SEGUNDA-FEIRA, 31-08-2015, ANO 16, N.º 5693
Djalma assinou pelo Genclerbirligi
FC Porto Djalma rescindiu contrato com o FC Porto e vai representar o Genclerbirligi, da Turquia, clube com o qual assinou por uma temporada. O extremo angolano continua assim no futebol turco, depois de na temporada anterior ter sido cedido pelos dragões ao Konyaspor.
Olympiakos termina ligação com Jara
Olympiakos O Olympiakos revelou, esta segunda-feira, que terminou com a ligação que tinha com o avançado argentino Jara (ex-Benfica). O clube grego, orientado por Marco Silva, desejou as felicidades ao avançado para a sua carreira.
Kuca garantido por empréstimo
Belenenses Depois de Luís Leal, avançado garantido por empréstimo junto do APOEL, o Belenenses fechou neste derradeiro dia de mercado mais um reforço para o plantel às ordens de Ricardo Sá Pinto. A BOLA está em condições de garantir que Kuca, extremo internacional cabo-verdiano de 26 anos, vai ser reforço do Belenenses até final da temporada. Tal como Luís Leal, também Kuca deu nas vistas ao serviço do Estoril. Em janeiro, o extremo acabou por ser transferido para o Karabukspor, da Turquia, onde acab
Marvin Loría emprestado às águias
Benfica O presidente do Deportivo Saprissa, Juan Carlos Rojas, anunciou, esta segunda-feira, o empréstimo do jovem avançado Marvin Loría ao Benfica por uma temporada. «Marvin Loría, dos nossos escalões inferiores, fez um teste do Benfica e passou. Provavelmente deve jogar na segunda equipa do Benfica, por empréstimo com opção de compra, até maio de 2016», afirmou presidente do Saprissa, Juan Carlos Rojas. Este jogador, de 18 anos, já tinha feito testes no FC Porto, mas acabou por não ficar.
Olympiakos anuncia chegada de Hernâni
FC Porto O clube grego oficializou nas redes sociais a chegada do extremo português Hernâni. O jovem jogador português irá ficar cedido uma temporada ao clube grego, que é orientado pelo treinador português Marco Silva.
«Se estivesse no Benfica, Jesus não seria expulso» - Inácio
Sporting Augusto Inácio, responsável pelas Relações Internacionais do Sporting, comentou a expulsão de Jorge Jesus do banco dos leões no jogo com a Académica, em Coimbra. «Vai ter de começar a habituar-se a isto porque, agora, está no Sporting. Se estivesse no Benfica não seria expulso», atirou, em declarações ao programa Play-Off, da SIC Notícias.
Hernanes troca Inter por Juventus
Inter de Milão O diretor geral da Juventus, Giuseppe Marotta, revelou que está fechada a transferência de Hernanes (Inter) para a sua equipa. «Está feito. Hernanes é jogador da Juventus. Ele vem para Turim numa transferência de 11 milhões de euros», afirmou Marotta, em declarações à Imprensa italiana.
Aarón Ñiguez chega a custo zero
SC Braga Aarón Ñíguez, médio de 26 anos, internacional por várias categorias jovens de Espanha, deverá ser oficializado nas próximas horas como reforço do SC Braga, depois da saída, por empréstimo, de Tiba para o Valladolid. Formado no Valência, chega a Braga a custo zero, depois de terminada a ligação de duas temporadas pelo Elche. No currículo, Ñiguez tem um campeonato europeu de sub-19, conquistado pela Espanha, em 2007, além de ter sido bota de bronze no Mundial de sub-20, em 2010.
Belenenses e Marítimo continuam sem vencer na Liga (1-1)
Liga Belenenses e Marítimo empataram, esta segunda-feira, a uma bola, e continuam sem qualquer vitória na presente edição da Liga. Fransérgio (33) colocou os insulares em vantagem, enquanto Miguel Rosa (73) igualou para os azuis do Restelo.
Alessandro Matri emprestado à Lazio
AC Milan Alessandro Matri, com 31 anos, jogará a próxima época na Lazio. O avançado italiano foi emprestado por um ano ao AC Milan, como foi anunciado pelos dois clubes esta segunda-feira. O jogador tem contrato com o clube de Milão até 2017.
Wilson Eduardo oficializado
SC Braga Tal como A BOLA avançou na sua edição desta segunda-feira, Wilson Eduardo é reforço do SC Braga. O avançado internacional sub-21 português, que pertencia ao Sporting, assinou em definitivo pelos minhotos, com um contrato válido por três temporadas, mais uma de opção. Wilson Eduardo vai vestir a camisola 7 do SC Braga.
Jesús Corona assina por cinco anos e tem claúsula de 50 milhões de euros
FC Porto O Twente anunciou, no seu «site» oficial, a saída do extremo mexicano Jesús Corona para o FC Porto. Corona, de 22 anos, irá assinar por cinco temporadas pelos dragões, isto após ter jogado por 46 vezes pelo Twente. O FC Porto deverá em breve oficializar a chegada de mais um reforço
Blaszczykowski emprestado à Fiorentina de Paulo Sousa
Borussia Dortmund O Dortmund emprestou o extremo Jakub Blaszczykowski à Fiorentina, que é orientada por Paulo Sousa, até ao final da presente temporada. O jogador polaco, que fez mais de 200 jogos pelo Dortmund, teve algumas lesões nas últimas temporadas.
Andreolli chega por empréstimo do Inter
Sevilha O Sevilha garantiu esta segunda-feira a contratação do central italiano Marco Andreolli, que chega por empréstimo do Inter Milão por uma temporada. O clube andaluz fica com opção de compra sobre o jogador de 29 anos no final da época.
Rubio vendido ao Valladolid
Sporting Ao contrário do que inicialmente estaria previsto, o avançado Diego Rubio foi vendido aos espanhóis do Valladolid e não emprestado. A Sporting SAD irá ficar com 70 por cento do passe do jovem avançado.
Rabia no Al-Ahly por 750 mil euros
Sporting O Sporting informou, esta segunda-feira, que chegou a acordo com o Al-Ahly do Cairo , para a transferência a título definitivo de Ramy Rabia, por 750 mil Euros, ficando os leões com 15% numa futura transferência.
João Gomes assina por quatro anos
Académica Tal como A BOLA já havia anunciado durante a pré-temporada, João Gomes assinou contrato profissional com a Académica. O jovem guarda-redes, que ainda tem idade de júnior, mas que já faz parte do plantel principal da Briosa, rubricou um vínculo com os estudantes válido para as próximas quatro temporadas, ou seja, até 2019. Também, Ki e Taborda assinaram vínculos profissionais com os Capas Negras. Ki de quatro épocas e Taborda de três.
Cardozo alvo do Inter
Turquia O avançado paraguaio Oscar Cardozo (ex-Benfica) poderá estar de saída do Trabzonspor para reforçar o Inter. De acordo com o Calciomercato, o Inter procura um avançado experiente e recolheu informações do goleador paraguaio nos últimos dias, tendo sondado o Trabzonspor para saber da disponibilidade de negociar o jogador, que marcou 20 golos em 42 jogos na temporada passada.
Fábio Martins emprestado ao Paços de Ferreira
SC Braga Fábio Martins vai representar o Paços de Ferreira até ao final da temporada, por empréstimo do Sporting de Braga. O avançado, de 22 anos, iniciou-se no FC Porto, tendo passado pelas equipas do Desportivo das Aves e do Sporting de Braga.
Jim Varela integra equipa B
Benfica O médio defensivo uruguaio Jim Varela, de 20 anos, que tinha sido contratado em 2013, irá integrar a equipa B do Benfica, isto depois de ter sido cedido a outros emblemas.
Nelson Évora do tamanho da muralha da China
Atletismo Nelson Évora despediu-se, esta segunda-feira, de Pequim, visitando a grandiosa muralha da China. Recorde-se que o atleta português garantiu a medalha de bronze no triplo salto nos Mundiais de Atletismo, com o salto de 17.52 metros..
Ronaldo destaca a união da Seleção
Seleção O capitão da Seleção Nacional, Cristiano Ronaldo, partilhou, nas redes sociais, uma foto com vários jogadores de Portugal. Ronaldo deixou a seguinte mensagem: «Team Portugal spirit». Na imagem estão: Vieirinha, Eliseu, Ronaldo, Beto, Quaresma e o diretor de marketing da Nike Portugal.
João Sousa fora do US Open em 217 minutos!
Ténis João Sousa foi eliminado na 1ª ronda do Open dos Estados Unidos, após 3 horas e 37 minutos de jogo. O tenista vimaranense caiu aos pés do lituano Ricardas Berankis, nº 78 do ranking mundial, com os parciais de 2-6, 2-6, 6-4, 6-2 e 6-7.
Marco Silva garante mais um avançado
West Bromwich West Brom cedeu o avançado Brown Ideye ao Olympiakos, que é orientado por Marco Silva. O avançado, de 26 anos, apenas marcou quatro golos em 26 jogos pelos «baggiers», após ter sido contratado em Julho de 2014, por cerca de 12 milhões de euros, mas acabou por não atingir os números que eram esperados. Agora, terá uma nova oportunidade sob as ordens de Marco Silva.
Renato Santos até 2018
Boavista Renato Santos, que na época passada representou o Tondela, assinou esta segunda-feira por três temporadas com o Boavista. O médio ofensivo, de 23 anos, que joga também como extremo, jogou sete anos nas equipas jovens do Sporting e representou também o Rio Ave.
El Yazidi é reforço
SC Braga Muhsin El Yazidi Gharrou, 22 anos, que passou pelo Real Madrid, Atlético Madrid e Villaviciosa, assinou há momentos contrato com o SC Braga. Trata-se de um lateral, que pode também atuar a médio direito e é espanhol, filho de pais marroquinos.
Contratos confirmados até às 18 horas
Liga A Liga revelou, no site oficial, a lista de contratos assinados até às 18 horas. Lista de Transferências: Documentação rececionada até às 12h30: - João Manuel de Jesus Varudo Afonso - Transferência nacional - Clube Oriental de Lisboa - Futebol, SDUQ, Lda. - Ramilton Jorge Santos do Rosário - Transferência nacional - S.C. Farense - Futebol, SAD - Erick de Souza Miranda - Transferência internacional - Portimonense - Futebol, SAD - Lucas Possignolo - Transferência internac
Clube da linha visita filial no Porto
Estoril O jogo FC Porto - Estoril que se realizou este fim de semana no Estádio do Dragão serviu para uma visita institucional a uma das filiais do clube da linha, o Grupo Desportivo Infante D. Henrique, fundado a 22 de Março de 1941, com sede na Ribeira, cidade do Porto. A direção esteve representada pelo vice-Presidente Paulo Carvalho e pelo vogal João Rocha.
Lindegaard assina por duas épocas com o West Bromwich
Manchester United O guarda-redes Anders Lindegaard deixa o Manchester United para assinar pelo West Bromwich Albion. O internacional dinamarquês de 31 anos assina por duas épocas.

classificações

Liga
Liga 2
4. ª jornada
5. ª jornada
classificação
4. ª jornada
5. ª jornada
classificação
20-09
FC Porto
-
Benfica
20-09
Sporting
-
Nacional
20-09
Belenenses
-
Moreirense
20-09
P. Ferreira
-
Rio Ave
20-09
SC Braga
-
Marítimo
20-09
V. Setúbal
-
V. Guimarães
20-09
Académica
-
Boavista
20-09
União
-
Arouca
20-09
Tondela
-
Estoril
30-08
Oliveirense
0 1 11:15
Braga B
30-08
Varzim
2 1 15:00
Benfica B
30-08
Feirense
1 1 16:00
Covilhã
30-08
Sporting B
1 1 16:00
Portimonense
30-08
Mafra
1 2 16:00
Farense
30-08
Atlético
1 2 17:00
Penafiel
30-08
V. Guimarães B
1 0 17:00
Olhanense
30-08
Chaves
3 0 17:00
Leixões
30-08
Gil Vicente
1 1 17:00
Famalicão
30-08
Porto B
2 1 17:00
Freamunde
30-08
Académico
0 2 17:00
Oriental
31-08
Aves
1 3 18:00
Santa Clara
J
V
E
D
G
P
1
FC Porto
3
2
1
0
6-1
7
2
Sporting
3
2
1
0
6-3
7
3
Arouca
3
2
1
0
4-1
7
4
Benfica
3
2
0
1
7-3
6
5
SC Braga
3
2
0
1
6-2
6
6
V. Setúbal
3
1
2
0
8-4
5
7
Rio Ave
3
1
2
0
6-5
5
8
P. Ferreira
3
1
2
0
3-2
5
9
Boavista
3
1
1
1
3-6
4
10
União
2
1
0
1
2-2
3
11
Belenenses
3
0
3
0
5-5
3
12
Nacional
3
1
0
2
2-3
3
13
Tondela
3
1
0
2
2-3
3
14
Estoril
3
1
0
2
2-6
3
15
Marítimo
3
0
2
1
3-4
2
16
V. Guimarães
2
0
1
1
1-4
1
17
Moreirense
3
0
0
3
2-7
0
18
Académica
3
0
0
3
1-8
0
J
V
E
D
G
P
1
Braga B
5
3
2
0
6-3
11
2
Santa Clara
4
3
0
1
7-4
9
3
Famalicão
5
2
3
0
7-5
9
4
Atlético
5
3
0
2
6-5
9
5
Porto B
5
3
0
2
7-7
9
6
Chaves
4
2
2
0
6-2
8
7
Sporting B
5
2
2
1
3-3
8
8
Oriental
4
2
1
1
10-6
7
9
Mafra
4
2
1
1
6-3
7
10
Farense
5
2
1
2
5-4
7
11
Benfica B
5
2
1
2
6-6
7
12
Varzim
5
2
1
2
5-5
7
13
Académico
4
2
1
1
4-4
7
14
Olhanense
5
2
1
2
4-4
7
15
Penafiel
5
2
1
2
4-4
7
16
V. Guimarães B
5
1
3
1
8-8
6
17
Gil Vicente
4
1
2
1
6-3
5
18
Portimonense
4
1
2
1
5-5
5
19
Feirense
5
0
4
1
4-6
4
20
Leixões
5
1
1
3
2-5
4
21
Covilhã
5
1
1
3
2-7
4
22
Freamunde
4
0
2
2
2-4
2
23
Aves
5
0
2
3
4-8
2
24
Oliveirense
5
0
0
5
1-9
0
Ninfomaníaca? Ser mulher? Ou foi outra coisa que irritou Mourinho...
Para lá do que se vê Ganhou fama como uma foto que não era a sua, mas agora os holofotes caíram sobre si – Eva Carneiro, a médica do Chelsea que nada tem de Portugal a não ser o nome. Nasceu em Gibraltar, filha de pai espanhol e mãe inglesa. Em criança gostava de ballet e equitação, além de dançar salsa e samba. Mas uma viagem ao México, mudou-lhe por completo o destino. Conheceu o futebol durante o Mundial de 1998, ganhando um ´bichinho´ que não mais largou, tornando-se ´especialista´ no desporto-rei. Estudou medicina, mas rapidamente direcionou a sua carreira para o desporto, tendo passado dois anos num instituto médico desportivo em Melboune, na Austrália. Em Londres, acompanhou a seleção feminina de futebol inglesa e trabalhou de perto com os atletas britânicos que competiram nos Jogos Olímpicos de 2008. É simpatizante do Real Madrid, mas só tem olhos para os ´blues´, afinal é o Chelsea que lhe paga o ordenado. Começou por trabalhar nas reservas, até chamar a atenção de Andre-Villas Boas que a levou diretamente para o banco da equipa principal. Ele saiu, mas ela permaneceu apesar de todos os comentários sexistas por ser mulher. Até agora, até declarar guerra a Mourinho quando decidiu ir atrás de um jogador quando o ´special one´ dizia ser só cansaço. Uma decisão que nada surpreendeu Rupert Patterson-Ward, o ex-namorado que a acusou de ser ninfomaníaca e ter relações com os jogadores. Afinal, qual foi o pecado de Eva? Nunca foi de estar parada, já desde criança tinha o ´bichinho´ do desporto. Praticou equitação e dançou ballet, mas não foi muito além – em ambos tinha dores e lesões musculares, que aligeirava com repouso, mas sabia que nunca poderia ser uma atleta de elite. Decidiu mudar de ares. Teve a ideia de ser médica e foi parar ao futebol. A caminho do México apaixonou-se pelo futebol ao ver jogar a seleção brasileira Chama-se Eva Carneiro, o apelido induz em erro, além de que, ganhou fama com uma foto que não era dela, mas sim da modelo russa, Eliska Kovarova. Filha de pai espanhol e mãe inglesa, nasceu em Gibraltar a 15 de setembro de 1973. Tinha 16 anos quando escolheu a profissão ao ver um jogo da Liga dos Campeões – queria ser como os médicos que corriam do banco para assistir os jogadores com dificuldades. Estudou medicina em Nottingham onde mais tarde se mudou para Melboune, especializando-se em medicina desportiva. A passagem pela Austrália fez com que ficasse fã de surf, modalidade que ainda pratica. «Passar um dia inteiro a surfar em boa companhia é a melhor coisa que pode haver». O contacto com o futebol propriamente dito, surgiu mais tarde, durante uma viagem ao México, na mesma altura que decorria o Mundial de 1998 e a cidade se enchia de turistas brasileiros, que se juntavam em grande festa para ver a sua seleção jogar. Com tanta animação, Eva não conseguiu ficar indiferente, todo aquele frenesim mexeu com ela. Mal sabia, que depois daquele dia, nunca mais seria a mesma. «Viajava para o México e paramos numa cidade que era o destino de lua-de-mel dos brasileiros. Eles fizeram uma festa para celebrar o jogo do Brasil. Na época estava mais interessada em aprender a sambar. Os brasileiros dançaram depois de cada golo e durante o intervalo. No final do jogo estava viciada em futebol e samba». A paixão e o sonho levaram-na a mudar-se para Londres, onde tirou o mestrado e trabalhou para o West Ham, enquanto completava a tese de doutoramento. Nessa altura, Eva trabalhou no Instituto Médico Olímpico, onde acompanhou os atletas britânicos que competiram nos Jogos Olímpicos de 2008, e exerceu funções na Federação Inglesa de Futebol (seleção feminina). Do reinado com Villas-Boas à repulsa com José Mourinho O verdadeiro sonho de Eva concretizou-se em 2009, quando ingressou no Chelsea, o clube londrino liderado pelo magnata russo, Roman Abramovich. Começou por trabalhar com as camadas jovens e nas reservas até que, chamou a atenção de Andre-Villas Boas, o português campeão que tinha acabado de trocar o FC Porto rumo ao desconhecido. A 16 de agosto de 2011, Villas Boas não pode contar com Paco Biosca, o novo chefe espanhol do departamento médico do clube - não tinha os papéis em ordem a tempo de se sentar no banco durante os jogos dos ´blues´. Um erro burocrático que acabou por ser a chave de ouro para Eva, que saltou das reservas diretamente para o banco durante a abertura da ´Premier League´. O êxito foi tanto que nunca mais deixou de acompanhar a equipa. O sexismo por ser mulher O mediatismo de haver uma mulher no banco fez com que se tornasse uma figura reconhecida em todo o mundo, mesmo que nem sempre pelas melhores razões. A primeira vez que Eva teve que lidar com o facto de ser uma mulher médica num mundo dominado pelos homens, aconteceu durante uma viagem ao Brasil. Durante o voo, uma senhora entrara em trabalho de parto. «O meu português era tão mau que nem consegui perceber que estavam a perguntar se havia algum médico. Felizmente, havia um brasileiro a bordo que respondeu rapidamente ao pedido, e depois ajudei-o». Apesar de ter ajudado a fazer um parto em pleno avião, Eva não gostou da forma como foi tratada pela imprensa brasileira. Podia ler-se: «um médico e uma enfermeira fizeram o trabalho de parto». Estereótipos à parte, em Stamford Bridge ninguém a esqueceu. Mesmo depois da saída de Villas Boas, continuaram a chamar Eva ao banco principal...e seguiram-se outros reinados - Di Matteo, Rafa Benitez e o ´special one´, José Mourinho. Eva que outrora era uma mera desconhecida, começou a ganhar fama, e tornou-se um alvo fácil para os constantes piropos nos estádios ingleses, tanto que, impulsionou uma campanha contra o sexismo em Inglaterra. Do seu lado, tinha a Ministra britânica do desporto, Helen Grant, que veio a público exigir que se atuasse mais contra a discriminação. E quando tudo parecia mais calmo, a bomba voltou a explodir, e Eva voltou a ser o centro das atenções. O pecado de Eva No Chelsea, Eva tinha a exclusiva missão de se preocupar com a saúde dos jogadores, mas para Mourinho, Eva falhou num aspeto – esqueceu-se do jogo e de pensar como um treinador em situações de risco. Se antes era considerada a musa dos ´blues´, hoje é uma carta em cima da mesa. Eva esperou mais de uma década até cumprir o sonho, e agora caiu do pedestal. A razão? Não caiu nas graças de José Mourinho durante o jogo frente ao Swansea, quando Eden Hazard apresentou problemas físicos, numa altura em que o Chelsea jogava reduzido a dez elementos. Mourinho não queria que lhe fosse prestada assistência, insistia que o jogador estava apenas cansado, mas o árbitro deu ordem e Eva seguiu o fisioterapeuta Jon Fearn para dentro de campo. Momentaneamente, o Chelsea jogou apenas com nove elementos, o que não agradou a Mourinho. Para piorar a situação, Eva recorreu às redes sociais para agradecer as muitas mensagens de apoio, o que acabou por condenar a sua posição no banco de suplentes. Quem manda no banco é Mourinho, e desde então, Eva não voltou a ser convidada a sentar-se nele. A questão é iminente: permanecerá ligada ao Chelsea? Não sabemos, mas a verdade é que Eva simpatiza com o Real Madrid, mas desde que trabalha em Londres só tem olhos para os ´blues´. E em Espanha, uma recente petição ´online´ já fez um apelo para que a médica assine pelo Barcelona. Ninfomaníaca? Os ´affairs´ com os jogadores do Chelsea E o calvário de Eva parece não ter fim. Depois da ´guerra´ com Mourinho, foi a vez de Rupert Patterson-Ward, o ex-namorado dar que falar. «Ela arruinou a minha vida. A Eva disse-me que dormiu com um dos jogadores». Ao jornal ´The Sun´, Rupert não poupou nas críticas à ex-companheira e acusou-a de ter escondido casos amorosos. «Orgulhava-se de ser popular entre os jogadores. Adora ser o centro das atenções». O antigo namorado revelou ainda que, algumas vezes, «elementos do plantel do Chelsea ligavam-lhe à noite a dizer que tinham problemas musculares». Eva saía de casa às 21 ou 22 horas e só voltava no dia seguinte. «A Eva é uma mulher muito sexual e poucas pessoas sabem como ela é. É cruel e consegue tudo o que quer, sempre que o quer. Eu estava obcecado com ela e já estávamos a planear uma família, mas ela usou-me e deitou-me fora. É ambiciosa e não tem escrúpulos. A Eva adora sexo, fazíamos amor todos os dias. É uma ninfomaníaca». ...
Estilos e Espantos Não existem missões impossíveis para Robbie Maddison, que por diversas vezes ultrapassou as barreiras do medo e testou velocidades sem limites. Não fosse ele o escolhido para substituir James Bond, também conhecido pelo código 007. Aqui não se trata de espionagem, mas sim de idealizar as mais estranhas loucuras que se possam imaginar. Desde o clássico ´saltar sobre um campo de futebol´ a saltar sobre a ´Tower Bridge, em Londres´, a sua proeza mais espetacular é provavelmente a última – surfar em cima de uma moto. Não acredita? Espante-se com o que lê... Teahupoo é hoje um dos templos sagrados do surf mundial, o local escolhido para Robbie Maddison testar mais uma vez os seus limites – aprendeu a surfar em criança mas foi no motocrosse que encontrou a cura para os seus vícios. Sempre destemido, e apesar de o medo ser o seu principal adversário, decidiu mostrar ao mundo um dos seus mais recentes planos surreais - surfar a pesada e temida onda taitiana de moto. Quando questionado sobre a experiência de surfar uma onda, o motociclista não escondeu o medo. «Foi provavelmente das coisas mais assustadoras que já fiz». O Evil Knievel dos tempos modernos Robert William Maddison, ou simplesmente ´Maddo´ como é conhecido, nasceu em Caringbah, na Austrália, a 14 de junho de 1981. Em Kiama Downs, região onde cresceu, apaixonou-se pela equitação, mas foi através do surf e mais tarde do motocrosse que começou a dar que falar. Não é preciso ser entusiasta de motas para ficar impressionado com as proezas de Robbie Maddison, piloto australiano dado a feitos épicos sobre duas rodas. Recordando o passado, as comparações são inevitáveis quando se fala de Evil Knievel, ícone internacional do motociclismo que, ficou famoso pelos seus truques automobilísticos entre os anos 60 e 80. E Robbie Maddison não lhe fica atrás, é certamente um dos pilotos mais ´malucos´ do mundo, a competir no Red Bull X-Fighters. Em 2009, o australiano saltou uma réplica do Arco do Triunfo, em Las Vegas, com altura equivalente a um prédio de dez andares. E não ficou por ali. Sempre a desafiar os limites da velocidade, Maddison já saltou um campo de futebol, por cima de aviões, pela ponte de Londres (em plena madrugada), realizando um salto mortal para trás sem as mãos e galgou com uma Honda CR 500cc 2 tempos, o canal de Corinto na Grécia, onde a 120km/h, lançou-se a 80 metros de altura e 85 metros de distância. O primeiro piloto a surfar as ondas do Taiti com uma moto É sabido que os pilotos de motocrosse gostam de encarar novos desafios e passar por cima de qualquer coisa, mas Maddison fez o que nenhum surfista se atrevera – percorrer o mar de Teahupoo em cima de uma moto. «Estava num barco, a navegar pelo rio, e olhava para o movimento da prancha de wakeboard da minha mulher, quando algo fez clique na minha cabeça. Fantasiei pôr esquis numa moto e conduzir na água. Foi uma visão estúpida na altura, mas continuei a brincar com o conceito e acabou por se tornar realidade». Dois anos depois de conceber essa loucura de soldar skis aquáticos numa moto de trilha, Robbie Maddison realizou o seu sonho. Surfista e piloto de manobras, o seu último projeto, intitulado ´Pipe Dream´, não implicava aterragens em terra ou cimento. A estrada a que Maddo estava habituado transformou-se num cenário de sonho para o surf mundial – a onda de Teahupo’o, no Taiti, uma das mais espetaculares e perigosas do planeta. Tal como muitos condutores aproveitam as duas rodas para escapar ao trânsito nas horas de ponta, Maddo usou a sua moto de freestyle para ultrapassar o ´crowd no line-up´ e dropar uma bomba de Teahupo’o. Para isso, foi obrigado a ´reconstruir´ a sua moto. E o desafio era grande. Reza a lenda que, o nome Teahupo’o advém de uma famosa guerra tribal, em que os vencedores decapitaram os guerreiros mortos e fizeram uma pilha com as cabeças. O rugido das ondas a quebrar faz qualquer surfista experiente pensar duas vezes antes de descer as cavernosas paredes da onda. «Teahupo’o não é uma onda, é uma zona de guerra. Uma aberração da natureza que algum desgraçado decidiu chamar surf spot», descreveu Gary Taylor, reputado jornalista de surf americano. Mas Maddo lida bem com a adversidade: já ganhou os X-Games com um pulso partido. «Sempre que a moto afundava, tínhamos um extenso trabalho mecânico a reconstruí-la para mais uma volta. Sabíamos que ia afundar várias vezes, por isso mudámos para um motor a dois tempos, menos complexo e com menos eletrónica». Por baixo das rodas, Maddison colocou um esqui feito à medida, com quilhas por baixo, para ajudar a manobrar. O resultado foi um veículo anfíbio, que se movia da terra para o mar sem dificuldade. Surfista há 26 anos, conhece bem as marés. Tinha oito anos quando pegou na prancha pela primeira vez, e Maddison acredita que a intimidade que tem com o desporto foi crucial na hora de apanhar a onda perfeita. «Se não fosse um surfista, jamais teria imaginado isso, para não mencionar o fato de ter o conhecimento de leitura da onda. Honestamente, tudo que imaginava precisar para surfar a onda com a minha moto estava errado, mas depois de assistir a algumas cenas percebi que tinha de ficar mais acima na face da onda». Foram quatro minutos de momentos impossíveis, onde o próprio protagonista chegou a temer pela vida. James Bond das horas vagas O trabalho como duplo numa superprodução de Hollywood pode parecer mais fácil e seguro do que a rotina de manobras em alto nível para um piloto de freestyle motocrosse, que o diga Robbie Maddison – escolhido para ser o duplo do ator Daniel Craig, em ´Skyfall´, na mediática saga de James Bond, ou melhor, 007. Robbie Maddison teve como missão, pilotar uma moto por passarelas com menos de um metro de largura, ao lado de várias estruturas pontiagudas de metal e terminar com um salto de seis metros de altura caindo sobre uma superfície lisa e escorregadia da cidade de Istambul, Turquia. E tudo isso sem capacete. Apesar de desafiante, Maddison que é perito em desafiar o perigo, não ganhou para o susto. «Na cena em que caio da moto, se não tivesse rolado alguns metros a mais, tinha-me espetado numa dessas lanças de metal». ...
Estilos e Espantos Licenciou-se em Criminologia, ambiciona ser Inspetora da Policia Judiciária e fama não lhe falta. Nos tempos livres faz de modelo, e nas redes sociais não há quem passe despercebido aos seus encantos onde conta com mais de 14.000 seguidores. Juliana Rocha é uma mulher renascentista, quem olha para ela, não diz o que é – uma campeã de boxe. Aventurou-se pelos caminhos das artes marciais tinha apenas cinco anos. Pentacampeã nacional na categoria de -64 Kg, ficou conhecida como ´Piton´ nos ringues, devido à forma como encara os seus combates. Fã incondicional de Muhammed Ali, promete dar que falar nos próximos Jogos Olímpicos no Brasil. Para já, sabe-se que é pugilista do FC Porto, em Espanha faz tanto furor como Iker Casillas e há mesmo quem a considere a Ronda Rousey portuguesa... É a mais nova dos Jovens Sem Fronteiras, movimento missionário de Fiães, terra onde nasceu. É católica praticante e gosta de ajudar o próximo – costuma participar em quermesses para angariar bens para quem precisa e ajuda a organizar jantares com meninos sem família. Ao longe, ninguém diz o que é. Menina de passerelles, tem por hábito refugiar-se no cinema nas horas vagas – ´Cinderella Man´ e ´Million Dollar Baby´, estão na lista de favoritos. «Todas as vezes que o revejo, é uma situação complicada. Depende dos filmes, mas há muitos que me põem a chorar». E a escolha tem uma explicação. Quando não é modelo, Juliana Rocha Piton é pugilista de alta competição e não se sente ´arrependida´, muito menos discriminada, por ter entrado num mundo que é dominado pelos homens. Caso contrário, admite, «não faria sentido estar no boxe». Menina-prodígio do boxe português quer ser a próxima Ronda Rousey Foi através do pai, Álvaro Rocha, grande adepto de desportos de combate que, Juliana conheceu o mundo das artes marciais. Iniciou-se no karaté, tinha apenas cinco anos, até passar para o kickboxing. Aos 14, já encarava competições a nível internacional e em novembro de 2005, sagrou-se pela primeira vez campeã da Europa na modalidade. Só mais tarde foi apresentada ao boxe, e ao fim de seis anos, já contava com quatro títulos nacionais consecutivos. «Não é fácil, envolve sempre muito trabalho e dedicação». Em 2009, Juliana ganhou a medalha de prata no Torneio Internacional ´Boxam´ em Cádis. Recentemente sagrou-se campeã ibérica ao derrotar a campeã de Espanha. Os Jogos Olímpicos são, mais que um objetivo, o seu maior sonho. Para os olhos alheios, o boxe é um desporto predominantemente praticado por homens, mas Juliana encara a competição de outra forma. «É bom ser mulher e praticar boxe». As pessoas com quem se cruza mostram-se admiradas pelo facto de ser pugilista. A paixão pela modalidade é tão grande que até já contagiou algumas amigas da faculdade, ´muito curiosas´ com o fenómeno. Nascida a 7 de março de 1992, Juliana é aos 23 anos, uma das referências do boxe feminino de Portugal. Agenciada pela Central Models, Juliana tem ganho espaço no mercado publicitário e já é tratada como um dos novos fenómenos do país. Fã de Ronda Rousey, é encarada como a nova musa do desporto em Portugal. A carreira como Inspetora da Polícia Judiciaria Além de boxeadora profissional e modelo, Juliana também é formada em criminologia pela Faculdade de Direito da Universidade do Porto e tem mestrado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. No futuro, ambiciona integrar a Polícia Judiciária, dado o seu gosto por questões criminais. «É preciso querer e gostar, acima de tudo. Costumo dizer que a minha vida é como uma pizza em que preciso de todas estas atividades para que esteja equilibrada e, quando uma destas fatias está mais fragilizada, sinto-me afetada». Pentacampeã nacional, Juliana foi em 2011, protagonista do documentário em curta-metragem ´Píton´, idealizado por André Guiomar como trabalho final de conclusão do curso de Som e Imagem da Universidade Católica, da cidade do Porto. Um projeto que, tornou-se um premiado documentário português: «Na altura tinha meramente a ideia de entregar o trabalho na universidade», comentou André ao site ´P3´, dias depois de ter visto o seu trabalho ser premiado mais uma vez, com o primeiro lugar do ´NY Portuguese Film Festival´. O FC Porto que tanto encanta Espanha Julen Lopetegui deu que falar quando recebeu no Dragão, Iker Casillas, o mediático guarda-redes do Real Madrid e da Seleção Espanhola. Além dos novos trunfos no futebol, o FC Porto tem dado que falar por outros motivos – é que Juliana treina no clube de boxe dos dragões e quer a todo o custo competir nos Jogos Olímpicos de Rio de Janeiro de 2016. Uma destreza que já conquistou a vizinha Espanha, que além de Casillas tem os olhos postos em Juliana. Foi o caso do jornal desportivo ´Marca´ que ficou rendido aos encantos da pugilista azul e branca, desmistificando a ideia de que, dizem eles, ´todas as portuguesas têm bigode´. Fã incondicional do mítico ´Muhammed Ali´, um dos maiores pugilistas da história do desporto, Juliana é toda uma mulher renascentista – usa a beleza para no ringue, nocautear qualquer adversário, mas não precisa de apresentações – nas redes sociais, tanto no Facebook como no Instagram, conta já com mais de 14.000 seguidores. ...

PORTUGUESES

EMIGRANTES

ÉDER PEREIRA LUTA PELO SONHO EM ESPANHA MARCADO PELO PASSADO NO SPORTING E BENFICA. Éder Pereira entrou no mundo do futebol pela porta do Sporting. Tinha apenas oito anos quando o seu pai, adepto confesso dos verde e brancos, viu um anúncio no jornal do clube de Alvalade a dar conta de que iriam realizar treinos de captação e decidiu levar Éder e o irmão mais novo. Resultado: ficaram os dois e a partir desse dia as coisas começaram a ficar «mais sérias» para o lateral português. Cumpriu dois anos no Sporting e como na última temporada não estava a jogar com regularidade decidiu sair para o Sacavenense. Uma decisão tomada com conta, peso e medida por um jovem de apenas 10 anos. O espírito competitivo é aliás uma das características mais presentes na carreira de Éder. Provou durante duas épocas no clube de Sacavém que estava talhado para voos maiores e assim aconteceu. Destino? Benfica. «Durante a minha passagem pelo Sacavenense sempre fui presença habitual na seleção de Lisboa. O convite para ir para o Benfica partiu do mítico Tamagnini Nené, que era olheiro dos encarnados. Nessa altura tive ainda a possibilidade de ir para o Belenenses, Estrela da Amadora e de voltar ao Sporting. Cheguei a ir treinar ao Sporting um ou dois dias, mas a minha decisão já estava tomada. Queria ir para o Benfica», recorda Éder em conversa com A BOLA. O pai preferia o regresso do filho ao Sporting, mas não deixou de apoiar a sua decisão. Aliás, o facto de os leões não terem valorizado Éder no passado e de os encarnados terem mostrado um interesse enorme tornou a ideia muito mais animadora. No Benfica completou a sua formação e saiu para o Olivais e Moscavide para o primeiro ano de sénior. Um ponto final num capítulo que garante não esquecer. «A saída do Benfica foi bastante dura. No meu último ano de júnior tive a hipótese de ir para o Belenenses, mas não aceitei porque não me conseguia separar da ‘família’ que era a geração de 86. Felizmente tive a sorte de chegar ao Moscavide e ser muito bem recebido e tratado. Foi nesse momento que percebi como era o mundo do futebol...muitas vezes fugaz.» Um jovem formado no Sporting e Benfica a jogar na 3.ª divisão Realidade completamente diferente. É desta forma que Éder Pereira resume a diferença entre a realidade a que estava habituado e a que encontrou no Olivais e Moscavide, Atlético Povoense, Sintrense, Cacém e Mafra. Pensou inúmeras vezes em desistir e seguir outro rumo, mas a paixão pelo desporto Rei revelou-se mais forte. «Foi um grande choque. Quando estás habituado à elite e depois baixas tanto é mesmo um choque. Bolas más e campos ainda piores. Não tem comparação. Acredito que quem começa de forma humilde num patamar mais baixo e ascende ao topo consegue uma estabilidade mental completamente diferente. Não escondo que pensei muitas vezes em deixar o futebol, mas a paixão e aquele sentimento de que um dia poderia encontrar algo melhor fez com que não baixasse os braços», admite o defesa português de ascendência cabo-verdiana. No Mafra conseguiu a estabilidade do ponto de vista emocional que há muito tempo fugia. Num encontro particular que os mafrenses realizaram diante o Belenenses, Éder despertou a atenção de um espetactador muito especial. Tratava-se do proprietário do Doxa, emblema que na época 2011/12 disputava a segunda divisão do Chipre. No final desse jogo a conversa proporcionou-se e o convite foi feito. Éder, que nesse ano chegou a desempenhar várias posições no terreno de jogo, aceitou e aos 24 anos partiu para a primeira aventura além-fronteiras. Desportivamente «correu muito bem». O Doxa subiu de divisão e Éder foi o jogador mais utilizado num plantel recheado de portugueses. No ano seguinte recebeu uma proposta do Olimpiakos Nicosia mas o acordo não chegou a bom porto devido à crise financeira que começava a acentuar-se no futebol cipriota. Encerrou mais um capítulo e partiu para um novo rumo. Espanha. Por lá tem vivido até aos dias de hoje a paixão pela qual nunca deixou de lutar. A partida dos colegas espanhóis do San Fernando e o nascimento da pequena Chloe A primeira experiência em território espanhol aconteceu no San Fernando. Equipa da 2.ª divisão B onde garante ter sido muito feliz, pese embora a grave lesão que sofreu no joelho durante o primeiro ano de «sonho» em que a equipa conseguiu chegar até à liderança. Éder Pereira era o único português numa equipa com 25 espanhóis e conta-nos um episódio que dá conta precisamente do bom ambiente e da boa relação entre ele e nuestros hermanos. «Todos sabiam que eu era fã do jamón [presunto] e então decidiram pregar-me uma partida no sorteio de Natal. Colocaram num saco o nome de todos os jogadores do plantel. Aliás, isso era o que eu pensava. Aquilo estava feito para sair de qualquer das maneiras o meu nome. O prémio era precisamente um presunto ‘recheado’ de papel e jornal. Eu pensava mesmo que era um sorteio normal e quando oiço o meu nome começo a festejar como se tivesse ganho a Taça. Depois o resto da história é fácil de adivinhar...», recorda entre risos. A saída do San Fernando no final da segunda época foi talvez a decisão mais difícil que teve de tomar. Acredita que prejudicou a carreira ao sair, pois acabou por trocar uma equipa com objetivos de subir à 2.ª divisão espanhola por uma que competia na 3.ª divisão. Mas a verdade é que não se arrepende. «A Sandra e a Chloe [filha] estavam em Valência. O segundo ano no San Fernando já estive sozinho e não queria passar mais um longe delas. A Chloe tinha oito meses e não podia continuar a vê-la a cada dois meses. Prejudiquei a minha carreira, mas sinto-me bem porque acredito que tomei a decisão acertada. Deixei a comodidade que tinha para passar a ser um pai presente e agora sei que não posso viver só do futebol. Neste momento estou a tentar conciliar o desporto com outra das minhas paixões que é o mundo do fitness/ginásio», diz sem qualquer tipo de mágoa. «Foram dois anos que me senti em casa. Não só no clube como também na cidade. Serei sempre um Cañailla que é um alcunha ligada a todas as pessoas da Isla de León», acrescenta. O jogador mais velho do plantel aos 29 anos Éder representou o Alzira e o Requena antes de assinar esta temporada pelo Torre Levante. As primeiras impressões são bastante positivas: «Estou a gostar muito. É uma equipa muito jovem e sou o jogador mais velho. Pela primeira vez na carreira e aos 29 anos. Sou o pai deles...(risos). Estou mesmo muito contente. Bons companheiros, bons treinadores e um clima espetacular.» Sem grandes dramas ou problemas de maior. Éder acredita que a sua carreira podia ter seguido um caminho, porventura, muito melhor. A formação dividida entre clubes como o Sporting e o Benfica assim o prometia. Mas o presente é este e o lateral português não esconde nem tão pouco vira a cara à luta. «Claro que sinto que podia ter sido melhor. Evito pensar muito nisso porque bate sempre aquela tristeza e aquela consciência de que podia ter tido um rumo diferente. Bastava ter tomado uma ou outra decisão de outra forma e tudo seria diferente. Mas o melhor é aceitar a realidade e continuar a dar o melhor para não pensar que podia ter feito mais aqui ou ali. O futebol vive muito de momentos. Mas uma coisa é certa, enquanto tiver forças não vou deixar de lutar por tudo aquilo em que acredito.» O difícil regresso a Portugal e a perspetiva de um campeonato muito interessante Regressar a Portugal já passou momentaneamente pelo pensamento de Éder. Jogar no principal escalão do futebol português é um sonho mas vive o dia-a-dia sem ilusões: «Neste momento é complicado regressar a Portugal. Agora claro que nunca se sabe o dia de amanhã. Não fecho as portas ao meu país. Isso nunca. Mas neste momento não depende só de mim.» E como é que Éder perspetiva a Liga 2015/16? «Vai ser sem sombra de dúvida um campeonato discutido a três. O Sporting parece-me a equipa que está mais forte e se tivesse de apostar agora no campeão seria o Sporting. O Benfica vejo-o um pouco instável e o meu FC Porto vejo-o a fazer um campeonato à semelhança do ano passado. Vamos ver». A resposta exigiu nova pergunta. Como é que um jogador que passou por Sporting e Benfica é adepto do FC Porto? Éder aponta questões familiares para este caso curioso. «O meu tio Vinha foi jogador do FC Porto e quando comecei a ver futebol a sério era o FC Porto que ganhava tudo. Foi assim que virei ‘tripeiro’», conta entre risos. Fotografias gentilmente cedidas por Éder Pereira ...
FILIPE SILVÉRIO NO DILEMA DE UM `DIVÓRCIO` COM PAIXÃO PELA PAIXÃO . Filipe Silvério até começou no mundo do futebol como jogador, mas aos 20 anos já orientava, enquanto técnico principal das camadas jovens, o Olivais e Moscavide. A dar os primeiros passos, rumou aos juniores do Casa Pia, passou pelos seniores do Sanjoanense, de Lisboa. No entanto, foi em Pina Manique que conheceu o homem que o apadrinhou: Jorge Paixão. O treinador Jorge Paixão convidou-o para ser adjunto no Mesaimeer do Catar. A primeira experiência no estrangeiro levou-o a acreditar, até hoje, que o desejo é o de voltar. O de voltar ao estrangeiro. Agora, com 34 anos, é tempo de analisar propostas: perto da família ou um convite financeiramente aliciante? Qatar: um horizonte desconhecido Do Qatar Filipe sabia pouco. Foi a aventura e a confiança no mister que aos 29 anos o fez aceitar o desafio. Nesta altura sabe que «o futebol no Qatar está a desenvolver-se, mas ainda está muito longe do futebol europeu». Os treinos, por exemplo, só podem ser ao final da tarde, por causa do calor quase insuportável durante o dia. As pessoas, essas são mais fechadas, de liberdade condicionada, os homens dominam e as mulheres são obedientes. «Ingerir bebidas e comer na rua desde que o sol se põe é proibido durante o Ramadão», é um país muito diferente, mas a experiência resume-se a boas recordações e a um crescimento pessoal enorme. Depois de dois anos longe de terras lusas e terminada a temporada, o adjunto decidiu regressar a Portugal «para acompanhar o Jorge e porque a vontade era orientar um clube num patamar mais elevado. O grande mentor e companheiro de Silvério sempre foi Jorge Paixão e não foi diferente na etapa seguinte: o Farense que após quatro meses levou a equipa técnica ao SC Braga. Pelo norte, dificuldades a vários níveis e lesões de jogadores não facilitaram a tarefa dos treinadores que substituíram Jesualdo Ferreira. Polónia? Sim, com Jorge Paixão. Polónia é «força, força, força!» Chegada ao destino: Zawisza, da cidade de Bydgoszcz, Polónia. Primeira divisão polaca, poucos meses que culminaram com a conquista da Supertaça da Polónia. «Os polacos são frios, bebem muito mais álccol com os portugueses... mas a cidade é boa para viver, ótima para passear, e com um rio que nos transmite muita calma...». Foi assim que Filipe descreveu a cultura polaca e a cidade onde viveu. Não esquecendo a comida que, não sendo muito diferente da portuguesa, o treinador jogava pelo seguro e preferia sempre restaurantes internacionais como pizarias e sushi. No que toca à metodologia do futebol, «é muita força, força, força» e muito menos técnica. «É diferente, mas também tem grande qualidade... A cobertura televisiva é fantástica e a bola tem muitos espetadores». Tudo parecia correr de feição. O presidente do clube Zawisza aceitou a contratação de jogadores portugueses, como é o caso de Bernardo Vasconcelos, Alvarinho e Mica, com o intuito de aumentar a qualidade da equipa. A verdade é que, ao fim de um tempo, os conflitos entre atletas locais e internacionais tornaram-se insuportáveis: «A discriminação fez com que houvesse dois balneários diferentes... Um para uns e outro para outros... Nós jogávamos com sete estrangeiros e quatro polacos e começou tudo a correr mal». A formação com vista a mais hipóteses de trabalho Com 34 anos e natural de Lisboa, Filipe nunca deixou de investir na formação académica. Para além da licenciatura em Educação Física e Desporto, a programação neuro-linguística e o ‘Coaching’ Desportivo ajudam-no no objetivo de ser um bom orientador de grupo. A juntar-se a tudo isto, o quarto nível de treinador foi concluído, no UEFA-PRO, do passado mês de julho, em Fátima. Com o companheiro de sempre ou sozinho? De volta a Portugal o dilema é acompanhar Jorge Paixão no Farense ou aceitar a proposta da Arábia Saudita, do Qatar ou da China. Depois de quatro anos com o companheiro de sempre, Filipe está consciente de que voar para o estrangeiro sem Jorge é um «desafio ainda maior», mas está disposto a aceitar se assim as negociações se concretizarem. «O Qatar é uma experiência a repetir», também pelo mundial 2022 que se vai realizar naquele país. Ouvir tocar o hino da Liga dos Campeões... O sonho comanda a vida... «Ouvir tocar o hino da Liga dos Campeões e orientar uma equipa italiana... o Milan, por exemplo», exprimiu o treinador, gargalhando. A tática, o tipo de futebol e a enorme escola que seria o futebol italiano fascinam Filipe, que toma como figura a seguir o treinador português Paulo Sousa. ...
«EM MOÇAMBIQUE NÓS PODEMOS SONHAR...» - JOSÉ FERNANDO TAVARES . José Fernando Tavares é presidente, treinador e dirigente no Futebol Clube da Beira, da segunda divisão moçambicana. E se mais funções houvesse mais José faria. O protejo está a ser desenvolvido, principalmente, a pensar na formação dos jovens da cidade da Beira e a tentar retirar o máximo de miúdos da rua. A pobreza do país mistura-se com a beleza natural das praias e com a bondade genuína das pessoas. Na verdade, aquilo que levou José ao primeiro país estrangeiro que conheceu, com 40 anos, não foi só o futebol, mas a empresa de construção civil de que é proprietário. Há três anos na antiga colónia portuguesa admite que «os moçambicanos vivem o hoje e o futuro a Deus pertence», e que os portugueses vivem demais o amanhã. «Quem quiser viver mais livre tem de conhecer Moçambique», aconselha. O senhor do futebol da Beira nasceu em Vila Nova de Gaia e apaixonou-se pela vida que escolheu além-fronteiras. Os miúdos da rua já lhe chamam de «pai», mas regressar é uma ambição que está sempre no horizonte. O projeto da formação que ainda anda com ‘a casa às costas’ O projeto que José agarrou no início de 2013, cinco meses após ter emigrado, passa por muitas dificuldades, também inerentes ao nível de vida do país. A prioridade é, antes de mais, construir um campo onde os jogadores possam treinar, uma vez que, neste momento, o clube teve de alugar um espaço na Universidade Católica. José assumirá os custos que o campo, balneários e infraestruturas acarretarão e agora só espera que o Município aprove um terreno para dar início às obras. Este projeto para além da vertente técnica tem ainda uma vertente social: a Taça da Alimentação, da Saúde, da Cidadania, do Ambiente e das Interprovinciais fazem parte do plano que José Fernando se prepara para apresentar e que aguarda pelo interesse de investidores. José Fernando na pré-época e Caló durante a temporada Inicialmente, Moçambique era sinónimo de trabalho, mas a vontade de continuar ligado ao futebol sempre se manteve. Em Portugal, foi treinador principal do Sporting Clube Vista Alegre e do Gafanha D’Aquem, de Aveiro, ambos da divisão Distrital. O primeiro convite em Moçambique adivinhava-se um sonho. José até fez a pré-época no Têxtil de Pungué, equipa que à época militava na Moçambola, contudo, devido a um problema nas equivalências - o curso de 2.º nível de treinador não foi reconhecido - José foi substituído por Carlos Manuel, mais conhecido por Caló – atual treinador do Ferroviário de Maputo. «Em Moçambique nós podemos sonhar...» «O futebol em Moçambique é como o futebol de há 40 anos atrás em Portugal», e é por isso que Tavares reconhece que ainda há muita margem para crescer. «Aqui há futuro... Em Moçambique nós podemos sonhar.» Com o 3.º nível de treinador, tirado no país africano, o empresário de 43 anos sublinhou que quem trabalhar com paixão e entrega consegue destacar-se e marcar pela diferença. Três anos e já se notam melhorias... Alugar uma casa na Beira pode custar 1000 euros e o ordenado mínimo é de cerca de 110. «Há muita pobreza e muita gente a dormir em casas improvisadas onde chove lá dentro», testemunhou José. O que mais o impressionou quando chegou à Beira foi o estado em que encontrou as ruas, os jardins e espaços de lazer da cidade, mas Tavares afirma que desde então as melhorias são visíveis, uma vez que «o Município da Beira tem vindo a fazer um excelente trabalho» no aperfeiçoamento da qualidade de vida dos habitantes. «Tenho pena que os governantes portugueses maltratem Portugal, porque as nossas condições de vida, trabalho e futebol são fantásticas», comparou. Com um pé em Portugal...outro em Moçambique No futuro, nas previsões de José daqui a seis anos, o sonho é voltar para a pátria lusa e formar uma equipa satélite que estabeleça um câmbio entre Portugal e o Futebol Clube da Beira. «Quero criar uma imagem o mais positiva possível e continuar ligado a Moçambique!», rematou. ...
ARI OLIVEIRA, OS SONHOS DO ASPIRANTE A JORNALISTA DE ALVALADE A LUANDA. A história de Ariclene Assunção Oliveira é prova de que a vida por vezes dá voltas que nem sempre esperamos. Algumas agradáveis surpresas, outras nem tanto. A de Ari é especial. Nasceu em Angola mas foi em Portugal que cresceu como homem e jogador profissional de futebol. Deixou as raízes para trás aos cinco anos devido aos tempos difíceis que se viviam em Angola. A sua mãe entendeu que o melhor para ele seria rumar a território português para poder ter um crescimento sustentado ao lado de uma tia que estava disponível para o receber. E assim foi em Salvaterra de Magos, município de Santarém. Longe de imaginar o que o futuro lhe reservava. Começou por fazer um percurso igual a tantas outras crianças ao conciliar os estudos com o futebol no clube da ‘terra’. Aos oito anos o Salvaterrense participou num torneio local em que estavam olheiros do Sporting e um menino do lado esquerdo da defesa despertou particular interesse a Aurélio Pereira. No final da competição, o responsável máximo do departamento de prospeção da equipa de Alvalade pediu os dados de Ari. Primeiro sonho cumprido. Apesar do nervosismo dos treinos de captação, Ari confirmou as credenciais num universo de cerca de 50 jovens jogadores que procuravam agarrar ali uma oportunidade nas escolas do Sporting. Por lá ficou dos oito aos 18. Precisamente dez anos. «Foram anos incríveis. Terminei a minha passagem em Alvalade sagrando-me campeão Nacional de Juniores. Antes disso também fui ainda campeão de escolinhas, iniciados, campeão distrital, onde era o capitão dessa equipa», começa por recordar Ari Oliveira, de 22 anos, a A BOLA. «O Nacional de Juniores foi o título mais importante a nível de formação», reforça o lateral esquerdo luso-angolano que alinhava ao lado de nomes como William Carvalho (Sporting), Luís Ribeiro (Sporting), Amido Baldé, Nuno Reis (Metz, França), Renato Neto (Gent, Bélgica) e Cédric Soares (Southampton, Inglaterra). Em Coimbra para jogar na Académica e estudar... Jornalismo! Após dez anos na Academia do Sporting, Ariclene decidiu dar um novo rumo à carreira. O desejo de jogar mais do que no primeiro ano de juniores foi um dos principais motivos, mas a verdade é que os...estudos também foram importantes para esta tomada de decisão. Confessa que foi sempre «muito dedicado aos estudos» e então nesse ano concorreu para várias universidades do país e entrou em Coimbra. Curso? Jornalismo. «Desde os tempos do ensino secundário que senti esse interesse pelo jornalismo tendo em conta o gosto pela comunicação, leitura e escrita. Reuni-me, então, com os meus familiares e com o Sporting e concordámos que a melhor opção era seguir para Coimbra». A nível desportivo a experiência começou por correr bem mas infelizmente uma lesão grave no perónio impossibilitou-o de terminar a época e de concretizar o objetivo de ascender aos seniores dos estudantes. Chegou a ponderar desistir e concentrar-se exclusivamente na universidade, contudo, o sonho falou mais alto. «Nasci com o futebol no sangue. É a minha paixão. Os médicos transmitiram-me confiança de que voltaria a jogar e fui atrás do meu sonho de criança», diz num tom emocionado. Ponto prévio: não foi fácil. (Re)começou no Sporting de Pombal, que na altura competia na 3.ª divisão, e mentalizou-se que tinha de dar o máximo para voltar a subir. Futebol mais físico contra uma força de vontade tremenda. Três meses foram suficientes para provar a todos, principalmente a ele próprio, que era capaz de voltar ao que era. É verdade, o telefone tocou e o indicativo apontava para um número...angolano. Do outro lado estava o diretor-geral do recém-campeão Recreativo do Libolo, Bruno Vicente, que o acompanhava e conhecia desde os tempos dos juvenis do Sporting. Regresso a Angola para perto da mãe...e do pai com quem não tinha contacto há 15 anos Segundo sonho cumprido. A notícia a dar conta da hipótese de regressar a Angola para prosseguir a carreira foi recebida com entusiasmo por Escolástica. Tinha finalmente a possibilidade de ficar mais próxima do filho. Ari estava igualmente feliz mas sabia de antemão que tinha mais uma vez de deixar muita coisa para trás. «Não foi fácil. Ia deixar de viver em Portugal onde estive 14 anos e a faculdade em Coimbra. Contudo tinha uma grande ambição de chegar a um clube que tinha acabado de se sagrar campeão e que iria disputar a Liga dos Campeões Africanos», sublinha o lateral. A adaptação correu bem, não sentindo grandes dificuldades no que toca ao aspeto cultural. Admite que existem «jogadores com qualidade técnica» mas não esconde que «a maioria das equipas prima pela força». Já os adeptos são «animados, exigentes e vibram a cada jogada durante os 90 minutos». A viagem de regresso a Angola trouxe-lhe ainda uma agradável surpresa. Daquelas inesperadas. O pai, com quem tinha perdido o contacto aos cinco anos, voltou a ser uma realidade na sua vida. «Sempre tive uma ligação muito forte com a minha mãe. Apesar da distância, mantivemos sempre contacto diário e ela sempre me apoiou. Infelizmente com o meu pai não se passou o mesmo. Perdi o contacto com ele aos cinco anos e só quando regressei a Angola é que voltei a falar com ele e a vê-lo. Admito que foi algo difícil de digerir, a ausência, mas agora temos falado mais e há que recuperar o tempo perdido», garante sem ressentimentos e feliz pelo desfecho. Anos históricos no Rec. Libolo e passagem para Luanda para representar o Petro Dois anos «fantásticos» no Recreativo de Libolo ficaram eternizados na conquista do título em 2012 e na viagem entre Tanzânia, África do Sul, Camarões, Sudão e Nigéria para jogar a Liga dos Campeões Africanos, competição onde a equipa do Calulo acabaria mesmo por fazer história. «Devido ao ranking, o campeão de Angola tem que passar cerca de três a quatro eliminatórias para depois chegar à fase de grupos. Há dez anos que nenhuma equipa angolana o conseguia e nós fizemos esse feito. Tive a felicidade de participar em todos esses jogos», refere Ari. Finda a experiência em Libolo seguiu-se a passagem para Luanda para representar o histórico Petro, clube com mais títulos de campeão no seu palmarés (15). O convite partiu do vice-presidente dos petrolíferos que conseguiu convencer o lateral esquerdo. E já lá vão dois anos com a nova camisola. «No primeiro ano foi a adaptação a um novo clube, novos colegas e nova realidade. Tentei integrar-me ao máximo. Neste segundo ano, já mais adaptado, as coisas estavam a correr-me bem, tinha feito todos os jogos até surgir uma lesão que me obrigou a ser operado em Portugal. Mas já estou na fase de recuperação e espero voltar rapidamente aos relvados.» Regressar a Portugal e o Jornalismo que continua bem vivo em...Angola Ariclene Oliveira tem planos para o futuro, mas prefere apontar baterias para o presente e na recuperação que «é o mais importante neste momento». Demonstra uma enorme vontade de vencer. Aos 22 anos não tem medo de voar e gostava de voltar a Portugal ou para a Europa. Afinal esse é o sonho de todos os jovens... «O futuro é sempre incerto. Quem está no futebol sabe que a qualquer momento se pode mudar de rumo. Como qualquer jovem que joga em Angola, gostaria de um dia dar o salto para um campeonato europeu, seja em Portugal ou noutro», admite sem esquecer a outra atividade muito importante para si: os estudos! «Neste momento tenho dado continuidade aos estudos em Luanda. Não se pode parar.» Terceiro sonho por cumprir. Chegar aos Palancas Negras é um dos objetivos, leia-se sonhos, que Ari tem por cumprir. Já representou os sub-17 e os sub-23 mas falta a cereja no topo do bolo. Convicto das suas capacidades, garante que vai lutar até ao fim para que esse dia chegue: «Com trabalho e dedicação sei que posso lá chegar!», frisa. O bom de ser português e angolano! Pergunta difícil para término de conversa. Sente-se mais português ou angolano? «Sinto que tenho um bocado dos dois. Sangue angolano. Cresci em Portugal. Adoro os dois países e sinto-me em casa estando num ou noutro!», remata. ...
 

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