TERÇA-FEIRA, 27-06-2017, ANO 18, N.º 6359
Moçambique
Presidente da República mais otimista que previsões mais recentes sobre inflação e PIB
17:29 - 19-05-2017
O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, espera que a inflação no país caia para 15% e que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 5,5%, apesar de as previsões mais recentes não serem tão otimistas.

«Estamos a fazer tudo para que a inflação desça de 25% para 15%" e para que o ritmo de evolução do PIB "cresça de 3,6 para 5,5 por cento, este ano», referiu o chefe de Estado, citado hoje pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Nyusi referiu, durante uma visita oficial à Holanda esta quinta-feira, numa reunião com organizações não-governamentais (ONGs) que o governo está `a traçar medidas´ com as `organizações monetárias internacionais, para a correção dos erros cometidos, para se devolver a confiança a nível da parceria internacional´.

No entanto, Helena Afonso, analista de assuntos económicos com o pelouro de África nas Nações Unidas, disse esta semana à Lusa que a previsão de crescimento da economia de Moçambique foi revista em baixa de 5,5% para cerca de 4%.

«O problema da liquidez é um dos principais riscos para a economia moçambicana, que tem impactos sobre o nível de endividamento estrangeiro e sobre o Orçamento», acrescentou a analista, salientando que `a instabilidade macroeconómica também não ajudará o desempenho da economia´.

Já em fevereiro, a Economist Intelligence Unit (EIU) tinha previsto que a economia de Moçambique cresça 4,2% em 2017, depois de no ano passado ter registado o valor mais baixo dos últimos quinze anos (3,3%).

Sobre a inflação, que chegou ao recorde de 27% em novembro do ano passado, a expectativa dos analistas da Economist é que a taxa vá descendo, mas este ano deverá ficar ainda acima de 23%.

O FMI e um grupo de 14 doadores congelaram o apoio direto ao Orçamento de Estado de Moçambique em abril de 2016, depois de rebentar o escândalo das dívidas ocultas - 2,2 mil milhões de dólares de dívidas contraídas entre 2013 e 2014 por três empresas estatais junto de bancos estrangeiros com garantias do Governo que não foram aprovadas no parlamento nem inscritas nas contas públicas.
Lusa

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