QUARTA-FEIRA, 18-01-2017, ANO 17, N.º 6199
Noticiário
Consumo real 42% superior ao homologado
16:46 - 23-12-2016
A Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E), organização de que é membro a associação ambientalista portuguesa Quercus, concluiu, através do estudo «Mind The Gap 2016», que a discrepância entre o consumo de combustível que os fabricantes de automóveis anunciam no registo de homologação dos veículos, com base em testes laboratoriais, e o que efetivamente o carro consome quando circula em estrada, é cada vez mais acentuado, sendo, neste último, em média, 42 por cento superior.

«Considerando todos os fabricantes na Europa, a diferença média entre valores de consumo em laboratório e em estrada tem vindo a crescer rapidamente, passando de 28% em 2012 para 42% em 2015. Há uma década, a diferença era de apenas 14%», diz a Quercus em comunicado.

O estudo refere que, feitas as contas às disparidades, «um condutor típico gasta em média cerca de 549 euros a mais por ano em combustível» do que gastaria se o seu automóvel consumisse realmente o que é «publicitado pelos fabricantes».

Segundo a T&E, a Mercedes lidera a lista dos construtores que têm maior diferença entre o consumo homologado e o real, num valor que, na média da gama da marca alemã, atinge 54%, à frente da compatriota Audi, a que o estudo apurou uma discrepância média de 49%. Em geral, a maioria dos fabricantes automóveis tem uma diferença média superior a 40%: Peugeot (45%), Toyota (43%) e Volkswagen (40%). A exceção, que a Quercus considera «notável» é a da Fiat (35%).

Através de comunicado enviado aos órgãos de comunicação social, a Quercus defende que «a Comissão Europeia e as autoridades nacionais de homologação de veículos devem investigar de forma séria e alargada todos os fabricantes de automóveis, e avaliar se estão a usar dispositivos para manipular os dados de consumo de combustível em ambiente de laboratório. Decorrido mais de um ano após o escândalo das emissões nos Estados Unidos que envolveu a Volkswagen (o chamado Dieselgate), a Quercus, em linha com a T&E, espera uma rápida atuação para clarificar com a maior transparência possível este novo caso de manipulação».
Auto Foco

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