TERÇA-FEIRA, 28-07-2015, ANO 16, N.º 5659
SPORTING
Fundação:1906 | Presidente SAD:Bruno de Carvalho
Internet: http://www.sporting.pt Email: sporting@sportmultimedia.pt Telefone: 217516010
Estádio: Estádio José Alvalade
Charlton confirma contratação de Naby Sarr
O Charlton confirmou, esta terça-feira, a contratação do defesa francês Naby Sarr ao Sporting. O jogador, de 21 anos, assinou contrato com o clube que milita no Championship (equivalente à Liga 2) válido por cinco épocas.
Guido Pizarro agradado com possibilidade de rumar a Alvalade
Sporting Guido Pizarro tem o seu nome no topo da lista de futuros reforços do Sporting e, segundo revela esta terça-feira A BOLA, os leões têm um aliado de peso nesta possível transferência: o próprio jogador. Com efeito, fontes próximas do atleta garantem que o médio defensivo argentino, de 25 anos, está muito interessado em experimentar o futebol europeu, mostrando-se agradado com as informações que recolheu sobre o clube de Alvalade.
Guido Pizarro
28-07-2015 - 08:17
Partida para Amesterdão às 22.55 horas
Sporting A comitiva do Sporting já abandonou o hotel onde ficou instalada na Cidade do Cabo rumo ao aeroporto, onde tem viagem marcada para Amesterdão às 22.55 horas. Feita a escala naquela cidade holandesa, a equipa é esperada em Lisboa pelas 15 horas desta terça-feira.
Diego Capel associado a Génova e Besiktas
Sporting O extremo Diego Capel está na lista de possíveis reforços de Génova e Besiktas, revela o diário espanhol Marca. Os dois clubes juntam-se ao Everton no lote de interessados na contratação do jogador do Sporting. Sem lugar no plantel de Jorge Jesus o clube leonino pretende vender o espanhol que nos últimos anos, após uma boa época de estreia em 2011/2012, tem perdido preponderância na equipa.
«É preciso dar um pouco de tempo a Jorge Jesus» - Miguel Veloso
Sporting O médio Miguel Veloso ficou agradado com as exibições do Sporting no Torneio Cidade do Cabo, mas não embandeira em arco. O jogador do Dínamo Kiev pede mesmo tempo para o grupo de trabalho assimilar as ideias de Jorge Jesus. «Vi os dois jogos e gostei. É o início da época, os jogadores ainda estão a assimilar os novos processos e as ideias do mister Jesus, mas estou esperançado de que terão oportunidade de fazer grande época», afirmou Miguel Veloso, em declarações à Rádio Renascença. O jogador não deixou de destacar as contratações de jogadores mais experientes, não tendo dúvidas que o plantel está mais forte: «É importante fazer uma mistura de jogadores jovens e experientes. Nos últimos anos foi bom o Sporting ter apostado na formação, pois tem vindo a dar frutos na equipa principal e nas vendas, mas também é bom haver jogadores mais experientes.» A baixa de William Carvalho neste início de época, devido a lesão, é importante, mas Miguel Veloso prefere virar o discurso: «O Sporting terá outros jogadores para fazer essa posição. O mais importante é dar um pouco de tempo ao mister Jesus, pois os jogadores também têm de assimilar as suas ideias.»
Treino antes da viagem de regresso a Lisboa
Sporting No dia seguinte à vitória sobre o Crystal Palace, que valeu a conquista do Torneio Cidade do Cabo, o Sporting realizou o último treino em terras sul-africanas. Jorge Jesus teve à disposição todos os 26 elementos presentes no estágio, inclusivamente Rúben Semedo, que teve de sair ainda antes do intervalo no jogo com o Crystal Palace devido a traumatismo no ombro direito. Apesar de a equipa ter estado em ação na véspera, Jorge Jesus não deu descanso aos jogadores, insistindo no trabalho de construção de jogo, com o próprio treinador a dar o exemplo. A equipa terá agora a tarde de descanso, estando a viagem de regresso a Lisboa marcada para o início da noite.
Jorge Jesus não deu descanso aos jogadores
27-07-2015 - 13:36
Fernando desmente contactos com o Sporting
Manchester City O médio brasileiro Fernando, por quem o Manchester City pagou 15 milhões de euros ao FC Porto há cerca de um ano, não impressionou na primeira época em Inglaterra, a ponto de ser noticiado que poderia abandonar o clube este verão. Em Inglaterra noticiou-se inclusivamente que o Sporting seria um dos clubes interessados no concurso do jogador, que, por sua vez, desconhece qualquer contacto por parte dos leões. «Não tive conversações com nenhum clube e ainda tenho mais três anos de contrato com o Manchester City. No futuro, Deus irá dizer o que vai acontecer», afirmou Fernando, citado pelo jornal britânico Daily Mail. O médio apresentou ainda a sua visão sobre a época de estreia pouco positiva ao serviço do clube de Manchester: «O que aconteceu na época passada foi que disputei muitos jogos com dores. Isso limitou as minhas capacidades. Agora estou a 100 por cento e estou ansioso por voltar a jogar. Estou muito otimista.»
Guido Pizarro por três milhões mas apenas depois da Libertadores
Sporting Guido Pizarro é a prioridade para reforçar o meio campo defensivo e o Sporting já está no terreno a tentar negociar o acordo financeiro que permita ao médio argentino viajar para Lisboa. Mas, segundo pode ler esta segunda-feira em A BOLA, um eventual acordo entre clubes e com o jogador deverá demorar, pelo menos, mais duas semanas já que quer o Tigres, quer o jogador, estão focados na final da Taça dos Libertadores, com o River Plate (a final joga-se em duas mãos, a 30 de julho e a 6 de agosto). Para tentar convencer os responsáveis do Tigres a libertar o jogador, o Sporting terá de abrir os cordões à bolsa. Os mexicanos pretendem encaixar cerca de quatro milhões com o jogador. Um valor considerado exagerado, sendo que o Sporting está disposto a pagar apenas uma verba a rondar os três milhões.
«Carrillo? Acho que empresário tem falado demais» – Bruno de Carvalho
Sporting A renovação do passe de André Carrillo é um dossier que Bruno de Carvalho pretende resolver em Lisboa, mas o presidente leonino deixou um aviso ao empresário do jogador. «Carrillo? É um assunto sem novidades. Ele chegou diretamente para o estágio e gosto de tratar desses assuntos quando estamos em competição. Não sei se é verdade ou não, mas acho que o empresário tem falado um pouco demais e sem necessidade. Vamos sentar-nos em Lisboa e tratar disso sem nenhum tipo de pressão. O Sporting sabe o que quer e não irá cometer loucuras. Queremos conversar mas não será através dos jornais e quem me conhece sabe que assim não terá bons resultados, mas no final tudo vai correr bem», afirmou Bruno de Carvalho.
«Reforços? Perante as lesões temos de refletir» – Bruno de Carvalho
Sporting O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, revelou que o plantel leonino ainda poderá ser reforçado por causa das lesões, mas é algum que ainda terá de ser analisado. «Já sabem que não gosto de falar do mercado. São cerca de 90 nomes apontados ao Sporting. O plantel está praticamente fechado, mas perante estas lesões temos de refletir se é preciso fazer alguma coisa. Os nossos objetivos estão cumpridos, estamos com alguma calma e estes jogos servem para chegar a Lisboa e depois ver se será preciso fazer o reforço por causa das lesões. Estamos a ficar satisfeitos com o plantel», afirmou Bruno de Carvalho.
«Luís Duque? Ficou provado quem percebe de futebol» – Bruno de Carvalho
Sporting O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, reagiu, este domingo, às declarações do presidente da Liga, Luís Duque, que apelidou o máximo dirigente leonino de ignorante em relação ao chumbo, em sede de assembleia geral da Federação, do sorteio dos árbitros. «Ontem acho que foi claro que era necessário alguma calma e ponderação no futebol português, mas pelos vistos o atual presidente da Liga acha que é preferível estar a ofender os presidente de clubes que ele representa. É o presidente de todos os clubes e ele não compreende que gosto de falar de factos e se analisarmos o que aconteceu os clubes trabalharam meses e ponderaram muito nas soluções para o futebol. Os clubes são as forças motrizes deste negócio, ponderaram sobre a arbitragem e disciplina e realmente o que acontece fo que apesar das esmagadora maioria ter aprovado alterações muitas delas foram recusada na Federação. Os clubes sabem que Luis Duque é por inerência também vice-presidente da Federação e é aí que tem de explicar quer à Federação quer aos delegados tudo e exercer as suas influências. Ou se esforçou pouco e aí demonstra desrespeito para com a sua missão e é incompetência ou esforçou-se muito e visto que foi recusado demonstrou que é incapaz. É algo factual», afirmou Bruno de Carvalho. O presidente do Liga de clubes, Luís Duque, alegou que Bruno de Carvalho era ignorante em relação à matéria chumbada pela Federação. «Quanto à situação de ignorância poderia escolher duas posições. Ou mantinha a minha coerência sendo factual ou então poderia entrar em frases enigmáticas ou líricas, mas prefiro manter a minha coerência. Luis Duque é um «expert» em varias coisas e posso enumerar, por exemplo, algumas: Sair do clube quando o clube está em 10.º ou 11.º lugar e fugindo, ele tem experiência e eu não tenho. Sair do clube e ter vários processos de gestão danosa e ser suspenso por um ano de sócio, ele tem bastante conhecimento e eu não tenho. Ser apoiado e gostar de ser apoiado por alguém que há uns anos disse por outras palavras que ele era uma vigarista e aldrabão, ele tem essa experiência. Estar impedido de sair de Portugal com termos de residência e identidade por estar envolvido em processos de corrupção como autarca, ele tem essa experiência e eu não tenho. O grande currículo que Luís Duque apresenta no futebol é ter sido campeão no Sporting é no início da fase em que o Sporting passou de 25 milhões de passivo para 500 milhões, se calhar alguém que chega ao Sporting, a um clube falido com tumores, desrespeitado e depois da pior época vai à Liga dos campeões e a seguir ganha a Taça de Portugal, acho que é um currículo mais invejável e demonstra quem é conhece o mundo de futebol e o que é boa gestão. Fica realmente provado quem é percebe de futebol e quem é que vive num mundo faz de conta.»
Tudo começou entre leões e elefantes, com doenças estranhas, a caçar escorpiões...
Estrela de Diamante Das doenças estranhas ao dia em que o expulsaram do Giro por o apanharem agarrado a um carro; da corrida em que a bicicleta do Quénia não lhe chegou à Austrália aos desmaios pela manhã; do destino descoberto entre órfãos pobres à equipa com um português, o Hugo Sabido; da mágoa de não ter visto a mãe a ver-lhe o sonho à polémica que a mulher abriu – este é o outro lado de Chris Froome a caminho da eternidade... Clive Froome era jogador de hóquei em campo, acabara de chegar à seleção inglesa sub-19, mas, de súbito, sentiu, aventureiro, uma tentação: organizar safaris no Quénia – e sem perder tempo emigrou para Nairobi. Num dos seus bairros mais modernos, conheceu Jane, inglesa como ele, filha de comerciantes de café. Apaixonaram-se um pelo outro, nasceram-lhes dois filhos: o Jonathan e o Jeremy – e a 20 de maio de 1985 mais um: o Christophe. Jonathan e Jeremy depressa se encantaram pelo râguebi, Chris não – e, de pernas escanzeladas, cresceu numa outra sedução: - Andar de bicicleta, horas sem fim, pelo vale do Rift, subindo e descendo montanhas, tocando os 2000 metros de altitude... SÓ NÃO PODIA VOLTAR À NOITE, ANDAVA À CAÇA DE ESCORPIÕES... A mãe impunha-lhe uma condição apenas: voltar a casa, antes de anoitecer: - E quando não andava de bicicleta pelos caminhos de terra, acima, abaixo, ou a acampar pelas savanas com Jonathan e Jeremy, perseguia escorpiões e serpentes ou andava à caça de coelhos para, assim, arranjar comida para Rocky e Shandy. Rocky e Shandy era as duas cobras pitons que tinha na fazenda dos pais, em Kinjah, aldeia à sombra de Kikuyu, a principal cidade do Monte Quénia. Também tinha, no quintal, uma chita - e com ela por vezes tentava jogar futebol. A casa onde os Froome viviam era tão modesta, tão pequena que não tinham espaço para guardar as bicicletas: - Por isso, durante a noite, ficavam suspensa no teto. Chris e os irmãos eram os únicos rapazes brancos por aquela região com campos a perder de vista – aprendeu de um instante para o outro a falar swahili, o dialeto da tribo, mas na escola as notas nunca tocaram o brilho, a mãe, achando que talvez isso fosse do tempo que perdia nas suas solitárias cavalgadas pelos trilhos das montanhas, dizia-lhe que a bicicleta não era o seu futuro, ele respondia-lhe que era. QUANDO AS VACAS LHE COMERAM A CASA E ELE NÃO QUIS ENTRAR NO CARRO DA MÃE... Vendo-o de sonho cada vez mais ardente, aos 12 anos, quando Jane voltou para Nairobi procurou David Kinjah – um antigo ciclista queniano que criara o Simbaz Safari, um projeto para dar ciclismo a rapazes de bairros pobres da cidade, a maioria órfãos: - No início, Chris mal conseguia alcançar os pedais da velha bicicleta de corrida que um dos seus professores lhe oferecera. Não posso dizer que me tivesse passado pela cabeça que estava ali comigo alguém que iria vencer a Volta à França, mas percebi logo que o rapaz era especial. Pedalávamos regularmente até à fazenda dos meus pais, a 50 quilómetros dali, acampávamos no prado, uma vez as vacas comeram metade da nossa barraca de colmo, tivemos de ficar ao relento. Devido à idade de Chris, eu nem sempre queria que ele fizesse o caminho todo, mas ele fazia... Algum tempo depois, Kinjah decidiu fazer passeio de 100 quilómetros a Kajiado. Perguntou a Jane Froome se não queria acompanhá-los de carro – que, assim, Chris faria metade do caminho e depois parava, mas... - Quando, já noite, mandei Chris para o carro da mãe, ele recusou-se. Apesar de exausto e lento, eu e Jane não conseguimos que ele parasse, a resposta dele era sempre a mesma: que se eu fizesse os 100 quilómetros, ele também fazia. Já era assim: ambicioso, ambicioso até de mais... ...
Estrela de Diamante Nesses treinos com David Kinjah pelas altas montanhas do Quénia havia alturas em que Chris Froome e o companheiros tinham de fugir de leões e elefantes – e uma vez foi por pouco que escapou à more, atacado por um hipopótomo, num treino, à beira de um rio. Por essa altura também já se sabia que sofria de esquistossomose, uma doença crónica causada por parasitas que se apanham através da água que mata milhares de pessoas por ano em África – e de asma. DO COLÉGIO INTERNO NA ÁFRICA DO SUL ÀS CICATRIZES DO DESAFIO... Clive e Jane divorciaram-se – e aos 14 anos, o pai levou-o com ele para a África do Sul, pô-lo a viver em regime de internato na St.Andrew’s School. Experimentou o râguebi, o críquete e o squash, mas não fugiu ao seu destino, o ciclismo. Nas férias, voltava ao Quénia – e não deixava de voltar aos treinos no Simbaz Safari aos desafios com Kinjah: - Mal chegou da primeira vez, desafiou-me para uma corrida Kinjah-Froome, dizia que estava, enfim, capaz de me bater. Eu não acreditava. Já tinha uma boa bicicleta de corrida, sapatos e traje de ciclismo, capacete – e disse-lhe que para equilibrarmos o duelo e ia com uma mountain bike. Era um dia ensolarado e muito quente, por isso o Chris acabou por tirar o capacete, pendurou-o no seu guiador – e quando estávamos a descer a montanha a 60 quilómetros à hora, o capacete dele soltou-se, caiu à minha frente, voei pelo alcatrão a arder alguns metros e, agora, sempre que olho para as cicatrizes nos joelhos e nos braços, penso: esta é do Chris Froome, esta é do Chris Froome e esta ainda é do Chris Froome. Mas também posso dizer: o Chris Froome nunca me derrotou... Mas, o meu orgulho é outro, claro: sei que Chris Froome deve tudo o que tem a si mesmo, à sua paixão, à sua alma, às suas pernas, mas também sei que se não fossem as montanhas que subimos e descemos infinitas vezes ele não teria sido o que é... LEVANTAVA-SE ÀS CINCO DA MANHÃ, DESMAIAVA, CHAMAVAM-LHE MOISÉS... Em Joanesburgo foi-se tornando melhor aluno, entrou para o curso de economia da University of Johannesburg. Tinha de levantar-se todos os dias às cinco da manhã para pedalar e algumas vezes, umas durante, outras depois das provas, desmaiava – e os médicos diziam-lhe que era da dieta que levava e de querer ir sempre para lá dos seus limites. Deixara de ter David Kinjah como seu mentor, passou a ter Robbie Nilsen –o dono de uma pequena academia de ciclismo que um dia lhe telefonara prometendo ensinar-lhe a melhor forma de sobreviver às «nervosas provas sul-africanas». Aceitou-lhe os conselhos, mas não se resumiu a eles: escarafunchou livros de metodologia de treino, de psicologia e de nutrição – criou para si próprio dieta que lhe engrossou a massa muscular, tornou-se trepador. E como, no final de cada treino, gostava de vestir uma saia queniana, como se fosse um guerreiro masai, tinha longos os cabelos loiros, usava pulseiras coloridas das tribos do Quénia – os companheiros passaram a chamar-lhe... Moisés. ...
Estrela de Diamante Como queniano foi Chris Froome aos Jogos da Commonwealth em 2006, na Austrália – mas por complicações várias teve de correr com uma bicicleta emprestada por uma loja de Melbourne, fechou a prova em linha de 166 quilómetros em 25º. Também entrou nos Mundiais Sub-23 e o destino pregou-lhe uma partida: logo após a partida, um juiz atravessou-lhe no caminho, caiu, perdeu algum tempo a recompor-se, terminou o contrarrelógio com os braços e as pernas em sangue no 36º lugar, dizendo ao cruzar a meta: - Não seria um pequeno tombo que me faria desistir de um Campeonato do Mundo... DEIXOU DE SER QUENIANO, FOI PARA A EQUIPA DE HUGO SABIDO... Estava no segundo ano do curso de Economia – e no segundo semestre de 2007 abandonou-o para se dedicar ao ciclismo em full time, seduzido por um contratado pela equipa profissional da Konica Minolta. Meses depois, cansado do desleixo com que a federação queniana o tratava, mais do que os tormentos por que passava em busca de vistos – usou o sangue inglês dos pais para pedir a nacionalidade britânica... Encantado com o modo como venceu a Volta ao Japão, em 2008 o diretor desportivo da Barloworld de Hugo Sabido desafiou-o para os seus quadros. Foi pela Barloworld que se estreou no Tour, no Tour de 2008. No dia em que soube que fora escolhido para a equipa, a mãe morreu-lhe de um cancro: - Não pôde ver o que tanto gostaria de ter visto, ela que foi a principal responsável por tudo isto... Mas, nesse dia, prometi a mim mesmo que não ia correr só o Tour por ela, iria ganhar o Tour por ela... SAPATOS APERTADOS DO PRIMEIRO TOUR, A RElÍQUIA NO QUÉNIA Destroçado por dentro, essa edição terminou-a na 84ª posição, foi 11º entre os jovens – e tendo-se desfeito a equipa no ano seguinte, a Sky foi buscá-lo. Depois voltou ao Quénia – para oferecer luvas, capacetes, sapatos para David Kinjah usar no seu solidário Safari Simbaz: - Um dos sapatos eu guardei como relíquia para mim: foram os primeiros que Chris usou no Tour, eram pequenos de mais para ele, torturaram-lhe os pés durante dias... (contou Kinjah) No Giro do ano anterior fora desclassificado por ter sido visto a fazer parte de uma etapa agarrado a uma moto, no de 2009 acabou em 36º lugar, já sétimo na classificação da Juventude – e meses depois descobriu-se que apanhara de mais uma doença tropical parasitária: a bilhárzia que lhe destruía os glóbulos vermelhos. Poderia, pois, ser o fim do sonho, de todos os seus sonhos – não foi e não o foi pelo modo como ele lutou contra ela, sem que a Sky o desamparasse... ...

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