DOMINGO, 25-06-2017, ANO 18, N.º 6357
Angola
Banco central corta nas divisas mas garante casas de câmbio e remessas
12:57 - 19-06-2017
A venda semanal de divisas pelo Banco Nacional de Angola (BNA) à banca comercial caiu 62 por cento na última semana, face à anterior, para 143,7 milhões de euros, garantindo necessidades de casas de câmbio e empresas de remessas.

A informação consta do relatório semanal do BNA sobre a evolução dos mercados monetário e cambial entre 12 e 16 de junho, e surge após 376,4 milhões de euros e 118,9 milhões de euros nas duas semanas anteriores.

Segundo o documento, consultado pela Lusa, as divisas disponibilizadas - mantêm-se exclusivamente em euros há mais de um ano -, em vendas diretas equivalentes a 160,5 milhões de dólares, cobriram as necessidades do setor produtivo (53,7 milhões de euros), bem como operações com cartas de crédito emitidas pelo BNA (12,2 milhões de euros), neste caso ´para atender as necessidades com bens alimentares e do setor produtivo´.

Foram igualmente disponibilizadas divisas para a cobertura de operações dos setores da saúde (9,2 milhões de euros) e de operações dos ministérios e organismos do Estado (12,4 milhões de euros).

Depois de um período de interrupção, o BNA voltou a disponibilizar divisas para operações das Casas de Câmbio (4,5 milhões de euros) e empresas de envio de remessas de dinheiro para o exterior (4,5 milhões de euros), além da cobertura das operações de cartões de crédito usados fora do país (8,9 milhões de euros).

A taxa de câmbio média de referência de venda do mercado cambial primário, apurada pelo banco central no final da última semana, manteve-se inalterada nos 166,742 kwanzas por cada dólar e nos 186,296 kwanzas por cada euro, e praticamente sem mexidas há mais de um ano.

No mercado de rua, a única alternativa, embora ilegal, face à falta de divisas aos balcões dos bancos, cada dólar norte-americano custa à volta de 390 kwanzas.

Angola enfrenta desde finais de 2014 uma crise financeira e económica, com a forte quebra das receitas com a exportação de petróleo devido à redução da cotação internacional do barril de crude, tendo em curso várias medidas de austeridade.
Lusa

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