QUINTA-FEIRA, 03-09-2015, ANO 16, N.º 5696
BENFICA
Fundação:1904 | Presidente SAD:Luis Filipe Vieira
Internet: http://www.slbenfica.pt Email: sec.geral@slbenfica.pt Telefone: 707200100
Estádio: Estádio do Sport Lisboa e Benfica
JOGOS TERMINADOS
Liga | 3ª Jornada
29-08
Benfica
3 2
Moreirense
Liga | 2ª Jornada
23-08
Arouca
1 0
Benfica
Liga | 1ª Jornada
16-08
Benfica
4 0
Estoril
Supertaça Candido de Oliveira | 2015
09-08
Benfica
0 1
Sporting
Eusébio Cup | 2015
03-08
Benfica
0 3
Monterrey
International Champions Cup | 2015
29-07
América
0 0
Benfica
International Champions Cup | 2015
27-07
NY Red Bulls
2 1
Benfica
International Champions Cup | 2015
25-07
Benfica
0 0
Fiorentina
International Champions Cup | 2015
19-07
Benfica
2 3
PSG
PRÓXIMOS JOGOS
Liga | 4ª Jornada
13-09
Benfica
Belenenses
Liga dos Campeões | Grupo C - 1ª Jornada
15-09
Benfica
FK Astana
Liga | 5ª Jornada
20-09
FC Porto
Benfica
Liga | 6ª Jornada
27-09
Benfica
P. Ferreira
Liga dos Campeões | Grupo C - 2ª Jornada
30-09
Atl. Madrid
Benfica
Liga | 7ª Jornada
04-10
União
Benfica
Liga dos Campeões | Grupo C - 3ª Jornada
21-10
Galatasaray
Benfica
Liga | 8ª Jornada
25-10
Benfica
Sporting
Liga | 9ª Jornada
01-11
Tondela
Benfica
Liga dos Campeões | Grupo C - 4ª Jornada
03-11
Benfica
Galatasaray
Liga | 10ª Jornada
08-11
Benfica
Boavista
Liga dos Campeões | Grupo C - 5ª Jornada
25-11
FK Astana
Benfica
Liga | 11ª Jornada
29-11
SC Braga
Benfica
Liga | 12ª Jornada
06-12
Benfica
Académica
Liga dos Campeões | Grupo C - 6ª Jornada
08-12
Benfica
Atl. Madrid
Liga | 13ª Jornada
13-12
V. Setúbal
Benfica
Liga | 14ª Jornada
20-12
Benfica
Rio Ave
Liga | 15ª Jornada
02-01
V. Guimarães
Benfica
Liga | 16ª Jornada
06-01
Benfica
Marítimo
Liga | 17ª Jornada
10-01
Nacional
Benfica
Liga | 18ª Jornada
17-01
Estoril
Benfica
Liga | 19ª Jornada
24-01
Benfica
Arouca
Liga | 20ª Jornada
31-01
Moreirense
Benfica
Liga | 21ª Jornada
07-02
Belenenses
Benfica
Liga | 22ª Jornada
14-02
Benfica
FC Porto
Liga | 23ª Jornada
21-02
P. Ferreira
Benfica
Liga | 24ª Jornada
28-02
Benfica
União
Liga | 25ª Jornada
06-03
Sporting
Benfica
Liga | 26ª Jornada
13-03
Benfica
Tondela
Liga | 27ª Jornada
20-03
Boavista
Benfica
Liga | 28ª Jornada
03-04
Benfica
SC Braga
Liga | 29ª Jornada
10-04
Académica
Benfica
Liga | 30ª Jornada
17-04
Benfica
V. Setúbal
Liga | 31ª Jornada
24-04
Rio Ave
Benfica
Liga | 32ª Jornada
30-04
Benfica
V. Guimarães
Liga | 33ª Jornada
08-05
Marítimo
Benfica
Liga | 34ª Jornada
15-05
Benfica
Nacional
«Sinto-me um deficiente com a cadeira de rodas, já com o skate sinto-me uma pessoa normal»
Estilos e Espantos Ítalo Romano nunca perdera o sorriso nem a alegria de viver, apesar de todas as adversidades. Tinha apenas 11 anos quando contra a vontade do pai decidiu acampar com os amigos. Era uma criança cheia de sonhos e esperança, até que decidiu apanhar boleia de um comboio para chegar mais rápido, mas não mediu o tempo. Ficou sem as duas pernas e o que naquele momento parecia ser uma tragédia, acabou por tornar-se uma oportunidade para aprender a viver. Sem nada, agarrou-se ao que de melhor sabia, embora nunca tenha tentado ir mais além – o skate. Foi a partir desse momento que o desporto entrou na sua vida e por ele acreditou que era possível. Hoje é uma celebridade, todos o veneram, e nas pistas ninguém o apanha. Tanto que já o comparam a Og de Souza, o lendário skater que venceu a paralisia que sofreu na infância e aprendeu a superar o medo e a descobrir-se a si mesmo. Estreou o ´Out of Frame´, a nova websérie do canal de skate da Red Bull que dá a conhecer pequenas histórias de ´skaters´ que se destacam na modalidade. Uma história de superação e coragem que mostra que, o que parecia ser o fim de uma vida, tornou-se na verdade um grande recomeço. Não tem pernas e não precisa de uma cadeira de rodas. Apenas precisou de um skate para voltar a sorrir e tornar o sonho em realidade. Ítalo Romano, um exemplo de força de vontade e superação «Nunca desista, nunca recue, tu fazes o teu próprio caminho», é o lema de vida de Ítalo Romano, o brasileiro que depois de perder as pernas encontrou uma nova forma de viver. Tinha na época 11 anos e queria ir acampar com os amigos. Por ser o mais novo do grupo teve que pedir ao vizinho ajuda para convencer o pai, que achava que Ítalo era muito novo para sair de casa sozinho, mas com tanta persistência lá o convenceu. Mas Ítalo não chegou ao destino, pelo caminho um fatídico acidente quase lhe roubou a vida, na realidade, parte dela. «Fomos a pé até Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, para chegarmos mais rápido fomos à boleia de um comboio. Não como passageiros normais, mas como costumamos dizer ´fazendo surf´ no teto do comboio. Fui o primeiro a tentar e não aconteceu da forma como planeámos. Quando o comboio estava a chegar fui o primeiro a tentar subir. Saltei e tentei segurar-me na escada de um vagão mas acabei por cair. O comboio arrastou-me por alguns metros e passou por cima das minhas pernas». Naquele momento a primeira coisa que lhe passou pela cabeça foi a escola. «Não sabia como os meus amigos iriam reagir quando me vissem assim. Fiquei surpreso, porque fui muito bem recebido pela sociedade». O que parecia ser uma tragédia, acabou por se tornar um desafio, uma oportunidade para voltar a viver. Ítalo não deixou que nada o derrubasse, e agarrou-se ao que mais gostava – o skate. Ítalo sempre acreditou que tinha talento, mas nunca tentou ir mais longe por não ter dinheiro para comprar um. Mas depois do acidente tudo mudou. «O meu amigo Rafael Pingo deu-me um». Sem querer, Ítalo tornou-se um skater profissional e a sua história já inspirou crianças e jovens. «Sinto-me honrado de dar continuidade ao trabalho e esforço do Og. Eu nunca imaginei que iria chegar onde estou hoje, que seria um espelho para as outras pessoas. Isso deixa-me orgulhoso». No entanto, há feridas que Ítalo, agora com 25 anos, ainda não conseguiu superar. «O meu maior desafio quando vou andar de skate na rua é o medo. O Og não tem medo de andar de skate em corrimãos nas ruas e eu não tenho essa coragem». Trocou a cadeira de rodas pelo skate «Depois do acidente, fui conhecendo pessoas diferentes. Hoje, sou o homem mais feliz do mundo». Desde criança, Ítalo mora numa pequena e humilde casa na Vila Jacira, na cidade de Curitiba, com as duas irmãs e a mãe. A paixão pelo skate tornou-se ainda mais forte depois de ter visto uma reportagem sobre ´Og De Souza´, o lendário skater que tal como ele, aprendeu a viver de forma diferente. Og começou a andar de skate em 1988 e usa apenas as mãos. Em criança sofreu de uma poliomielite que lhe roubou o sonho, mas nunca a esperança de ser mais forte. «Só sei que um dia andei em pé pelas histórias da minha mãe e da minha avó». Og não se lembra da última vez em que precisou de cadeiras de rodas para se deslocar, assim como também lhe faltam as memórias do tempo em que chegou a andar com as próprias pernas. Ítalo seguiu-lhe o exemplo, não gosta da cadeira de rodas, o skate é o seu meio de transporte durante 24 horas. «Sinto-me um deficiente com a cadeira de rodas, já com o skate sinto-me uma pessoa normal». Depois de muito treino e dedicação, Ítalo começou a competir e a ganhar diversos campeonatos. Em 2011, tornou-se campeão amador do Paraná, e faz manobras que deixam qualquer um boquiaberto, perante os adversários ´skaters´ que não tinham qualquer deficiência. Mas a sua história não fica por aqui. Ítalo joga voleibol, faz ginásio e já esteve no Dubai a fazer um curso de paraquedismo. «Gostaria de dizer a todos para acreditarem nos seus sonhos e não deixarem ninguém dizer que não são capazes de fazer algo acontecer». O primeiro skater sem pernas a desafiar uma rampa de 27 metros de altura Foi durante uma visita ao programa ´Desporto Espetacular´ dirigido por Luciano Hulk que Ítalo foi posto à prova – seria ou não capaz de percorrer a Mega Rampa de 27 metros de altura, considerada por muitos, um dos maiores desafios para os ´skaters´. O palco foi a estrutura montada na casa do famoso Bob Burnquist, em Dreamland, na Califórnia, e o resto da diversão foi por conta de Ítalo. Determinado e cheio de paixão, não só enfrentou a rampa, como se tornou o primeiro skater sem pernas a consegui-lo, superando o medo e muitos profissionais do skate. «Até hoje recebo elogios nas ruas, as pessoas puxam-me para me dizer como eu estava maluco por o ter feito. Muita gente pensava que era impossível, mas aos meus olhos tudo o que eu precisava era de uma oportunidade e quando esse dia chegou, dei o meu melhor». ...
Para lá do que se vê Ganhou fama como uma foto que não era a sua, mas agora os holofotes caíram sobre si – Eva Carneiro, a médica do Chelsea que nada tem de Portugal a não ser o nome. Nasceu em Gibraltar, filha de pai espanhol e mãe inglesa. Em criança gostava de ballet e equitação, além de dançar salsa e samba. Mas uma viagem ao México, mudou-lhe por completo o destino. Conheceu o futebol durante o Mundial de 1998, ganhando um ´bichinho´ que não mais largou, tornando-se ´especialista´ no desporto-rei. Estudou medicina, mas rapidamente direcionou a sua carreira para o desporto, tendo passado dois anos num instituto médico desportivo em Melboune, na Austrália. Em Londres, acompanhou a seleção feminina de futebol inglesa e trabalhou de perto com os atletas britânicos que competiram nos Jogos Olímpicos de 2008. É simpatizante do Real Madrid, mas só tem olhos para os ´blues´, afinal é o Chelsea que lhe paga o ordenado. Começou por trabalhar nas reservas, até chamar a atenção de Andre-Villas Boas que a levou diretamente para o banco da equipa principal. Ele saiu, mas ela permaneceu apesar de todos os comentários sexistas por ser mulher. Até agora, até declarar guerra a Mourinho quando decidiu ir atrás de um jogador quando o ´special one´ dizia ser só cansaço. Uma decisão que nada surpreendeu Rupert Patterson-Ward, o ex-namorado que a acusou de ser ninfomaníaca e ter relações com os jogadores. Afinal, qual foi o pecado de Eva? Nunca foi de estar parada, já desde criança tinha o ´bichinho´ do desporto. Praticou equitação e dançou ballet, mas não foi muito além – em ambos tinha dores e lesões musculares, que aligeirava com repouso, mas sabia que nunca poderia ser uma atleta de elite. Decidiu mudar de ares. Teve a ideia de ser médica e foi parar ao futebol. A caminho do México apaixonou-se pelo futebol ao ver jogar a seleção brasileira Chama-se Eva Carneiro, o apelido induz em erro, além de que, ganhou fama com uma foto que não era dela, mas sim da modelo russa, Eliska Kovarova. Filha de pai espanhol e mãe inglesa, nasceu em Gibraltar a 15 de setembro de 1973. Tinha 16 anos quando escolheu a profissão ao ver um jogo da Liga dos Campeões – queria ser como os médicos que corriam do banco para assistir os jogadores com dificuldades. Estudou medicina em Nottingham onde mais tarde se mudou para Melboune, especializando-se em medicina desportiva. A passagem pela Austrália fez com que ficasse fã de surf, modalidade que ainda pratica. «Passar um dia inteiro a surfar em boa companhia é a melhor coisa que pode haver». O contacto com o futebol propriamente dito, surgiu mais tarde, durante uma viagem ao México, na mesma altura que decorria o Mundial de 1998 e a cidade se enchia de turistas brasileiros, que se juntavam em grande festa para ver a sua seleção jogar. Com tanta animação, Eva não conseguiu ficar indiferente, todo aquele frenesim mexeu com ela. Mal sabia, que depois daquele dia, nunca mais seria a mesma. «Viajava para o México e paramos numa cidade que era o destino de lua-de-mel dos brasileiros. Eles fizeram uma festa para celebrar o jogo do Brasil. Na época estava mais interessada em aprender a sambar. Os brasileiros dançaram depois de cada golo e durante o intervalo. No final do jogo estava viciada em futebol e samba». A paixão e o sonho levaram-na a mudar-se para Londres, onde tirou o mestrado e trabalhou para o West Ham, enquanto completava a tese de doutoramento. Nessa altura, Eva trabalhou no Instituto Médico Olímpico, onde acompanhou os atletas britânicos que competiram nos Jogos Olímpicos de 2008, e exerceu funções na Federação Inglesa de Futebol (seleção feminina). Do reinado com Villas-Boas à repulsa com José Mourinho O verdadeiro sonho de Eva concretizou-se em 2009, quando ingressou no Chelsea, o clube londrino liderado pelo magnata russo, Roman Abramovich. Começou por trabalhar com as camadas jovens e nas reservas até que, chamou a atenção de Andre-Villas Boas, o português campeão que tinha acabado de trocar o FC Porto rumo ao desconhecido. A 16 de agosto de 2011, Villas Boas não pode contar com Paco Biosca, o novo chefe espanhol do departamento médico do clube - não tinha os papéis em ordem a tempo de se sentar no banco durante os jogos dos ´blues´. Um erro burocrático que acabou por ser a chave de ouro para Eva, que saltou das reservas diretamente para o banco durante a abertura da ´Premier League´. O êxito foi tanto que nunca mais deixou de acompanhar a equipa. O sexismo por ser mulher O mediatismo de haver uma mulher no banco fez com que se tornasse uma figura reconhecida em todo o mundo, mesmo que nem sempre pelas melhores razões. A primeira vez que Eva teve que lidar com o facto de ser uma mulher médica num mundo dominado pelos homens, aconteceu durante uma viagem ao Brasil. Durante o voo, uma senhora entrara em trabalho de parto. «O meu português era tão mau que nem consegui perceber que estavam a perguntar se havia algum médico. Felizmente, havia um brasileiro a bordo que respondeu rapidamente ao pedido, e depois ajudei-o». Apesar de ter ajudado a fazer um parto em pleno avião, Eva não gostou da forma como foi tratada pela imprensa brasileira. Podia ler-se: «um médico e uma enfermeira fizeram o trabalho de parto». Estereótipos à parte, em Stamford Bridge ninguém a esqueceu. Mesmo depois da saída de Villas Boas, continuaram a chamar Eva ao banco principal...e seguiram-se outros reinados - Di Matteo, Rafa Benitez e o ´special one´, José Mourinho. Eva que outrora era uma mera desconhecida, começou a ganhar fama, e tornou-se um alvo fácil para os constantes piropos nos estádios ingleses, tanto que, impulsionou uma campanha contra o sexismo em Inglaterra. Do seu lado, tinha a Ministra britânica do desporto, Helen Grant, que veio a público exigir que se atuasse mais contra a discriminação. E quando tudo parecia mais calmo, a bomba voltou a explodir, e Eva voltou a ser o centro das atenções. O pecado de Eva No Chelsea, Eva tinha a exclusiva missão de se preocupar com a saúde dos jogadores, mas para Mourinho, Eva falhou num aspeto – esqueceu-se do jogo e de pensar como um treinador em situações de risco. Se antes era considerada a musa dos ´blues´, hoje é uma carta em cima da mesa. Eva esperou mais de uma década até cumprir o sonho, e agora caiu do pedestal. A razão? Não caiu nas graças de José Mourinho durante o jogo frente ao Swansea, quando Eden Hazard apresentou problemas físicos, numa altura em que o Chelsea jogava reduzido a dez elementos. Mourinho não queria que lhe fosse prestada assistência, insistia que o jogador estava apenas cansado, mas o árbitro deu ordem e Eva seguiu o fisioterapeuta Jon Fearn para dentro de campo. Momentaneamente, o Chelsea jogou apenas com nove elementos, o que não agradou a Mourinho. Para piorar a situação, Eva recorreu às redes sociais para agradecer as muitas mensagens de apoio, o que acabou por condenar a sua posição no banco de suplentes. Quem manda no banco é Mourinho, e desde então, Eva não voltou a ser convidada a sentar-se nele. A questão é iminente: permanecerá ligada ao Chelsea? Não sabemos, mas a verdade é que Eva simpatiza com o Real Madrid, mas desde que trabalha em Londres só tem olhos para os ´blues´. E em Espanha, uma recente petição ´online´ já fez um apelo para que a médica assine pelo Barcelona. Ninfomaníaca? Os ´affairs´ com os jogadores do Chelsea E o calvário de Eva parece não ter fim. Depois da ´guerra´ com Mourinho, foi a vez de Rupert Patterson-Ward, o ex-namorado dar que falar. «Ela arruinou a minha vida. A Eva disse-me que dormiu com um dos jogadores». Ao jornal ´The Sun´, Rupert não poupou nas críticas à ex-companheira e acusou-a de ter escondido casos amorosos. «Orgulhava-se de ser popular entre os jogadores. Adora ser o centro das atenções». O antigo namorado revelou ainda que, algumas vezes, «elementos do plantel do Chelsea ligavam-lhe à noite a dizer que tinham problemas musculares». Eva saía de casa às 21 ou 22 horas e só voltava no dia seguinte. «A Eva é uma mulher muito sexual e poucas pessoas sabem como ela é. É cruel e consegue tudo o que quer, sempre que o quer. Eu estava obcecado com ela e já estávamos a planear uma família, mas ela usou-me e deitou-me fora. É ambiciosa e não tem escrúpulos. A Eva adora sexo, fazíamos amor todos os dias. É uma ninfomaníaca». ...
Estilos e Espantos Não existem missões impossíveis para Robbie Maddison, que por diversas vezes ultrapassou as barreiras do medo e testou velocidades sem limites. Não fosse ele o escolhido para substituir James Bond, também conhecido pelo código 007. Aqui não se trata de espionagem, mas sim de idealizar as mais estranhas loucuras que se possam imaginar. Desde o clássico ´saltar sobre um campo de futebol´ a saltar sobre a ´Tower Bridge, em Londres´, a sua proeza mais espetacular é provavelmente a última – surfar em cima de uma moto. Não acredita? Espante-se com o que lê... Teahupoo é hoje um dos templos sagrados do surf mundial, o local escolhido para Robbie Maddison testar mais uma vez os seus limites – aprendeu a surfar em criança mas foi no motocrosse que encontrou a cura para os seus vícios. Sempre destemido, e apesar de o medo ser o seu principal adversário, decidiu mostrar ao mundo um dos seus mais recentes planos surreais - surfar a pesada e temida onda taitiana de moto. Quando questionado sobre a experiência de surfar uma onda, o motociclista não escondeu o medo. «Foi provavelmente das coisas mais assustadoras que já fiz». O Evil Knievel dos tempos modernos Robert William Maddison, ou simplesmente ´Maddo´ como é conhecido, nasceu em Caringbah, na Austrália, a 14 de junho de 1981. Em Kiama Downs, região onde cresceu, apaixonou-se pela equitação, mas foi através do surf e mais tarde do motocrosse que começou a dar que falar. Não é preciso ser entusiasta de motas para ficar impressionado com as proezas de Robbie Maddison, piloto australiano dado a feitos épicos sobre duas rodas. Recordando o passado, as comparações são inevitáveis quando se fala de Evil Knievel, ícone internacional do motociclismo que, ficou famoso pelos seus truques automobilísticos entre os anos 60 e 80. E Robbie Maddison não lhe fica atrás, é certamente um dos pilotos mais ´malucos´ do mundo, a competir no Red Bull X-Fighters. Em 2009, o australiano saltou uma réplica do Arco do Triunfo, em Las Vegas, com altura equivalente a um prédio de dez andares. E não ficou por ali. Sempre a desafiar os limites da velocidade, Maddison já saltou um campo de futebol, por cima de aviões, pela ponte de Londres (em plena madrugada), realizando um salto mortal para trás sem as mãos e galgou com uma Honda CR 500cc 2 tempos, o canal de Corinto na Grécia, onde a 120km/h, lançou-se a 80 metros de altura e 85 metros de distância. O primeiro piloto a surfar as ondas do Taiti com uma moto É sabido que os pilotos de motocrosse gostam de encarar novos desafios e passar por cima de qualquer coisa, mas Maddison fez o que nenhum surfista se atrevera – percorrer o mar de Teahupoo em cima de uma moto. «Estava num barco, a navegar pelo rio, e olhava para o movimento da prancha de wakeboard da minha mulher, quando algo fez clique na minha cabeça. Fantasiei pôr esquis numa moto e conduzir na água. Foi uma visão estúpida na altura, mas continuei a brincar com o conceito e acabou por se tornar realidade». Dois anos depois de conceber essa loucura de soldar skis aquáticos numa moto de trilha, Robbie Maddison realizou o seu sonho. Surfista e piloto de manobras, o seu último projeto, intitulado ´Pipe Dream´, não implicava aterragens em terra ou cimento. A estrada a que Maddo estava habituado transformou-se num cenário de sonho para o surf mundial – a onda de Teahupo’o, no Taiti, uma das mais espetaculares e perigosas do planeta. Tal como muitos condutores aproveitam as duas rodas para escapar ao trânsito nas horas de ponta, Maddo usou a sua moto de freestyle para ultrapassar o ´crowd no line-up´ e dropar uma bomba de Teahupo’o. Para isso, foi obrigado a ´reconstruir´ a sua moto. E o desafio era grande. Reza a lenda que, o nome Teahupo’o advém de uma famosa guerra tribal, em que os vencedores decapitaram os guerreiros mortos e fizeram uma pilha com as cabeças. O rugido das ondas a quebrar faz qualquer surfista experiente pensar duas vezes antes de descer as cavernosas paredes da onda. «Teahupo’o não é uma onda, é uma zona de guerra. Uma aberração da natureza que algum desgraçado decidiu chamar surf spot», descreveu Gary Taylor, reputado jornalista de surf americano. Mas Maddo lida bem com a adversidade: já ganhou os X-Games com um pulso partido. «Sempre que a moto afundava, tínhamos um extenso trabalho mecânico a reconstruí-la para mais uma volta. Sabíamos que ia afundar várias vezes, por isso mudámos para um motor a dois tempos, menos complexo e com menos eletrónica». Por baixo das rodas, Maddison colocou um esqui feito à medida, com quilhas por baixo, para ajudar a manobrar. O resultado foi um veículo anfíbio, que se movia da terra para o mar sem dificuldade. Surfista há 26 anos, conhece bem as marés. Tinha oito anos quando pegou na prancha pela primeira vez, e Maddison acredita que a intimidade que tem com o desporto foi crucial na hora de apanhar a onda perfeita. «Se não fosse um surfista, jamais teria imaginado isso, para não mencionar o fato de ter o conhecimento de leitura da onda. Honestamente, tudo que imaginava precisar para surfar a onda com a minha moto estava errado, mas depois de assistir a algumas cenas percebi que tinha de ficar mais acima na face da onda». Foram quatro minutos de momentos impossíveis, onde o próprio protagonista chegou a temer pela vida. James Bond das horas vagas O trabalho como duplo numa superprodução de Hollywood pode parecer mais fácil e seguro do que a rotina de manobras em alto nível para um piloto de freestyle motocrosse, que o diga Robbie Maddison – escolhido para ser o duplo do ator Daniel Craig, em ´Skyfall´, na mediática saga de James Bond, ou melhor, 007. Robbie Maddison teve como missão, pilotar uma moto por passarelas com menos de um metro de largura, ao lado de várias estruturas pontiagudas de metal e terminar com um salto de seis metros de altura caindo sobre uma superfície lisa e escorregadia da cidade de Istambul, Turquia. E tudo isso sem capacete. Apesar de desafiante, Maddison que é perito em desafiar o perigo, não ganhou para o susto. «Na cena em que caio da moto, se não tivesse rolado alguns metros a mais, tinha-me espetado numa dessas lanças de metal». ...

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