SEGUNDA-FEIRA, 31-08-2015, ANO 16, N.º 5693
SPORTING
Fundação:1906 | Presidente SAD:Bruno de Carvalho
Internet: http://www.sporting.pt Email: sporting@sportmultimedia.pt Telefone: 217516010
Estádio: Estádio José Alvalade
Rubio vendido ao Valladolid
Ao contrário do que inicialmente estaria previsto, o avançado Diego Rubio foi vendido aos espanhóis do Valladolid e não emprestado.
Rabia no Al-Ahly por 750 mil euros
Sporting O Sporting informou, esta segunda-feira, que chegou a acordo com o Al-Ahly do Cairo , para a transferência a título definitivo de Ramy Rabia, por 750 mil Euros, ficando os leões com 15% numa futura transferência.
Ramy Rabia
31-08-2015 - 20:21
Leicester oferece 12 milhões de euros por Carrillo
Sporting O Sporting recebeu uma proposta avaliada em 12 milhões de euros pelo passe do internacional peruano André Carrillo. Segundo A BOLA apurou o clube português estará a avaliar a proposta de 12 milhões pelo extremo, que apenas tem mais um ano de contrato com o emblema de Alvalade. Carrillo, de 24 anos, tem sido uma das principais figuras da equipa neste início da temporada.
Adrien fala em «peripécias» no jogo com a Académica
Sporting Adrien Silva, médio dos leões que no passado domingo falhou um penalty a favor da equipa leonina quando o resultado estava nos 2-1, utilizou as redes sociais para fazer referência à vitória e às «peripécias» do jogo. «Depois de muitas peripécias conseguimos a vitória. Parabéns à equipa! Obrigado pelo apoio!», escreveu o internacional português na sua conta oficial do Facebook. O Sporting venceu ontem a Académica, em Coimbra, por 3-1.
Schelotto pode chegar a Alvalade
Sporting O italo-argentino Ezequiel Schelotto, do Inter de Milão, poderá ser oficializado esta segunda-feira como último reforço do Sporting nesta janela de transferências, segundo anuncia o ´Gazzetta dello Sport´. Schelotto tem 26 anos, é lateral-direito e pode também atuar como extremo. Sem espaço na equipa italiana, o jogador tenta desvincular-se do clube de Milão apostando na possibilidade de assinar com outro emblema a custo zero. No entanto, os suíços do Sion também estão na luta pela contratação do italo-argentino, sendo que o seu futuro será decidido dentro das próximas horas, uma vez que o mercado de verão encerra esta segunda-feira às 23.59 horas. Ezequiel Schelotto iniciou a carreira no Banfield, rumando em 2008 a Itália para representar o Cesena. O defesa direito defendeu ainda as cores do Catania, Atalanta e, mais recentemente, o Inter de Milão, Sassuolo, Parma e Chievo, estes três últimos por empréstimo.
Diego Rubio emprestado ao Valladolid
Sporting Diego Rubio está de saída do Sporting para representar o Valladolid até final da temporada. O avançado chileno, de 22 anos, vai atuar no clube da 2.ª Divisão espanhola na condição de emprestado pelo Sporting.
Diego Rubio
31-08-2015 - 15:02
Jorge Jesus pode evitar suspensão
Sporting Jorge Jesus deverá ser punido com multa e repreensão por escrito pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, na sequência da expulsão no jogo com a Académica. Segundo a Rádio Renascença, o treinador não será alvo de suspensão, podendo por isso sentar-se no banco no encontro com o Rio Ave, em Vila do Conde, na 4.ª jornada da Liga. «O que vocês estão a fazer é uma vergonha». Terá sido esta a frase de Jorge Jesus transmitida pelo quarto árbitro André Moreira a Bruno Esteves no final do encontro, reproduzida depois pelo juiz da Associação de Futebol de Setúbal no relatório do jogo. Avança a mesma fonte que na base da multa e da repreensão está também o facto de o treinador ter abandonado a sua área técnica para, alegadamente, reclamar uma grande penalidade de João Real sobre Slimani.
«Se estivesse no Benfica, Jesus não seria expulso» - Inácio
Sporting Augusto Inácio, responsável pelas Relações Internacionais do Sporting, comentou a expulsão de Jorge Jesus do banco dos leões no jogo com a Académica, em Coimbra. «Vai ter de começar a habituar-se a isto porque, agora, está no Sporting. Se estivesse no Benfica não seria expulso», atirou, em declarações ao programa Play-Off, da SIC Notícias.
Jesus impediu Adrien de bater o último `penalty´ em Coimbra
Sporting Em plena bancada de Imprensa, para onde se dirigiu depois de ter sido expulso do banco, Jorge Jesus gritou, alto e bom som, que seria Aquilani, e não Adrien Silva, a bater a grande penalidade nos instantes finais do jogo com a Académica. O médio português, que falhara um castigo máximo ao minuto 69, pegou na bola depois de Bruno Esteves assinalar a falta de Fernando Alexandre sobre Slimani, mas Jorge Jesus, na bancada de Imprensa, ao telemóvel, começou aos gritos e a dizer que seria Aquilani - primeiro ainda disse que seria o avançado argelino – a ter essa responsabilidade. O italiano não desperdiçou e sentenciou a vitória leonina em Coimbra, por 3-1.
Chaby emprestado ao União
Sporting O União anunciou, este domingo, que garantiu o empréstimo do médio ofensivo Filipe Chaby junto do Sporting. Chaby, de 21 anos, que na temporada passada já tinha jogado na equipa insular, regressa assim a uma equipa que conhece bem, visto que disputou 18 jogos e marcou um golo.
«Arbitragens? Estamos a sair na rifa...» – Jorge Jesus
Sporting O técnico do clube de Alvalade, Jorge Jesus, não ficou nada satisfeito com o árbitro Bruno Esteves, mas afastou o cenário que o Sporting esteja a ser perseguido pelas arbitragens. «Não vivo de fantasmas. Trata-se de decisões que estão a prejudicar o Sporting. É algo sem intencionalidade, mas como é óbvio toca-nos e temos sentido que está a acontecer em muitos jogos. As grandes penalidades não existem com exceção daquela frente ao CSKA. Não acredito em perseguições, mas estamos a sair na rifa», afirmou Jorge Jesus, em conferência de Imprensa.
Ninfomaníaca? Ser mulher? Ou foi outra coisa que irritou Mourinho...
Para lá do que se vê Ganhou fama como uma foto que não era a sua, mas agora os holofotes caíram sobre si – Eva Carneiro, a médica do Chelsea que nada tem de Portugal a não ser o nome. Nasceu em Gibraltar, filha de pai espanhol e mãe inglesa. Em criança gostava de ballet e equitação, além de dançar salsa e samba. Mas uma viagem ao México, mudou-lhe por completo o destino. Conheceu o futebol durante o Mundial de 1998, ganhando um ´bichinho´ que não mais largou, tornando-se ´especialista´ no desporto-rei. Estudou medicina, mas rapidamente direcionou a sua carreira para o desporto, tendo passado dois anos num instituto médico desportivo em Melboune, na Austrália. Em Londres, acompanhou a seleção feminina de futebol inglesa e trabalhou de perto com os atletas britânicos que competiram nos Jogos Olímpicos de 2008. É simpatizante do Real Madrid, mas só tem olhos para os ´blues´, afinal é o Chelsea que lhe paga o ordenado. Começou por trabalhar nas reservas, até chamar a atenção de Andre-Villas Boas que a levou diretamente para o banco da equipa principal. Ele saiu, mas ela permaneceu apesar de todos os comentários sexistas por ser mulher. Até agora, até declarar guerra a Mourinho quando decidiu ir atrás de um jogador quando o ´special one´ dizia ser só cansaço. Uma decisão que nada surpreendeu Rupert Patterson-Ward, o ex-namorado que a acusou de ser ninfomaníaca e ter relações com os jogadores. Afinal, qual foi o pecado de Eva? Nunca foi de estar parada, já desde criança tinha o ´bichinho´ do desporto. Praticou equitação e dançou ballet, mas não foi muito além – em ambos tinha dores e lesões musculares, que aligeirava com repouso, mas sabia que nunca poderia ser uma atleta de elite. Decidiu mudar de ares. Teve a ideia de ser médica e foi parar ao futebol. A caminho do México apaixonou-se pelo futebol ao ver jogar a seleção brasileira Chama-se Eva Carneiro, o apelido induz em erro, além de que, ganhou fama com uma foto que não era dela, mas sim da modelo russa, Eliska Kovarova. Filha de pai espanhol e mãe inglesa, nasceu em Gibraltar a 15 de setembro de 1973. Tinha 16 anos quando escolheu a profissão ao ver um jogo da Liga dos Campeões – queria ser como os médicos que corriam do banco para assistir os jogadores com dificuldades. Estudou medicina em Nottingham onde mais tarde se mudou para Melboune, especializando-se em medicina desportiva. A passagem pela Austrália fez com que ficasse fã de surf, modalidade que ainda pratica. «Passar um dia inteiro a surfar em boa companhia é a melhor coisa que pode haver». O contacto com o futebol propriamente dito, surgiu mais tarde, durante uma viagem ao México, na mesma altura que decorria o Mundial de 1998 e a cidade se enchia de turistas brasileiros, que se juntavam em grande festa para ver a sua seleção jogar. Com tanta animação, Eva não conseguiu ficar indiferente, todo aquele frenesim mexeu com ela. Mal sabia, que depois daquele dia, nunca mais seria a mesma. «Viajava para o México e paramos numa cidade que era o destino de lua-de-mel dos brasileiros. Eles fizeram uma festa para celebrar o jogo do Brasil. Na época estava mais interessada em aprender a sambar. Os brasileiros dançaram depois de cada golo e durante o intervalo. No final do jogo estava viciada em futebol e samba». A paixão e o sonho levaram-na a mudar-se para Londres, onde tirou o mestrado e trabalhou para o West Ham, enquanto completava a tese de doutoramento. Nessa altura, Eva trabalhou no Instituto Médico Olímpico, onde acompanhou os atletas britânicos que competiram nos Jogos Olímpicos de 2008, e exerceu funções na Federação Inglesa de Futebol (seleção feminina). Do reinado com Villas-Boas à repulsa com José Mourinho O verdadeiro sonho de Eva concretizou-se em 2009, quando ingressou no Chelsea, o clube londrino liderado pelo magnata russo, Roman Abramovich. Começou por trabalhar com as camadas jovens e nas reservas até que, chamou a atenção de Andre-Villas Boas, o português campeão que tinha acabado de trocar o FC Porto rumo ao desconhecido. A 16 de agosto de 2011, Villas Boas não pode contar com Paco Biosca, o novo chefe espanhol do departamento médico do clube - não tinha os papéis em ordem a tempo de se sentar no banco durante os jogos dos ´blues´. Um erro burocrático que acabou por ser a chave de ouro para Eva, que saltou das reservas diretamente para o banco durante a abertura da ´Premier League´. O êxito foi tanto que nunca mais deixou de acompanhar a equipa. O sexismo por ser mulher O mediatismo de haver uma mulher no banco fez com que se tornasse uma figura reconhecida em todo o mundo, mesmo que nem sempre pelas melhores razões. A primeira vez que Eva teve que lidar com o facto de ser uma mulher médica num mundo dominado pelos homens, aconteceu durante uma viagem ao Brasil. Durante o voo, uma senhora entrara em trabalho de parto. «O meu português era tão mau que nem consegui perceber que estavam a perguntar se havia algum médico. Felizmente, havia um brasileiro a bordo que respondeu rapidamente ao pedido, e depois ajudei-o». Apesar de ter ajudado a fazer um parto em pleno avião, Eva não gostou da forma como foi tratada pela imprensa brasileira. Podia ler-se: «um médico e uma enfermeira fizeram o trabalho de parto». Estereótipos à parte, em Stamford Bridge ninguém a esqueceu. Mesmo depois da saída de Villas Boas, continuaram a chamar Eva ao banco principal...e seguiram-se outros reinados - Di Matteo, Rafa Benitez e o ´special one´, José Mourinho. Eva que outrora era uma mera desconhecida, começou a ganhar fama, e tornou-se um alvo fácil para os constantes piropos nos estádios ingleses, tanto que, impulsionou uma campanha contra o sexismo em Inglaterra. Do seu lado, tinha a Ministra britânica do desporto, Helen Grant, que veio a público exigir que se atuasse mais contra a discriminação. E quando tudo parecia mais calmo, a bomba voltou a explodir, e Eva voltou a ser o centro das atenções. O pecado de Eva No Chelsea, Eva tinha a exclusiva missão de se preocupar com a saúde dos jogadores, mas para Mourinho, Eva falhou num aspeto – esqueceu-se do jogo e de pensar como um treinador em situações de risco. Se antes era considerada a musa dos ´blues´, hoje é uma carta em cima da mesa. Eva esperou mais de uma década até cumprir o sonho, e agora caiu do pedestal. A razão? Não caiu nas graças de José Mourinho durante o jogo frente ao Swansea, quando Eden Hazard apresentou problemas físicos, numa altura em que o Chelsea jogava reduzido a dez elementos. Mourinho não queria que lhe fosse prestada assistência, insistia que o jogador estava apenas cansado, mas o árbitro deu ordem e Eva seguiu o fisioterapeuta Jon Fearn para dentro de campo. Momentaneamente, o Chelsea jogou apenas com nove elementos, o que não agradou a Mourinho. Para piorar a situação, Eva recorreu às redes sociais para agradecer as muitas mensagens de apoio, o que acabou por condenar a sua posição no banco de suplentes. Quem manda no banco é Mourinho, e desde então, Eva não voltou a ser convidada a sentar-se nele. A questão é iminente: permanecerá ligada ao Chelsea? Não sabemos, mas a verdade é que Eva simpatiza com o Real Madrid, mas desde que trabalha em Londres só tem olhos para os ´blues´. E em Espanha, uma recente petição ´online´ já fez um apelo para que a médica assine pelo Barcelona. Ninfomaníaca? Os ´affairs´ com os jogadores do Chelsea E o calvário de Eva parece não ter fim. Depois da ´guerra´ com Mourinho, foi a vez de Rupert Patterson-Ward, o ex-namorado dar que falar. «Ela arruinou a minha vida. A Eva disse-me que dormiu com um dos jogadores». Ao jornal ´The Sun´, Rupert não poupou nas críticas à ex-companheira e acusou-a de ter escondido casos amorosos. «Orgulhava-se de ser popular entre os jogadores. Adora ser o centro das atenções». O antigo namorado revelou ainda que, algumas vezes, «elementos do plantel do Chelsea ligavam-lhe à noite a dizer que tinham problemas musculares». Eva saía de casa às 21 ou 22 horas e só voltava no dia seguinte. «A Eva é uma mulher muito sexual e poucas pessoas sabem como ela é. É cruel e consegue tudo o que quer, sempre que o quer. Eu estava obcecado com ela e já estávamos a planear uma família, mas ela usou-me e deitou-me fora. É ambiciosa e não tem escrúpulos. A Eva adora sexo, fazíamos amor todos os dias. É uma ninfomaníaca». ...
Estilos e Espantos Não existem missões impossíveis para Robbie Maddison, que por diversas vezes ultrapassou as barreiras do medo e testou velocidades sem limites. Não fosse ele o escolhido para substituir James Bond, também conhecido pelo código 007. Aqui não se trata de espionagem, mas sim de idealizar as mais estranhas loucuras que se possam imaginar. Desde o clássico ´saltar sobre um campo de futebol´ a saltar sobre a ´Tower Bridge, em Londres´, a sua proeza mais espetacular é provavelmente a última – surfar em cima de uma moto. Não acredita? Espante-se com o que lê... Teahupoo é hoje um dos templos sagrados do surf mundial, o local escolhido para Robbie Maddison testar mais uma vez os seus limites – aprendeu a surfar em criança mas foi no motocrosse que encontrou a cura para os seus vícios. Sempre destemido, e apesar de o medo ser o seu principal adversário, decidiu mostrar ao mundo um dos seus mais recentes planos surreais - surfar a pesada e temida onda taitiana de moto. Quando questionado sobre a experiência de surfar uma onda, o motociclista não escondeu o medo. «Foi provavelmente das coisas mais assustadoras que já fiz». O Evil Knievel dos tempos modernos Robert William Maddison, ou simplesmente ´Maddo´ como é conhecido, nasceu em Caringbah, na Austrália, a 14 de junho de 1981. Em Kiama Downs, região onde cresceu, apaixonou-se pela equitação, mas foi através do surf e mais tarde do motocrosse que começou a dar que falar. Não é preciso ser entusiasta de motas para ficar impressionado com as proezas de Robbie Maddison, piloto australiano dado a feitos épicos sobre duas rodas. Recordando o passado, as comparações são inevitáveis quando se fala de Evil Knievel, ícone internacional do motociclismo que, ficou famoso pelos seus truques automobilísticos entre os anos 60 e 80. E Robbie Maddison não lhe fica atrás, é certamente um dos pilotos mais ´malucos´ do mundo, a competir no Red Bull X-Fighters. Em 2009, o australiano saltou uma réplica do Arco do Triunfo, em Las Vegas, com altura equivalente a um prédio de dez andares. E não ficou por ali. Sempre a desafiar os limites da velocidade, Maddison já saltou um campo de futebol, por cima de aviões, pela ponte de Londres (em plena madrugada), realizando um salto mortal para trás sem as mãos e galgou com uma Honda CR 500cc 2 tempos, o canal de Corinto na Grécia, onde a 120km/h, lançou-se a 80 metros de altura e 85 metros de distância. O primeiro piloto a surfar as ondas do Taiti com uma moto É sabido que os pilotos de motocrosse gostam de encarar novos desafios e passar por cima de qualquer coisa, mas Maddison fez o que nenhum surfista se atrevera – percorrer o mar de Teahupoo em cima de uma moto. «Estava num barco, a navegar pelo rio, e olhava para o movimento da prancha de wakeboard da minha mulher, quando algo fez clique na minha cabeça. Fantasiei pôr esquis numa moto e conduzir na água. Foi uma visão estúpida na altura, mas continuei a brincar com o conceito e acabou por se tornar realidade». Dois anos depois de conceber essa loucura de soldar skis aquáticos numa moto de trilha, Robbie Maddison realizou o seu sonho. Surfista e piloto de manobras, o seu último projeto, intitulado ´Pipe Dream´, não implicava aterragens em terra ou cimento. A estrada a que Maddo estava habituado transformou-se num cenário de sonho para o surf mundial – a onda de Teahupo’o, no Taiti, uma das mais espetaculares e perigosas do planeta. Tal como muitos condutores aproveitam as duas rodas para escapar ao trânsito nas horas de ponta, Maddo usou a sua moto de freestyle para ultrapassar o ´crowd no line-up´ e dropar uma bomba de Teahupo’o. Para isso, foi obrigado a ´reconstruir´ a sua moto. E o desafio era grande. Reza a lenda que, o nome Teahupo’o advém de uma famosa guerra tribal, em que os vencedores decapitaram os guerreiros mortos e fizeram uma pilha com as cabeças. O rugido das ondas a quebrar faz qualquer surfista experiente pensar duas vezes antes de descer as cavernosas paredes da onda. «Teahupo’o não é uma onda, é uma zona de guerra. Uma aberração da natureza que algum desgraçado decidiu chamar surf spot», descreveu Gary Taylor, reputado jornalista de surf americano. Mas Maddo lida bem com a adversidade: já ganhou os X-Games com um pulso partido. «Sempre que a moto afundava, tínhamos um extenso trabalho mecânico a reconstruí-la para mais uma volta. Sabíamos que ia afundar várias vezes, por isso mudámos para um motor a dois tempos, menos complexo e com menos eletrónica». Por baixo das rodas, Maddison colocou um esqui feito à medida, com quilhas por baixo, para ajudar a manobrar. O resultado foi um veículo anfíbio, que se movia da terra para o mar sem dificuldade. Surfista há 26 anos, conhece bem as marés. Tinha oito anos quando pegou na prancha pela primeira vez, e Maddison acredita que a intimidade que tem com o desporto foi crucial na hora de apanhar a onda perfeita. «Se não fosse um surfista, jamais teria imaginado isso, para não mencionar o fato de ter o conhecimento de leitura da onda. Honestamente, tudo que imaginava precisar para surfar a onda com a minha moto estava errado, mas depois de assistir a algumas cenas percebi que tinha de ficar mais acima na face da onda». Foram quatro minutos de momentos impossíveis, onde o próprio protagonista chegou a temer pela vida. James Bond das horas vagas O trabalho como duplo numa superprodução de Hollywood pode parecer mais fácil e seguro do que a rotina de manobras em alto nível para um piloto de freestyle motocrosse, que o diga Robbie Maddison – escolhido para ser o duplo do ator Daniel Craig, em ´Skyfall´, na mediática saga de James Bond, ou melhor, 007. Robbie Maddison teve como missão, pilotar uma moto por passarelas com menos de um metro de largura, ao lado de várias estruturas pontiagudas de metal e terminar com um salto de seis metros de altura caindo sobre uma superfície lisa e escorregadia da cidade de Istambul, Turquia. E tudo isso sem capacete. Apesar de desafiante, Maddison que é perito em desafiar o perigo, não ganhou para o susto. «Na cena em que caio da moto, se não tivesse rolado alguns metros a mais, tinha-me espetado numa dessas lanças de metal». ...
Estilos e Espantos Licenciou-se em Criminologia, ambiciona ser Inspetora da Policia Judiciária e fama não lhe falta. Nos tempos livres faz de modelo, e nas redes sociais não há quem passe despercebido aos seus encantos onde conta com mais de 14.000 seguidores. Juliana Rocha é uma mulher renascentista, quem olha para ela, não diz o que é – uma campeã de boxe. Aventurou-se pelos caminhos das artes marciais tinha apenas cinco anos. Pentacampeã nacional na categoria de -64 Kg, ficou conhecida como ´Piton´ nos ringues, devido à forma como encara os seus combates. Fã incondicional de Muhammed Ali, promete dar que falar nos próximos Jogos Olímpicos no Brasil. Para já, sabe-se que é pugilista do FC Porto, em Espanha faz tanto furor como Iker Casillas e há mesmo quem a considere a Ronda Rousey portuguesa... É a mais nova dos Jovens Sem Fronteiras, movimento missionário de Fiães, terra onde nasceu. É católica praticante e gosta de ajudar o próximo – costuma participar em quermesses para angariar bens para quem precisa e ajuda a organizar jantares com meninos sem família. Ao longe, ninguém diz o que é. Menina de passerelles, tem por hábito refugiar-se no cinema nas horas vagas – ´Cinderella Man´ e ´Million Dollar Baby´, estão na lista de favoritos. «Todas as vezes que o revejo, é uma situação complicada. Depende dos filmes, mas há muitos que me põem a chorar». E a escolha tem uma explicação. Quando não é modelo, Juliana Rocha Piton é pugilista de alta competição e não se sente ´arrependida´, muito menos discriminada, por ter entrado num mundo que é dominado pelos homens. Caso contrário, admite, «não faria sentido estar no boxe». Menina-prodígio do boxe português quer ser a próxima Ronda Rousey Foi através do pai, Álvaro Rocha, grande adepto de desportos de combate que, Juliana conheceu o mundo das artes marciais. Iniciou-se no karaté, tinha apenas cinco anos, até passar para o kickboxing. Aos 14, já encarava competições a nível internacional e em novembro de 2005, sagrou-se pela primeira vez campeã da Europa na modalidade. Só mais tarde foi apresentada ao boxe, e ao fim de seis anos, já contava com quatro títulos nacionais consecutivos. «Não é fácil, envolve sempre muito trabalho e dedicação». Em 2009, Juliana ganhou a medalha de prata no Torneio Internacional ´Boxam´ em Cádis. Recentemente sagrou-se campeã ibérica ao derrotar a campeã de Espanha. Os Jogos Olímpicos são, mais que um objetivo, o seu maior sonho. Para os olhos alheios, o boxe é um desporto predominantemente praticado por homens, mas Juliana encara a competição de outra forma. «É bom ser mulher e praticar boxe». As pessoas com quem se cruza mostram-se admiradas pelo facto de ser pugilista. A paixão pela modalidade é tão grande que até já contagiou algumas amigas da faculdade, ´muito curiosas´ com o fenómeno. Nascida a 7 de março de 1992, Juliana é aos 23 anos, uma das referências do boxe feminino de Portugal. Agenciada pela Central Models, Juliana tem ganho espaço no mercado publicitário e já é tratada como um dos novos fenómenos do país. Fã de Ronda Rousey, é encarada como a nova musa do desporto em Portugal. A carreira como Inspetora da Polícia Judiciaria Além de boxeadora profissional e modelo, Juliana também é formada em criminologia pela Faculdade de Direito da Universidade do Porto e tem mestrado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. No futuro, ambiciona integrar a Polícia Judiciária, dado o seu gosto por questões criminais. «É preciso querer e gostar, acima de tudo. Costumo dizer que a minha vida é como uma pizza em que preciso de todas estas atividades para que esteja equilibrada e, quando uma destas fatias está mais fragilizada, sinto-me afetada». Pentacampeã nacional, Juliana foi em 2011, protagonista do documentário em curta-metragem ´Píton´, idealizado por André Guiomar como trabalho final de conclusão do curso de Som e Imagem da Universidade Católica, da cidade do Porto. Um projeto que, tornou-se um premiado documentário português: «Na altura tinha meramente a ideia de entregar o trabalho na universidade», comentou André ao site ´P3´, dias depois de ter visto o seu trabalho ser premiado mais uma vez, com o primeiro lugar do ´NY Portuguese Film Festival´. O FC Porto que tanto encanta Espanha Julen Lopetegui deu que falar quando recebeu no Dragão, Iker Casillas, o mediático guarda-redes do Real Madrid e da Seleção Espanhola. Além dos novos trunfos no futebol, o FC Porto tem dado que falar por outros motivos – é que Juliana treina no clube de boxe dos dragões e quer a todo o custo competir nos Jogos Olímpicos de Rio de Janeiro de 2016. Uma destreza que já conquistou a vizinha Espanha, que além de Casillas tem os olhos postos em Juliana. Foi o caso do jornal desportivo ´Marca´ que ficou rendido aos encantos da pugilista azul e branca, desmistificando a ideia de que, dizem eles, ´todas as portuguesas têm bigode´. Fã incondicional do mítico ´Muhammed Ali´, um dos maiores pugilistas da história do desporto, Juliana é toda uma mulher renascentista – usa a beleza para no ringue, nocautear qualquer adversário, mas não precisa de apresentações – nas redes sociais, tanto no Facebook como no Instagram, conta já com mais de 14.000 seguidores. ...

destaques