa, numa equipa onde também estava... Félix Bermudes, o dramaturgo que haveria de chegar a presidente. Anos depois, Luís Miramon, o filho de Cirille, também pôs o seu nome na história, foi um dos pioneiros do râguebi no Benfica – e em Portugal. Contada, pois, a história breve de Cirille, o estrangeiro do SLB de quem a história quase sempre se esquece, contamos-lhe a história dos estrangeiro do SLB de quem a história jamais se esquecerá: Júlio César, o Júlio César que foi a chave mestra que fechou o paraíso do campeonato 2014/2015 ao sonho dos adversários... À canarinha chegou Júlio César em 2003, convocado para a Taça das Confederações. Estava no Flamengo, mas Dida não lhe deu a mínima hipótese de sair do banco. No ano seguinte, sim, ganhou a titularidade – e foi através do penalty que defendeu contra a Argentina que o Brasil ganhou a Copa América. A proeza lançou-o a salto para Itália, fez o primeiro semestre de 2005 no Chievo Verona, o Inter chamou-o a Milão. Passou uma época à sombra de Toldo – e quando Roberto Mancini lhe deu a baliza nunca mais a largou. À eternidade ainda mais se aconchegou na época fantástica de 2009-2010, com a Liga dos Campeões, o Scudetto e a Taça de Itália pela mão de José Mourinho. O resto é o que se sabe. O que menos se sabe é, porém, o modo espantoso como desafiou o seu destino. Fátima Espíndola, a mãe, contou-o, deliciada: - Quando Júlio César foi para a Gávea, tinha de chegar às 7 horas da manhã ao estádio para se treinar. Sempre o acordava às e ele se levantava meio sonolento. Era cedinho, às vezes eu jogava água no rosto dele para o despertar, mas era o chuveiro que o acordava mesmo, a gente o empurrava para lá, assim, meio a dormir. E eu sempre levava uma marmita no carro porque após o treino ele ia direto para a escola. Só tinha tempo de almoçar dentro do carro mesmo. Era tudo assim na correria. Mas valeu a pena, né... Duas cadeiras como postes e o «gol pequeno» no Grajaú Nessa altura não era o Júlio César, era o Cesinha – e concorda: - Mamãe sempre esteve ao meu lado. Se eu estou onde estou devo praticamente tudo a ela... A família Espíndola não teve apenas um filho futebolista. Janderson, quatro anos mais velho, era atacante, começou por ser conhecido como Espíndola, quando se revelou no Botafogo – e já era o... Pardal quando foi campeão pelo Vasco em 1997. Júnior, o outro irmão, não quis fazer vida do futebol – mas talvez ninguém mais responsável do que ele seja responsável por Júlio César ser o que é: - Era sempre ele que desafiava Cesinha para as brincadeiras nos fundos da casa onde morávamos na Penha, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. Duas cadeiras serviam como postes. E, muitas vezes, as meias garantiam a diversão. Elas eram enroladas como bola. E também substituíam as luvas nas mãos do Cesinha... Até que um dia ele chegou e falou que queria ganhar uma luva de “goreiro”. Ele nem sabia falar ainda direito, era o seu destino... Sim era mesmo destino, o seu destino – e foi Júlio César quem o revelou: - Um tarde, eu cheguei ao Grajaú, no Country Club, para jogar bola com o meu irmão Júnior. Aquele gol a gol na quadra, de chutar de um para o outro. Mas aí faltou um jogador que era federado no pré-mirim e me chamaram para completar o time. Nunca tinham me visto em lugar nenhum. E era justamente o goleiro que não tinha ido. Fui jogar, mas sem pensar em nada. Queria só me divertir. Mas aí depois me perguntaram se eu gostaria de fazer um teste para começar a jogar pelo Grajaú. Morava no subúrbio da Penha. Minha parada era só rua, futebol de rua, futebol de esquina. O carro vinha e a gente falava “carro”. Aí todo mundo parava no lugar, esperava o carro passar e a gente continuava... ...
A correr no Tempo Com o Rali de Portugal na estrada, contamos-lhe como foi a primeira prova de automobilismo que por cá se fez – e, entre várias outras espantosas revelações, revelamos-lhe por que não pôde ser a um domingo e por que ao entrar-se numa localidade a velocidade tinha de baixar para menos de... 10 quilómetros por hora. Mas, ainda mais: também lhe falamos de um ícone, da última prova da monarquia, dessa monarquia que vivia, apaixonada entre automóveis: Rampa da Pimenteira, ganha por um piloto com o corpo todo ligado... Emile Levassor era engenheiro, trabalhava para um industrial francês. Quando ele morreu – casou com a viúva. Para expandir o negócio comprou a Gottlieb Daimler, um dos inventores do automóvel, licença para construção de motores na fábrica. Depois, em sociedade com René Panhard, passou a fazer carros também. E foi com um Panhard et Levassor de 2 cilindros que concorreu à primeira corrida de automobilismo de que há registo: Paris-Bordéus-Paris, 1190 quilómetros. Com largada a 11 de Junho de 1895 e 27 concorrentes. As previsões apontavam para que se atingisse Bordéus ao raiar da manhã mas Levassor chegou muito antes, por volta das 2.30 horas – e não tinha nenhum fiscal à sua espera. Teve de procurá-los num hotel, acordá-los – para que certificassem o tempo. Antes de se fazer de novo à estrada, por entre charretes e animais, «comeu sanduíches e bebeu champanhe» – e deu a pé uma volta pela cidade para «desentorpecer os músculos». A 50 quilómetros de Paris parou num restaurante – para mais uma refeição e à meta chegou ao cabo de 48 horas e 48 minutos. À média de 24,5 km/h – e um jornal escreveu que velocidade assim era um... «assombro». Como seu Panhard et Levassor só tinha dois lugares em vez dos quatro que se previam nos regulamentos não lhe deram 31 mil francos de prémio. Um ano depois, ao tentar desviar-se de um cão no Paris-Rouen, despistou-se, levaram-no em coma, politraumatizado, para o hospital, lá morreu, alguns meses depois. Povo que o recebera em euforia no dia da primeira vitória – pediu, em lágrimas, que fizessem estátua de Emile Levassor na Porte Maillot, uma das mais antigas entradas de Paris, onde, então, se pusera a meta. Lá está. Na primeira viagem do primeiro automóvel em Portugal, um burro morto e pagou a 18 mil réis... Foi um Panhard et Levassor, o primeiro automóvel que houve em Portugal. Chegou em 1895, importado pelo Conde de Avilez. Na Alfândega de Lisboa logo se levantou a dúvida: que taxa aduaneira aplicar a tão «estranho artefacto». Máquina agrícola ou... «locomobile» que era como se chamavam as máquinas movidas a vapor? Ficou «locomobile». Os Avilez tinham palácio em Santiago do Cacém – e na primeira viagem, de Cacilhas para lá, o primeiro acidente: atropelou um burro carregado de canas, matou-o – e ao dono pagou «o melhor de 18 mil réis quando um burro naqueles tempos custava apenas 5000 réis». (Sete anos o teve, vendeu o automóvel por 700 contos de réis a Mariano Sodré de Medeiros, açoriano com negócios em Lisboa porque se encantara com o modelo da Peugeot que vira na Exposição Industrial de Paris – não tinha rodas em aros de ferro, já tinha pneus e câmaras de ar, mas antes de fechar negócio o Conde de Avilez morreu.) Ainda nesse ano de 1895, há notícia no jornal O Velocipedista – de que no Velódromo das Devezas, Benedicto Ferreirinha, que ganhou fama também como ciclista e jogador de ténis, percorreu 10 mil metros em 17.01 minutos – recorde para uma ««bicycleta com motor a petróleo». Era assim que se chamavam às motos – e no jornal vincava-se que fora a primeira vez que «a machina se apresentara em público». (Esse ainda era o tempo em que casas de banho só havia em casas muito, muito ricas - e um fato para os homens levarem à praia não custavam menos de 1000 réis, os de mulheres, os «chiques» que se importavam de Paris, eram quase como vestidos, tudo tapando do corpo - e andavam pelos 2800 réis, mais ou menos metade do que aquilo que se pagava por meio burro, com aquele que o automóvel matou, numa feira de gado...) ...

PORTUGUESES

EMIGRANTES

MARCO VASCONCELOS, O «CARA» QUE NÃO TROCA O CHURRASCO BRASILEIRO PELA ESPETADA MADEIRENSE. Marco Vasconcelos, 15 títulos nacionais de badmington, três participações olímpicas (2000, 2004 e 2008), madeirense de 43 anos, é agora o coordenador técnico das seleções da Confederação Brasileira da modalidade. O que o levou a mudar-se da Pérola do Atlântico para Campinas, Estado de São Paulo, onde está a fazer um trabalho meritório na melhoria de resultados do badmington brasileiro. Coordenador é uma definição que, no caso de Marco Vasconcelos, pode levar ao engano, porque o agora treinador só tem a si para se coordenar. A si e aos atletas das seleções principal, olímpica e de formação. «A ideia, depois de 2016, é cada seleção ter um treinador fixo e haver um coordenador técnico que congrega todas as equipas. Mas, para já, sou eu que coordeno e treino todos os atletas», conta Marco Vasconcelos. Trabalho é coisa que não falta ao madeirense. «Chego ao pavilhão do centro de treinos às seis da manhã e saio às seis da tarde, após o último treino», conta. Até porque, «aqui todos os atletas de seleção vivem num mesmo complexo, em Campinas, e estudam nas escolas desta cidade». A título de exemplo, dos 16 jogadores da seleção principal, 12 estão na Universidade». Um convite inesperado Em 2010, a Confederação Brasileira de Badmington, que já tinha referências do trabalho de Marco Vasconcelos na Madeira, enviou o atleta Daniel Paiola para trabalhar com o treinador português durante um ano. Os resultados foram muito bons e o atleta brasileiro sagrou-se campeão sul-americano. Marco Vasconcelos recebeu um segundo convite, desta feita para um trabalho de 40 dias. E depois, já em 2013, foi convidado para o cargo atual, assinando contrato até 2016. O que o seduziu? «Posso dizer que o dinheiro não foi, antes o desafio em si. Fazer um trabalho de grande fôlego com as seleções de um país grande como o Brasil e ajudar a melhorar significativamente os resultados. E o sucesso tem sido tal que já querem que renove até 2020», conta, sorrindo, ainda sem resposta para esta proposta. Sim, a casa onde morava já foi assaltada Quando decidiu ir para o Brasil, a família e amigos de Marco Vasconcelos ficaram apreensivos com a imagem de insegurança que está associada ao Brasil. Mas o português, até ao momento, poucas razões de queixa tem. «Campinas é uma cidade relativamente calma, comparando com a capital do Estado, São Paulo, por exemplo. Uma cidade que tem os seus problemas, mas eu vivo num bairro relativamente seguro, para classe média/alta, e trabalho a 500 metros de casa. Trabalho 12 horas por dia, não saio à noite, não sinto essa insegurança. É certo que quando vivia noutra casa fui assaltado duas vezes, mas em ambos os casos quando estava em viagem. Ouvimos sempre uma ou outra história, mas nada de alarmante», garante. Marco Vasconcelos garante que foi «muito bem recebido». «O brasileiro e o português têm muitas coisas em comum. E aqui em Campinas, onde há muitos portugueses, existe mesmo uma certa assimilação de hábitos e costumes, comum na arte de bem receber e de estarem sempre disponíveis para ajudar», conta Bernardo Vasconcelos. Acrescentando que, «entre os portugueses, a maioria será do norte de Portugal», mas já encontrou «alguns madeirenses». «Por outro lado, muitas famílias brasileiras que aqui já conheci acabam por ter antepassados portugueses». «Sim, confirmo. As padarias são todas de portugueses», conta o madeirense, rindo. Espetada vs. Churrasco Em termos de alimentação, não há como estranhar a mudança para o Brasil. Mas Marco Vasconcelos reconhece que há algo que o deixa sempre com saudades: «A minha espetadinha, ai a minha espetadinha...», conta, quase salivando. «No Brasil temos o churrasco, mas não é a mesma coisa. Espetadinha é espetadinha, os nossos nacos de carne, o louro...», junta. E falta ainda o «bolo do caco»... «Tento matar as saudades com algumas adaptações e improvisos. De resto, aqui em Campinas, como dizem os brasileiros, tive de me virar. Cozinho, lavo a minha roupa, limpo a casa, tudo o que raramente fazia na Madeira. Tive de colocar em prática a arte bem portuguesa do desenrascanço... », revela, rindo. O cara com sotaque madeirense Portugal e Brasil falam a mesma língua, mas nem sempre é fácil o brasileiro entender o português. Para mais se pronunciado com um vincado sotaque madeirense. «No início não foi fácil. Eu dizia algo e as pessoas respondiam com o tipicamente brasileiro «Oi?» [risos] E Marco Vasconcelos fez algumas concessões mas não deu o braço a torcer. «Na maioria dos casos, os portugueses chegam e assimilam logo o sotaque brasileiro. Eu disse logo: falo assim, com este sotaque, eu vou ter de me adaptar a vocês, mas vocês também vão ter de se adaptar a mim. Não mudo, até poderia soar ridículo. O que não quer dizer que não use palavras que os brasileiros usam. Exemplo: digo «cara» em vez de «gajo» [risos], ou «ónibus» em vem de «autocarro». Mas com o meu querido sotaque... madeirense». Futuro? Academia na Madeira Marco Vasconcelos está empenhado em conquistar medalhas nos Pan-americanos de Toronto, dentro de um mês e em colocar o Brasil no top-20 dos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. Até lá tem tempo para pensar no futuro e em responder ao convite para renovar até 2020. «Se me perguntar o que mais desejo, então é regressar à Madeira. Tenho lá a minha família, mulher e filhos, falar todos os dias no skype não é a mesma coisa... Tento ir a casa, por duas semanas, a cada dois ou três meses. Além disso, o projeto da minha vida será abrir uma academia com o meu nome na Madeira. É um projeto em maturação e estou a reunir apoios. Mas também não sou insensível ao voto de confiança que recebo do Brasil, ao projeto que aqui tenho e ao prazer de ver o trabalho dar bons frutos. Logo, a minha posição está longe de ser definitiva», conta. ...
PATRÍCIA MORAIS SÓ DIRÁ `AU REVOIR` AO FUTEBOL INTERNACIONAL NO DIA EM QUE RECEBER UM CONVITE DO... BENFICA. Foi com o objetivo de evoluir num campeonato mais exigente e competitivo que Patrícia Morais, jovem guarda-redes de 22 anos, rumou a França no verão passado, para representar o Yzeure, clube então recém-despromovido à 2.ª Divisão. Jogar fora de Portugal sempre fora uma ambição da internacional lusa, que conta ainda com passagens pelo A-dos-Francos, 1.º Dezembro, Ponte Frielas e Escola Feminina de Setúbal. O assédio do emblema gaulês, por sua vez, também já vinha de trás. «Há cerca de três anos recebi uma proposta para ir lá jogar, depois de ter participado num pequeno torneio em Montpellier. Na altura, não aceitei. Estava prestes a entrar nos quadros da Seleção A, onde queria ganhar experiência e poder afirmar-me, para depois, sim, dar um passo rumo ao estrangeiro», conta a A BOLA a guardiã lusa. O Yzeure, no entanto, não desistiu e voltou a entrar em contacto com a jogadora no final da época passada. A resposta de Patrícia, desta vez, foi bem diferente. «Senti que estava na altura de arriscar. As negociações decorreram de forma rápida pois o clube já me conhecia como jogadora», explica. Na luta pela subida à 1.ª Divisão Quase um ano volvido desde a chegada a Yzeure, pequena cidade que acolheu de braços abertos a jovem guarda-redes, o balanço não podia ser mais positivo. «Está a correr muito bem. A nível pessoal, sinto que evolui muito e espero continuar a crescer, como jogadora e guarda-redes. Em termos coletivos, infelizmente, não está a terminar da forma que queríamos», revela Patrícia, que neste momento, a uma jornada do final da temporada, luta pela subida à 1.ª Divisão, embora o cenário não seja o mais promissor. «Estamos em 2.º lugar, perdemos o jogo mais importante da época contra o atual 1.º classificado, o La Roche. Falta só uma jornada, vamos defrontar uma equipa difícil mas nunca se sabe, tudo é possível. Seria fantástico poder defrontar equipas de topo como o Lyon e o PSG, qualquer jogadora gostaria de competir a um nível altíssimo», revela. Adeptos exigentes Mesmo a jogar no segundo escalão, Patrícia admite que sentiu muitas diferenças entre o futebol luso e o francês, a começar pela intensidade dos treinos. «São muito mais físicos, as minhas pernas quase não mexiam no primeiro mês. Além disso, aqui temos condições fantásticas, quando jogamos fora, por exemplo, fazemos longas viagens e temos sempre de dormir em hotéis, algo que não era possível em Portugal», constata a jovem guarda-redes, salientando que, para isso, muito contribuem, também, os apoios concedidos aos clubes, nomeadamente através dos patrocínios. «Sem dúvida. Aqui, cada equipa feminina deve ter entre três a quatro patrocinadores. Em Portugal já é difícil ter um...», lamenta a internacional portuguesa. O apoio dos adeptos, revela, também merece destaque por parte de Patrícia: «Os jogos, mesmo sendo a pagar, têm sempre muita gente a assistir. Os adeptos apoiam-nos muito, sim, mas também exigem muito. Se estivermos a ganhar por 1-0, eles pedem mais três ou quatro golos, querem espetáculo. Isso é muito bom.» Yzeure, terra pacata onde nada acontece e tudo fecha cedo À chegada a Yzeure, terra pacata, acolhedora, situada no centro de França, Patrícia encontrou de pronto uma contrariedade: a língua. «O primeiro mês foi algo complicado por isso mesmo. Já sabia o básico mas mesmo assim tinha de comunicar por gestos com a rapariga que vivia comigo, que é internacional dos Camarões, e com o resto da equipa, pois não conseguia perceber nem responder ao que diziam. Um entrave que, de resto, acabou por ser facilmente ultrapassado. «Sempre tive muita curiosidade e vontade de aprender, o que facilitou bastante as coisas. Nos treinos, perguntava sempre ao meu treinador o que ele queria dizer quando explicava os exercícios. Foi assim que fui aprendendo. Em três meses já falava francês normalmente», reconhece orgulhosamente. A alimentação, revela, esteve longe de ser um problema. À exceção, claro está, das saudades da comida da mãe. «Sou um pouco esquisita com a comida doutros países mas a verdade é que não notei diferenças em relação a Portugal. Sinto falta do empadão de carne que a minha mãe me fazia muito, sou um desastre na cozinha», graceja. Em Yzeure, Patrícia precisa apenas de 30 segundos para chegar ao campo de treinos e outros cinco minutos para chegar ao estádio onde têm lugar os jogos. Não tem de enfrentar a azáfama típica dos transportes públicos mas ainda estranha a excessiva tranquilidade da pequena cidade francesa, onde nada acontece mal o sol se põe. «É uma terra bonita mas tem muita pouca coisa para ver. É tudo muito calmo, não se ouve ninguém na rua, tudo fecha mais cedo, por volta das 18 horas. Restaurantes, só mesmo a 45 minutos de Yzeure», diz. De resto, as saídas noturnas estão mesmo vedadas a Patrícia e à restante equipa, não por falta de agitação na cidade, mas por opção do clube. «Houve uma vez que sai à noite com algumas jogadoras e no dia seguinte o treinador soube e não gostou. Festas, só depois do campeonato», explica. Benfica longe da vista mas perto do coração Mesmo longe de Portugal, Patrícia não deixa de acompanhar o que por cá se passa no que ao futebol diz respeito, tendo, inclusive, festejado efusivamente a conquista do 34.º título pelo Benfica, no passado domingo. «É o clube do meu coração , passei a noite toda no site do Benfica a acompanhar a festa. Fiquei muito triste por não ter estado presente, como aconteceu das outras vezes em que o Benfica se sagrou campeão. Sofro mesmo pelo meu clube», admite. Futuro, para já, não passa por Portugal Apesar das saudades, regressar a Portugal não está nos objetivos de Patrícia, que pretende continuar a crescer numa liga estrangeira mais competitiva. Mas não deixa de piscar o olho a Luís Filipe Vieira, presidente dos encarnados. «Para jogar no Benfica, sim, voltarei...», começou por dizer a guarda-redes. «Não digo que é um sonho, mas gostaria que apostassem mais no futebol feminino. É sempre bom ver o clube do nosso coração abrir portas à prática da modalidade no feminino», explicou. «Quero continuar a jogar no estrangeiro porque ainda tenho muitas coisas para conquistar. Sou uma jogadora ambiciosa e vou querer alcançar o que sempre sonhei. Regressarei a Portugal talvez apenas para terminar a carreira, embora não sabendo o que o futuro me reserve até lá.» ...
RICARDO NUNES, O LATERAL PORTUGUÊS QUE É INTERNACIONAL PELA ÁFRICA DO SUL. A carreira de Ricardo Nunes dava uma boa história para um livro. Uma verdadeira aventura que começou em 18 de junho de 1986 em Joanesburgo, na África do Sul. Foi precisamente nesse dia que o lateral esquerdo nasceu. Com 8 anos de idade partiu para Portugal, longe ainda de imaginar as voltas que iria dar pelo mundo fora por força da sua paixão: o futebol. Começou pelo Estoril e deu o salto para o Benfica onde completou a sua formação e cumpriu dois anos na equipa B com uma subida à antiga 2.ª Divisão B pelo meio. Aos 21 anos apareceu a hipótese de prosseguir a carreira no estrangeiro e arriscou. «A primeira experiência foi muito dolorosa, mas ao mesmo tempo serviu para amadurecer. Um miúdo habituado ao Benfica cair na Grécia [Lamia] onde na altura já não se podia confiar em ninguém. Acabei a temporada com três meses de salários em atraso e só pensava em sair. Consegui que me pagassem parte da dívida e rumei a outras paragens», recorda em conversa com A BOLA. Recebeu propostas para permanecer em território helénico, mas a frustração que sentia na altura levou-o a declinar todos os convites. Surgiu o convite do Chipre, «um país maravilhoso» onde ficou durante três temporadas. «O Chipre dá-nos a ideia de que estamos de férias o ano inteiro. É um país muito bonito. Era pago a tempo e horas, o clube [AEP] era muito organizado e deixava os jogadores tranquilos em relação a casa, carro e contas. Tratavam de tudo. A adaptação também foi muito fácil pois haviam vários portugueses por lá e a minha esposa acompanhou-me.» O segundo ano correu-lhe de feição com a «felicidade» de ter apontado nove golos. O mesmo não se pode dizer do terceiro. Os problemas financeiros agudizavam-se e a cláusula que tinha com o Olympiakos Nicosia acabaram por facilitar a saída. Destino: Portugal. «As saudades de estar em casa». «Queria voltar mas com a condição de ser para algo estável. O facto de ter saído muito cedo de Portugal fez com que algumas pessoas se esquecessem de mim. Sabia que voltar para a Liga era complicado, por isso queria um clube forte com ambições de subir. Através de um amigo surgiu o Trofense e voltei. Tínhamos uma equipa espetacular [João Dias (Boavista), Filipe Gonçalves (Estoril), Licá (Rayo Vallecano), Gegé (Marítimo), entre outros] só que infelizmente não conseguimos a subida por um ponto», lamenta. De Portimão a campeão da Eslováquia e à...Seleção da África do Sul Teve proposta para continuar na Trofa e só não aceitou por causa dos problemas na estrutura diretiva. Recebeu um convite do ex-treinador no Benfica [João Bastos] e assinou pelo Portimonense, que na altura tinha acabado de descer à segunda liga. A nível de resultados «não correu bem» mas a passagem foi tão positiva que assume que «seis meses lá valeram por seis anos». As boas exibições voltaram a abrir a porta do estrangeiro logo no mercado de Inverno. Destino: Eslováquia «Foi o início de algo grande na minha vida. Lembro-me de chegar e de haver neve até aos joelhos. Cidade fantasma. Chorei para ‘caraças’!», começa por recordar o defesa. «Depois fomos para a Turquia de estágio de pré-temporada e voltámos perto do início da competição. Fomos campeões, vencemos a Taça e fui eleito o melhor lateral esquerdo do campeonato. Foi espetacular e graças a esse ano fui chamado à seleção da África do Sul. Algo que nunca me tinha passado pela cabeça», completa. A história por trás do primeiro contacto do selecionador dos Bafana Bafana é incrível. Ricardo Nunes explica como tudo aconteceu: «Estava a passar uma fase complicada. No jogo de qualificação para a Liga dos Campeões dei cabo do joelho e no dia seguinte confirmou-se o pior. Tive três meses parado e no final da recuperação ligou-me o selecionador. Disse-me que já andavam a acompanhar-me há algum tempo e que queriam que jogasse por eles. Fui completamente apanhado de surpresa. A estreia aconteceu frente à Polónia. Precisamente o país onde estou agora. Até tenho aqui um colega que jogou contra mim nesse jogo. A vida dá cada volta.» Bulgária com Bojinov antes do frio da Polónia Antes de aterrar na Polónia, Ricardo ainda passou pela Bulgária. No histórico Levski Sofia passou pela mesma situação que na Grécia. Os problemas no clube búlgaro eram demasiado graves para um «clube daquela dimensão». Acabou por prescindir do segundo ano de contrato e sair. Saiu como praticamente todos os estrangeiros e um tal de Valeri Bojinov, avançado que passou pelo Sporting. Em território polaco voltou a encontrar a felicidade apesar do Inverno ser «horrível» devido ao frio. O Pogon Szczecin é um clube «cumpridor», os estádios são «muito bons» e os adeptos «espetaculares». Neste momento a única coisa que tem sido «dolorosa» é a distância para a família: «A minha esposa e os meus filhos estão aí, mas estou a contar os dias para chegar», diz-nos emocionado. Uma boa proposta de Portugal deixaria muita gente feliz A faltarem cinco jogos para o final da temporada, Ricardo Nunes tem em mãos uma proposta para «renovar por mais dois anos». Garante-nos que a probabilidade de continuar na Polónia é grande mas «no futebol nunca se sabe». E se o telefone tocasse com uma proposta de Portugal? «Tenho o desejo de um dia regressar. Mas tudo depende do clube em questão, a sua estabilidade. Estou aberto a ouvir quem estiver interessado. Tenho uma filha que já está na escola, um bebé com dez meses e claro que uma boa oferta de Portugal deixava-me muito feliz. A mim e à minha família.» Experiência mais caricata? Cobras no Chipre A passagem por cinco países distintos já lhe proporcionou inúmeras histórias que recorda com nostalgia. Muitas delas marcantes, outras nem por isso e ainda umas que pela sua imprevisibilidade ganham contornos cómicos. «No Chipre jogava com o Dossa Junior [Legia]» e um outro português chamado Chevela. Vivíamos todos no mesmo prédio e um dia dei por mim em casa a ouvir os dois a gritar. Fui à varanda e o Júnior tinha uma cobra no terraço e estava todo despenteado aos gritos. Tive que ir ajudá-lo e lá conseguimos afastar o perigo», conta entre risos....
PEDRO QUEIRÓS NA NORUEGA A SOFRER... POR NÃO PODER FESTEJAR 34.º TÍTULO DO BENFICA . Myre, Osknes, norte da Noruega, localidade com cerca de 3000 habitantes, um dos quais português. Pedro Queirós, 29 anos, natural de Vila Verde, Braga, professor de Educação Física, que não quis perder oportunidade de passar do papel para a relva o projeto de criar uma escolinha de futebol. «Era coordenador do futebol infantil do Vilaverdense quando conheci um norueguês ligado ao clube onde estou, o IL Morild, que por motivos profissionais passou seis meses em Portugal e os filhos, um rapaz e uma rapariga, começaram a jogar no Vilaverdense. Foi assim que surgiu o convite para vir para a Noruega», conta Pedro Queirós. Passou quase um ano desde que está longe de casa e embora viva com a noiva Raquel Pinto as saudades da família e dos amigos já apertam: «E de passear o meu cão...», acrescenta, mas o que o deixou mesmo triste foi não poder estar em Portugal no passado domingo. Porquê? É fácil de adivinhar... - Sofri por não ter podido festejar o 34.º título do Benfica com os meus amigos. Sinceramente foi o dia em que me custou mais estar longe de Portugal. O Benfica foi campeão e eu não sei dizer que estava mais contente pelo título ou se mais triste por não poder estar lá. O treinador português está muito valorizado Neste momento Pedro Queirós tem seis equipas ao encargo, as de sub-12 e 14 do IL Morild e mais três masculinas e uma feminina na Vesteralen Fotballakademi, nome da própria academia (onde treina crianças entre os 7 e 13 anos), aos fins de semana é requisitado por outros clubes para dois dias de treinos e, entretanto, já renovou contrato por mais uma temporada. E numa semana em que quatro treinadores portugueses se sagraram campeões em quatro países – José Mourinho no Chelsea (Inglaterra), André Vilas Boas pelo Zenit (Rússia), Vítor Pereira ao serviço do Olympiakos (Rússia) e Paulo Sousa no comando do Basel (Suíça) – Pedro Queirós não tem dúvidas em afirmar que sente na pele o facto de o treinador português está bastante valorizado. «Felizmente as coisas estão a correr muito bem. Consegui fazer com que as pessoas acreditassem no meu trabalho e confiassem nas minhas capacidades para treinar os filhos e, sinceramente, cada vez me apercebo mais que ter no currículo naturalidade portuguesa já é um crédito a favor. Desde que o Mourinho venceu a Taça UEFA e a Liga dos Campeões, em 2003, que há mais confiança nos treinadores portugueses», sublinha. E está nos planos voltar a treinar em Portugal brevemente? «Sinceramente acho que não. Agora renovei contrato e combinei com a Direção fazer um balanço a cada final de época e depois logo decido o que fazer, mas conto estar por aqui, pelo menos três anos. Apesar de me sentir integrado na sociedade e no clube, e ver o meu trabalho reconhecido, ainda quero treinar noutros países», responde Pedro Queirós. Raparigas são mais empenhadas do que os rapazes Por não haver competição para escalões inferiores a sub-14 na região da Noruega onde está, Pedro Queirós diz que o processo de formação é quase inexistente, exemplo caro disso é o facto de serem os pais que, voluntariamente, treinam as equipas. - Têm pouco conhecimento do jogo. São eles, a bola e pouco mais. É, por isso, um desafio extra para mim, que pretendo transmitir-lhes algumas noções para que no futuro possam melhorar. Pedro Queirós tem na academia uma equipa feminina e não hesita em afirmar que as meninas são muito mais empenhadas do que os rapazes: «Têm muita vontade de aprender e mais garra do que os rapazes, a maior parte delas dizem mesmo que querem ser jogadoras de futebol.» 24 horas de dia e janelas sem estores Além das escaladas às montanhas, atividade bastante apreciava pelos habitantes locais, a quem Raquel Pinto se junta ao final da tarde, não há muito mais para fazer por Myre. No que a rotinas diz respeito, Pedro Queirós tem as horas do dia bastante ocupadas entre planeamentos e treinos. E quando chega a noite, que deveria ser altura de descanso, eis que surge o maior obstáculo a que ainda não está completamente habituado. - É que aqui quando é período de verão é dia durante 24 horas e de inverno é noite 24 horas... E o mais estranho é que as janelas das casas não têm estores, o que dificulta o sono por causa da claridade. Para quem está habituado ao calor e luz solar de Portugal, o clima frio que se faz sentir no norte da Noruega, um pouco à semelhança dos habitantes, também tem sido outro senão: «Quando viemos deixámos Portugal com 30 graus e chegámos aqui com seis. Em relação aos norugueses são claramente mais frios do que nós, portugueses. São de sorriso difícil e pouco sociável. Por exemplo, no natal fizemos um jantarem que oferecermos umas lembranças às crianças, mas o evento durou uma hora. Foi comer, receber os presentes e ir embora. Se fosse em Portugal numa hora ainda nem sequer tínhamos comido [risos]. Gostou da carne de baleia, mas teve pena da rena... E por falar em comida, Pedro Queirós conta a A BOLA como tem sido as experiências gastronómicas na Noruega. - Já comi carne de baleia. O aspeto não é muito bonito, a carne é muito escura, mas o sabor até é bom, e se pensarmos que estamos a comer galinha sabe melhor [risos]. Também já provei rena, a carne é demasiado seca. Mas só pensava: «Coitadinho do animal.» Claro que tenho muitas saudades da comidinha da mamã e principalmente de uma boa francesinha! ...
 

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    Nova época quase a começar