DOMINGO, 07-02-2016, ANO 17, N.º 5853
Falcão rendido a Ricardinho: «Que golaço»
Futsal O golo de Ricardinho à Sérvia já chegou ao outro lado do Oceano Atlântico, com o brasileiro Falcão, figura incontornável do futsal, a elogiar o internacional português. «Que golaço do Ricardinho»,
«Neymar no Man. City? Pode acontecer...» - Ronaldinho
Barcelona Ronaldinho Gaúcho, ex-jogador do Barcelona, pronunciou-se este sábado sobre os rumores que colocam o brasileiro Neymar na rota do Man. City, que será treinado por Guardiola na próxima época. O ava
«Empatar com Bayern é sempre bom» - Roger Schmidt
Bayer Leverkusen Para Roger Schmidt, técnico do Leverkusen desde 2014, empatar com o Bayern é «sempre um bom resultado». A formação adversária do Sporting na Liga Europa foi a terceira equipa a conseguir roubar po
Campeão `Fofó´ visita líder Albergaria
Futebol Feminino Com apenas uma derrota no campeonato, o Clube Albergaria recebe, este domingo, o Futebol Benfica, campeão em título, naquele que será o grande jogo da 16.ª jornada do Campeonato feminino. A três jo
Tuchel não ficou incomodado com a presença de Mourinho
Borussia Dortmund O treinador do Dortmund, Thomas Tuchel, garantiu que não ficou incomodado com a presente de José Mourinho nas bancadas e ao lado do diretor desportivo Hans-Joachim Watzke na partida, de sábado, frente
Luisão operado segunda-feira
Benfica Luisão vai ser operado ao antebraço esquerdo na segunda-feira, em Lisboa. A BOLA revela ainda este sábado que a operação estará a cargo de um especialista europeu. Afastado dos relvados desde 21 de
Primeira final de Brecel no Masters da Alemanha
Snooker O jovem prodígio belga Luca Brecel, de 20 anos, 36.º do ‘ranking, apurou-se este sábado para a primeira final da sua carreira como profissional de snooker, ao vencer o inglês Kyren Wilson (vencedor do
«A nossa vitória seria mais justo» – José Vilaça
Tondela O treinador adjunto do Tondela, José Vilaça defendeu que o empate frente ao Vitória de Guimarães (1-1) não refletiu aquilo que aconteceu ao longo dos 90 minutos. «Foi uma boa resposta depois da dif
«Expulsão de Sérgio Conceição? Quem falou fui eu» - Jorge Rosário
Vitória de Guimarães Jorge Rosário, treinador adjunto do V. Guimarães - Sérgio Conceição foi expulso do banco e não prestou declarações - lamentou o empate (1-1) com o Tondela, mas não deixou de enaltecer a atitude dos jo
Tondela e V.Guimarães empatam (1-1)
Liga Perante 1432 espectadores, Tondela e V. Guimarães empataram, na noite deste sábado, a uma bola - Licá marcou para os vimaranenses, logo aos três minutos, Nathan Junior fez o golo da equipa da casa, ao
«Eu na Premier League por 10 milhões? Ri-me!» - Allegri
Juventus Massimilano Allegri, treinador da Juventus, voltou a desmentir as notícias que o davam como certo no Chelsea. De acordo com o diário inglês The Sun, o clube de Stamford Bridge teria oferecid
Zeca expulso na derrota do Panathinaikos com o Xanthi (0-1)
Grécia O médio português Zeca foi expulso, este sábado, na derrota caseira do Panathinaikos com o Xanthi, por 0-1, em jogo da 21.ª jornada da Liga Grega. O português viu o vermelho direto aos 51 minutos,
«Espanha? Vamos jogar de igual para igual» - Jorge Braz
Futsal Apesar de derrota com a Sérvia (1-3), Jorge Braz, selecionador nacional de futsal, não se deixa intimidar pelo adversário de Portugal nos quartos de final do Europeu, assegurando que a equipa das quin
«Ultimato? Não penso dessa maneira» – Neville
Valência Depois da goleada sofrida frente ao Barcelona (7-0), o treinador do Valência, Gary Neville, não acredita que o seu lugar esteja em causa se perder, no domingo, frente ao Bétis. Ultimato? Não penso
«Não compreendo os assobios a Van Gaal e aos jogadores» – Roy Keane
Manchester United A antiga referência do meio-campo do Manchester United, Roy Keane, não compreende aqueles adeptos que assobiam o treinador e os jogadores quando as coisas não correm como era esperado, tal como tem ac
Portugal perde com a Sérvia (1-3)
Futsal Portugal perdeu, este sábado, com a Sérvia, por 1-3, em jogo do grupo A do Campeonato da Europa de futsal. Embora Ricardinho tivesse assinado um lance genial e marcado um grande golo, Portugal acab
Reims vence no campo do Caen (2-0)
França O Reims alcançou uma importante vitória na deslocação ao campo do Caen (2-0), tendo assim conseguido sair dos lugares de despromoção, isto quando decorre a 25.ª jornada do Campeonato francês. Thiev
«Notou-se alguma intranquilidade» - Nelo Vingada
Marítimo Apesar de insatisfeito com o empate no Bonfim, o treinador do Marítimo, Nelo Vingada, considera que o resultado ajusta-se à exibição das duas equipas neste sábado. «Considero o resultado justo, num
FC Porto bate Passos Manuel (35-25) e fecha fase regular com pleno de vitórias
Andebol O FC Porto alcançou, este sábado, o pleno de vitórias na fase regular do campeonato de andebol, ao vencer em casa do Passos Manuel, por 35-25. O heptacampeão nacional de andebol vai agora disputar
Leverkusen, adversário do Sporting na Liga Europa, trava Bayern (0-0)
Alemanha O Bayern Munique empatou este sábado a zero no terreno do Bayer Leverkusen, adversário do Sporting nos 16 avos de final da Liga Europa, em partida da 20.ª jornada da Bundesliga. O encontro ficou ma
Bebé marca na vitória do Rayo frente ao Las Palmas (2-0)
Espanha O extremo português Bebé esteve em evidência ao marcar o segundo golo da vitória, deste sábado, do Rayo Vallecano frente ao Las Palmas (2-0), em jogo da 23.ª jornada da Liga espanhola. Para além do
«Triunfo assentava-nos bem, saímos daqui tristes» - Quim Machado
Vitória de Setúbal O treinador do Vitória de Setúbal, Quim Machado, lamentou o empate com o Marítimo (1-1) deste sábado, considerando que o triunfo assentava bem aos sadinos. «Dominámos praticamente durante o jogo to
Empate no Vitória de Setúbal – Marítimo (1-1)
Liga Os sadinos empataram, na receção, deste sábado, ao Marítimo (1-1), em jogo da 21.ª jornada da Liga. André Claro (42) colocou o Vitória na frente, mas Fransérgio (72) empatou a partida.
Diego Simeone festeja 100.ª vitória nos `colchoneros´
Atlético Madrid Tal como Fernando Torres, que este sábado festejou 100 golos com a camisola do Atlético Madrid, também Diego Simeone tem motivos para celebrar: o triunfo frente ao Eibar marcou a 100.ª vitória do trei
Klopp removeu com sucesso o apêndice
Liverpool O treinador do Liverpool, Jurgen Klopp, foi operado com sucesso ao apêndice e foi necessário remove-lo, segundo revela a Imprensa inglesa. Klopp foi operado este sábado, por volta das 13.30 horas,
Neymar, Suárez e Messi prontos para embate com Levante
Barcelona O avançado brasileiro Neymar partilhou, nas redes sociais, uma fotografia da tripla de avançados mais temida da atualidade, antes da partida para Levante, que será o próximo adversário do Barcelona.
Continuidade de Nélson Oliveira no Nottingham Forest «não é opção», diz treinador
Inglaterra Dougie Freedman, treinador do Nottingham Forest, elogiou o avançado português Nélson Oliveira, autor do golo que valeu a vitória no terreno do Leeds United (1-0), em partida da 30.ª jornada do Champio
Sporting vence derby na Luz (32-31)
Andebol O Sporting venceu, este sábado, o Benfica, por 32-31, no Pavilhão número 2 dois da Luz, em jogo da 22.ª jornada do nacional de andebol. Este resultado, no derradeiro jogo da fase regular, permitiu
Vardy renova com Leicester até 2019
Inglaterra O Leicester anunciou, este sábado, ter chegado a acordo para a renovação do contrato de Jamie Vardy até 2019. O avançado inglês, de 29 anos, chegou ao atual líder da Premier League em 2012, sendo u
Southampton vence West Ham (1-0)
Inglaterra O Southampton, com José Fonte e Cédric a titulares, levou de vencido, em casa, o West Ham, por 1-0, em jogo da 25.ª jornada da Liga inglesa. O único golo da partida foi apontado por Maya Yoshido e
Galatasaray empata frente ao Konyaspor (0-0)
Turquia O Galatasaray não foi além de um empate a zero, em casa, frente ao Konyaspor, em jogo da 20.ª jornada da Liga Turca. Depois da inesperada derrota do Fenerbahce, que orientado pelo treinador portugu
João Monteiro nas ‘meias’ da Taça da Europa
Ténis de mesa O português João Monteiro garantiu, este sábado, o acesso às meias finais da Taça da Europa em ténis de mesa, no Multiusos de Gondomar, ao bater o bielorrusso Vladimir Sansonov, por 4-0, com parciais
Fiorentina empata com Bolonha (1-1) e arrisca-se a perder terceiro lugar
Itália A Fiorentina, orientada pelo português Paulo Sousa, empatou a uma bola no campo do Bolonha e continua a perder terreno na corrida pela liderança da Serie A italiana. A equipa de Florença chegou à v

classificações

Liga
Liga 2
21. ª jornada
22. ª jornada
classificação
28. ª jornada
29. ª jornada
classificação
12-02
Benfica
20:30
FC Porto
BTV1
13-02
Moreirense
16:15
Belenenses
Sport TV1
13-02
Nacional
18:30
Sporting
Sport TV1
13-02
V. Guimarães
20:45
V. Setúbal
Sport TV1
14-02
Estoril
16:00
Tondela
14-02
Arouca
16:00
União
14-02
Boavista
17:00
Académica
Sport TV1
14-02
Marítimo
19:15
SC Braga
Sport TV1
15-02
Rio Ave
20:00
P. Ferreira
Sport TV1
13-02
Gil Vicente
15:00
Santa Clara
13-02
Varzim
15:00
Atlético
13-02
Farense
15:00
Covilhã
13-02
Chaves
15:00
Freamunde
13-02
Aves
15:00
Olhanense
13-02
Porto B
15:00
Famalicão
PortoCanal
13-02
Oliveirense
15:00
Penafiel
13-02
Académico
15:00
Benfica B
13-02
Sporting B
15:00
Oriental
Sporting TV
13-02
Mafra
15:00
Braga B
14-02
Feirense
11:15
Portimonense
Sport TV1
14-02
V. Guimarães B
15:00
Leixões
J
V
E
D
G
P
1
Benfica
21
17
1
3
59-14
52
2
Sporting
20
16
3
1
43-14
51
3
FC Porto
20
14
4
2
40-12
46
4
SC Braga
20
10
6
4
33-14
36
5
V. Guimarães
21
8
7
6
30-31
31
6
P. Ferreira
20
8
6
6
29-24
30
7
Rio Ave
20
8
4
8
30-32
28
8
V. Setúbal
21
6
8
7
32-38
26
9
Arouca
20
5
10
5
26-26
25
10
Belenenses
21
6
7
8
27-46
25
11
Estoril
20
6
5
9
19-25
23
12
União
20
6
5
9
15-25
23
13
Marítimo
21
6
4
11
28-40
22
14
Nacional
20
5
5
10
22-30
20
15
Moreirense
20
5
5
10
23-35
20
16
Boavista
20
4
5
11
15-28
17
17
Académica
20
4
5
11
20-37
17
18
Tondela
21
2
4
15
15-35
10

Ver classificação detalhada
J
V
E
D
G
P
1
Porto B
27
16
4
7
58-35
52
2
Freamunde
27
13
8
6
33-18
47
3
Chaves
27
12
11
4
36-25
47
4
Feirense
27
12
10
5
31-23
46
5
Portimonense
28
12
10
6
38-31
46
6
Gil Vicente
27
12
8
7
34-25
44
7
Aves
27
12
6
9
30-21
42
8
Famalicão
27
11
9
7
38-31
42
9
Braga B
27
10
8
9
28-30
38
10
Atlético
27
9
9
9
24-23
36
11
Académico
27
9
9
9
27-31
36
12
Sporting B
28
10
6
12
31-37
36
13
Varzim
27
9
8
10
29-30
35
14
Olhanense
27
10
5
12
26-31
35
15
Farense
27
9
6
12
29-31
33
16
Leixões
27
8
9
10
29-35
33
17
Santa Clara
27
9
5
13
29-33
32
18
Covilhã
27
7
11
9
28-34
32
19
Penafiel
27
7
10
10
26-32
31
20
V. Guimarães B
27
8
7
12
27-36
31
21
Benfica B
27
9
4
14
29-39
31
22
Mafra
27
5
12
10
21-25
27
23
Oriental
27
7
6
14
34-41
27
24
Oliveirense
27
4
9
14
26-44
21

Ver classificação detalhada
Escaldante Sara Sampaio e o Dia dos Namorados
Estilos e Espantos Se há algo capaz de fazer a América tremer é o Super Bowl, o maior espetáculo de futebol americano dos Estados Unidos, e um dos eventos desportivos mais aguardados em todo o mundo. A contagem decrescente já começou, só para assistir ao grande duelo entre Carolina Panthers e Denver Broncos, que este ano se apresentam como concorrentes de peso. De um lado um ´Xerife´ que bem conhece os cantos à casa, do outro, um ´novato´ com fome de vitórias. Mas para os amantes do futebol americano, o Super Bowl é muito mais que um jogo, até porque, os bilhetes não estão ao alcance de qualquer carteira. Fora de campo, os anúncios publicitários exibidos no intervalo da partida também têm uma palavra a dizer, sobretudo se contarem com a presença das ´angels´ da Victoria’s Secret. Vestidas a rigor, as modelos da conceituada marca de lingerie, como já manda a tradição, abandonaram as asas e transformaram-se em autênticas profissionais de futebol… ´Score More´ (Pontua mais) foi o tema escolhido pelos ´anjos´ da Victoria´s Secret, naquele que é, o segundo anúncio publicitário da marca para ser transmitido num dos intervalos do Super Bowl 50. Este ano, para a ocasião, Adriana Lima, Alessandra Ambrosio, Elsa Hosk, Jasmine Tookes e Taylor Hill foram as modelos escolhidas para deixarem de lado a lingerie a que já habituaram os fãs, e vestirem-se a rigor, como se de verdadeiras jogadoras de futebol americano se tratassem. Anjos e Diabos E se há quem pense que os anúncios publicitários são secundários em relação ao foco da grande final da NFL, desengane-se. O intervalo do Super Bowl é um dos espaços publicitários mais cobiçados pelas marcas, já que o evento é televisionado para o mundo inteiro e é um dos mais comentados nas redes sociais. Para celebrar o Super Bowl 50 2016, a Victoria’s Secret, patrocinadora do evento e que todos os anos surpreende com os seus provocantes comerciais durante os intervalos, escolheu como protagonistas as brasileiras Adriana Lima e Alessandra Ambrosio, além de Elsa Hosk, Jasmine Tookes e Taylor Hill para entrarem em campo num jogo que põe frente a frente ´Anjos´ e ´Diabos´. Para gravar o anúncio, as modelos tiveram acompanhamento e receberam ´dicas´ de jogadoras profissionais de futebol americano, revelou Taylor Hill à ´Vogue´ americana. O jogo acaba com a vitória dos ´Anjos´, depois de um ´touchdown´ e uma dança de celebração. Sara Sampaio ´despe-se´ para o Dia dos Namorados O vídeo protagonizado pelas modelos da Victoria’s Secret para o Super Bowl, serve também para chamar a atenção para o Dia dos Namorados, que se realiza já no próximo dia 14 de fevereiro. E se Adriana Lima e Alessandra Ambrosio preferiram vestir-se de ´jogadoras´, Sara Sampaio, modelo portuense que integra o restrito lote das ´angels´, optou por celebrar a ocasião de uma forma mais arrojada. Despiu-se de preconceitos e exibiu toda a sua sensualidade ao apresentar de forma ousada as peças transparentes lançadas pela marca para celebrar o dia dos apaixonados. No final de 2015, Sara Sampaio ficou entre os 20 ´anjos´ da Victoria’s Secret mais bonitos de sempre, numa lista publicada pela revista masculina ´Maxim´. ...
Estrela de Diamante Na primeira edição do evento, foram os Green Bay Packers que saíram vitoriosos sobre o Kansas City Chiefs, mas longe de atrair os olhares que hoje pagam fortunas para os ver correr com uma bola na mão. A televisão não se importava com a sua cobertura, os bilhetes eram uma ´pechincha´, e o intervalo era animado por pequenas bandas de faculdade. Mas isso mudou. O amor à camisola, as histórias dos seus ídolos, o simples grito de ´touchdown´ revolucionaram a história. Desta vez não são meros estudantes que agitam as bancadas, mas estrelas mundiais. Katy Perry já por lá passou, este ano a musa que se segue é Beyonce, acompanhada de Bruno Mars e Coldplay. E dentro de campo os astros não se deixam esperar. De um lado está um ´Xerife´ às direitas, Peyton Manning, o quarterback do Denver Broncos, um dos maiores nomes da história, e o mais velho jogador a lutar pelo troféu de campeão no Super Bowl 50. Do outro lado está Cam Newton, o melhor jogador da temporada nos últimos tempos ao serviço do Carolina Panthers. Fora o futebol, tem um talento especial para a dança, principalmente o ´dab´, tirar selfies e imitar o Super-Homem. Mas não é por isso que lhes pagam. Não é por isso que os adeptos os seguem. Sabem bem o que está em jogo. Depois do Mundial de Futebol, o Super Bowl assume-se como o segundo maior evento de futebol americano do mundo. E os números falam por si. Só nos Estados Unidos, o evento é assistido por mais de 115 milhões de pessoas e movimenta mais de 14 bilhões de dólares na economia do país. E se pensa que arranjar um lugar para o jogo é tarefa fácil, desengane-se. O bilhete mais barato custa agora cerca de 2.560 mil euros. Mas se preferir um lugar de sonho nos camarotes do Levi´s Stadium, a fasquia fica ainda mais arrojada. Nada mais do que 25.762 mil euros… É oficial. Já não se fala de outra coisa e é já no próximo domingo, dia 7 de Fevereiro. O Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia (Estados Unidos) abre as portas para aquele que é o maior evento desportivo que a NFL conhece: o Super Bowl, que na 50ª edição coloca frente a frente ´Denver Broncos´ e ´Carolina Panthers´. E aqui não é só o desporto que está em cima da mesa, mas também música, negócios, cinema e muito, mas muito dinheiro. Mas o que realmente os jogadores querem é o ´Vince Lombardi´…...
Estilos e Espantos Se agora decidisse pendurar as chuteiras não havia problema – Barack Obama tinha a solução. Desde o tempo do secundário que se habituou à prática desportiva, um incentivo do pai, um motorista de caminhão afro-americano. A infância foi passada quase sempre perto da mãe, desde cedo soube que ele era um menino especial. Tinha apenas dez anos quando começou a desenvolver comportamentos compulsivos. Na rua era olhado com desconfiança, na escola, os colegas ridicularizavam-no pelos seus tiques nervosos. Foi vítima de bullying e não escapou às provocações daqueles que achavam que era um ´retardado´, nem mesmo quando chegou por mérito ao banco dos ´devils´ lado a lado com Cristiano Ronaldo. A doença nunca o atrapalhou no futebol. E o Mundial do Brasil foi a prova. Do banco de réus surpreendeu tudo e todos com uma defesa de aço, na verdade foram 16 ao todo e poderiam ter sido muitas mais, mas a Seleção da Bélgica era ´dura de roer´. Tornou-se herói dos Estados Unidos, ganhou a amizade do Presidente e como troféu, ainda lhe calhou uma Nora na rifa. É conhecida pelo vício compulsivo em tirar ´selfies´, principalmente se forem ousadas e sem roupa… Timothy Matthew Howard nasceu em Nova Jersey, a 6 de março de 1979, filho de uma imigrante húngara e de um motorista de caminhão afro-americano. Teve uma infância feliz até aos três anos, altura em que os pais se separaram. Mas os problemas apareceram mais tarde. Tim tinha dez anos quando começou a desenvolver comportamentos compulsivos. Esther, a mãe, sabia que algo não estava bem. «Havia rotinas e padrões que tinham de ser seguidos. Ele tinha de vestir as roupas na mesma sequência em todos os dias». Um ano depois os sintomas agravaram, as obsessões já eram mais assíduos e o prognóstico irreversível. ´Retardado´ e vítima de bullying Foi em criança que Tim Howard descobriu ter a ´Síndrome de Tourette´, uma doença neurológica caracterizada por tiques e movimentos involuntários. «Até aos 15 anos, foi um caos de diferentes tiques. Eles eram bem fortes», explicou Howard à revista ´Neurology Now´. No seu dia-a-dia, os aspetos mais evidentes passam pelo piscar frenético dos olhos e as contrações na região do rosto. Na escola, Tim era constantemente ridicularizado pelos colegas, por várias vezes foi chamado de ´retardado´ e foi vítima de bullying. Mas Tim não se deixava abater, era mais forte que a própria doença e também tinha um sonho. Incentivado pelo pai, Tim chegou a praticar beisebol, basquetebol e futebol. Com o desporto era diferente, a doença não o afetava. Para se controlar durante os jogos, Tim usa táticas de relaxamento e evita tomar remédios, para não atrapalharem os seus reflexos nas partidas. Também tentou combater a síndrome, mas a doença não tem cura. Do basquetebol ao banco dos ´devils´ com Ronaldo Durante o secundário, Tim Howard experimentou o basquetebol, mas viu que não tinha hipóteses de jogar na NBA. Enveredar pela carreira profissional de futebolista era mais realista e o facto de ter experimentado antes o basquetebol, permitiu-lhe desenvolver capacidades de guarda-redes. Para Tim, ´jogar basquetebol e atuar à baliza são duas atividades que não deixam de ser compatíveis e que podem tirar benefícios uma da outra´. Tim Howard começou a carreira profissional no ´North Jersey Imperials´, clube da sua cidade natal, no ano de 1997. Mas em 2003, trocou a MLS (Liga Profissional de Futebol dos Estados Unidos) pelo gigante Manchester United, com o objetivo de substituir o francês Fabien Barthez, que havia dececionado Sir Alex Ferguson. E a sua doença voltava a assombrá-lo. O jornal ´The Guardian´ chegou a anunciou que a equipa inglesa havia contratado ´um guarda-redes com problemas cerebrais´. O ´Independent´ preferiu chamar-lhe de americano ´doente´. Tim destacou-se como guarda-redes principalmente pela sua altura, 1, 91 metros. Comprado por quatro milhões de dólares, Tim destacou-se pelas excelentes atuações, porém, um desaire frente ao Futebol Clube do Porto na Liga dos Campeões, colocou-o no banco de reservas. Tim chegou ao Manchester United na mesma altura que Cristiano Ronaldo, num período em que, Gary Neville apelidou de ´os anos Djemba-Djemba´. Com eles, chegaram também Djemba-Djemba, David Bellion, o brasileiro Kleberson e outros que foram ´flops´ evidentes nas escolhas de Alex Ferguson. Sem espaço nos ´devils´ com a chegada de Van der Sar na época de 2006/07, Tim acabou por ser emprestado ao Everton. ...

PORTUGUESES

EMIGRANTES

JOÃO COIMBRA, DA AUTODESCOBERTA NA ÍNDIA AO SONHO DE UMA NOVA OPORTUNIDADE NA LIGA. Jogar fora de Portugal sempre fora um objetivo de João Coimbra, ainda mais para alguém com 20 anos de ligação ao futebol luso. A vontade de conhecer outros campeonatos e culturas ganhou novas proporções depois de o médio ter vivido o pior momento da carreira em 2013/2014, altura em que foi operado duas vezes ao joelho, no Estoril. Um ano para esquecer para o médio, isto depois de ter capitaneado a equipa da Linha, na altura comandada por Marco Silva, rumo ao primeiro escalão e, um ano depois, ter ajudado a garantir a presença na Liga Europa. Decidiu, por isso, escrever novo capítulo na Liga 2, ao serviço do Académico de Viseu. «Tenho um grande respeito e carinho pelo Académico e pelo mister Alex [Costa]. Deram-me a mão e acreditaram em mim depois da pior época da minha carreira, em que estive praticamente todo o ano parado», começa por contar a A BOLA João Coimbra. A passagem pelo emblema de Viseu acabou por correr de feição ao médio, que somou 24 jogos e um golo. Até que em janeiro surgiu a oportunidade de rumar à Roménia, para representar o Rapid Bucareste. «Felizmente consegui mostrar a todos que estava totalmente recuperado da lesão no joelho. Nesses seis meses em Viseu acabei por fazer mais de 20 jogos e em janeiro apareceu a proposta para jogar no Rapid», revela, explicando o que o fez mudar-se para um país desconhecido, após um longo caminho já percorrido no futebol português. «O estrangeiro sempre me cativou. Claro que se estivesse num clube da primeira liga e não tivesse voltado ao segundo escalão nessa altura, talvez me mantivesse por aqui, porque sou uma pessoa muito ligada à família... Apenas senti que era o momento ideal para sair, até porque quando um jogador desce de divisão não é fácil cativar de novo clubes da primeira liga. Já me tinha acontecido isso no Estoril.» Primeira paragem: Bucareste João Coimbra chegou a Bucareste na reabertura do mercado de janeiro, com a difícil missão de ajudar o Rapid, então lanterna vermelha da liga romena, a fugir à despromoção. Uma experiência que acabou por ter altos e baixos para o médio. «Em termos pessoais, foi muito positivo. Fiz mais de 30 jogos e gostei muito da cidade e do clube, que tem, arrisco-me a dizer, uma das melhores claques da Europa. Em termos desportivos já não posso dizer o mesmo. Quando cheguei ao clube, no fim da primeira volta, o Rapid estava em último lugar, com 11 pontos em 17 jogos. Na segunda volta conseguimos fazer 33 pontos mas não chegaram para evitar a descida, até porque nessa época desciam seis equipas, portanto era uma tarefa quase impossível», lamenta o campeão europeu sub-17. Apesar do desfecho menos feliz na competição, João Coimbra não esquece os laços criados com os companheiros de equipa e compatriotas Kikas, Ricardo Alves e Rui Miguel, e com o padrinho Sapunaru, ex-jogador do FC Porto. «Esse é uma das grandes belezas do futebol, as amizades que se criam, não só entre jogadores mas também entre as famílias. O Sapunaru, que fala muito bem português, foi outra grande ajuda na adaptação ao futebol romeno, que é menos tático e mais físico, e à própria língua. É bom sentir que temos ali pessoas para o resto da vida», considera. Em Bucareste, cidade que compara a Lisboa, a alimentação também não foi um problema. «Felizmente tinha a minha esposa para me fazer uns cozinhados tugas!» Índia, terra de contrastes Terminada a época no Rapid, João Coimbra recebeu uma proposta para rumar à Índia, mais precisamente a Cochim, onde representou o Kerala Blasters, na Super Liga indiana, competição que reúne jogadores de renome internacional de setembro a dezembro – a 2.ª edição contou também com a participação dos portugueses Simão Sabrosa, Miguel Garcia e Silas (NorthEast United. Recomendações sobre o futebol indiano, portanto, não faltaram ao médio. «No Rapid tinha dois colegas que jogaram na Índia e que me deixaram muito boas impressões da ISL (India Super League, em inglês). Depois falei com o Miguel Garcia e o Edgar Marcelino, que também tinham lá estado e que me falaram muito bem do campeonato. Acabei por aceitar o desafio», explica. Nesta competição, que conta com um formato diferente do da Liga indiana, João Coimbra disputou 11 jogos e marcou um golo. O balanço da experiência acabou por ser, no geral, bastante positivo. «Apesar de não termos passado às meias-finais, foi uma experiência muito enriquecedora. É um futebol muito diferente daquele a que estamos habituados. É competitivo, mas o clima quente do país não permite grande intensidade no jogo, o que faz com que o jogo se parta muito nas etapas complementares», refere João Coimbra, que ficou surpreendido com a loucura que começa a existir na Índia em torno do futebol. «É incrível a admiração que eles demonstravam por todos. Só em dois jogos tivemos mais de 60 mil pessoas no estádio! Nem conseguíamos andar num simples centro comercial, porque tínhamos sempre várias pessoas atrás de nós a querer tirar selfies connosco. E os indianos são muito acolhedores», revela. E mesmo não tendo contactado diretamente com a cultura indiana – os três meses no Kerala foram passados em hotéis – nem por isso o médio português deixou de estar atento ao que se passava à sua volta. «Estivemos sempre muito resguardados durante o estágio em Cochim, mas saltava à vista o grande contraste entre ricos e pobres. Impressionou-me muito», começa por contar. «Uma vez ficámos instalados num hotel de cinco estrelas, rodeado por bairros muito pobres. Eu e mais dois colegas estávamos à janela e vimos alguns meninos a brincar lá fora, descalços, só de t-shirt, quando um deles sai de perto dos outros, baixa-se e começa ali mesmo a fazer as necessidades, como se fosse a coisa mais natural do mundo. De repente, olha para cima, repara que estávamos a olhar para ele e começa a dizer-nos adeus... Essa imagem marcou-me muito», partilha. Futuro é incógnita Sem clube desde que regressou da Índia, João Coimbra procura agora escrever novo capítulo no futebol nacional. Regressar à Liga, afirma, seria o concretizar de um sonho. «Estou aberto a propostas. Claro que um regresso à Liga portuguesa teria sempre prioridade, até porque a minha esposa está grávida da segunda filha e queria ficar por perto... Mas também sei que a nossa profissão não nos permite escolher, e sim sermos escolhidos, com algumas exceções, claro», afirma o médio. Com um percurso cheio no futebol, que inclui também passagens por Benfica, Nacional, Gil Vicente e um Europeu de sub-17 no bolso, João Coimbra ainda conseguiu arranjar um tempinho para se dedicar ao curso de Medicina, que pretende um dia concluir, mas só depois de pendurar as chuteiras. «O curso está a meio. Tenho três anos já feitos, faltam outros três. Penso em terminá-lo quando o futebol acabar, apesar de já estar há muito tempo sem ler algo sobre isso. Tenho que dedicar grande parte do meu tempo a preparar-me para voltar aos estudos. Sinceramente não sei…», revela o aspirante a senhor doutor. ...
ROGER AUGUSTO DESENVOLVE O FUTSAL POR TERRAS DE SUA MAJESTADE . Natural de Santa Maria, Covilhã, Roger Augusto é licenciado em Educação Física, fez uma pós-graduação em treino de alto rendimento e um mestrado em gestão desportiva. Sempre ligado ao desporto, começou a dar os primeiros passos no futsal em 1996, no Exército Português, sendo que o primeiro clube que orientou foi o Santa Susana e Pobral (2001/2002), seguindo-se Benfica (adjunto, 2003/2004), altura em que se tornou profissional, deixando de lado a profissão de professor. Seguiram-se Atlético, Lagoa e Benfica (Açores), Forte da Casa, Operário (Açores) e Viseu 2001 em Portugal. A primeira experiência no estrangeiro foi no Melilla de Espanha, depois passou pela República Checa, onde treinou o Balticflora, seguindo-se França (Sporting de Paris) e atualmente está em Inglaterra, onde aceitou integrar um projeto da Universidade de Nottingham. A A BOLA conta como está a correr a experiência. «Cheguei em final de janeiro de 2014 para uma academia em Birmingham, Club Futsal UK, depois, num dos workshop em que participei apresentaram-me este projeto da Universidade de Nottingham, que me entusiasmou bastante e cá estou, desde o início da época», afirma. Roger Augusto é o coordenador técnico de todas as equipas da universidade, masculinas e femininas, um trabalho diferente do que já desenvolveu nos clubes por onde passou. - Para começar trabalho apenas com estudantes universitários, entre os 18 anos, que são os entram para o primeiro ano, e o jogador mais velho tem 27, que está a tirar um mestrado, o que significa que só participamos nas ligas universitárias; depois há a realidade de como o futsal aqui é tratado, não como uma modalidade, mas um meio para chegar ao futebol. Há 15 anos vi a seleção inglesa jogar na Nave de Alvalade e, desde então, a evolução deles é pouca ou nenhuma. Mas, então, o desafio para si é ainda maior. «Sem dúvida. A cultura do futsal para eles não existe. Entendem que futsal é freestyle, dribles e fintas. Mas, sei que a federação inglesa quer investir na evolução do futsal, principalmente na formação de treinadores. Por exemplo, aqui, o curso de nível I tem a duração de seis horas. Mas, creio que em breve a federação quer criar um plano para o desenvolvimento da modalidade», sublinha. Roger Augusto trabalha com certa de 60 atletas divididos pelas equipas da Universidade de Nottingham, uma delas na superliga a lutar pelo acesso à Premier League, e tem de fazer alguma ginástica para acompanhar todos. «Pela primeira vez na carreira estou a treinar às sete da manhã (risos), antes das aulas começarem, tenho de me levantar muito cedo às terças e sextas-feiras. Mas, sinceramente, está a ser uma experiência muito interessante e estou admirado com a entrega dos alunos, que além da vida académica, que por aqui é muito intensa, empenham-se a cada treino e sempre com vontade de fazer melhor. De resto, há dois treinos por dias e aos fins de semana tanto posso ter dois, três ou quatro jogos, depende. E faço questão de estar presente em todos, desde que os horários sejam compatíveis. Há quarta-feira, quando se realizam os jogos universitários, depois de cada encontro há sempre uma festa social com uma temática diferente, ou trajes ou comida, que serve de confraternização e união», explica. Mas, em termos de qualidade, como classifica a modalidade em Inglaterra? «É fraca. A seleção falhou agora os apuramentos para o Europeu e para o Mundial. São mais dois anos sem evolução, o que é um retrocesso. Mas estou extremamente motivado, porque a federação está mesmo disposta a avançar para o crescimento e desenvolvimento da modalidade e, apesar de terminar contrato em abril, estarei disposto a continuar a trabalhar naquilo que gosto, que é a essência do futsal», responde. E como é trabalhar com rapazes e raparigas em simultâneo? «A equipa principal tem muito talento. Além de inglesas, tenho jogadoras americanas e ucranianas. O único problema é que são provenientes do futebol, nunca jogaram futsal, mas têm grande facilidade de adaptação, principalmente as americanas. Infelizmente, temos pouco tempo para treinar, apenas duas vezes por semana, mas creio que com trabalho podemos ter grandes resultados, é preciso é criar independência do futebol. Voltar a Portugal é um objetivo Depois de conduzir o Operário da 3.ª à 1.ª Divisão, entre 2008 e 2011, o Viseu Futsal foi a última equipa que treino em Portugal, em 2013. Regressar ao seu país faz parte dos planos? «Claro que sim. Desde que integrei a equipa técnico do Benfica, em 2003, que me tornei profissional de futsal, mas até aqui tenho sobrevivido, porque, como todos sabem, não se ganha muito na modalidade. E em Portugal sabemos que as condições financeiras são limitadas, mas há projetos bons, com os quais me identifico, e, quem sabe, um dia destes surja um convite para treinar em Portugal», responde Roger Augusto. E do que mais sente falta de terras lusas? - Da família, dos amigos, e, claro, do clima. Da comida nem tanto, porque além de cozinhar muitas vezes em casa, descobri um restaurante cujos donos são portugueses e há sempre petiscos e comidinha tradicional. Em relação à língua, por vezes, dificulta a transparência da mensagem que quero passar aos jogadores, mas vamo-nos entendendo. Surpreendido com as derrotas do Benfica Mesmo longe, Roger Augusto segue atentamente o que se passa no futsal em Portugal e em relação à Taça da Liga, prova que decorre até este domingo em Oliveira de Azeméis, o treinador diz-se surpreendido com o afastamento do Benfica logo nos quartos de final, após derrota com o Fundão, por 0-1, que no passado fim de semana havia imposto a primeira derrota aos encarnados no Campeonato (2-4). «Fiquei surpreendido com a segunda derrota consecutiva do Benfica. Esperava que a equipa tivesse uma resposta mais positiva, apesar de se tratar de provas diferentes. Mas, considero que o futsal está no bom caminho em Portugal. Há ideias que foram amadurecidas e que estão agora a ser postas em prática», analisa. Ricardinho, Mourinho e CR7 Na universidade conhecem bem o treinador português, mas há outros lusos a merecer destaque. «Perguntam-me sempre se conheço o Mourinho ou o Cristiano Ronaldo. O Ricardinho estão agora mais a par porque tenho-lhes mostrado muitos vídeos e ficam maravilhados com a habilidade dele. Temos um Facebook interno, só entre equipa técnica e jogadores, e tenho-lhes passado muitos links de jogos. Também conversamos muito sobre Portugal, porque a maioria dos alunos já foi ao nosso país passar férias, principalmente em Lisboa, Algarve e Madeira», conta. ...
GABRIEL PINTO: O TÉCNICO PORTUGUÊS QUE FORMA JOVENS EM GOA. Gabriel Pinto cedo percebeu que uma das suas grandes paixões era o futebol. Natural de Mora, vila do distrito de Évora, o jovem técnico dos escalões de formação do Sporting Clube de Goa (Índia) ainda ousou jogar a nível federativo pelo clube mais próximo da sua zona de residência, o Luso Futebol Clube Morense, mas não demorou a decidir em passar para o banco de suplentes. Uma opção consciente tomada aos 19 anos por uma paixão que o próprio explica. «Por mais prazer e paixão que tinha a jogar, percebi que tinha ainda mais paixão pelo jogo em si, que são coisas distintas. Comecei a jogar apenas no escalão de Juniores, pois na minha zona não existiam equipas com futebol de formação. E jogar a nível amador nem sempre ia ao encontro daquilo que é a minha ideia de jogo, sobretudo em relação ao que idealizava sobre o processo de treino. Isso despertou em mim o desejo de descobrir e querer saber mais sobre o jogo e o treino», começa por explicar Gabriel Pinto, 25 anos, em conversa com A BOLA. Licenciou-se em Psicologia do Desporto e do Exercício, na Escola Superior de Desporto de Rio Maior, numa altura em que já tinha bem definido na sua mente que era a vertente do treino que mais o cativava. Posteriormente, seguiu para o Mestrado em Treino Desportivo, faltando apenas apresentar a tese/relatório para obter o título de Mestre. Explicada a teoria, resta saber onde foram dados os primeiros passos a nível prático. «Iniciei o meu percurso como técnico no Luso Futebol Clube Morense, na altura nos escalões de formação. Depois estive quatro temporadas no Grupo União Sport, em Montemor-o-Novo, onde desempenhei funções como treinador de Benjamins e Iniciados e as últimas duas épocas como adjunto da equipa sénior, que disputava o Campeonato Nacional de Seniores [Campeonato de Portugal]», recorda Gabriel Pinto. A agradável surpresa que o levou até Goa (Índia) A experiência adquirida nos escalões secundários de Portugal despertou a atenção além-fronteiras, mais concretamente na Índia. Uma agradável surpresa que permitiu a Gabriel Pinto chegar à tão desejada profissionalização. Numa região distante, mas com «forte influência portuguesa», o jovem técnico português orienta as camadas jovens do Sporting Clube de Goa e é ainda responsável pela criação de um modelo de formação para o clube. «A possibilidade de vir para o Sporting Clube de Goa surgiu através do contacto do CEO do clube, Victor Fernandes. Goa tem uma forte influência portuguesa e no clube existem vários colaboradores que mantêm contacto regular com diversas individualidades e coletividades em Portugal. O meu currículo chegou às mãos do Sr. Victor Fernandes e ele disse-me que o meu perfil encaixava na perfeição naquilo que procuravam», explica. «O convite entusiasmou-me, é certo, mas o facto de implicar uma mudança radical também me deixou assustado. Contudo tinha a ambição de tornar-me profissional, o mais cedo possível, e este convite oferecia-me essa possibilidade», acrescenta. Além da vertente do treino, Gabriel Pinto está também responsável pela criação de um modelo que aproxime a instituição dos padrões europeus. Algo que ultrapassa a sua principal missão no clube, mas que desempenha com todo o gosto. «Aquilo que me foi pedido pelo clube foi precisamente que estruturasse e organizasse o modelo de funcionamento do clube, a nível técnico, de forma a aproximar o Sporting Clube de Goa da realidade, padrões de organização e funcionamento europeus, que são evidentemente aqueles que são o reflexo de sucesso no futebol mundial.» Adaptação «positiva» e diferenças entre a Liga e a Super Liga indiana Gabriel Pinto partiu há quatro meses para uma realidade bem diferente daquela a que estava habituado. Uma adaptação que admite estar a ser um «processo lentamente positivo». «O ‘choque’ cultural foi forte. Embora Goa tenha uma forte influência portuguesa, foi difícil entrar nos padrões sociais. A alimentação é onde sinto mais diferenças, pois a comida é bastante condimentada, o que limita muito as minhas opções em cada refeição. Depois existem os fatores ambientais, como a temperatura e a humidade que exigem um período de adaptação.» Num país onde o desporto de eleição é o críquete, o futebol começa a ganhar preponderância e muitos adeptos. Sachin Tendulkar, um dos melhores jogadores de críquete de todos os tempos, que se retirou em 2013, é um dos muitos exemplos da aposta no crescimento do…futebol em território indiano. Tendulkar é dono de 60% do capital do Kerala Blasters, equipa que compete na Super Liga indiana, competição «especial» que reúne jogadores de renome internacional de setembro a dezembro. «O futebol está a emergir consideravelmente na Índia e por parte da Federação local existe mesmo a perspetiva de colocar o futebol no topo das modalidades no prazo de oito anos, sensivelmente. Não tenho dúvidas de que a Super Liga contribui fortemente para essa mudança. As pessoas têm agora a oportunidade de ver grandes nomes do futebol mundial, algo que acontecia muito raramente», descreve o técnico português. Mas esta competição, que na 2.ª edição contou com a participação dos portugueses Simão Sabrosa, Miguel Garcia e Silas (NorthEast United), Hélder Postiga (Atlético Kolkata) e João Coimbra (Kerala Blasters), refira-se, não é a principal do calendário da AIFF (All India Football Federation). Gabriel Pinto explica as principais diferenças entre as duas competições. «As diferenças entre as ligas são acentuadas. A Super Liga apresenta um nível de organização muito bom e baseia-se numa visão estratégica de desenvolvimento do futebol. A chegada de jogadores de renome internacional [Florent Malouda, Marchena, Roberto Carlos, Anelka, Mutu, Lúcio, Elano, entre outros] é precisamente um indicador dessa estratégia. A sua principal força reside nos recursos que mobilizou, sobretudo no que diz respeito aos media, o que tornou a Super Liga num autêntico fenómeno social», começa por explicar. «A Liga Indiana (I-League) é a principal liga do calendário da AIFF e deveria ser a liga mais importante do futebol indiano, mais que não fosse por ser aquela que dá acesso às competições continentais. Contudo, não é isso que acontece», completa. Próximo objetivo? Regressar a Portugal! Com o trabalho a correr de feição na Índia, Gabriel sente que o regresso a Portugal é inevitável para cimentar todos os conhecimentos adquiridos até ao momento. Este é um dos muitos objetivos do jovem técnico que promete não desistir dos seus sonhos. «O meu objetivo passa por regressar a Portugal o mais rápido possível até porque tenho 25 anos e sei que tenho ainda bastante para aprender. O nosso país é sem dúvida o melhor local para isso acontecer, porque temos dos melhores profissionais», sublinha. «A curto prazo gostava de ter uma oportunidade de trabalhar diariamente na equipa técnica de algum dos bons treinadores que temos em Portugal, de forma a poder evoluir. Gostava de ter essa oportunidade, por exemplo, na Liga 2», cimenta o jovem técnico português que sente «saudades» da família e amigos e claro… da comida tradicional portuguesa....
O CRESCIMENTO DESPORTIVO, PROFISSIONAL E PESSOAL DE BERNARDO FERREIRA NOS EUA. Com 18 anos a maturidade começou a ganhar forma há cinco meses quando decidiu emigrar para os Estados Unidos, sozinho e com a perspetiva de ficar por quatro anos. Não foi fácil, como não é fácil qualquer despedida daquilo que nos é tão querido. E agora, o valor dado às pequenas coisas que Portugal tem é maior do que nunca. Afinal a beleza e a proximidade de tudo num país tão pequeno como Portugal encantam quem tem de viajar pelo menos seis horas de autocarro cada vez que joga frente a outra universidade. Estados Unidos da América são também sinónimo, para Bernardo, de conseguir conciliar os estudos com o futebol, uma oportunidade intermediada pela empresa Next level que Bernardo lamenta não existir em Portugal, acreditando que se estivesse em terras lusas já teria desistido do futebol como tantos outros jovens portugueses. «Os americanos são frios, mas trabalhadores; os portugueses recebem melhor os emigrantes e dispõem de uma gastronomia invejável para uma América onde reina o fast food e escasseia o peixe e as verduras», testemunhou Bernardo. De Mafra a Tennessee Fez praticamente toda a formação no Torreense, no clube da terra de onde é natural, rumou ao Mafra uns meses antes de ter voado para Memphis, no Estado de Tennessee, para alinhar pela Universidade Christian Brothers. Joga futebol desde que se lembra de dar os primeiros passos e o sonho é assinar um contrato profissional na área. Sonho que ainda não se concretizou, mas do qual, possivelmente, se aproximou mais ao viajar para terras do Tio Sam… Futebol mais físico e menos tático Como na Cultura, o futebol difere e é mais físico do que tático, no geral, mas o futebol universitário tem a especificidade de se assemelhar ao futebol de formação português, como explica o jogador que se posiciona, normalmente, a médio ofensivo. -Aqui o futebol é mais físico e o nível do futebol universitário é semelhante ao futebol de formação em Portugal, só que enfrento jogadores mais velhos do que eu e a maioria dos jogadores têm entre 19-24 anos. «O que importa é superar os primeiros meses» Há cinco meses longe de casa, a opinião sobre os EUA foi-se alterando ao longo do tempo. A adaptação modificou perceções e há dois meses quando Bernardo conversou com A BOLA mostrou-se mais saudosista e desanimado do que agora: «A nível pessoal, já me sinto muito mais integrado e estou a sentir-me cada vez melhor neste país, o que custa mais são os primeiros meses [risos].» O costume vai fazendo a sua tarefa… Maturidade acima de tudo! Para alguém com 18 anos que viaja para ficar e sozinho a aventura é grande, mas o troco da viagem nota-se na maturidade que se adquire. E ainda só passaram cinco meses… Portugueses só noutras universidades, vive com um colega espanhol e sente a distância da família nos pormenores do dia-a-dia. Mas, e por isso, consegue reconhecer que «a maturidade hoje é maior e a experiência está a ser boa por muitos motivos». Regresso em janeiro para a Spring Season Com a proximidade ao Natal, Bernardo está feliz por vir matar saudades da família e dos amigos. O interregno no campeonato das universidades dos Estados Unidos já começou e em janeiro recomeça com torneios e jogos amigáveis, aquilo a que chamam de Spring Season. Objetivo é regressar à Europa As perspetivas futuras passam por assinar um contrato profissional de futebol e, ao mesmo tempo, dar sequência ao curso de Negócios Internacionais – ao todo são quatro anos – e, mais tarde, regressar a Portugal para trabalhar. Se não for possível, o objetivo passa por viajar para qualquer outro país europeu só «não imagina viver nos EUA toda a vida». Fotos gentilmente cedidas por Bernardo Ferreira ...
 

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